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#MauroMentiu

A mulher entrou no escritório do marido sem bater e o encontrou usando sobre o corpo nada mais que suas cuecas. A jovem secretária em seu colo vestia apenas uma provocante lingerie.

– Mauro!!! O que é isso?

Os dois se ergueram de sobressalto mas em silêncio. Enquanto Dr Mauro colocava as calças a jovem auxiliar se retirou apressadamente pela porta.

– Não aconteceu absolutamente nada, disse ele. Coisas normais na relação entre patrão e empregada.

– Você enlouqueceu, Mauro? Coisas normais? Sem roupa no seu colo? Acha que sou besta?

Ele abotoou os botões da camisa calmamente. Sem mudar o semblante, explicou:

– Minha secretária me trouxe um café mas eu, estabanado, virei sobre a calça. Como o café estava muito quente tirei a calça rapidamente e entreguei a ela. A camisa também estava manchada, então resolvi tirar e guardar na gaveta onde tenho umas peças de roupa sobressalentes. Quando fechei a gaveta ela prendeu no vestido da minha secretária que se rasgou de cima abaixo quando ela se encaminhava para fora da sala. Tão nervosa ficou que tropeçou no fio do telefone e caiu no meu colo. Nesse instante você chegou.

A esposa não conseguia esconder o espanto e o terror.

– É serio? Essa é sua explicação para a cena que eu vi com meus próprios olhos? É essa história que tem para me contar, Mauro?

– Sim. Uma história comum. Acontece toda hora em muitos escritórios pelo Brasil. Nada de excepcional. Não percebo nada de inadequado na minha atitude e não há nenhum delito aqui configurado.

A esposa, até então estupefata, desarmou-se diante de justificatvas tão convincentes.

– Bem, Mauro, como você é um juiz famoso e respeitado, muito querido por tantos e admirado por multidões só me resta acreditar. Desculpe ter desconfiado. Então vou para casa e lhe aguardo. Ainda tenho que buscar as crianças na escola.

– Ok querida. Não se preocupe; eu entendo sua preocupação. Mais tarde chego em casa para o jantar.

Ela se aproximou da porta e quando ultrapassou o batente voltou-se para o marido e perguntou:

– Quer que eu leve sua roupa suja de café para lavar?

– Não será necessário, disse Dr. Mauro

– Por quê? indagou ela

– Porque eu já deletei…

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Crimes de toga

Moro seria condenado por alta traição na sua pátria amada americana se lá viesse a divulgar as conversas privadas de um presidente com um ex-presidente. O nome desse crime nos Estados Unidos é “alta traição” e a pena para isso é cadeira elétrica. Sobre as instâncias posteriores que não reformaram a pena de Lula… qual a parte do “com o supremo com tudo” o pessoal ainda não entendeu? Sobre as homenagens que Moro recebeu em Universidades americanas, não esqueçam que Hitler foi capa da revista TIME de 1938 como “homem do ano”, portanto estas honrarias abruptas e oportunistas não valem chongas.

Moro é homenageado nos Estados Unidos por uma universidade exatamente porque presta serviço a este país com o desmonte das nossas grandes empresas.

Quanto ao Lula…. digam em duas linhas qual o crime pelo qual Lula foi condenado e qual a prova que sustenta sua condenação.

Sobre as palestras de Moro…. Sério? Moro é o pior palestrante de todos os tempos. Voz insegura, inglês péssimo (Machachutz????), argumentos péssimos, português horroroso (houveram problemas????) e a mais absurda e contraditória sentença da história, basta saber de um livro escrito por 120 juristas condenando sua performance.

O desafio está na mesa. Diga o crime de Lula e qual a prova de que este foi cometido. Leia sobre o crime de traição que Moro cometeu. Leia sobre grampear advogados de um réu!!!!! Leia o significado de “juiz natural’, sobre “teoria da prova” e sobre “juízo dos inimigos”. Leia sobre divulgar conversas privadas do presidente em exercício. Leia sobre juízes agindo “ex ofício” e sendo parte da acusação. Leia sobre fotos com Temer, Dória, Alkmin e Aécio e o significado disso para a imagem de um magistrado. Leia a sentença inteira de Lula. Fale sobre “atos de ofício indeterminados”, crime sem objeto, propina “prometida”. Leia sobre mestrado e doutorado em 3 anos. Leia sobre o escândalo do Banestado. Leia sobre delação premiada sob tortura (com delatores presos, o que é obviamente ilegal nos Estados Unidos, de onde a lei foi copiada).

Leia também sobre Tacla Durán e o dinheiro de doleiro na conta da esposa de um juiz. Leia sobre a APAE e os 500 milhões relacionados à madame. Informe-se sobre a propina de Zucolotto. Informe-se sobre a Petrobrás pagar as palestras de Moro e SER PARTE NOS PROCESSOS QUE ELE JULGA!!!!

Esqueci algo? Sim…. Tem Youssef (passou de 100 anos de cadeia para 3), tem a mulher do Cunha livre. Tem o próprio Cunha “desaparecido”. Tem o Alkmin que se livrou de Curitiba para livrar Moro do constrangimento. Tem a exigência de Lula participar de todas as oitivas, totalmente ilegal. Tem a “condução coercitiva”, absurda e cruel, com vistas a humilhar o presidente.

Precisa mais??

E tem mais…. mas cansei de escrever sobre um juiz que seduz a classe média iludida.

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O Fim da Política

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Mais cedo ou mais tarde apareceria alguém pedindo o desaparecimento das ideologias e o surgimento de um “positivismo político cientificista”, algo para além dos partidos em que a “competência” administrativa “comprovada” por um currículo “acadêmico” pudesse depurar a política dos tolos, oportunistas, ignorantes e todos os sujeitos movidos por interesses espúrios. Uma espécie de aristocracia ao estilo “Nosso Lar”. Seria a negação do conflito e a superação do contraditório. Governantes seriam eleitos através de concurso público realizado em prova direta de múltipla escolha.

Quem pede isso esquece que a humanidade sempre foi governada assim e que a modernidade nos ofereceu a alternativa mais justa ao oferecer a escolha dos seus representantes a todos os cidadãos. Ao invés de provas acadêmicas para selecionar os mais aptos tínhamos o DNA dos governantes, herdado de sua família nobre, em cujo currículo constava um aprendizado de uma vida inteira na “arte de governar o povo”.

A verdade é que a falta de partidos daquela época e a supressão das ideologias já era, por si só, a ideologia dominante, que vagava invisível no campo simbólico, e determinava a cada componente da sociedade seu lugar eterno e imutável de servo ou senhor.

Aos que desejam um mundo sem partidos e sem ideologias, sem conflitos e sem disputas, sugiro que voltem no tempo e se abriguem mas brumas de Avalon, ou em qualquer lugar paradisíaco do século XIV. Aqui no século XXI o extermínio dos partidos e o aniquilamento das formas distintas de pensar o coletivo significaria um passo definitivo em direção à barbárie e à anulação do pensamento.

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Lava Jato e os Limites da Lei

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Com todo o respeito, e com toda a pipoca de quem assiste a bandidagem digladiar, acabar com os crimes da Lava Jato é uma obrigação republicana. A pressão inadequada sobre juízes e promotores – como está no texto – é OUTRO erro, mas surgiu para retaliar os desmandos de um juiz insano e irresponsável, que com seu messianismo está destruindo a economia do país e criando desconfiança do cidadão no sistema Judiciário.

Como você justificaria, dentro do estado democrático do direito, a barbárie da condução coercitiva de Lula (as vésperas de ser nomeado ministro), divulgação das conversas de uma presidente – de forma ILEGAL – perseguição a um partido e vistas grossas ao seu (o PSDB), prisões preventivas ilegais, tortura psicológica de presos, delações sob constrangimento, grampos telefônicos de advogados de Lula (!!!!) e tantos outros delitos menores que esse juiz protagonizou?

Como imaginar que esse assalto ao direito e tal insulto à democracia não recebesse uma resposta à altura dos que estão ameaçados mas também dos que lutam pelos valores máximos de um estado que preza a justiça?

Estamos de acordo que os abusos estão em ambos os lados, operadores do direito e legislativo, mas veja bem: quem poderia suportar a tirania de um juiz sem reagir? Claro que o resultado seria uma série de artimanhas jurídicas para proteger o legislativo, cheio de corruptos e aproveitadores, mas tal reação só ocorreu porque o Sr Moro ultrapassou TODAS as barreiras da decência e da legalidade. Tivesse ele colocado limites em seu messianismo e controle sobre sua vaidade pessoal e não tivesse buscado com tanto afã uma vingança partidária e nada disso seria necessário. Digo isso do alto da poltrona e da pipoca: só assisto consternado legislativo e judiciário batendo boca como lavadeiras, onde todos tem o rabo preso.

“Mais perigoso, porém, que o uso estratégico da corrupção, é o tratamento dispensado ao chamado “combate à corrupção”. Por mais que possa parecer absurdo ou até mesmo contraditório, esta expressão vem se revelando uma seríssima ameaça aos direitos fundamentais, tendo se convertido em um verdadeiro Cavalo de Tróia do Estado de Direito moderno. É de todo óbvio que a corrupção destrói a confiança que torna possível o sistema representativo e solapa as bases do Estado Democrático de Direito, na medida em que subtrai os meios financeiros indispensáveis à realização dos direitos fundamentais. Contudo, a gravidade do ato de corrupção – à semelhança de outros comportamentos odiosos, que merecem o mais veemente repúdio da sociedade – não pode, jamais, justificar o desrespeito ao Direito e, sobretudo, o amesquinhamento de direitos fundamentais.” (Juiz Federal Silvio Rocha)

O golpe legislativo e a mordaça aos juízes e promotores se tornou natural. Como foi dito, as “lavadeiras” estão se xingando, mas o que se poderia esperar de resposta quando um juiz vira “justiceiro” e destrói as barreiras da ética e da lei em nome de um salvacionismo medieval?

Estamos de acordo que as manobras para amordaçar o MP e o judiciário foram feitas em causa própria, mas precisamos entender a origem da insegurança desses sujeitos. Quando o judiciário não é mais confiável sobrevém a destruição do Estado.

Os processos do Renan não estão “engavetados” como foi dito por alguns, querendo com isso justificar os desmandos da Lava Jato. Estes processos estão ativos e começaram a ser julgados. Nada foi descartado. Contudo, isso não significa que eu confie no STF, avaliador do golpe junto com esse parlamento que agora mostra sua verdadeira face. Foi golpe… e foi para barrar a Lava Jato.

Esse é o drama da República: achar que o combate à corrupção vale tudo – fins justificando meios – e com isso tendo como possível consequência o desmantelamento do Estado.

Eu de minha parte acredito ser coerente deplorar tanto as manobras dos parlamentares que objetivam livrar-se de apuros com a justiça quanto os desmandos de um juiz demagógico, partidário e megalomaníaco.

Por que não uma Lava Jato justa e dentro dos limites da lei?

Moro é um megalomaníaco que foi desmascarado pelos próprios colegas do judiciário. Ninguém pode aceitar que o desrespeito às leis e à constituição possam ser benéficos para um país. Repetindo: Moro estaria PRESO se tivesse feito o que fez na Europa ou nos Estados Unidos. Seus crimes são graves e não é preciso citá-los de novo, mas grampear telefones de advogados e colocar escutas em celas já seria suficiente para encarcerá-lo. Seu messianismo embasado no ódio contra as esquerdas (nenhum político do partido que seu pai fundou é perseguido) demonstram a visão parcial de um sujeito desonesto e vil. A corrupção não é um mal que pode ser combatido com ilegalidades, falsidades e violência. Ela é um mal sistêmico que só pode ser extirpado com uma reforma política profunda que inclua barreiras ao financiamento privado de campanhas e o loteamento dos governos.

Não são as pessoas corruptas o problema, e essa é a principal TOLICE ingênua na qual incorrem os que querem prender corruptos e saciar sua sede de vingança. A corrupção está entranhada no proceder político pois sem ela o poder não se sustenta. O mensalão que existiu em TODOS OS GOVERNOS é a prova cabal da injustiça de culpar partidos em detrimento de outros, mas o mensalão sempre foi uma forma de sobrevivência dos governos. Moro é a CONTINUIDADE da corrupção pois sua luta é para destruir um partido e é um líder, e seu fracasso em atingir Lula já seria suficiente para ser esquecido pela história. Seu salvacionismo nacional canhestro levará o Brasil à ruína com a quebra das empresas, e isso talvez seja o mais importante de sua tarefa macabra: entregar um país quebrado nas mãos dos seus patrões americanos. É isso mesmo que queremos? Um país destruído e apenas trocando moscas? Moro é o que de pior existe no terreno da Justiça. Quando ela apodrece por corrupção (sim, seu trabalho contra um partido é um ato corrupto) sobrevém a barbárie da destruição do Estado.

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Nossa Política

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Podem me xingar e me odiar, mas não podem me acusar de ser indeciso ou vaselina. Eu tenho lado e assumo minhas posições. O meu lado está claro: sou contra o arbítrio, contra a opressão, contra o golpe, contra Temer et caterva, contra os fascistas, contra juízes com partido, contra os MARAJÁS do judiciário, contra a corrupção (e não apenas contra alguns corruptos), contra a tortura e as prisões ilegais, contra delações premiadas sob tortura, contra perseguições imorais, contra… o linchamento de reputações, contra a homofobia, contra o sexismo (em especial a misoginia), contra o racismo, contra a bancada evangélica, contra a perseguição aos artistas, contra o partidarismo da Lava Jato, contra os evangélicos fanáticos do MP, contra as mentiras que acusam as esquerdas e contra todos os profissionais de qualquer formação que NÃO sabem usar powerpoint, não sabem a diferença de Engels e Hegel e que se ajoelham em igrejas evangélicas pedindo apoio às propostas fascistas das ” contra a Constituição”.

Pergunto: Você não vê problema algum em um juiz confraternizar com políticos delatados na Lava Jato, operação a qual o juiz Moro lidera, certo? Diga pra mim, moço inocente, se você encontrasse um juiz criminal em um churrasco na Rocinha confraternizando com traficantes (ou acusados de tráfico) daquela comunidade não acharia estranho ou comprometedor? Não? A diferença está no preço dos ternos, na boca livre que vem depois (com champanhe e caviar) e na brancura da pele dos convidados? Sim? QUAL A DIFERENÇA??

“Eu não estou em cima do Muro, mas não aceito estar abaixo do Moro”.

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