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Sharia

A “nova moda” da direita brasileira, que se envergonha de apoiar abertamente os massacres contra palestinos em Gaza e na Cisjordânia, é falar mal da Sharia – veja aqui uma boa explicação da Sharia no Youtube. Com isso pretendem dizer que, “sim… os israelenses são psicopatas e criminosos de guerra, mas os árabes são selvagens e não respeitam crianças ou mulheres. Eles estão invadindo o mundo todo e impondo sua cultura àqueles que não se curvam a Allah”.

Que bobagem isso. Quanta ignorância! Essa direita de pouco estudo não percebe o quanto de manipulação islamofóbica existe nessa narrativa. Por acaso os judeus do Brasil não obedecem o Talmud? O que isso deveria preocupar o ordenamento jurídico do Brasil? Atacar – em especial sem conhecer – as religiões alheias é permitir-se ser manipulado pelos opressores!!! Exatamente quando Israel massacra sem piedade e com extrema crueldade mais de 50 mil crianças, entre mortas e feridas, na Palestina a extrema direita raivosa cria oportunisticamente esse julgamento público da “Lei da Sharia“, como se isso fosse uma ameaça aos “valores do ocidente”. O objetivo é claro: suco de orientalismo, como diria Edward Said. Serve apenas para pintar os muçulmanos como selvagens e incivilizados, adoradores de “divindades demoníacas”. Aliás, algo que Hollywood fez nos últimos 70 anos.

Não é necessário gostar dos regramentos religiosos de outras religiões, que são válidos desde que não agridam as leis do país onde estão estabelecidos. E essas leis religiosas valem apenas para muçulmanos, e não para quem não pertence a esta religião. Portanto, não há ameaça alguma aos valores cristãos. Quem matou 27 milhões de russos na 2a guerra mundial? Os que seguiam a Sharia ou a Bíblia? Quem massacra criancas palestinas, muçulmanos ou Israel? Essa conversa surgiu dos defensores do Estado terrorista de Israel para tentar passar pano para o genocídio televisado dos palestinos, e muita gente ingênua está mordendo a isca!!! A estes, peço que mostrem alguma vez que a lei da Sharia violou direitos humanos no Brasil, e na mesma hora eu mostro o número de crianças violadas pelos adultos cristãos no Brasil!!

A população árabe e descendente no Brasil é estimada em cerca de 11,6 milhões de pessoas, segundo pesquisa da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. Entre 2000 e 2026, o crescimento demográfico foi impulsionado pela estabilidade histórica, pela assimilação cultural e por novas ondas de refugiados. Quantos casos de crimes realizados em nome da Sharia foram registrados? Quantas vezes vimos muçulmanos na TV instigando violência contra outros povos e crenças? Quantas vezes países muçulmanos invadiram nações soberanas? Compare suas respostas com o que se faz em nome de Cristo.

Viva os descendentes árabes e muçulmanos do Brasil. Viva o apoio irrestrito à população Palestina!!! Pela liberdade de expressão religiosa. Pelo fim da exploração ridícula da Sharia, como se ela fosse o regulador da vida social de todos, e não apenas da vida religiosa do seu grupo. Os países islâmicos tem leis e judiciário, e tem normativas de ordem religiosa como a Sharia, da mesma forma como o ocidente tem leis e, apesar disso, convive com o assassinatos da população pobre e preta dos moradores de favela.

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Cães imperialistas

Alguns esquerdistas liberais criticavam o fim da ocupação imperialista no Afeganistão e usavam como argumento a pretensa perda de “liberdade” das meninas afegãs, impedidas de irem à escola pela volta do Talibã – o que, aliás, nunca passou de especulação e ameaça. Na verdade os Americanos fizeram do Afeganistão a central de produção de opioides para o mundo, além de criarem uma rede imensa de abuso sexual de crianças no país. Tudo isso com o conhecimento e a conivência – é segundo alguns, com a promoção – dos senhores da guerra do imperialismo.

Assim, a derrubada do Imperialismo no Afeganistão era uma questão de vida ou morte, tanto para as mulheres e crianças quanto para os homens e combatentes do país. Entretanto, os identitários usavam a falácia das “liberdades individuais” das meninas na Escola (assim como fazem com os gays e feministas no mundo árabe) para fomentar revoluções coloridas, onde as minorias funcionam como uma oportunista massa de manobra do capitalismo mundial para a derrubada de governos nacionalistas.

Ou seja, para a nata da esquerda liberal, as meninas abusadas e seus pais mortos pelos drones yankees não são nada comparados à glória de ver alunas indo uniformizadas para a escola. Para estes menos importa que o país seja ocupado, mulheres sejam mortas e crianças fiquem órfãs, desde que essas identidades sejam aparentemente protegidas. E ainda será a suprema vitória se tiverem acesso irrestrito a uma parada gay com direito a assistir trans enroladas na bandeira americana.

“Ahh, não são excludentes. É possível proteger a escolarização de meninas e a autonomia do país”, dizem os liberais. É verdade, mas não vai acontecer nenhum avanço enquanto não houver um país autônomo e livre. As meninas, os gays, os trans e todas as minorias só terão seu justo espaço depois que o país se livrar dos cães imperialistas. Enquanto formos comandados por forças externas esses grupos serão sempre atingidos.

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Propaganda Colorida

Recebi pela terceira vez esta semana pedidos para me unir aos esforços para combater o regime “misógino” do Irã.

“Os EUA, a União Europeia, o Reino Unido e o Canadá impuseram sanções a algumas instituições e líderes iranianos em decorrência das violações aos direitos humanos, mas muito ainda precisa ser feito!”

Essa propaganda chegou ao meu e-mail, enviada por estes grupos de “defesa” das populações oprimidas. Usa o mesmo artifício retórico das sanções contra a China por sua política que ataca os Uigur, tentando mostrar que o governo chinês – diferentemente do que ocorre no ocidente – é composto por bandidos que não respeitam os direitos humanos. Quando vamos pesquisar com cuidado e atenção, percebemos que as acusações são falsas ou criminosamente retiradas do contexto.

Mais uma vez o que se vê o identitarismo sendo usado para a desestabilização dos países não alinhados e rebeldes. É apenas asqueroso ver o uso que se faz de causas justas, como a defesa das mulheres, dos negros e dos gays, para angariar a simpatia de muitos ao redor do mundo, quando sabemos que o real objetivo é atacar os países que ousam enfrentar a crueldade do Império Americano.

Será tão difícil assim perceber que estes são movimentos coordenados para atacar o Irã – um país anti imperialista – para iniciar uma nova “Revolução Colorida”, uma “Primavera em Teerã”, cujo único objetivo é desestabilizar o governo local? Basta uma pesquisa rápida para entender que as mulheres estão sendo (mais uma vez) usadas para levar adiante um ataque do Império às nações “desobedientes”. Por que não iniciamos sanções aos Estados Unidos, onde 220 mil mulheres estão presas, numa população carcerária de mais de 2.3 milhões de prisioneiros, mais de 50% não brancos, em uma população onde eles são minoritários? Por que não iniciamos campanhas para punir os Estados Unidos pelo estímulo à guerra fratricida entre Rússia e Ucrânia? Por que não culpabilizamos o imperialismo do Otanistão pela crise dos imigrantes, pela Guerra na Síria, pela destruição da Líbia, pelos massacres sionistas em Gaza?

Por que escolhemos exatamente o Irã, e por que agora? Sim, no exato momento em que este país formaliza o desejo de se juntar aos BRICS para se juntar aos países já alinhados e formar um enorme bloco de oposição ao Imperialismo, os ataques ao país se tornam mais intensos, sempre baseados em questões morais, como a “defesa das mulheres”. Aqueles que se juntam a estes protestos são os mesmos que choravam com a vitória do Talibã em solidariedade às mulheres e meninas daquele país, sem se aperceber que muito pior é a dominação imperialista no país e suas inúmeras acusações de execuções, prostituição e a rede de pedofilia que foi liderada (ou tolerada) pelos americanos no país.

Por pior que seja o Talibã, nada pode ser pior que o domínio de uma potência cruel e destruidora como o Império Americano. Se nos Estados Unidos quase 20 mil mulheres das Forças Armadas americanas foram abusadas sexualmente por seus colegas apenas no ano de 2010, o que dirá das mulheres e suas filhas que vivem nos países brutalmente ocupados pelo exército americano invasor? Vamos cair de novo nessa armadilha montada para destruir o sonho de um mundo multipolar?

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