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Igualdades

Finalmente alguém consertou aquele famoso cartaz reaça, que discutia e problematizava as caixas mas jamais colocava a maldita cerca como a origem das disparidades. Parabéns…

Minha interpretação é de que esta cerca é constituída pelos dois pilares de sustentação das sociedades ocidentais: o capitalismo e o patriarcado. As caixas colocadas posteriormente representam o “punch 2” da teoria de Peter Reynolds: tudo o que a sociedade faz no sentido de consertar a intervenção inicial (capitalismo e organização patriarcal) para diminuir seus efeitos deletérios, porém SEM MEXER nas estruturas viciosas e que estão na origem dos problemas (no caso da gravura, a possibilidade de assistir o jogo, em nossas sociedades a exploração, a miséria e a iniquidade).

As caixas são o “Criança Esperança”, as loterias alienantes, a competitividade violenta, os filantropos, as inúmeras doações feitas pela Coca Cola e – em última análise – a própria caridade, entendida aqui como a ação pessoal ou coletiva para ajudar os oprimidos pelo capitalismo ou pelo patriarcado…. que NÓS MESMOS criamos.

Assim, primeiro nós criamos as cercas e depois inventamos múltiplas caixas para ajudar os “desafortunados” apenas porque não temos coragem de questionar a simples existência da cerca!!!

Não tenha dúvida que retirar uma cerca é algo que demanda um tremendo esforço. Portanto, ela só pode ser retirada por uma interferência muito forte na cultura. Pode ter certeza que arrancar cercas é uma tarefa profundamente penosa. Tanto metaforicamente ao mudar estruturas sedimentadas na cultura quanto na lida do campo. Romper a cerca do capitalismo e do patriarcado será a grande tarefa do século XXI em todo o planeta.

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Para onde correr?

A crise acabou fazendo a esquerda aplaudir Dória, agradecer a Máfia da BigPharma, abraçar a Globo e votar no Baleia. Espero que tenhamos a capacidade de reconhecer o significado dessas escolhas e não as consideremos naturais. A sociedade agora abraça o “progresso” medicamentoso e abre “os braços” (para não dizer outra coisa) para as multinacionais de drogas, confundindo oportunisticamente “droga” com “ciência”, como se estas empresas não fossem – no dizer de Peter Gotzsche – a perfeita definição de “Crime Organizado”.

A Pfizer, entre outras, tem uma longa ficha de crimes cometidos contra a saúde pública, tendo pago a maior indenização da história por seus delitos. Mas… ai de quem ousar questionar nossas salvadoras!!! Ao inferno com quem meramente questionar os “cientistas”.

Essa exaltação acrítica dos “pesquisadores” sem a devida contextualização sempre foi desastrosa na história. Tomar decisões com base no desespero, aceitando “qualquer coisa” para votar à “vida normal”, também.

“Não é o momento de criticar, isso se vê depois. Precisamos de uma esperança”, dizemos nós, de joelhos.

Na atual polarização política mundial o esquerdista padrão aceita bovinamente o controle das nossas vidas pela máfia das drogas, enquanto o reacionário nega qualquer avanço, chamando-o de “globalismo”. Para onde correr?

“Ah, cara… para de ser chato. Precisamos de algo para acabar com essa pandemia!!”. Claro, “punch 2”, certo? Questionar o que nos trouxe até aqui é como procurar a chave no lugar em que ela verdadeiramente se perdeu, mas onde é sempre muito mais escuro.

Veja mais sobre os crimes da Pfizer aqui e sobre problemas importantes de sua vacina aqui.

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