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Lula

O que me causa espanto (não deveria) é que a tropa de choque defendendo Guedes é mesma turma que chamava Lula de “ladrão” sem JAMAIS mostrar um fato, uma prova, os carros importados, as mansões suntuosas, uma loja de chocolate, uma rachadinha, uma conta no exterior, joias, contas milionárias, apartamento em Paris – na Avenue Foche, uma mudança no padrão de vida, família rica, promissórias e imóveis. Nunca fotografaram Lula ostentando qualquer aparência externa de riqueza.

O mistério do “ladrão” que rouba, mas só por diversão, porque JAMAIS gastou um tostão para si ou sua família…

Continuaram chamando Lula de ladrão sem provar nenhum roubo mesmo depois que se descobriu a corrupção de Moro e Dalanhol COM PROVAS materiais, gravações, áudios, a comprovação do grampo de advogados, escuta criminosa da presidente e tortura sistemática de delatores. E muita coisa existe ainda a revelar nos “processos de mentira” contra tanta gente.

Mas quando Guedes é pego com milhões fora do Brasil em paraísos fiscais a mesma turma passa pano, diz que é “legal” e se nega a reconhecer a imoralidade de ter essas contas no exterior e LUCRAR com o empobrecimento do Brasil.

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Mentiras em 3D

Ultrassom 3D ou 4D(?) se refere a estas imagens que parecem moldes de cera com formato de feto dentro do útero, e são uma produção virtual cibernética e criativa que brota desse imenso campo das fantasias humanas.

Vou usar uma comparação tosca, mas que poderá servir de analogia.

Uma vez uma paciente me contou de um acidente terrível de automóvel que resultou na morte de uma criança de sua família. Depois de alguns meses a família enlutada procurou uma sensitiva, uma médium, que poderia trazer a palavra da criança já no plano espiritual. A paciente contou então do alívio provocado pela narrativa, ao saberem que a criança estava bem e que sua estada na terra foi abreviada um função de dívidas emocionais contraídas em outras encarnações. Estava feliz e tinha já encontrado o tio X, a vó Z e estava se recuperando do trauma de sua partida inesperada.

Não me cabe discutir a veracidade desse relato, e nem tem relevância aqui, mas apenas entender do que se constitui a mensagem da médium.

Diante do encontro com essa criança desencanada os fatos narrados por ela poderiam ser de dois tipos básicos: ela poderia contar uma história de superação, de otimismo, de positividade e de esperança, como de fato foi o relato que ela reproduziu à família. Por outro lado haveria outra possibilidade: ela poderia ter falado do seu sofrimento, da raiva, do ódio que ainda sentia e do ressentimento de ter sido expulsa dessa vida de forma tão abrupta. Poderia estar no “umbral”, sofrendo, consumida pelo ódio e pelo rancor, em especial contra as pessoas que não a protegeram ou que causaram sua partida precoce.

Pergunto: tendo diante de si uma família pesarosa, culposa, arrasada emocionalmente e destruída afetivamente quem diante desse quadro contaria a verdade, caso tivesse escutado da alma da criança a segunda versão? Conseguiria ser plenamente verdadeiro e fiel às palavras da menina ou mentiria, sabendo que esta mentira acalmaria seus corações e lhes traria a paz tão desejada, enquanto a verdade dura jogaria mais profundamente a todos no abismo de suas dores?

Eu acho que, inobstante a veracidade desses relatos, os videntes “mentem” (ou adocicam a dureza da verdade) para satisfazer aqueles que os procuram, pois sabem exatamente o que eles desejam – ou precisam – ouvir. É preciso ser movido por uma enorme crueldade para ser honesto e verdadeiro diante de tanta dor.

Nas ultrassonografias o programa “mente”, suaviza as bordas, preenche de forma automática as lacunas e falhas que o ultrassom não capta, acrescenta um colorido que os sons não reconhecem, oferecendo uma mentira que a todos agrada e satisfaz, além de aliviar as angústias e fantasias dos pais. Criamos um método baseado no falseamento das formas e na homogeneização dos contornos, mas curtimos essa mentira na medida que ela nos alivia a alma e diminui o peso das nossas ansiedades.

E nós todos caímos, claro, porque a angústia do desconhecido é mais poderosa do que as evidências e a própria verdade.

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Arquivado em Histórias Pessoais, Medicina

Estigmas

“Ele não passa de um alcoólatra”.

A propósito, modernize-se. A palavra “alcoólatra” caiu em desuso nos anos 80, pois antes disso se considerava o vício em bebida como um problema moral. As palavras certas hoje em dia para descrever este transtorno são “alcoolista” e “alcoolismo”, porque esta adição é considerada pela OMS uma doença e desta forma deve ser encarada e tratada.

Mas, nao é à toa que esta ofensa ainda é usada, em especial contra sujeitos que emergem das classes populares. Chamar pobre de “bêbado” é uma atitude antiga das classes dominantes para criar um estigma de falha moral entre aqueles que surgem do proletariado.

Pobre é bêbado, vagabundo e relaxado. Lula é “alcoólatra”, “bebum” e está sempre sob o efeito de álcool. A burguesia repete essas ofensas para reforçar o estigma e deixá-lo colado à pobreza. Desta forma mantém-se a fantasia de que os proletários, os pobres e os operários jamais poderão conduzir uma nação já que são prisioneiros do vício na bebida.

Manter essas mentiras é um ato criminoso, tão grave quanto o racismo ou a corrupção. Elas só servem à narrativa racista de uma burguesia canalha que se locupleta mantendo o povo controlado por factoides e mentiras deslavadas.

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Mentiras

“A maturidade apenas suaviza os jogos que fazemos e o teatro de nossas ações. Não há vida humana sem que nossas atitudes sejam apenas um pálido e distorcido espelho de nossos sentimentos. E, de uma certa forma, isso é o que nos torna humanos; sem essa distância nossas ações seriam enfadonhas e previsíveis. Mentir e mentir-se é tão essencial à alma quanto respirar.”

Jeanne Woolworth-Beeck, “Any Wheel”, ed. Pegasus, pág 135

Jeanne Woolworth-Beek é uma jornalista inglesa nascida em Brighton em 1949, filha de um pastor anglicano e uma professora primária. Sua infância foi toda dedicada à escola dominical, passeios à praia e o relações com os personagens de East Sussex, como o barqueiro Mortimer, a cozinheira Molly, o bêbado e mulherengo Oliver, e muitos outros que constam de seus livros, que misturam ficção com suas vivências na costa sul da Inglaterra, que ainda se curava das feridas da guerra. Mora em Londres com seu marido James.

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Magnólia Chernobyl

(Uma história baseada em fatos reais)

  • Oi linda, preciso te perguntar uma coisa…
  • Oi, meu amor, manda.
  • Conhece Magnólia Chernobyl?
  • A blogueira? Sim, curto muito os textos dela.
  • Miga, vai descurtindo…
  • Por quê??
  • Vou te mandar o último texto dela pelo whats…
    …….
  • Leu?
  • Li sim, achei bom
  • Bom???? Você concorda com o que ela escreveu???
  • De certa forma sim. Não usaria aqueles termos, e talvez ela tenha sido dura em demasia, mas em essência eu acho que ela está correta. Tem que atacar esses caras mesmo; são pessoas que mais atrapalham nossa luta do que auxiliam. No merci!!!
  • Não acredito que estou lendo isso de você. Não importa o que ela “quis” dizer, mas o quanto isso pode nos atingir. Não percebe??
  • Mas autocrítica é essencial!!! Alguém precisava dizer. Podemos estar indo para um caminho muito errado!!! Ela colocou o sino no pescoço do gato!!
  • Não interessa!! Deixe as críticas para os inimigos!! Precisamos nos proteger!! Ela não tem o direito de falar essas coisas em público. Quem ela pensa que é?
  • Mas é apenas sua perspectiva, sua maneira de ver essa questão. Além do mais, ela está nessa luta há mais tempo que qualquer uma de nós. Como pode pensar em “cancelar” alguém pela sua opinião discordante? Que tipo de tirania é essa? Que movimento monolítico é esse que vocês pensam criar?
  • Então agora os culpados somos nós?
  • Ninguém é culpado!!! São opiniões, perspectivas, pontos de vista!! Se você analisar bem os objetivos de Magnólia são iguais aos seus ou os meus. Ela apenas escolheu uma forma diferente – provavelmente minoritária e contra-hegemônica – mas igualmente honesta e válida de enxergar a nossa questão. Se ela estiver errada, o tempo dirá. Mas silenciar divergências é pura arrogância e preconceito!!
  • Jamais vou aceitar de volta essa traidora ou suas palavras…
  • Traidora??? Do que você está falando?? Que análise moral é essa? Discordar é traição? Ter uma visão diferente a coloca como uma mentirosa, falsa ou oportunista?
  • Eu acho mesmo que foi bom termos esta conversa. Agora sei bem quem você é. Antes disso eu a considerava uma pessoa com limitações, mas agora vejo que entre você e Magnólia não há praticamente nenhuma diferença. Vocês são da mesma laia, vieram da mesma lama. Traidoras, desonestas.
  • Bem, se é assim que pensa de mim pode me colocar na sua lista negra. Quem sabe sou mesmo isso tudo que você descreveu. Apenas me surpreende sua ingenuidade de não ter percebido estas minhas falhas morais em tantos anos de convivência.
  • Eu estava cega. – (Block)
  • Boa sorte – (sua mensagem não pôde ser enviada)

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