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Vacina ruça*

Qualquer medicação oferecida (e vacina é remédio também) que não tenha uma experimentação de seus efeitos deletérios – e até letais – em humanos, em curto, médio e longo prazos, é um tiro no escuro. Ponto.

Podemos estar diante de um gigantesco fracasso, premidos pelo tempo e por interesses econômicos gigantescos. E não seria a primeira vez, inclusive com estes vírus respiratórios. Os fracassos do passado com estes virus deveriam servir de alerta.

Mas… as desculpas perfeitas já estão dadas, e todas já sabemos. “Sim, morreram X pessoas por ação direta da vacina, e outras Y ficaram seriamente danificadas (como as causadas pela vacina da gripe), mas segundo as projeções, sem a vacina morreriam milhões de pessoas. Portanto, essas vítimas foram os heróis que se sacrificaram pelo sucesso da vacina e por milhões de vidas salvas“.

Já está determinado o sucesso da vacina: qualquer número de vítimas será menor que a criatividade matemática das mortes presumidas; basta usar as “projeções” catastrofistas como escudo.

O mesmo artifício é usado há décadas para desculpar a ditadura militar, sacaram? “Sim, muitos foram torturados e tantos outros morreram, mas “segundo nossas projeções”, morreriam muitos mais pelas garras do comunismo“.

Além disso, ter uma postura crítica contra vacinas é ser “terraplanista”, desdenhar da ciência, ser adorador do Trump, como se as vacinas – um negócio multibilionário, por “curar” pessoas saudáveis, um mercado do tamanho do planeta – fosse o único lugar onde a “máfia da indústria farmacêutica” (palavras de Peter Goetsche e Márcia Angel, da Cochrane e do New England Journal of Medicine, respectivamente) é ética, correta, e transparente.

A mitologia das vacinas, um campo que ninguém no Brasil ousa questionar, acaba gerando um vácuo de debates porque NENHUM profissional se dá ao direito de jogar uma luz sobre os inúmeros elementos criticáveis da aplicação de drogas e elementos químicos em pessoas saudáveis.

Entendem? O inimigo nunca é visível e a gente acaba permitindo “ciência apressada” por medo de nada fazer.

E veja, apenas por escrever esse desabafo em nome da boa ciência e da ciência livre do controle capitalista, já vou ser tratado como “antivacinista“, terraplanista ou de direita trumpista (logo eu que sou comuna).

Ahh… e quem quiser tomar uma vacina testada em 40 pessoas (raça?, cor?, doenças concomitantes?, background?, só russos? quanto tempo de observação?) que o faça. Eu, que sou do grupo de risco, farei parte do antigo grupo de sobreviventes cujas mães não usaram Talidomida, Raio X na gestação e nem dietilbestrol. Ou dos caras que se recusaram a usar Vioxx por terem ouvido falar que os estudos que alertavam do perigo foram escondidos em uma gaveta do laboratório.

Lembram quando diziam que a ação da Cloroquina “in vitro” não podia ser extrapolada para “in vivo”? Nada mais correto que isso, mas por que deveríamos achar que, para vacinas feitas às pressas, esse critério é menos importante?

Quem sabe usamos os mesmos critérios rígidos que demonstraram a inefetividade da Cloroquina também para avaliar a qualidade destas vacinas – oferecidas a nós sem comprovação em larga escala. Não parece justo?

Quem quiser que se arrisque…

* Para o Houaiss, o significado é de “complicado, cheio de adversidades, de dificuldades; perigoso, apertado”.

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Unanimidade

Unanimidades são a marca indefectível da mediocridade. Se você faz algo realmente marcante e significativo deverá ameaçar uma legião de pessoas que resistem à mudança que você representa. Não desista pelas críticas ferozes que recebe. Analise seus objetivos com franqueza, refaça seus caminhos se necessário e siga adiante com sua missão. Acima de tudo não tema a ferocidade dos ataques. Pelo contrário: exalte seu aparecimento, pois apenas os medíocres agradam a todos. Não há como ser um vetor de mudanças se não houver discordância; toda luz que se forma produz sombra.

Jeremy Ash, “A Tree is Not a Chair”, ed. Pergus pág. 135

Jeremy Ash é um escritor americano nascido em Cedar City em Utah em 1956. Escreve livros de autoajuda e sobre temas religiosos. Foi adepto da religião Mórmon até 2015 quando decidir se retirar junto com centenas de adeptos dessa religião nos Estados Unidos que foi ocasionada pela controvérsia a respeito do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Jeremy Ash tem um irmão gay, líder do “Gay Christian Group Utah” e por essa razão cortou todas as relações com a comunidade mórmon onde cresceu. É casado com a cantora de música religiosa cristã Maya Albrecht. Tem 6 filhos biológicos e mais 4 adotivos. Mora em Salt Lake City.

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Produtividade

Uma das coisas que mais me dá prazer ao visitar o Texas é escutar rádio. Sim, a maravilhosa KUT (kut.org 90.5). É a rádio da Universidade do Texas, para mim a melhor rádio do mundo. Todos os dias são transmitidos programas excelentes e variados, culturais e com profundidade em suas abordagens. Faz um tempo escutei um programa sobre “puns”, a antiga e maravilhosa arte dos “trocadalhos”. Maravilhoso programa. Uma hora depois deste um debate que me chamou a atenção: o que é produtividade e como chegar lá.

Uma das coisas que aprendi escutando o especialista convidado foi o real significado da palavra “motivação”. Dizia ele que uma das regras básicas para motivar uma pessoa é colocá-la na posição de SUJEITO de seu sucesso ou processo transformativo. Por isso, ele nos explicava que é absolutamente contraproducente elogiar uma pessoa por ser bonita, simpática ou inteligente, em razão de que essas qualidades são inatas e não há esforço algum em alcançá-las. O contrário é quando você exalta e elogia o esforço de uma pessoa que não tem qualidades evidentes para uma tarefa. Um exemplo é a menina gordinha que dança balé, ou quando escutamos na escola a manifestação de uma criança declaradamente tímida e que, através do seu esforço em vencer suas próprias barreiras, consegue se apresentar em público. Essas pessoas precisam e merecem ser elogiadas publicamente, pois estão sendo premiadas por algo que ativamente FIZERAM e não por algo que passivamente SÃO.

Outro aprendizado foi com reuniões. Muitas pessoas reclamam que as reuniões sempre tem uma parte inicial em que as pessoas contam seus problemas com marido, mulher, filhos, trânsito etc. Muitos dizem que há uma grande perda de tempo com esse interregno que poderia ser mais bem utilizado indo direto para as razões pelas quais marcamos uma reunião. Todavia, as pesquisas dizem exatamente o contrário: com o tempo, e pela possibilidade de conhecer melhor aqueles com quem convivemos, as reuniões tornam-se mais produtivas e com melhores resultados exatamente porque incentivamos encontros entre PESSOAS, ao invés de focar tão somente nos participantes de uma reunião técnica de negócios. Portanto, pense bem antes de reclamar do amigo que conta piadinhas antes da reunião começar. Por certo que há limites nos devaneios, mas o princípio de permitir a exposição de elementos subjetivos e emocionais deve ser preservado.

Outro ensinamento sobre reuniões produtivas. Qual o melhor time? Onde todos são amigos? Desconhecidos? Extrovertidos? Extrovertidos misturados com introvertidos? Forte líder ou decisões horizontais?

O resultado foi interessante: as reuniões dependem muito menos de como se faz a liderança e quem são os componentes do que como interagem os elementos. Isto é: a regra fundamental é que exista “proteção emocional” dos participantes. Assim, as reuniões tendem a apresentar produtividade e resolutividade maior quando as pessoas presentes tem a oportunidade de se manifestar livremente, sem julgamentos ou violências simbólicas. O chefe é menos importante pelo que faz e mais pelo quanto protege seu time.

Outro elemento é a questão do controle. Um exemplo interessante é quando estamos trancados em um engarrafamento e resolvemos tomar uma via alternativa que é muito mais longa, e na melhor das hipóteses levará o mesmo tempo da via engarrafada. Entretanto, exatamente porque estamos fazendo algo ativamente – ao invés de esperar passivamente no engarrafamento – é que temos a “sensação de controle” que diminui nossa angústia diante de fatos sobre os quais não podemos interferir.

Como bem sabemos, o mesmo acontece na atenção ao parto, quando fazemos qualquer coisa (os protocolos, as rotinas e por fim as intervenções) porque a sensação de controle nos produz alívio e uma sensação de segurança, mesmo que ilusória e falsa.

Sempre que em uma reunião podemos ter controle sobre os eventos através de nossas decisões teremos uma sensação mais clara de realização, e esse sentimento humano precisa ser reconhecido quando fazemos grupos e montamos equipes de trabalho.

Por fim, é importante termos sempre em mente a questão dos objetivos. Eles são divididos em dois grupos principais: os grandes objetivos e os objetivos parciais. Os grandes são aqueles relacionados com a “missão” a que o grupo se propõe, como montar um hospital, derrubar um governo, criar um partido político ou simplesmente organizar uma comunidade autossustentável e ecológica voltada para o nascimento humano. Por outro lado, ninguém acorda pela manhã com essa imagem em sua cabeça: é necessário que os objetivos parciais nos façam ter o estímulo para o trabalho e a construção de algo grandioso. Por isso, ter como objetivo arrumar a cerca, pintar as paredes ou estudar para uma prova são igualmente importantes, pois são as etapas sem as quais as grandes tarefas jamais são concluídas.

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Uma Crítica à Veneração

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(Um elogio à iconoclastia sistemática)

Será mesmo que podemos abrir mão da iconoclastia?

Serão realmente desnecessários os franco-atiradores que tentam solapar as “verdades” que com tanto amor nos aferramos?

Veja bem, não tenho nenhum gosto especial em ler os escritos difamatórios contra personalidades ou ideias. Entretanto, não serão eles apenas remédios muito amargos que necessitamos tomar para a depuração de uma doença insidiosa chamada “veneração”? Não serão eles importantes elementos para a cura da nossa credulidade cega nas personalidades e descobertas do passado? Não serão fundamentais tais críticas para que possamos enxergar o que de humano havia por detrás de figuras mitificadas da ciência, filosofia, artes e do conhecimento em geral?

Sei que a busca insana pela iconoclastia é aparentemente obsessiva, talvez até doentia. Mas e daí?

Entendo que a iconoclastia pode trazer prejuízos à sanidade de quem a professa ao apresentar um viés mais obscuro aos fatos, para contrastar com o nosso, que é suave e brando com as falhas de nossos mentores. Entretanto, a insanidade do nosso irmão pode ser de ajuda para se chegar mais perto de uma verdade límpida.

Seria lícito impedir críticas a Einstein, provando a falsidade de algum dos seus experimentos, apenas porque ele “não está aqui para se defender“? Ora, nenhum físico realmente sério desprezaria FATOS em nome do culto à personalidade do mestre de outrora. Se tais fatos forem mentiras, cairão por terra com o passar do tempo. Se forem, entretanto, verdades é importante que estejamos preparados para assimilá-las.

Repito: não há porque eleger figuras intocáveis nas ciências e nas artes, como de regra em nenhum ramo do conhecimento humano. Os gurus são paralisantes, e sua existência depende do esvaziamento de seus seguidores. Eliminar indivíduos “acima de qualquer suspeita” é humanizar o conhecimento e a “verdade”.

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Elitismo e Meritocracia

Sobre um texto que li hoje criticando a “meritocracia” e o “elitismo” do movimento de humanização do nascimento.

Aliás, já vi esse texto – escrito por outra pessoa e com palavras semelhantes – há há muitos anos na Internet e de forma repetida. Provavelmente a autora nem se apercebeu de como seu discurso está defasado no tempo. Esse debate sobre “elitismo” no movimento de humanização do nascimento tem mais de uma década e meia, e surgiu ainda nos encontros virtuais nas listas de discussão das “amigas do parto”.

Por acaso este texto surgiu na mesma semana que li outro artigo sobre as pessoas que reclamam de quem faz, mas, em contrapartida, não fazem nada. A autora mesmo diz não ser militante do parto humanizado, que não é algo que a envolva de corpo e alma, e isso para mim significa: “não me envolvo nessa temática, nunca fui à rua lutar por partos dignos, nunca dei minha cara à tapa, nunca fui xingada por ser a favor do parto normal, nunca fui perseguida pelas minhas ideias sobre nascimento, não compreendo muitos dos termos, nunca lutei por esta bandeira, mas quero criticar bastante quem o faz”.

Todo o texto dela é embasado em UMA grande crítica: as coisas que o movimento de humanização ainda não fez. As críticas vem pelo vazio gigantesco do “ainda não feito”. Tentem imaginar descrever QUALQUER movimento ou pessoa baseado no que ele NÃO fez, e desreconhecendo tudo o que protagonizou em sua vida ou percurso.

“Descartes era genial, porém feio; Pelé era um bom futebolista, mas como goleiro era medíocre; Jesus brigou no templo e se enfureceu, e isso é pecado; Darwin revolucionou o mundo como o conhecemos, mas era deprimido; Marx era um pensador revolucionário, mas um péssimo pai de família; Freud transformou o mundo ao abrir as portas do inconsciente, mas era fixado em sexualidade; Galileu Galilei enfrentou seus algozes com bravura, mas mentiu… apenas sussurrou i pur si muove…”

Reclamar de fora, sem enfrentar, apontando dedos, chamando de elitistas os poucos profissionais médicos, de enfermagem, obstetrizes e doulas que tiveram a coragem de sacrificar a própria segurança pessoal em nome de uma ideia é um ato grosseiro e insensato. Chamar de “elitistas” pessoas que vivem honestamente do seu trabalho é agressivo e injusto. Chamar de “meritocrático” apenas por mostrar às mulheres que SIM, a tarefa de mudar o sistema depende DELAS (não confundir com a ideia de que a CULPA é delas) é tentar fazer “fogo amigo” com palavras de ordem e agressões sem sentido. Dizer que nada é feito pelas mulheres negras e pobres do SUS é cegar-se às iniciativas pelo parto humanizado no ISEA e Sofia Feldman, entre outros.

O artigo é tudo, menos brilhante e atual. Como eu disse, essa queixa de caráter vitimista (uma tentação quase insuportável no meio em que a autora circula) tentando colocar a responsabilidade em alguém é retrógrado e inútil. “Ei vocês aí… façam alguma coisa pelas mulheres negras, chinesas, iranianas e nigerianas. Vocês só trabalham para quem pode pagar. Trabalhem de graça, sejam sacerdotes. Enquanto isso, eu continuarei ganhando meu dinheiro e cobrando bem por cada hora que dispensar no meu trabalho. Mas VOCÊS tem obrigações conosco, e estamos de olho”.

A responsabilidade para mudar o sistema é das MULHERES, com a ajuda de todos nós. Muito fui achincalhado quando tentava ajudar o movimento de mulheres, a ponto de precisar me afastar para sempre de qualquer ação nesse sentido, mas a queixa era sempre essa: “não se meta, não tente protagonizar uma luta que é nossa”. Pois bem, lição aprendida. A luta é MESMO das mulheres, é responsabilidade delas, a mudança partirá delas e o esforço deverá ser de quem leva o parto no próprio corpo. Nós, ativistas, podemos apenas apoiar e debater, sem retirar o protagonismo de quem é de direito.

Todos nós concordamos que é necessária uma expansão do discurso e da prática. O que deixa desanimado é que o tom é sempre agressivo, ressentido e acusatório. É o mesmo tipo de agressão contra figuras como o Jean Wyllys, agredindo-o por tudo que ele NÃO fez pelos homossexuais ou negros, ao invés de ajudá-lo a expandir sua ação e oferecendo ajuda para esta tarefa. As acusações são, via de regra, levianas e acusam os profissionais de serem interesseiros, movidos por dinheiro, como se houvesse culpa na qualidade de destes colegas, e que eles deveriam trabalhar graciosamente. Normalmente quem faz este tipo de acusação NUNCA se dedicou às causas que critica. Mas, vamos deixar claro que nada disso é novidade. Como eu mesmo salientei este é um dos famosos assuntos “iô-iô”, que vez por outra voltam a bater na mesma tecla das falhas do movimento de humanização, principalmente por causa dos médicos privados e suas cobranças.

O texto ao qual me referi atinge inclusive as doulas, responsáveis diretas pela mudança lenta e gradual da ESTÉTICA do parto, ao acrescentarem doçura, suavidade e afeto nos ambientes de parto. Pois até elas são tratadas como “dinheiristas“, e com o mesmo padrão de crítica: “Ah, mas só pra quem pode pagar, né?“, como se fosse responsabilidade das pobres doulas a mudança da mentalidade das maternidades públicas. Ora, se nós achamos que as doulas são importantes para as mulheres “negras e pobres” do Brasil, é preciso pressionar e exigir do vereador, deputado, dono de hospital ou gerente de maternidade, para que se crie um sistema que incorpore o trabalho das doulas ao SUS. Falar mal do atendimento que as doulas ainda não fazem é, como eu disse acima, injusto e cruel.

A transformação profunda na assistência às mulheres negras e pobres no parto, entre outras mazelas que ainda precisamos eliminar, virá quando pararmos de agredir os poucos profissionais que levam este debate adiante – e que pensam em transformações sensíveis na maternidade – e partirmos para uma ação POLÍTICA organizada e em bloco. A maioria dos ativistas médicos que conheço está fora do sistema público de saúde, e faz seu trabalho na abrangência de suas possibilidades. Não há como pedir para médicos que atendem no consultório que mudem o SUS, já que não podem agir nesse campo. Para isso é preciso que as mulheres, com a ajuda dos movimentos sociais, EXIJAM mudanças no Sistema Único de Saúde. Entretanto, parar de culpar os profissionais (e os movimentos) pelo que AINDA não fizeram é um bom começo de trabalho.

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Camille Paglia

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Fiquei emocionado ao ler esta entrevista da Camille Paglia e perceber que suas ideias sobre gênero, feminismo e maternidade são as mesmas que defendo há tantos anos, pelas quais já paguei um preço bastante salgado. Sinto-me também aliviado ao perceber que os ataques a estas propostas e visões de mundo não são exclusivas de celebridades como ela, mas de todos que ousam estabelecer uma crítica e um olhar severo sobre os (des)caminhos da cultura ocidental, mormente no que diz respeito aos choques inexoráveis entre homens e mulheres na luta por sentido em suas vidas.

Camille Paglia tem a segurança e a firmeza que apenas as pessoas verdadeiramente cultas e preparadas possuem, e suas palavras – por vezes ácidas – tornam-se doces ensinamentos quando permitimos que se aproximem de nossa razão mais profunda.

Veja abaixo a entrevista dada à Folha SP

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