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Sorrisos

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Existem dificuldades inquestionáveis em toda a tentativa de modular nossa ação e nossa fala em função do outro. Como será recebida a mensagem? Por mais que a intenção seja clara em nossa mente a chegada aos olhos e ouvidos alheios dependerá do meio (palavras, gestos, entonação, local, circunstância, etc.) e do universo de signos que dão sentido a quem as escuta e vê.

Por isso mesmo, eu entendo o quanto deve ser difícil para uma mulher controlar o conta-gotas da simpatia para não errar o ponto e oferecer aos outros uma falsa sensação de abertura. Enganam-se, portanto, os que pensam que ao homem cabe o ônus da iniciativa. Não, ela é sempre feminina e, via de regra, não verbal. E é nesse gestual intrincado e sofisticado, elaborado em milhões de anos de aprimoramento, que um sorriso simpático dirigido a uma alma sequiosa de atenção e carinho pode ser confundido com um convite.

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Silêncio Benevolente

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Sempre agradeço a todas as pessoas que explicitamente gostam de mim, em especial aquelas que já expressaram isso. Não são muitas, bem sei, essencialmente por culpa minha. Como já disse anteriormente, nasci sem o dom da simpatia, uma das virtudes que mais admiro e invejo. A pessoa simpática é acima de tudo corajosa e segura, pois sabe que seu sorriso pode ser confundido com fragilidade ou fraqueza; mesmo assim sorri e expõe sua alegria e brilho interiores. Nunca tive essa segurança a essa força para poder ser simpático e doce.

Mas hoje lembrei das pessoas que NÃO gostam de mim, as que não me aceitam e que não me suportam. Sempre penso que, no lugar delas, teria infinitos argumentos para justificar tal antipatia e rechaço. Não é preciso muita imaginação ou criatividade; basta me conhecer por pouco que seja para ver uma plêiade multicolorida de defeitos aparecerem no meu rosto como o brotar instantâneo de uma acne adolescente. Entretanto, é para estas pessoas que vai meu agradecimento.

O Mestre nazareno já dizia que “os inimigos são teus verdadeiros amigos”. De fato, são eles que nos mostram os tantos defeitos que carregamos, mas como sabê-los sem que nossos desafetos os apontem a nós? Para isso nossos inimigos são essenciais e indispensáveis.

Porém, há um tipo de desafeto que, ao perceber seu momento de dor e angústia, refreia seu impulso de lhe criticar e …. se cala. Silencia por caridade e consideração, mesmo nutrindo verdadeiro desamor por você. Ele sabe que a crítica mordaz, mesmo que justa, neste momento seria um exagero de crueldade. Diante disso, aguarda um momento melhor para oferecer o beneplácito da ofensa pedagógica.

Aos que me desgostam e silenciam, meu agradecimento sincero e emocionado. Vocês são verdadeiros amigos, os melhores que se pode ter.

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