Os corpos

A batalha pelos partos dignos está inserida na luta pelo domínios dos corpos. De um lado a ordem patriarcal e sua sanha de dominação e controle, e do outro lado todos aqueles que percebem que a evolução para uma sociedade mais justa e equilibrada passa pela garantia do protagonismo a todos nós, sejamos homens ou mulheres. Portanto, a humanização do nascimento é um embate entre as forças autoritárias da sociedade e as propostas democráticas que pretendem oferecer liberdade de escolha ampla.

“Parto não é algo que acontece às mulheres; é algo que elas fazem”. É uma construção onde os aspectos físicos e emocionais precisam estar equilíbrio para oferecer o máximo de segurança, para assim promover crescimento pessoal e um futuro dignos aos que nascem. Mulheres caladas, vítimas de violências múltiplas e cotidianas, não podem oferecer o melhor de si para seus partos. Por isso, a proposta da humanização do nascimento passa por uma vinculação inexorável com a liberdade de escolha.

Humanizar nascimento é garantir o protagonismo à mulher. Sem isso teremos tão somente a sofisticação de uma tutela anacrônica e ultrapassada.

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