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Luta

Ric Jones, candidato ao Senado – PCO

Sim, vamos à luta

Mais uma campanha eleitoral está prestes a começar. Devemos nos preparar para o mesmo tipo de campanha que existe no país há muitas décadas, baseadas em pirotecnia, alarmismo, acusações falsas, negativismo, etc. Vejo os políticos dizendo tudo o que já foi dito, com os mesmos clichês e ataques pessoais aos demais candidatos. Ao seu lado, dando a eles suporte, existe um exército de ressentidos que agora querem sair do anonimato, falando as velhas tolices. No nosso campo, é claro que teremos que escutar as mesmas lorotas anti-comunistas dos anos 60. A educação popular em torno das ideias socialistas é um campo muito difícil, pois temos que nadar contra a corrente da ideologia dominante. Apesar disso, continuamos, pois o tempo continuou sua marcha contínua, o capitalismo já mostra sua falência inconteste, o imperialismo torna evidente sua face autoritária e assassina e os países da periferia como Irã, China, Rússia – e até o Brasil – começam a assumir protagonismo no mundo que, lentamente, se torna multipolar.

Apesar disso, uma fração da classe média ressentida sempre vai achar erro nesta trajetória, saudosa do tempo em que os apartamentos já vinham com dependência de empregada e que os serviços eram baratos porque as pessoas pobres não tinham como negociar o valor do seu trabalho. Esses personagens envelhecidos acreditam que havia virtude no modelo semi-escravocrata, determinado pelo berço, onde o sujeito branco e de classe média podia usufruir as benesses de um capitalismo em expansão e onde o emprego ainda crescia. Esse mundo acabou, e essa garotada que tinha dinheiro para ficar em casa tocando guitarra agora tem raiva da nova cara do mundo.

Estes que antes se deleitavam com o ciclo de crescimento capitalista agora percebem, com rancor, a decadência inescapável da sociedade de classes e da propriedade privada dos meios de produção. Um novo mundo precvis nascer, mas o velho teima em parmanecer, como alertava Gramsci. Porém, os velhos ressentidos são sempre tristes; já a política deve ser feita de esperança e desejo. É só por isso que resolvi dar a cara a bater e participar de algo que jamais pensei durante toda a vida: concorrer a um cargo eletivo. Meu objetivo é mostrar no ideário do PCO sua absoluta vinculação com uma postura antissistema, baseada na necessária ruptura com as velhas amarras do capitalismo, como a sociedade de classes, a opressão do homem pelo homem, a propriedade privada dos meios de produção e os engodos criados pelo imperialismo, como o identitarismo, usados para dividir nossa luta.

Se existe algo realmente diferente nas eleições, por certo que poderemos encontrar entre aqueles que abandonaram as ilusões do liberalismo, tanto à esquerda quanto à direita. Não vamos encontrar a ruptura necessária para um novo caminho entre aqueles que há décadas dizem o mesmo, e fazem dos ataques, das lacrações e dos ataques pessoais seu principal (por vezes único) discurso.

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Arquivado em Causa Operária, Histórias Pessoais, Política

#MauroMentiu

A mulher entrou no escritório do marido sem bater e o encontrou usando sobre o corpo nada mais que suas cuecas. A jovem secretária em seu colo vestia apenas uma provocante lingerie.

– Mauro!!! O que é isso?

Os dois se ergueram de sobressalto mas em silêncio. Enquanto Dr Mauro colocava as calças a jovem auxiliar se retirou apressadamente pela porta.

– Não aconteceu absolutamente nada, disse ele. Coisas normais na relação entre patrão e empregada.

– Você enlouqueceu, Mauro? Coisas normais? Sem roupa no seu colo? Acha que sou besta?

Ele abotoou os botões da camisa calmamente. Sem mudar o semblante, explicou:

– Minha secretária me trouxe um café mas eu, estabanado, virei sobre a calça. Como o café estava muito quente tirei a calça rapidamente e entreguei a ela. A camisa também estava manchada, então resolvi tirar e guardar na gaveta onde tenho umas peças de roupa sobressalentes. Quando fechei a gaveta ela prendeu no vestido da minha secretária que se rasgou de cima abaixo quando ela se encaminhava para fora da sala. Tão nervosa ficou que tropeçou no fio do telefone e caiu no meu colo. Nesse instante você chegou.

A esposa não conseguia esconder o espanto e o terror.

– É serio? Essa é sua explicação para a cena que eu vi com meus próprios olhos? É essa história que tem para me contar, Mauro?

– Sim. Uma história comum. Acontece toda hora em muitos escritórios pelo Brasil. Nada de excepcional. Não percebo nada de inadequado na minha atitude e não há nenhum delito aqui configurado.

A esposa, até então estupefata, desarmou-se diante de justificatvas tão convincentes.

– Bem, Mauro, como você é um juiz famoso e respeitado, muito querido por tantos e admirado por multidões só me resta acreditar. Desculpe ter desconfiado. Então vou para casa e lhe aguardo. Ainda tenho que buscar as crianças na escola.

– Ok querida. Não se preocupe; eu entendo sua preocupação. Mais tarde chego em casa para o jantar.

Ela se aproximou da porta e quando ultrapassou o batente voltou-se para o marido e perguntou:

– Quer que eu leve sua roupa suja de café para lavar?

– Não será necessário, disse Dr. Mauro

– Por quê? indagou ela

– Porque eu já deletei…

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