Arquivo da categoria: Citações

Homeostase

As doenças/distúrbios/transtornos que as crianças manifestam é o que melhor conseguem fazer para a solução dos seus problemas – a maioria deles inéditos em suas curtas vidas. Por mais erráticos que possam ser os sintomas, eles representam a suprema luta da energia vital no sentido de promover a homeostase. O mesmo acontece com os adultos, porém a emergência dos mecanismos de adaptação racional oferecem uma amplitude maior aos mecanismos de defesa. De uma forma geral, qualquer doença tem essa característica: a tentativa de produzir adaptações psíquicas e fisiopatológicas às inúmeras agressões externas às quais somos submetidos durante o transcurso da vida.

Rabindranat Gupta, “स्वास्थ्य के पतले जाल”, (As Finas Teias da Saúde), Ed. Ganges pág 135

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Crenças

A crença em uma vida futura não é mesmo uma questão de escolha. Imaginar ser possível educar alguém para aderir ao ateísmo ou às crenças de sobrevivência de um princípio espiritual é ilusório. Acreditar em uma vida que não se esgota na matéria densa é um sentimento, não uma construção racional; sua negação também. Assim, as pesquisas em um sentido ou outro apenas reforçam ou refutam estas crenças para os sujeitos já conectados a estas perspectivas. Atacar os polos deste matiz – os crentes e os niilistas – tratando-os como estúpidos ou ingênuos é injusto e inadequado e, para mim, tem o mesmo sentido de criticar a orientação sexual de alguém usando argumentos racionais. Resta o fato de que a postura agnóstica é a mais honesta de todas: não sei os mistérios do mundo e da vida, do infinito e da morte. Portanto, não é justo ser definitivo sobre o que desconhecemos e muito menos ser peremptório sobre a imensidão do que ignoramos.

Rev. Augustus Margolyes, “Das Incertezas Inóspitas”, Ed. Paulines, pág. 135

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Conversão

As mulheres que levam a gestação até o fim com obstetras cesaristas, acreditando que vão conseguir um parto normal apesar do passado intervencionista deles, são as mesmas que casam com alcoolistas violentos acreditando que vão (pelo seu amor) ajustá-los e colocá-los na linha. No fundo, muito mais do que crédulas, são arrogantes, pois acreditam que sua palavra poderosa vai transformar a essência daqueles “desviados” que compartilham com elas o caminho. Não passam de ingênuas pastoras em busca de ilusórias conversões.

Jammie Marywether-Brooks, “Twenty Tales for Mommies”, Ed. Palomar, pag. 135

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O Pecado dos Incautos

As paixões nos fazem ver o grande onde habita a miudeza, e pequenez onde existe portentosa grandeza. Existe mentira a preencher a distância entre a retina e a realidade que se posta à frente. Confiar nos sentidos e nas emoções é o pecado dos incautos.

Teophrásio de Aquila, “Moralis vita angelorum”, Ed. Parnaso, pág. 135

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O nome da dor

Dr, o que eu tenho?

Vejo com frequência uma busca insana de rotular o mal de quem sofre, como se a simples nomeação de um grupo de sintomas pudesse aliviar o sofrimento de quem carrega uma dor. Chamar pelo nome, dizendo neurose, mania, angústia, ansiedade, narcisismo, psicopatia, etc teria a capacidade de desvelar o segredo da enfermidade, arrancando a máscara de subjetividade que carregamos e mostrando a face oculta da patologia. Pois eu vejo o oposto; chamamos pela patologia nossas dores, rotulando os sujeitos, tão somente para colocar sobre eles um disfarce que os deixe uniformes, escondendo a realidade gritante de que todo sujeito constrói seus próprios sintomas de acordo com suas necessidades únicas e intransferíveis.

Wolfgang Spohr, “Ich weiß nicht genau, wo ich bin” (Não sei exatamente onde estou”), Ed. Frankfurt Press, pág. 135

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Cor-age

A medida da coragem é o risco. A medida do risco é a perda. A medida da perda é o valor. A medida do valor é o caráter. Para alguns quando a coragem se faz necessária não há firmeza no caráter que a sustente.

Jean Julien Dubois “A Guerra sem alma”, ed. Junot, pág. 135

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Experts

Sempre é bom colocar a opinião dos especialistas em perspectiva. Não que suas palavras devam ser descartadas, mas apenas considerá-las uma entre tantas possiblidades de avaliar uma obra. Experts também têm preconceitos e pontos cegos em sua visão de um trabalho artístico ou acontecimento, e se é verdade que acertam na maioria das vezes, também é correto aceitar que muitas vezes cometem erros espetaculares.

Darcy Egberg Ramirez, “O erro como processo”, ed. Sulina, pág 135

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Solidão

Muito da solidão que percebo está relacionada à negativa do sujeito em aceitar seus próprios medos e falhas, e na busca ilusória de jogar sobre o outro a culpa de suas mazelas. Aceitar seus erros é o passo essencial e precípuo para transformar-se aos olhos de quem se deseja.

Hilde Willburg, “Seven steps to Love”, ed. Capri, pag. 135

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Castelos de areia

Mais prazeroso do que construir castelos de areia é pisoteá-los sem dó, reduzindo-os à insignificância amorfa que os constitui. O mesmo pode ser dito dos ídolos e referências culturais que, ao mesmo tempo em que os amamos, percebemos o quanto nos oprimem. Destruí-los diante da primeira dúvida quanto a sua integridade nunca é feito sem uma pitada de gozo sádico.

Malik Sadik, “Thunderbolts”, Ed. Carratti, pág. 135

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Mentes Limitadas

Quer saber como funcionam as mentes limitadas? Basta saber que para estas, todas as ideias que fogem à sua compreensão ou sua experiência estão erradas ou são perigosas. Mais ainda: tudo fazem para proibi-las, pois interditadas não ameaçam sua pequena caixa de saberes. Assim agem os maus cientistas e os fundamentalistas.

Já as mentes abertas não descartam ideias por parecerem absurdas. Pelo contrário, se deixam seduzir pelo desafio de entendê-las, dissecá-las e traduzi-las. Mesmo quando delas discordam, não as tratam com desprezo pois sabem que somente as ideias aparentemente bizarras podem trazer algo de novo ao conhecimento. Quem precisa de verdades e de certezas deveria se dedicar às religiões, jamais às ciências.

Antoine de Saint Etiénne, “La Disparition du Cygne Noir”, ed. Hachette, pág. 135

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