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Antipetismo

Qual é, afinal, o tamanho desse “antipetismo”? Lula terminou seu mandato com 87% de avaliação “bom e ótimo”. O PT produziu um candidato à galope e conseguiu 45 milhões de votos e a maior bancada do congresso. Todas as pesquisas indicavam a Vitória de Lula na eleição passada, quando foi vítima de um golpe jurídico-midiático de difamação.

O antipetismo é uma criação de mídia diante de uma real insatisfação de setores da classe média com o partido dos trabalhadores, mas com dimensões claramente infladas. Hoje sobrevive apenas com patéticos editoriais do Estadão para sobreviver. O PT é o maior partido de esquerda democrática do mundo, e tem mais seguidores do que todos os outros partidos somados. Tem diretórios em praticamente todas as cidades brasileiras e vários governadores no Nordeste.

A ideia do “antipetismo” é muito mais um desejo das classes dominantes do que o fracasso de um partido ou de suas propostas. Um partido que quebrou recordes de aprovação não poderia sucumbir em apenas uma década. Disseminar esse falso consenso sobre o PT e as esquerdas é atacar a realidade dos fatos e fazer o jogo dos conspiradores.

PS: não sou petista. Sou gremista…

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Nojo

greca

Na última campanha eleitoral no Paraná o candidato Greca, fervoroso antipetista que lidera as intenções de voto em Curitiba, disse que não gosta de pobres e que, quando tentou ajudar um deles colocando-o em seu carro, teve náuseas por causa do cheiro. Mas, quem pode dizer que está o candidato está “equivocado”. Ora, como pode ser errado um reflexo – por definição involuntário – de náusea e vômito ao sentir o cheiro de um pobre?

Pelo contrário, o candidato deveria ser elogiado por expressar de forma clara e cristalina o sentimento que muitos candidatos tem em relação aos mais necessitados de uma população. Aliás, o “nojo” que boa parte da classe média brasileira tem do PT é exatamente por causa desse cheiro, esse odor de povo e esse aroma de equidade.

Infelizmente a imensa maioria dos seus críticos não consegue admitir que a ojeriza que nutrem pelo partido de Lula se deve às suas virtudes, menos do que por seus inequívocos defeitos. O que a estas pessoas causa nojo é essa mania que o PT tem de olhar para o Brasil para além dos muros da classe média.  

Como não há coragem para admitir a aversão que sentem pelo povo, pelos pobres e pelo “resto” do Brasil, melhor então fazer como foi a prática em todos os golpes anteriores, militares ou não: batam na corrupção, pois a luta contra ela nos autoriza a quebrar – sem remorso – um a um os pilares que sustentam o Estado Democrático de Direito. Se alguém reclamar a resposta é o velho clichê: “Ah, vai defender a corrupção?”  

Aqueles que sentem nojo desse cheiro apenas entendam que ele vai continuar no ar penetrando suas narinas, e não será com golpes que poderemos arejar a democracia. Acostumem-se pois não há como fugir dele para sempre.

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