Protegido: Para entender o caso

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Arquivado em Ativismo, Pensamentos

Amor demais

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Lembrei de um conceito que escutei quando meus filhos eram muito pequenos: “Ame seus filhos bastante para que eles tenham autoconfiança, mas não demais para que eles nunca precisem procurar amor por si mesmos”.

A pior coisa do mundo é não ser amado; a segunda pior é ser amado demais. Amor em falta faz definhar; demais faz enlouquecer. O mundo nos impõe a falta; o desejo nos empurra ao excesso.

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Motocicletas

Sobre as motocicletas…  

Vamos esclarecer alguns pontos fundamentais: Qual relação com motocicletas NÃO é sexualizada? Em outras palavras: como colocar no meio das pernas um monstrengo metálico rígido e gigantesco e não sentir aquilo como sendo uma poderosa prótese fálica? Por que “quanto maior, melhor”? Por que tanto empenho em comprar um veículo responsável por grande parte das mortes no trânsito? Por que uma relação tão insensata entre custo e benefício?  

Só o sexo explica. A mesma explicação que eu imagino para espartilhos e saltos altos.  

“Vital e sua moto”. Por quê? Ora, por ser “vital” ter uma moto para conseguir “sucesso reprodutivo”.

Mas a minha tese é de que pela dinâmica adaptativa das espécies, possuir uma motocicleta tem um altíssimo fator positivo para conseguir se dar bem no sexo. Isto é: funciona, mesmo que incomode algumas vizinhas. O dia que não funcionar mais, desaparece.  

Aliás… eu acho engraçado mulheres usando próteses fálicas como motocicletas e guitarras. Veja bem, nada contra elas usarem pelos seus óbvios aspectos operacionais – deslocamento urbano ou música – mas pelas suas características simbólicas, ao meu ver, inquestionáveis. Percebam o jeito com que um “easy rider” trata sua moto mas olhem para as guitarras com a mesma atenção e perceberão a lascívia masturbatória que os guitarristas demonstram, em especial nas músicas juvenis como o rock.

As motos, em especial, se prestam para jovens (em busca de) e fulanos carecas de meia idade (na raspa do tacho da virilidade).  

Faz sentido?

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Morte prematura


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Cinquenta e poucos anos é muito cedo para morrer, e não creio que dá para usar a surrada desculpa de que “viveu 100 anos em 50”, porque essa vivência não inclui uma das fases mais criativas e interessantes da vida: a plena maturidade, o arrefecimento da sexualidade bruta, a velhice e o fim. Não abriria mão de assistir a desintegração do meu corpo e a sabedoria capaz de fluir das cinzas dessa queima. Não faz sentido uma vida em que só a infância e a juventude tenham espaço. Muito do que sei adquiri faz pouco, exatamente pela derivação proporcionada pela paulatina e insidiosa perda do vigor.

Se eu tivesse a oportunidade de escolher minha vida futura fugiria da beleza física, da riqueza e do talento desmedido. É muito difícil ver pessoas profundamente talentosas, belas e ricas felizes e gratas à vida; mais fácil é vê-las prisioneiras de suas virtudes e qualidades. Ter excelência em qualquer área – em especial na arte e no corpo – é um fardo pesado, muitas vezes difícil de carregar sem uma quantidade as vezes insuportável de sofrimento.

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Festas

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Frases campeãs nas festas de fim de ano…

“O Panetone está seco, mas ainda tá bom”.
“Sobrou sorvete?”
“Não foi assim que eu falei pra tia Marilda, você está exagerando”.
“Bêbado como, se só tomei uma cerveja”?
“Também achei ridícula a roupa dela. Ela não tem mãe?”
“Ele sempre conta aquela piada quando bebe”
“Eu achei bom, mas tava meio seco”
“A gente sabe que o valor em dinheiro não é o mais importante”
“Como engordou tua prima, né? Se tu não te cuidar vai por esse caminho. Olha a genética”
“Sidra? Faz favor, né?”
“Qual a porra do problema de vocês com uva passa e maçã na maionese?”
“O sapato novo me destruiu”
“Mas é pravê ou pracumê?”
“Como você pode ter certeza que eu fui com a mesma bermuda o ano passado?”
“Eu me cuidei o mês inteiro, mas ontem fugi da dieta”
“Como é que a minha irmã aguenta aquele marido dela?”
“Ela não é uma criança má. Isso é uma fase que todas passam”
“Claro que isso é reflexo da mãe que ela tem”
“A mais moça é bonitinha, mas a mais velha pegou o nariz do pai. Pobre criança”
“Eu lamento pelos meus pais. Estão velhos, não mereciam passar por isso”
“Como é o nome daquela moça que estava falando com a minha filha? Como assim? Curiosidade só. Não posso perguntar?”
“Como cresceram os filhos dela!! Até ontem eu pegava no colo.”
“Também acho que não fica bem pra uma mocinha da idade dela”
“Ele já terminou o Colégio?”
“Gorda nada, meu amor. Estavas ótima. Linda mesmo”.
“Não, não chegou a enrolar a língua, mas quando começou a contar a piada da freira me despedi de todos e peguei a chave da sua mão”.
“Ah meu Deus, senti pena dos cachorros”
“Nunca mais vou na festa de Natal da família”
“Família? Hospício, você quer dizer”
“Que bom que a gente tem família para poder encontrar. Nem que seja uma vez por ano.”

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Abusos e assédios

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Há alguns dias rolou um vídeo (pode ser visto aqui) de uma jornalista e youtuber entrevistando o ator Vin Diesel, conhecido por filmes testosterônicos que misturam carros, mulheres, mortes, perseguições, etc. Em outras palavras, filmes de meninos. Neste vídeo ele tem um comportamento abusivo que chega a ser caracterizado como assédio. Alguns dias depois a jornalista vem a público denunciar o comportamento dele, mas, ato contínuo, aparecem falas dela se oferecendo para passar vaselina em outro machão lutador ou sentando no colo de outro ator. Com isso algumas pessoas teriam dito que caiu a “máscara de boa moça” da jornalista. Afinal…. como cobrar bom comportamento do Vin Diesel se ela é tão “liberal” com outros entrevistados?

Creio que o discurso machista ainda não percebeu o que está em jogo aqui e muitas pessoas continuam misturando as questões.

Existem DUAS ações que merecem ser analisadas separadamente. O fato de ela sentar no colo de um famoso (who?) e querer passar vaselina num lutador fortão (who?) podem ser julgadas por quem quiser. Se você quiser achar que é alegria e espontaneidade, este é um direito seu, assim como julgar que suas atitudes são vulgares e inapropriadas para uma mulher. Cada um com seus padrões morais e estéticos. Não me cabe julgar as lentes com as quais você olha o mundo. Vire-se com elas. Ponto.

Por outro lado, NADA da vida pregressa dessa moça pode AUTORIZAR o comportamento abusivo do “Mestre da Testosterona”. Ela pode muito bem dizer “sentei no colo do fulano porque gosto dele e não gosto de você” e este é um argumento absolutamente válido e justo, pois suas preferências e desejos não nos dizem respeito. Ela é dona do seu corpo e de suas escolhas. Ninguém pode cobrar ou exigir de uma mulher que ela se comporte de acordo com nossos padrões. Ponto.

E tem outra questão: se ela está usando esta situação para ficar famosa ou como um legítimo desabafo pelo constrangimento que passou eu não tenho como saber, mas isso TAMBÉM não pode servir como atenuante para a agressão que ela sofreu. Eu prefiro mesmo acreditar que ela está sendo sincera, e que sua súbita notoriedade é um efeito colateral, e não seu objetivo primeiro.

Não há porque vincular qualquer atitude dessa moça com o ato calhorda e abusivo cometido contra ela. Isso é o mesmo que justificar estupro por saia curta, decote, sensualidade ou porque ela “já saiu com muitos homens“.

Só ela pode  falar do seu desconforto com a situação. Respeitemos isso.

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Presentes

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Como estão vocês nesse corre-corre de fim de ano para comprar presentes para as crianças, filhos, netos, país, sobrinhos, cunhadas, irmãos, amigo-secreto, amigos, sogra, ufa…. Muito stress?

Eu, não…

Há mais de 30 anos que não compro nenhum presente de Natal. É verdade que também não ganho, mas o saldo me parece absolutamente positivo. Na minha família não há nenhuma vinculação das festas com comércio. Nem “lembrancinhas”. Nada. Nada para as crianças, nada de surpresas de Natal; nenhum pacote embaixo da árvore; nenhuma compra, nenhuma prestação, nenhuma angústia.

Não se trata de uma prescrição de “como deve ser”, apenas a confissão de alguém que fez diferente da maioria. Preferi transformar estas festas no que elas têm de especial: reencontro, abraços, conversas, família, retratos, sem concessões capitalistas. Não me arrependo.

Percebi que meus filhos nunca se traumatizaram com isso, até porque nada me impede de dar um presente quando quiser. Posso presentear minha mulher ou minha filha por passar na frente de uma loja e lembrar de algo que disseram ou que desejavam. Entretanto, não preciso usar estas festas para uma busca angustiante por presentes, subvertendo sua origem de comunhão e busca por congraçamento.

Para lidar com a pressao dos filhos e da sociedade expliquei que o Natal não era feito pra isso. Eles não engoliram, mas aceitaram. Falei que eles não precisam tanto de “cargo”, de coisas, e que eu compraria quando achasse possível ou achasse adequado.

Mas… vejam bem. Não havia a radicalidade de nunca comprar coisas para as crianças ou familiares, apenas a ideia de DESVINCULAR essas coisas do Natal.

Há um outro detalhe, que sempre me fez pensar a respeito dos presentes. Tenho uma amiga que dá muitos presentes para os netos, até de forma exagerada. Um dia eu lhe disse “Olhe bem, ele não precisava disso, e essas coisas estragam em uma semana!!“. Ela me respondeu fazendo uma cara de criança: “Mas tinhas que ver a cara dele quando abriu o presente. Ele me abraçou e disse ‘Eu te amo vovó’. Ninguém resiste, né?”

Sim, ninguém resiste. Nesse momento me dei conta que não era a criança que recebia o presente; era ela. O objeto era usado, inconscientemente, para comprar aquele momento irresistível de amor, comprimido em um abraço e uma frase. O presente não é o que a gente vê; ele tem uma dinâmica enganosa e dissimulada, e a sua pior face é usar uma criança para suprir nossa carência de amor. Compramos, por alguns vinténs, um carinho e um beijo.

Não me parece justo que as crianças paguem por isso. Aliás, o presente em si, sua matéria, é o que menos importa. O gozo não está nele, mas esperar por ele, e por isso mesmo perde o valor tão logo alguns minutos se passam depois da explosão inicial de prazer. Ali, no vazio deixado pelo brinquedo ou pelo vestido novo, surge de novo a angústia pela repetição do gesto, angústia essa que presente algum poderá jamais saciar.

Olhando o Natal se aproximar penso apenas que ainda terei alguns natais com a família toda reunida, e que esta é a única surpresa de fim de ano que vale a pena aproveitar

Estar presente, ao invés de dar presentes.
Para ler outra crônica sobre o mesmo tema veja aqui…

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Hecatombe


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Se você ainda não percebeu que há algo de podre no Reino da Obstetrícia Brasileira, e continua acreditando nas perseguições medievais dos Conselhos de Medicina, preste atenção ao que está acontecendo ao seu redor. O “Caso Adelir” – cesariana sob ameaça da Polícia, em Torres, RS – foi um balão de ensaio. Ali ficou claro que, se for possível dispor do corpo da mulher sem que ela aceite e permita, a porta estará aberta para QUALQUER outra arbitrariedade.

(Não esqueçam que no caso de Torres as duas médicas que atenderam a gestante, além da juíza que lhe deu a intimação judicial, eram mulheres, o que expõe uma face cruel do nosso machismo: ele é reproduzido pelas próprias mulheres.)

Estamos muito próximos de uma “hecatombe médica”, quando nenhuma mulher mais tiver chance de ter seus filhos de parto normal pela total incapacidade dos médicos em atendê-las. O caso do Rio de Janeiro é emblemático: a Unimed não disponibiliza mais atendentes de parto normal. O parto, como evento fisiológico, está desaparecendo, consumido pelo monopólio médico que se interessa prioritariamente pelos ganhos e facilidades da cesariana, negligenciando seus riscos multiplicados. (veja aqui a decisão do tribunal do Rio de Janeiro)

Quem defende o parto normal é caçado (pode ser com “ss” também), agredido, violentado, difamado, perseguido e caluniado. Quem abusa de cesarianas recebe tapinhas nas costas dos colegas e jamais é admoestado por seus pares.

Somente a sociedade organizada, forçando a modernização dos operadores do direito, poderá mudar essa realidade. Não podemos mais admitir um ministério publico ainda tão inoperante nos casos de violência obstétrica  (ressalva aqui aos poucos e bravos procuradores que abraçam a causa) e a ignorância constrangedora de magistrados que continuam a julgar casos médicos por senso comum e sem a mínima noção do que seja medicina baseada em evidências.

O que mais precisa acontecer para que as mulheres percebam que seus partos foram roubados para oferecer conforto e dinheiro às corporações?

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Pena Capital

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Estudos comprovam que esse chip não reduz estupro ou assassinato, principalmente porque insistem em colocá-lo apenas na cabeça de negros e pobres. Antes que possamos nos dar conta esta sociedade formadora de delinquentes rapidamente os substitui por outros. Portanto, colocar esse chip só se presta para o sadismo branco de classe media, e não para resolver o problemas que nossa sociedade doente cria.

Mas o que esse “chip” é capaz de resolver?

Resolve apenas nosso estúpido desejo de vingança. O Brasil é um dos países mais violentos do mundo, onde a pena de morte no mundo do tráfico existe desde sempre. No mundo do jogo do bicho também era assim, lembram? E qual o resultado? Paz entre as facções? Menos mortes?

Pelo contrário. A pena de morte nunca diminuiu crimes graves ou contra a vida. Pena capital é comprovadamente incapaz de fazer decrescerem estas cifras. Responder assassinatos ilegais com assassinatos legais nunca solucionou o problema da criminalidade. Essa prática só produz o efeito pessoal de vingança que muitos veneram. Pior… estimula uma espécie abjeta de sadismo regulamentado, vil e medieval

Afinal, que diferença faz se o assassino não for mais este e for outro? Que diferença faz para o morto ou para a sociedade QUEM matou? Precisamos estancar a hemorragia e não ficar fazendo curativos tolos e ineficazes. Entretanto, é sabido que só se interrompe a sangria com equidade social, justiça, inclusão, igualdade de gênero, respeito às minorias, distribuição de renda, acesso à escolas e Universidades, política de cotas etc…. essa agenda “comunista” que os conservadores detestam. Isso, como bem sabemos, é insuportável para a casta que se acostumou com a “paz entre as classes” e o preço baixo da mão de obra que mora na senzala e trabalha por comida.

Pois eu aviso, irmãos, que sem abrir mão de nossas vantagens brancas e de classe continuaremos sendo vítimas da criminalidade crescente e matando pobres indiscriminadamente, pois é injusto pedir que os miseráveis se conformem eternamente com sua condição e aceitem os privilégios que nós tentamos desesperadamente naturalizar.

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Solidão

Vejo o sexo como a ação humana mais solitária que existe. O sexo funciona como uma partida de tênis em que os jogadores não tem uma rede entre si, mas uma parede. Jogam sozinhos usando as forças que imprimem nos braços e na bola, orientados pelo que escutam do parceiro que joga no outro lado do muro. Eles parecem estar jogando uma partida entre si, mas em verdade estão solitários, com sua própria bolinha e raquete, dependendo exclusivamente dos ruídos que escutam e da forma, força e direção que imprimem ao seu próprio jogo.

Entretanto, se é verdade que o jogo pode ser jogado sozinho e ainda assim ser prazeroso, mesmo sem se escutar as jogadas do companheiro atrás do muro, também é certo que ouvir a miraculosa sincronia das nossas raquetadas sendo respondidas pelo outro nos oportuniza uma sensação única de comunhão, e não é por outra razão que “até o padre eterno, que nunca foi lá, olhando aquele inferno vai abençoar”.

“Sexo é algo que fazemos sozinhos na companhia de outra pessoa”. É de Freud a frase “A relação sexual é impossível”, pois é impossível compartilhar o mesmo fantasma. Assim, devemos nos satisfazer com a ideia de que a companhia e o amor podem nos ajudar a tornar a nossa vida sexual mais prazerosa, mesmo reconhecendo que ela é feita da mais pura solidão.

O gozo solitário pode, sem dúvida, nos satisfazer. A ausência do outro, a falta da maravilhosa sinfonia de bolinhas batendo no muro, ainda assim pode nos dar prazer, em especial pelo fato de que o outro sempre nos desafia e questiona. Lidar com a dor e o prazer alheios é um passo em direção à maturidade emocional, e isso nunca é feito sem que um preço seja pago. Este preço, para alguns, é alto demais.

A diferença está na singularidade dos sujeitos e suas respostas infinitas. Uma boneca inflável ou um vibrador apenas materializam a fantasia que carregamos e da qual somos inteiramente responsáveis. Já o outro, o resto que acompanha os genitais, este tem sua própria dinâmica fantasmática, que nos obriga a entender e respeitar. Porém, isso demanda um esforço que nem sempre desejamos despender.

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