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Imperialismo e Guerra na Ucrânia

Existem algumas opiniões dobre os conflitos na Ucrânia que trazem a ideia de que a Rússia estaria “agindo de forma imperialista”. Sério? Pergunto: de onde tiraram essa ideia??? Veja da seguinte maneira: o seu vizinho faz acordo com um inimigo histórico para instalação de ogivas nucleares cujos mísseis poderiam atingir Moscou em 4 minutos. Deveria a Rússia cruzar os braços e acatar uma decisão que ameaça de morte o país? Ogivas apontadas para Moscou em solo historicamente Russo? E acham mesmo que a Rússia deveria aceitar isso?

Quem não lembra da crise dos mísseis em Cuba? Lembram que Cuba ia apontar ogivas nucleares russas para o território dos Estados Unidos??? Por que os americanos impediram? Por que isso parecia – e continua parecendo – inadmissível, mas em solo ucraniano seria legítimo?

E, por favor, não entrem nessa de desmerecer o Putin. Isso é infantilidade política. Putin é um fascista, anticomunista e tem poderes ditatoriais, mas seu pleito é JUSTO, inatacável – inclusive pelo direito internacional pela assinatura dos acordos de 1997, que estão sendo repetidamente desrespeitados pela OTAN. Até mesmo a comunidade internacional está apoiando Putin na luta contra o imperialismo genocida.

Hoje um correspondente brasileiro na Alemanha disse que não há como apoiar Putin porque ele é (adivinhem) contra os gays. Meu Deus, o que fizemos de errado no mundo para produzir estes pensamentos identitários tão infantis? É a mesma turma que condena a expulsão (vexatória) dos americanos do Afeganistão porque o Talibã seria “machista”. Agora as sanções americanas ao Afeganistão estão matando essas mesmas meninas de fome, mas importante mesmo era o seu direito de frequentarem a escola. Credo… crianças mortas indo ao colégio. Quando as bombas americanas matavam seus pais e irmãos não havia problema, desde que chegasse aqui a notícia que elas podiam assistir as aulas.

Sim, o Putin é um fascista grosseirão, mas com um pleito justo. Alguém acha que, por causa dos modos e do temperamento de Putin, deveríamos apoiar um comediante fascista e um governo fruto de um golpe nazista como neste da Ucrânia? Você apoiariam um governo em que ministros são declaradamente nazistas? É possível apoiar um país abertamente nazificado?

Entenda: se os Estados Unidos atacassem o Brasil prometendo o paraíso identitário eu estaria do lado até de Bolsonaro defendendo a soberania nacional. Não existe NADA PIOR do que a escravidão de um povo. Nada é mais humilhante e destrutivo do que a invasão de um país.

Todo e qualquer apoio à Ucrânia nazista é apoio ao imperialismo americano. Todo o direito internacional dá razão à Rússia, e até a oposição, como o partido comunista da federação russa, está apoiando Putin. O pais está unido no esforço de defesa contra a OTAN e suas ameaças. A GUERRA é responsabilidade do estúpido do Biden, que insiste em aceitar a Ucrânia como parte da OTAN, ameaçando a própria existência da Rússia.

Não esqueçam… a Ucrânia é russa!!! Sua história e duas origens se confundem com a própria história da Rússia Imperial. O Império russo nasceu em Kiev. Agora Putin está protegendo as novas repúblicas que se separaram da Ucrânia dos ataques do “presidente comédia” da Ucrânia. Leiam o que disse Kissinger, Carter e Madeleine Albright sobre o tema. Não há defesa para mais essa aventura estúpida dos americanos agora associados aos nazistas ucranianos.

E a Rússia não é e nunca foi imperialista. Digam um pais europeu onde há bases mitares russas. Não lembram? Pois dos Estados Unidos há mais de 700 bases espalhadas por todo o continente. A OTAN é uma farsa e sequer deveria existir; nada mais é do que uma representante dos interesses americanos. Uma guerra contra a Rússia é uma guerra perdida e um genocídio sem igual no planeta.

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Abusos sexistas

Na mesma semana que uma música de Chico Buarque é cancelada por ser pretensamente “machista” uma lojista e “influencer” de São José dos Campos-SP coloca um cartaz proibindo a entrada de homens na frente da sua loja no shopping – porque sua presença seria incômoda para as mulheres. As desculpas para estes atentados à livre expressão e à livre circulação, ao meu ver, são absurdos e indecentes.

Não são apenas os fanáticos religiosos e os anticomunistas as ameaças à democracia, até porque estes nunca ousaram cancelar músicos e proibir a entrada de um gênero em um espaço de uso público. Os identitários e sua perspectiva autoritária, sectária são um risco ainda maior porque suas propostas são travestidas de “boas intenções” e “proteção às minorias”.

Imaginem um bolsonarista impedindo gays, trans ou negros de entrar em seu estabelecimento. Pensem no escândalo que seria. E se fossem judeus? Entretanto, vetar expressões artísticas e proibir circulação de homens dentro de lojas não causa nenhum furor – ou infinitamente menos do que deveria. Quantos abusos mais serão necessários até percebermos que a lei é para proteger a todos, e não apenas os grupos que desejamos beneficiar?

Não há defesa para discriminação e sexismo. O cartaz é discriminatório, inconstitucional e francamente ilegal. Posso entender o que a levou a fazer isso, mas nada justifica esse tipo de discriminação de gênero.

Imaginem se fosse o contrário: “Proibido Mulheres” em um bar, no estádio de futebol, ou na Casa do Estudante – um caso famoso aqui em Porto Alegre nos anos 80. Pior: imagine que um grupo de transexuais tivessem, por mais de uma vez, entrado no estabelecimento fazendo zoeira, bagunça, falando alto ou apenas sendo inconvenientes. Em função destes contratempos a dona, cheia de justificativas, coloca um cartaz à vista de todos: “Proibido entrada de transexuais”.

IMAGINEM O (JUSTO) ESCÂNDALO!!!

Vejam… a situação é grave porque a dona do estabelecimento não se refere aos comportamentos inadequados na loja, tipo espiar, ficar olhando as modelos, censurar namoradas, etc. Não… ela acusa o gênero masculino, todos os homens, sem distinção. Se alguém faz isso com negros, gays, indígenas ou mulheres isso tem um nome: preconceito, e inclusive tal conduta está tipificada no código penal. Por que poderia ser justo impedir que o gênero masculino fosse proibido de entrar em uma loja quando uma ínfima minoria causou problemas?

O argumento do “código de vestimenta” – ou seja, impedir que alguém sem camisa entre na loja – não cabe. Você pode pedir para que um sujeito sem camisa saia da loja, mas não pode aceitar um sujeito ser expulso por ser gay ou negro. E também não poderia expulsar um sujeito (ou impedir sua entrada em áreas publicas) por ser homem.

Se a gente quer banir os preconceitos precisa ser contra todos, sem exceção, e não apenas os preconceitos que nos atingem. Discriminar os homens pelo mau comportamento de alguns poucos não pode ser tolerado.

Sexismo e racismo são iguais em sua expressão danosa e destrutiva.

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Os gays e as culturas

Segundo Joseph Ratzinger, “o conceito de casamento homossexual está em contradição com todas as culturas da humanidade”.

Não vou me deter a pesquisar a totalidade das culturas do mundo para avaliar a veracidade dessa afirmação porque ela me parece irrelevante. O mundo todo já acreditou na Terra plana e tivemos a ousadia suficiente para romper com estas crenças guiados pela luz de novos conhecimentos. Já acreditamos na Lava Jato, que ocorreu há poucos anos, e pudemos ver sua falsidade. Por que haveríamos de manter crenças anacrônicas sobre a sexualidade que, como uma roupa velha, já não nos servem mais?

A visão que as sociedades humanas até hoje tiveram da sexualidade não precisa ser uma cláusula pétrea para o comportamento sexual. Ela foi forjada na vigência do patriarcado e tinha funções que já não condizem com a cultura contemporânea. Diante de novas descobertas, e da evidente decadência do patriarcado – além das pressões pela livre expressão da sexualidade – o mais justo é rever posturas antigas e recalcitrantes, que nada ajudam na felicidade e na realização dos sujeitos sexuais.

Sugiro ao Papa que deixe de lado seus bloqueios e se permita perceber o mundo por cima de sua perspectiva dogmática. Sua Bíblia já foi por tantas vezes confrontada com os avanços humanos e esta não seria a primeira vez, e nem de longe a última, que seria necessário rever suas orientações.

Um beijo Ratz!!!!

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Outing

Eu vejo uma certa perversidade social que se expressa no tal de “outing”. Hoje, manter-se reservado quanto à sua (homos)sexualidade parece um ato de covardia e um elogio à mentira. Ao mesmo tempo que admiro as pessoas que bravamente assumem de forma pública e desabrida sua orientação sexual e – mais penoso ainda – sua identidade de gênero, não posso aceitar que estas declarações se transformem em imposições sociais que, muitas vezes, até agravam os casos de culpa e depressão, ao invés de liberarem o sujeito. Se eu creio que a vivência da sexualidade livre só pode ocorrer a partir de escolhas livres, a exposição de sua intimidade só poderia acontecer pela mesma via.

Quando vejo cobranças sobre a “transparência” dos gays (atores, atrizes, políticos e pessoas comuns) eu sempre imagino que aqueles que “oprimem pela obrigatoriedade” da exposição (mesmo se dizendo parceiros na luta) em verdade deixam claro que: “se você quer usufruir deste gozo, então pague a nós o preço de gozar onde nos é interditado”. A cobrança diz muito mais de quem cobra do que daquele de quem cobramos…

A maioria dos gays e lésbicas que conheci queriam apenas curtir sua sexualidade sem constrangimentos, e não ser um “banner de arco-íris ambulante”. Ser reservado em relação à sua vida mais íntima é um direito pelo qual deveríamos todos lutar.

Armário é um espaço que só deveria ser aberto por dentro… o resto é violência.

(A partir de uma provocação de Diana Hirsch)

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O Hiper Macho

Sempre achei que os puros homossexuais seriam estes, ao estilo Donovan, porque neles existe a masculinidade exclusiva, hiper masculina, certeira, indubitável, positiva, com a veneração do falo e a total supressão do feminino.

Nessa perspectiva masculinista o gay efeminado, delicado, suave, frágil seria “apenas” um sujeito que adora mulheres a ponto de imitá-las em seu gestual e na preferência por homens; ele não seria o “gay genuíno”. O guerreiro, o gladiador, o super atleta seriam os reais paradigmas masculinos máximos, onde as mulheres representariam a falta de tudo quanto valorizam e admiram.

Donovan é o melhor exemplo de um mundo sem diversidade, pobre em tudo o que a mulher é capaz de oferecer enquanto pensamento e sentimento feminino. Suspeito que por trás de tanta masculinidade está um sujeito com um medo terrível do que significa a pergunta que cada mulher nos apresenta.

Pensamento engraçado: imaginar o Donovan atendendo um parto ou cuidando de um bebê. No meu ponto de vista o mundo de Donovan seria tão miserável quanto uma sociedade de Amazonas.

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