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Conhecimento

Existe um projeto claro de restringir a educação e o pensamento crítico de vastas porções da população para que o modelo opressivo capitalista se mantenha intocado. A mesma razão possuíam os padres na idade média ao realizar as missas em latim, pois dessa forma o conhecimento dos “segredos” se mantinha apenas entre eles, e a ninguém cabia questionar os desígnios da Igreja. Restringir o conhecimento, obstaculizar a educação, elitizar o conhecimento sempre foi um projeto das elites, para que a essência libertadora do saber se mantivesse constrito nos segmentos mais abastados e detentores do poder político

A proibição do ensino formal às meninas cumpre o mesmo roteiro: mantê-las ignorantes e dependentes para exercer domínio sobre elas. Não é à toas que os países mais fixados no modelo patriarcal tentam de todas as formas manter as mulheres acorrentadas à própria ignorância. Negros aprendendo apenas o necessário para exercer ofícios simples e subalternos também cumprem esse desígnio, e por isso as universidades sempre foram ambientes onde eles só entravam para fazer a limpeza.

O objetivo é sempre o mesmo: manter as castas sociais intocadas. O capitalismo e o patriarcado mantendo a ordem social. Oprimidos agradecendo as migalhas enquanto os opressores disseminam o medo de se criar um país mais justo e igual. Mas, como toda a historia nos ensina, não há opressão que dure para sempre, e o trem da história não é “carroça abandonada em uma estação inglória“. Pelo contrário, “ela é um carro alegre, cheio de um povo contente, que atropela indiferente, todo aquele que a negue“, como já havia nos ensinado Pablo Milanés.

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Greta

As atitudes de Greta incomodam o “establishment” por servirem de contraponto às posições hegemônicas. Greta ataca o cerne do capitalismo destruidor e autocida. Esta é a origem do “backlash” às suas palavras e atos. O que incomoda em seu discurso não é o fato de ser mulher, autista ou jovem, mas por representar uma vertente política que se contrapõe ao modelo de desmonte da natureza que agora está em curso. As ações de Greta são muito mais importantes do que seu gênero, idade ou condição. Ela é atacada por trazer evidências incontestes da nossa estupidez e egoísmo e jogá-las na cara dos poderosos. Seu rosto infantil e sua figura miúda funcionam como um potente veículo para transmitir a ideia de que, como ela, o meio ambiente é frágil e delicado e, por isso mesmo, precisa ser protegido.

Não é difícil entender a revolta de setores conservadores, nem sua natural virulência.

Por muitos anos testemunhei o peso que representa pensar fora das caixas estreitas da corporação. Atender em hospitais com 90% de cesarianas e ainda assim lutar pela autonomia das mulheres e seu direito de escolha pelo parto normal sempre foi visto como uma grave ofensa. As atitudes dos “diferentes” os “do contra” são tomadas como agressões a um modo de pensar que é assumido pela maioria, mesmo quando ilegal ou agressivo.

O parto humanizado no ambiente da cesariana oportunista, o respeito aos direitos humanos no universo policial, a lisura na política e a postura ecológica e sustentável no trato do meio ambiente ofendem aqueles que lucram com as posturas violentas, agressivas e desrespeitosas, em especial para os que estão em posição de poder.

Como o debate racional se torna perigoso – pois os argumentos e as evidências sustentam as posturas em oposição aos modelos atuais – a forma mais eficaz de combater as ideias incômodas – verdades inconvenientes – é atacar os mensageiros e destruir sua reputação. Com Greta não seria diferente.

Entretanto, seria ingenuidade imaginar que alguém tocasse na ferida exposta do capitalismo predatório e suicida sem receber os ataques inevitáveis do paradigma moribundo. Greta terá o mesmo tratamento cruel que muitos recebem quando decidem expor suas paixões e suas propostas.

Sua resiliência será posta à prova.

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Streptococcus

Sobre a pesquisa de streptococcus.

A primeira vez que ouvi falar disso foi de uma enfermeira num hospital que eu estava visitando em Cleveland, no início deste século. Depois das minhas palavras sobre o projeto de humanoização do nascimento no Brasil ela me perguntou:

– Como é a rotina de vocês com pesquisa de strepto? Usam Penicilina em todos os casos positivos?

Eu fiquei confuso com a pergunta e respondi que não havia pesquisa nos hospitais nos quais eu trabalhava e sequer protocolos de cultura para streptococcus no pré-natal referendados pelo Ministério da Saúde.

Ela sorriu e disse: “Apenas aguardem que em breve chegará lá“.

Ela estava certa, da mesma forma como estava correta uma amiga enfermeira americana que me perguntou há uns 25 anos “se já haviam chegado Pokemóns no Brasil“. Com a mesma surpresa eu respondi que não sabia se isso era produto pra comer ou pra passar no cabelo.

Ela deu risada, mas me avisou: “A onda vai chegar, e tanto como aqui, será devastadora. Aguarde…

Pokemóns e novidades médicas são ondas, movimentos de mercado, novidades. Acontecem em ciclos: nascem, alcançam o apogeu e morrem. A partir de um determinado tempo é preciso algo novo, um novo brinquedo, uma nova ferramenta; algo que nos dê esperança. Pokemóns foram deixando o espaço depois de gerar milhões em lucros. Streptococcus espalharam pânico e gastos imensos para o sistema de saúde sem que a antibioticoterapia apresentasse qualquer solução. Produziu-se o medo para vender uma esperança.

Há alguns meses uma amiga americana, também do Norte, me escreve perguntando se já temos Cannabis medicinal para vender nas farmácias. Desta vez eu apenas disse que ainda não…

“Aguarde, disse ela. Será a nova panaceia.”

Se você acha os gurus e salvadores da pátria soluções infantis e paliativos isórios para questões complexas, por que continua acreditando em drogas para solucionar os dramas de sua vida?

Para as novas descobertas sobre a inutilidade do rastreio de streptococcus vaginais e perineais, clique aqui.

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Objeção de consciência

Caríssima Melania Amorim, eu não sei até que ponto o argumento da “objeção de consciência” pode ser usado, mas acho que esta discussão pode ser levada adiante. Talvez seja o momento de se debruçar sobre o tema.

Eu entendo que a situação atual das cesarianas a pedido também é responsabilidade do movimento de humanização e do nosso discurso (justo) de garantir autonomia para que as mulheres façam suas escolhas. Nosso esforço foi mostrar que o parto precisa levar em conta direitos reprodutivo e sexuais, e que o olhar sobre as gestantes não pode mais ser objetual, onde elas não passam de meros “contêineres fetais”, desprovidas de protagonismo e autonomia.

Entretanto, todos sabemos que as opções pela “cesariana milagrosa e indolor” não são verdadeiras pois tais escolhas são condicionadas fortemente pelo ambiente cultural onde estão inseridas. Numa sociedade sob a vigência do “imperativo tecnológico” e onde as opções pelo natural (comida, ambiente, sexualidade, nascimento, morte) são vistas como “reminiscências de um passado de primitivismo e privação“, é compreensível que mulheres façam escolhas baseadas na (des)informação que recebem de seu entorno. Mais ainda; como já dizia Simone Diniz, muitas mulheres optam pela cesariana para fugir do desamparo e da humilhação a que são submetidas no sistema de saúde. “Partos violentos para vender cesariana“.

Por isso estas escolhas NÃO SÃO livres, mas constrangidas pelas vozes de autoridade de profissionais tecnocráticos que baseiam suas decisões muito mais em função do seu próprio conforto e sua auto proteção do que no bem estar de mães e bebês e com base em evidências científicas.

Oferecer a escolha entre cesarianas e partos violentos conduzidos por profissionais despreparados e impacientes é a demonstração mais cabal da perversidade do nosso sistema. A mesma mão que autoriza a escolha pela cesariana (em nome da liberdade) é aquela que proíbe partos fora do controle patriarcal da medicina, ataca parteiras e doulas e persegue obstetras humanistas (em nome de uma pretensa “segurança”).

Talvez seja necessário agora reforçar um velho adágio que eu usava há muitos anos: “O empoderamento das gestantes não significa o desprezo à autonomia do profissional.” Sem um parteiro livre para tomar decisões embasadas trocaremos uma opressão por outra, com resultados igualmente ruins. Objeção de consciência pode ser um caminho e uma alternativa a este dilema.

Não há nenhuma liberdade quando somos obrigados a escolher entre duas imposições violentas e ruins. A pior face da opressão é quando ela vem travestida de autonomia.

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Revolução pelo parto

A explicação para a obscenidade das nossas taxa de cesarianas – e também para a sobrevivência da violência obstétrica em nosso meio – não se resume em culpar os médicos, a ganância, a formação deficiente ou a falta de enfermeiras. Apesar de ser uma constatação fácil e evidente, o problema não se esgota no lado profissional. Para garantir o acesso a um parto mais seguro e que garanta autonomia às mulheres é necessário uma revolução cultural que só poderá se iniciar pelas próprias mulheres.

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Partos domiciliares

As críticas que afirmam que os estudos sobre segurança em parto domiciliar são feitos em países onde este local de parto é reconhecido pelo sistema de saúde – portanto não serviriam para o Brasil – vão e voltam toda hora. Isso se diz há muito tempo e de diversas formas. É parecido com o discurso que diz que direitos humanos só funcionam em países civilizados. Isto é, aqueles que… respeitam direitos humanos.

Por outro lado, vejam como o discurso médico está migrando. Antes a oficialidade obstétrica afirmava que “parto domiciliar é perigoso”, ou como dizia um professor daqui, “Parto Domiciliar é violência obstétrica”. Hoje o discurso está se metamorfoseando para “sim, os estudos mostram segurança… mas só vale para países de primeiro mundo!!!” Em suma: “parto domiciliar só funciona para europeus”. Lembro que na faculdade professores enchiam o peito para bafejar tolices como “parto de cócoras é só para indígenas, assim como acupuntura é só para chineses“. Agora é “parto domiciliar é só pra europeu branco“. Como sempre, este tipo de afirmação não encontra respaldo em nenhum estudo sério, mas satisfaz as necessidades de quem deseja desmerecer a livre escolha das mulheres sobre o local de parir.

Assim, os latino-americanos estariam condenados a partos hospitalares violentos e/ou cesarianas até termos uma assistência centrada na mulher, e todos sabemos o desinteresse da corporação em lutar por este modelo. Todavia, este argumento também carece de sentido. No Brasil os partos domiciliares planejados são atendidos quase que exclusivamente na classe média, e por essa razão não há porque estabelecer essa diferença entre a assistência garantida à nossa classe média e aquela oferecida nos países europeus. Se o parto domiciliar ocorresse em favelas e sem o suporte adequado para transferências esta queixa poderia ser relevante. Não é o caso…

É claro que o objetivo é enganar; por trás dessa perspectiva existe uma evidente (e já bastante conhecida) “síndrome de vira-lata” – que surgiria da ignorância e do oportunismo dos interesses corporativos. Podemos encontrar aqui o mesmo discurso que censurava o cinema durante a ditadura militar ou de votar para presidente nos anos 70, usando a justificativa de que, ao contrário dos europeus, éramos primitivos e não sabíamos escolher o que assistir ou em quem votar. Parto domiciliar – ou parto onde a mulher assim o desejar – é um direito reprodutivo e sexual. O resto é estratégia para manter poderes intocados. “Humanização do nascimento é a garantia do protagonismo à mulher; o resto é tão somente sofisticação de tutela”.

Veja o último estudo aqui

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Medicina totalitária

Palavras da Melania que eu subscrevo. Aliás, falo sobre isso há 30 anos. Eu dizia algo mais radical ainda: “Não existem exames inofensivos”. Na verdade, não existe consulta médica, mesmo que consista de uma simples troca de palavras, que seja incapaz de fazer algum mal.

Quando eu era estudante de medicina, e nos primeiros anos da minha prática, estava no auge uma filosofia de atenção médica centrada na prevenção. Entretanto, a prevenção não se baseava numa modificação do estilo de vida – como se fala hoje – mas no incremento de exames e avaliações na esperança de “descobrir onde o mal nasce e destruir sua semente”.

Uma cena não me escapa da memória. Andando na rua depois de um atendimento domiciliar fui parado por dois sujeitos sentados na mesa de um bar. Perceberam que eu era da área da saúde pelo uniforme e pela ambulância estacionada. Eles me chamaram com um “psiu” e um deles perguntou:

– Nesse seu pronto-socorro quanto custa um “checápe total”, dos pés à cabeça, tudo quanto é exame?

Sorri e disse que no pronto-socorro não se faziam exames desse tipo. O amigo então, do alto de suas várias cervejas, dispara:

– Liga não doutor, o que ele queria saber mesmo era só o exame de próstata.

Pois passados 40 anos eu vejo a derrocada de um modelo de atenção que fez sucesso e agora reconhece seu ocaso. Fica cada vez mais claro que investir freneticamente em exames e investigações em excesso, como forma de triagem, não demonstrou nenhuma melhora da saúde ou sobrevida de pacientes.

Nem exames da próstata.

Tidavia, atacar uma ideologia medica higienista de “controle absoluto” e vigilancia é tocar nas estruturas badikares da orofissao. Quem resolve enfrentar a ignorância só pode receber ignorância como resposta. Existem muitos interesses envolvidos na proposta de um “Estado Médico Total” onde o sujeito só pode comer, urinar, trepar, reproduzir e até respirar se for supervisionado e autorizado por um médico. É a sociedade se vergando à medicina como ideologia totalitária. Chegará um dia onde o sujeito só terá autorização médica para defecar cada 48 horas.

Opsss…


“E já que há tanta gente chocada com a ideia de que não é necessário exame ginecológico de rotina anual em mulheres assintomáticas (com mais um tanto me mandando estudar, como sempre), vamos acrescentar algumas outras informações chocantes, principalmente para quem adora ir ao médico e já vai dizendo que quer realizar os famosos “exames de check-up”. Mais de uma pessoa já me disse que tinha o sonho de entrar em uma máquina que rastreasse seu corpo inteiro procurando os mais mínimos tumores.

Então: a revisão sistemática Cochrane atualizada em 31 de janeiro de 2019 incluiu 17 artigos dos quais 15 contribuíram com dados, um total de 251.891 participantes. Check-up de rotina não reduz a mortalidade global, nem a mortalidade por câncer e doença cardiovascular. Não houve efeito na incidência de doença coronariana isquêmica fatal e não fatal nem de AVC fatal e não fatal. A conclusão dos autores é que é improvável que os exames de check-up geral sejam benéficos.

Na verdade, mesmo a efetividade de exames para rastreamento de alguns cânceres tem sido fortemente questionada, como tireoide e próstata.

“Mas eu me sinto mais seguro e o exame não faz mal”. Ora, alguns exames fazem, porque geram resultados positivos que irão acarretar outros procedimentos ou o tratamento de doenças que não iriam nem prejudicar o paciente nem provocar a sua morte.

Notem que estamos falando de exames realizados de rotina em indivíduos saudáveis e não de exames indicados por algum motivo em indivíduos doentes. E aqui estamos avaliando globalmente os tais “exames de check-up”. A maioria das sociedades ou diretrizes irá ter recomendações específicas de rastreamento de diversas condições clínicas, considerando características individuais e fatores de risco.

Porém, é necessário ter uma visão crítica. Há estratégias muito mais efetivas para quem morre de medo de ter qualquer dessas doenças, que é a modificação do estilo de vida, com dieta saudável, prática de atividade física, abolição do fumo e restrição do consumo de bebidas alcoólicas.

Não adianta me esculhambar. Vão lá discutir com os revisores da Cochrane.”

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Conselhos

Vou deixar bem claro: eu acho uma profunda ingenuidade imaginar que os Conselhos de Medicina deveriam “proteger a sociedade”. Essa é uma acusação injusta a estas entidades. Um conselho é feito para proteger a CORPORAÇÃO, os médicos e suas práticas, as quais são validadas por seus pares (e não necessariamente pelas evidências científicas).

Não existe NENHUM compromisso explícito de defender a saúde da população e isso é mais do que óbvio. Afinal, você cidadão comum, em quem vai votar na próxima eleição do Conselho de Medicina? Ahhh, só os médicos votam? Então como é posível imaginar que um grupo que não aceita seu voto vai lhe representar?

Não… os conselhos de Medicina protegem a medicina, seus profissionais e seus privilégios sociais, mesmo quando sua prática é capaz de prejudicar pacientes. A cesariana é apenas um dos exemplos fáceis para demonstrar que não se pode confiar num Conselho de Medicina para tomar ações que contrariam os desejos dos médicos que, em última análise, elegem os conselheiros para representar seus desejos – e não os de seus clientes.

Por isso é importante sempre ter no horizonte que os conselhos médicos – estaduais ou federal – são órgãos corporativos e que tem como compromisso o médico e sua proteção, e não a saúde dos pacientes. Para estes objetivos é necessário criar outros representantes ou modificar o MS para que este possa trabalhar de forma efetiva na defesa dos pacientes e suas questões. Talvez esteja no horizonte a “Ordem dos Doentes”, uma organização criada para a defesa dos pacientes em todas as instâncias e que, em inúmeras circunstâncias, vai se opor diametralmente à “ordem dos médicos” na defesa dos seus interesses.

Não é justo cobrar dos Conselhos de Medicina algo que eles não tem obrigação de fazer, mas também é ingenuidade acreditar que eles trabalham por você ou por sua saúde.

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O país das cesarianas

O atraso no debate sobre direitos humanos, nossa larga historia de violações e abusos contra minorias e o desprezo sistemático pela democracia são o adubo que explica o crescimento de figuras públicas que defendem cesarianas neste país – que já é um recordista em seu abuso.

Na Nova Zelândia 100% dos nascimentos contam com a presença de uma parteira, inclusive nas cesarianas – que não passam de 20% – onde elas permanecem ao lado oferecendo apoio às gestantes. Todo o sistema é centralizado na figura da parteira profissional. Ela é a soberana nos partos, mas os médicos estão sempre à disposição quando seu trabalho se torna necessário.

Nestes contextos uma deputada defendendo a liberalidade no uso das cesarianas – com o apoio de boa parte da corporação médica – seria visto como uma aberração, um desrespeito com as mulheres e seus corpos e uma violência contra um sistema baseado em evidências científicas e o protagonismo feminino no parto.

Para mudar nosso sistema perverso, comecemos por informar e educar as mulheres, para que suas escolhas reflitam o que é melhor para elas e seus bebês, e não para aqueles que – autoritariamente – desejam controlar seus corpos e suas decisões.

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Mães

“Enquanto as Mães da Praça de Maio são um exemplo de cidadania e luta por justiça, nossas Mães da Praça do Rosário são um exemplo de intolerância e atraso. Que diferença.”

Ao ver as mães reacionárias fazendo passeata na frente do Rosário, escola da elite branca de Porto Alegre por que não me surpreendo?? “Mais cristianismo e menos doutrinação” dizia um dos cartazes. É essa elite branca alienada que merece ser varrida pela história.

“Marista sim, marxista não”. Tem como esse pessoal ser mais ridículo???

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