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Expectativas

Tábata Amaral rebate Ciro Gomes dizendo “A forma como sou criticada é por ser jovem e mulher“.

A afirmação da parlamentar está, em meu humilde juízo, errada e certa ao mesmo tempo. Errada está porque, mesmo reconhecendo o machismo estrutural de nossa sociedade, as críticas direcionadas a ela são claras e pontuais, em especial quanto à reforma da previdência na qual ela votou contrariando as diretrizes partidárias e de resto a própria história e o nome do partido (trabalhista). Se é verdade que é “alvo” por ser jovem e mulher também é verdade que esta condição foi fundamental para sua eleição. Vozes femininas que trouxessem renovação foram buscadas na última eleição, e ela foi uma beneficiária desse anseio. Não é admissível, entretanto, que sejamos eternamente complacente com as posturas políticas de alguém que usa a cartinha fácil do preconceito. A banca paga e recebe.

Por outro lado está certa quando percebemos que Tábata votou da mesma forma que os homens velhos que compartilham consigo a Câmara de deputados. Certamente sua condição de mulher, seu partido e sua juventude nos ofereciam uma expectativa completamente diversa. Desta forma é verdade que o voto conservador de uma jovem mulher que debutava na política foi muito mais frustrante do que o voto reacionário de um empresário branco e rico que se posicionou da mesma forma.

Assim, é inevitável que surjam frustrações com sua postura política, além de suas manifestacoes arrogante e desvinculadas do ideário do seu partido. Infelizmente, de onde se esperava renovação veio o mesmo padrão de política que há séculos oprime os trabalhadores.

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Propostas 2019

Representando extraoficialmente a patrulha de esquerda que frequenta este espaço venho ratificar nossa posição e nosso compromisso de fornicar com a paciência de todo e qualquer sujeito que ser se alinha com as políticas e ações reacionárias, excludentes, preconceituosas, racistas, misóginas e homofóbicas do novo (des)governo que se instala no Brasil. Sabemos da importância de nossa tarefa na depuração do ambiente cibernético das ervas daninhas do fascismo e rogamos sua compreensão. Acredite, não é algo pessoal, e o que nos move é o fervor socialista.

A regra será não dar trégua ao fascismo travestido de “combate às ideologias“. Enfrentaremos com as armas do contraditório, mesmo através das piadas, claro, com pitadas de sarcasmo. Acostume-se porque agora vocês são da situação e vão levar porrada sem parar. E quando vocês estiverem muito putos com nossas críticas e protestos tem uma forma muito fácil de se acalmar:
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Faz arminha.

Atenciosamente
URSAL

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Geração afascistada

Parabéns seus véios fascistinhas

Vejo entristecido uma quantidade enorme de idosos (véios, tipo eu) defendendo os desmandos dessa banda do judiciário que não aceita as nossas leis e sua aplicação. São pessoas entre 55 e 65 anos que, como eu, estavam na adolescência durante a ditadura sangrenta de meio século atrás. Então eu me pergunto: quando eu estava levando porrada de “brigadiano” na frente da faculdade, o que essa turminha de direitistas e conservadores fazia durante a ditadura de 64? Buscavam o quê? Eram contra os militares? Ou apenas brincavam de rebeldes, travestis de combatentes em corpos constituídos de privilégios e conservadorismo?

Posso dizer que certamente não lutavam pela volta da democracia, tanto é que agora desprezam a Constituição e os princípios da justiça. Tenho certeza que – mesmo usando camisetas do Che – mais se preocupavam em manter seus privilégios de classe e cor, pouco se preocupando com o resto do país que tinha fome e desassistência.

É uma lástima perceber que hoje, entre as pessoas da minha geração, o ódio às esquerdas e à justiça social – corporificada na perseguição a um líder popular preso sem provas – é maior e mais intenso que o amor à justiça e à democracia.

O que houve com minha geração que perdeu seus ideais, seus sonhos sua paixão e até sua humanidade?

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