O filme Rambo 3 – do mega-ultra-canastrão Sylvester Stallone – foi rodado em 1988, portanto, antes do fim da União Soviética. É de longe a mais absurda de todas as aventuras desse personagem, na qual ele sozinho mata quase todo o exercito russo no Afeganistão. E o que torna esse filme ainda mais emblemático do tipo de propaganda nojenta do imperialismo é que o “John Rambo”, o Sr. Stallone, puxa o saco dos combatentes afegãos – vulgo, Talibãs – que lutam contra os “malvadinhos” soviéticos.
Sim, naquele tempo os talibãs – no idioma pachto, “estudantes” – eram “freedom fighters”, mas nos últimos 20 aos eles foram transformados pela mídia ocidental em selvagens e retrógrados. Como as coisas mudam, não?
Curiosamente, anos mais tarde o inimigo número 1 dos EUA, Osama Bin Laden, seria acusado de comandar estes mesmos esfarrapados com um exército terrorista Brancaleone contra a própria América do Norte. Mais ainda: a União Soviética desapareceu e os opressores do Afeganistão deixaram de ser os russos, e os invasores imperialistas passaram a ser… os americanos.
Agora, duas décadas e 2 trilhões de dólares depois, os Estados Unidos abandonam o Afeganistão à própria sorte. O Talibã retoma o controle do país expulsando os últimos invasores. O vexame do Vietnã se repete, e com o mesmo rastro de corrupção e destruição que o Império sempre deixa depois de arrasar os países que invade.
Sejamos honestos: o dia de ontem marcou uma vitória para Bolsonaro. O vexame das carroças passeando por Brasília, a meia dúzia de gatos pingados nas ruas aplaudindo um bufão, a falta de apoio dos milicos (até o vice Mourão deu bolo) e a derrota da proposta do voto impresso são muito menos importantes do ponto de vista político do que os 229 votos que a estúpida proposta de Bolsonaro recebeu no plenário.
Isso tem um significado muito claro: se Bolsonaro pode pressionar, constranger ou ameaçar a ponto de receber a MAIORIA dos votos da casa para uma proposta esdrúxula e sem sentido – como é a troca às pressas de um sistema de votação de sucesso até agora – qualquer tentativa de colocar em votação um dos mais de cem pedidos de impeachment até agora será marcada pelo fracasso.
Com o congresso venal que temos, ainda reflexo da intensa campanha anti-esquerda, anti-PT e anti-comunista dos últimos anos (um trabalho conjunto do judiciário e da mídia) teremos que suportar esse governo até o final do próximo ano. Sou obrigado a concordar com o deputado Maia: colocar um pedido de impeachment para ser votado levaria ao fortalecimento desse governo homicida. Em verdade, funcionaria como o impeachment tosco a que Trump foi submetido – oferecer a ele respaldo e fôlego para a próxima eleição.
Alguns ainda dizem que o processo de impeachment por si só produziria o desgaste necessário, mas eu já não acredito mais nessa perspectiva. Vejo muito mais uma coesão do Centrão sobre seus interesses intestinos e também uma aliança com a extrema direita para o desmonte do patrimônio nacional e para alimentar a rapinagem do mercado.
A resposta, como sempre, sairá da união do povo nas ruas. É o nosso caminho.
A geração de brasileiros que hoje está por volta dos 60 anos, e que viveu sua juventude em plena ditadura, é composta de um número assombroso de cínicos, ressentidos, oportunistas, individualistas, anti comunistas e até fascistas declarados.
Basta dar um rasante com uma câmera em qualquer manifestação do Bozo – inclusive aquelas que pedem a volta do AI5 – e encontraremos ali senhores e senhoras da “classe 60” pateticamente enrolados em bandeiras brasileiras, exibindo um patriotismo falso, que esconde em verdade um caráter xenofílico e vira-lata.
Minha geração poderia ser o esteio para a construção de uma sociedade fortemente conectada com a ideia da democracia, até pelas marcas e cicatrizes que a ditadura nos legou. Infelizmente vejo uma leva impressionante de reacionários sem capacidade – ou força – para questionar a propaganda imperialista que nos invadiu na Guerra Fria.
Minha esperança (preparem-se para o super clichê!!!) está na geração que surge das favelas, dos bolsões de pobreza, das comunidades pobres e das periferias, únicos lugares de onde pode emergir uma legítima consciência de classe.
É duro admitir, mas a minha geração é um fracasso como movimento político de superação dos dilemas que a antecederam. Saúdo as exceções, mas lamento que elas não sejam representativas.
Hoje tivemos desfile de tanques na Esplanada dos Ministérios em Brasília, com seus canhões apontados para nossas cabeças como gigantes de aço ostentando seus membros eretos numa demonstração grotesca de virilidade. Há alguns dias promoveram um passeio de motocicletas, que nada mais são que próteses metálicas e rígidas colocadas entre as pernas de meninos com medo.
Houve diversas infrações de trânsito praticadas, assim como sempre ocorrem delitos quando a masculinidade precisa ser comprovada por meio da força. Foi pouca gente se analisarmos a repercussão eleitoral. Em São Paulo estiveram 6.230 motos, que fazem muito barulho e impressionam, mas representam apenas 6 mil votantes. Isso não é nada para uma cidade de 20 milhões de habitantes.
É evidente que as manifestações de apoio a Bolsonaro estão minguando – ou “broxando”. Por isso a insistência na exaltação da frágil heterossexualidade. Isso também explica as motociatas, mesma estratégia usada por Mussolini no fascismo nascente no século passado, pois as motocicletas ocupam espaço, fazem barulho, simulam uma multidão e são potentes sinais semióticos de poder fálico. Tudo o que essa turma gosta é de demonstração de potência sexual. Alimentam-se disso. Gozam com essas exibições de potência que denunciam a fraqueza do real poder.
Bolsonaro é o falo desejado pelos deserdados da função paterna.
Que prezar dá ver as jogadoras cubanas vencendo a Ana Paula, mostrando que o amor daquelas pela sua pátria vale muito mais do que o amor desta pelo dinheiro. Viva Cuba!!!
Primeiro, a história de que os(as) atletas cubanos(as) querem fugir de Cuba é pura lenda urbana. Quando vejo na imprensa uma ex jogadoras de vôlei – uma mentirosa contumaz – fazendo este tipo de informação, é difícil acreditar em qualquer das suas palavras. Veja, por exemplo, a manifestação do atleta cubano Mijaín López que após vencer homenageia o grande líder Fidel Castro.
Sobre as atletas cubanas não receberem “nada”, é provavelmente outra mentira também, mas por certo as atletas de Cuba recebem uma porção muito pequena em comparação ao todo que a delegação arrecada. Afinal, quem vence é o país, e não as jogadoras. Mas isso apenas mostra a união das jogadoras em nome da sua nação. O contrário disso a gente vê na profissionalização do futebol onde os times e até as seleções são menos importantes do que o individualismo dos atletas. E quando a nossa seleção perde a primeira palavra que nos vêm à cabeça é: “mercenários”. Porque então continuamos a criticar o fervor patriótico das atletas do bloco socialista?
É curioso como o pessoal da direita reclama do amor das cubanas pelo seu país a ponto de jogarem ganhando muito pouco. O mesmo dizem dos médicos cubanos que deixam uma boa parte do que se paga pelo programa para o programa internacional de médicos de Cuba. Ao mesmo tempo que fazem essas reclamações, estes mesmos “cidadãos de bem” acham que os políticos são “ladrões” porque recebem muito dinheiro para servir a nação. Na verdade nem é tanto assim; um deputado no Brasil ganha o mesmo que um professor de escola nos Estados Unidos e a metade do que ganha um policial. E, a propósito, ser representante popular em Cuba é um serviço gratuito da cidadania; ninguém recebe para ser parlamentar.
O exemplo das cubanas ou das chinesas é marcante. Competem pelo prazer de competir e pela glória do seu país. Mais ainda: nos acostumamos no ocidente a escutar ataques a Cuba carregados do ranço mofado de ódio a Fidel, algo que as gerações dos anos 60 e 70 aprenderam com a massiva propaganda americana. Mentiras históricas sobre a “fortuna” de Fidel, a mansão onde morava, a vida nababesca da cúpula do partido, a divisão entre “partido e povo”, a fortuna da família Castro na Suíça apareceram em centenas de publicações por toda a minha infância e juventude, e só uma investigação mais apurada me ofereceu a oportunidade de ver que eram mentiras. Todavia, estas inverdades fantasiosas eram usadas apenas para que ninguém percebesse que uma vida mais digna, sem miséria, com casa para todos, sem violência urbana, com universidades e hospitais seria possível para todos na América
Isso deixa claro para mim uma verdade assombrosa: é exatamente por isso é que o embargo é realizado até hoje. O objetivo desta ação perversa do Império é sufocar o orgulho cubano e fazer com que se ajoelhem diante do poder das armas e da propaganda americanas, como nós fazemos aqui no Brasil. Você deveria ler Asterix: é a metáfora dos cubanos nos séculos XX e XXI. Ou Star Wars: os cubanos são os jedis lutando contra o Império e a Estrela da Morte. Pequenos, minúsculos e ao mesmo tempo bravos, orgulhosos e destemidos.
O que os anticomunistas teimam em não enxergar é que Cuba é uma ILHA. Uma ilha pobre e sem recursos naturais. Uma ilha que sofre um embargo HORRÍVEL e cruel há 60 anos, que a impede de florescer como poderia. É estúpido – como fazem os anticomunistas – comparar os sabonetes e os tênis Nike que usam (como símbolo de sucesso) com um país pobre como Cuba. Esta ilha é como o Estado do Amazonas no Brasil: este estado da federação é capitalista, tem mercado livre, possui iniciativa empresarial…. mas continua sendo muito pobre, com um PIB igual ao de Cuba – e infinitamente mais rico em recursos naturais e extensão. Mas, mas…. sendo tão perto de São Paulo e sendo capitalista não deveria ser rico? Porque não cobrar que o Haiti seja rico, que o México seja uma potência, que El Salvador, que Belize, que a Guatemala… que são todos países capitalistas, hispânicos, antigas colônias e…. MISERÁVEIS!!! Enquanto isso, Cuba consegue ter um PIB 8 vezes superior ao do Haiti. Por seu turno Cuba – que pelas suas características históricas e geográficas deveria ser o Haiti miserável e conturbado de hoje – consegue se sustentar exatamente pela revolução anti imperialista que a livrou da miséria que foi imposta aos seus vizinhos.
Sabe o que aconteceria com Cuba se ela se tornasse capitalista? Ela voltaria a ser o puteiro americano que já foi. Ela voltaria a testemunhar a exploração do homem pelo homem. Ela deixaria de apostar na solidariedade e união nacionais. Suas atletas – que hoje são formadas com os recursos do governo, ou seja, do povo – no capitalismo seriam enviadas (como Neymar, Ronaldos, Romários, etc.) para a Europa e seriam milionárias, enquanto seu povo de Cuba estaria novamente na miséria, contrastando com um pequeno grupo de empresários que, como antes, explorariam a mão de obra de famintos.
Não se assombre: isso acontece em TODOS os países onde o capitalismo foi implantado. Veja “Parasitas” filme coreano que aborda o tema do capitalismo e a distância entre as classes. Veja Bacurau, que trata do Imperialismo perverso a destruir nossos valores. É sempre assim. Você ficaria feliz vendo jogadoras cubanas milionárias às custas de que as crianças cubanas voltassem a viver nas sarjetas?
Por não nos impressionamos com a seleção da Guatemala? Por que ninguém fala da fantástica seleção de vôlei da Costa Rica? Ora, porque a Guatemala e Costa Rica capitalistas jamais produziram seleções espetaculares como a cubana. Mas, mas, mas…. porque não conseguiram se eram controladas pelo maravilhoso sistema capitalista?????
Responda com sinceridade: por que este modelo produz milagres em Cuba e porque o capitalismo não faz o mesmo em Belize ou na Bolívia??????
“Ahh, mas eu nunca vejo gente que quer se mudar para Cuba ou Venezuela. Estes esquerdistas todos vão para a França, Japão ou Estados Unidos. Por que isso? Afinal, Cuba socialista não é o paraíso na terra? Meus amigos todos viajam pelo mundo inteiro, alguns até decidem viver no Brasil, mas porque ninguém quer viver em Cuba?”
Que legal…. Mas o que essa declaração tem a ver com Cuba e a democratização das riquezas produzidas em um país? Fica a pergunta: o que para você significa a liberdade e qual o preço de oferecer a uma classe um valor que nega à outra?
Você pelo menos se deu conta que seus amigos são pequenos burgueses, classe média, e que esta sociedade lhes dá o direito de viajarem para onde querem? Por outro lado, você percebeu que você não tem amigos entre os entregadores de pizza, marceneiros, pedreiros, motoristas de ônibus, lixeiros? Percebeu que sua noção de “liberdade” – o direito de viajar para qualquer país do mundo – está conectada a essa estreita faixa de amigos de classe média ou mais abastados? Você é capaz de vislumbrar a gigantesca multidão de pessoas que se obrigam a trabalhar sem o direito de usufruir uma vida de “liberdade” e viagens como você e seus amigos?
Agora pense em Cuba, uma ilha linda e cheia de encantos, cuja principal fonte de renda é o turismo, o que explica as dificuldades econômicas terríveis pela qual passa em função da pandemia. Apesar de ser um país muito pobre (se fosse no Brasil teria um PIB como o Piauí) é riquíssimo em música, dança, cultura, medicina e tem saúde públicas invejável. A China (curioso não falarem mais tanto da China) tem tudo isso e hoje já é um país riquíssimo. Só para lembrar, em Fortaleza existem edifícios na beira da praia onde só moram imigrantes chineses.
Pergunto de novo: quantos dos seus amigos da classe média brasileira escolheriam a Burquina Faso capitalista para morar? Quantos escolheriam Moçambique? Quantos optariam por morar na Colômbia? Por que então escolheriam Cuba? Seus amigos pequeno burgueses escolhem países mais ricos, onde o capitalismo explora os pobres e oferece aos burgueses uma vida mais fácil. Se eles fossem à Cuba teriam que trabalhar como todos os cubanos e não seriam considerados de “outra classe”, como você tanto admira.
Resumindo: como é bom ter a liberdade de escolher onde viver sabendo que qualquer lugar vai recebê-lo como pertencente à classe superior. E além disso, como é mais simples analisar o mundo como se ele fosse composto apenas desses 10% de classe média que o compõe.
O comunismo, por seu lado, olha para todos sem exceção, e procura enxerga neles a igualdade que o capitalismo lhes sonega. Essa é a diferença das nossas perspectivas. Para você o mundo será bom se os seus amigos puderem fazer escolhas livres e boas. Para mim – e para todos os comunistas – ele será adequado e justo apenas quando nenhuma criança mais passar fome ou dormir ao relento.]
Para os admiradores dos Estados Unidos – e críticos de um comunismo que só existe em suas cabeças – entendam que este país se tornou um Império brutal e assassino, e todo o “American Way of Life” que exibem na TV é construído pela morte, destruição e expropriação de recursos de outros países. Para que exista a opulência americana é preciso que uma centena de países trabalhem incansavelmente para garantir a eles esta prosperidade.
Seus amigos que viajam pelo mundo só tem dinheiro para estas aventuras porque essa sociedade é construída sobre valores que os beneficiam. Muita gente tem que morrer e se sacrificar para que essa “liberdade” seja usufruída.
O capitalismo é construído dessa forma. Pessoas “livres” caminhando sobre cadáveres.
“Vamos discutir agora a questão seríssima do voto impre… digo auditável, para que as eleições de 2022 sejam limpas”
Cara, de uma vez por todas…. NÃO VAI TER VOTO IMPRESSO e por várias razões – entre elas a recusa do congresso. Todavia, a mais importante é que, mesmo que fosse algo necessário para a lisura das eleições, NÃO HAVERIA TEMPO para criar um modelo novo em tão pouco tempo. Não se muda a tecnologia usada há 25 anos – com pleno sucesso – em um ano e meio. Além disso, a mentira do Bolsonaro é de que os votos não são auditáveis – e são!!! Aécio Neves pediu auditoria em 2014 e ela foi feita. Sem falhas.
Pergunto: se houvesse fraude eleitoral por que Bolsonaro teria sido eleito? Por que Dilma foi reeleita? Por que Aécio perdeu, se ele era o candidato da gente do dinheiro e do “mercado”? Nada disso faz sentido.
Aliás, só uma coisa parece ser certa: Bolsonaro está pavimentado o caminho para dizer que perdeu as eleições por fraude, EXATAMENTE o mesmo roteiro que Trump, o outro bufão da extrema direita supremacista branca, tentou ativar nos Estados Unidos.
A derrota de Bolsonaro cada dia fica mais certa, e por isso mesmo ele cria o factoide de que existe fraude ou de que ela pode ser facilmente realizada. Quer convulsionar o país. Quer criar a ideia de que é “popular”, tem a preferência do povo e que – palavras suas – “não aceita nenhum resultado que não seja a sua reeleição”.
A quem serve essa patifaria? A quem serve exigir algo que não é possível realizar? A quem serve jogar o povo contra a justiça? A quem serve jogar o povo – SEM PROVA ALGUMA – contra o sistema eleitoral?
Bolsonaro tentará um autogolpe se nada mais funcionar e, como bom psicopata, não se importa com quantas mortes terá que lidar. Aviso apenas que Bolsonaro já tem 75% de pessoas contrárias à sua sanha autoritária e se ele resolver destruir a democracia neste pais o povo inevitavelmente sairá para as ruas
Acha mesmo que as pessoas fogem do “comunismo”? Explique porque o tetra campeão Olímpico de luta Greco-romana por Cuba não o fez. Você acredita mesmo que apenas o luxo e os valores materiais movem os desígnios da humanidade? Não acredita que a solidariedade possa ser um valor a moldar nossa ação em sociedade?
Explique porque as pessoas fogem do capitalismo brasileiro para ir aos Estados Unidos. Se o capitalismo já havia aqui, qual a razão da troca? Explique porque durante décadas as pessoas saíam do Brasil capitalista em direção à…. Europa capitalista, mas no século XIX o fluxo era o inverso. Explique porque pessoas fogem do Haiti “capitalista de livre mercado” para os Estados Unidos. Explique porque na União Soviética comunista havia milhares de imigrantes turcos e asiáticos, vindo de países capitalistas.
As pessoas não fogem do comunismo, fogem da pobreza e procuram melhores condições, e para isso vão para a sede do Império. Para muitos bolsonaristas os Estados Unidos são bons e Cuba é ruim, mas você certamente não assistiu “Breaking Bad”, uma série que só poderia ser feita tendo como pano de fundo o descalabro do sistema médico americano. Também não assistiu “Sicko”.
É justo viver na opulência sabendo que sua vida saborosa e doce precisa do amargor e do sofrimento de milhões que a sustentam? Muitos curtem os Estados Unidos porque não estão em Skid Row, em Los Angeles, dormindo na rua e mijando em canteiros. São estes mesmo que não se importam em viver numa sociedade desnivelada onde gente miserável morre sem atendimento médico – como nos Estados Unidos – para que uma burguesia hedonista possa se entupir de Iphones, carros novos e passeios de astronauta às custas da exploração do resto do mundo.
Lembre: para manter a dominação e o controle do trabalho de suas colônias o Império precisa que pessoas comuns acreditem que o capitalismo é bom e justo e que a fome, a opressão e a miséria que ele inexoravelmente produz são causados pela “preguiça” ou falta de “empenho” – nada mais do que mentiras criadas para manter a hipnose da subserviência.
Se você acredita nisso, pare de votar na direita e vote em alguém parecido com você. Isto é: alguém pobre. Ou melhor: candidate-se e faça o trabalho que eles não estão fazendo. Participe. Pare de votar em ricos e filhos de papai. Vote em trabalhador, dona de casa, operário ou alguém pobre e honesto para lhe representar, desde que tenha ideias inovadoras e que representem seus anseios de uma cidade, estado ou país mais justos. Pesquise as ideias do partido e sua visão de sociedade. Filie-se. Participe. Seja parte da transformação social, e não um entrave às mudanças. Não caia na conversa de gente que parece boa só por que distribui ranchinho ou lhe oferece vantagens e favores. Pense no político que melhor representa a COMUNIDADE inteira, e não apenas a sua corporação ou seus interesses pessoais. Não confunda assistência social com política. Político que faz serviço miúdo pra comunidade é apenas clientelista. Um verdadeiro político pensa nas estruturas sociais profundas, e não em casos isolados ou pessoais.Vote com consciência e pensando em todos.
Claro que houve corrupção nos governos do PT, em especial pelos múltiplos acertos com outros partidos para alcançar a governabilidade com um congresso fisiológico e oportunista. Entretanto, foi graças às próprias iniciativas do PT em relação à transparência que essas corrupções foram descobertas. Não há porque ser menos incisivo contra a corrupção do PT ou de qualquer partido, pois todos os governantes devem ser vigiados pela população.
O problema desses debates é que esta é uma questão diversionista. A corrupção não é NEM DE LONGE o pior problema do Brasil A corrupção que nos ocupamos, aliás, é FARELO DE PÃO. Ou você acha que um triplex – mesmo que existisse – seria algo que deixou o Brasil mais pobre? Nem o roubo – que existiu com a turma do PMDB – deixou a Petrobrás mais pobre. Pelo contrário!!!! Nos governos do PT e Petrobras, com todos os desvios que foram descobertos, multiplicou por OITO VEZES o seu valor, mesmo havendo uma comprovada corrupção.
O problema do Brasil não está nessas questões menores; ela está na elite de rapina que nós temos, na concentração indecente de renda, na divisão do Brasil entre extremamente ricos e miseráveis, e em uma classe média ignorante porque compra carro novo e se acha rica. O que diferenciou o PT dos outros governos TODOS, que foram de DIREITA desde a “descoberta” por Cabral, é que o PT tinha um projeto de nação, enquanto Bolsonaro aceita a invasão americana e internacional sobre nossas riquezas. Por isso a continência à bandeira americana e o amor por Israel – uma nação criminosa e racista.
A diferença é que nos governos do PT havia crescimento continuado e felicidade. E foi exatamente PELOS ACERTOS do PT que essa mesma elite predadora que nos controla a todos fez uma campanha – orientada pelos americanos – para destruir a imagem das esquerdas usando esses argumentos morais: são corruptos, ladrões, etc. E não se importaram de apresentar mentiras escandalosas e inumeráveis: kit gay, mamadeira de piroca, Ferrari do Lulinha, Havan da filha da Dilma, Triplex, sitio em Atibaia e o fiasco de criar a fantasia da caixa preta do BNDEs – que o próprio Bolsonaro desmentiu de forma humilhante.
Se o PT for corrupto tem mais é que acusar, mas NÃO É ESSE O PONTO CENTRAL, mas sim saber que tipo de governo e que tipo de nação ele propõe, como pretende acabar com a pobreza, como vai distribuir renda, como vai taxar fortunas, como vai usar impostos, quanto vai colocar de imposto em heranças, como vai proteger mulheres e crianças, como vai defender as populações nativas, como vai proteger o SUS, como vai agir com as estatais e como vai implementar um programa de incentivo à indústria nacional que não destrua o meio ambiente.
O resto é apenas MANIPULAÇÃO e LAVAGEM CEREBRAL da mídia, ou lawfare do judiciário. Anote aí: qualquer pessoa que fale dos problemas do Brasil citando a corrupção como “mal maior” não sabe o que fala e está apenas repetindo tolices de quem deseja lhe manipular