Arquivo da categoria: Pensamentos

Desejos, Fantasias e Vibradores

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Sobre desejos, fantasias e vibradores…

A propósito de um debate sobre uso de vibradores por mulheres casadas – ou com parceiros fixos – eu lembrei de uma frase que ele tratava de algumas particularidades da sexualidade feminina: “o pênis é uma parte do corpo feminino que fica pendurada nos homens“. Mas, se a discussão é sobre a fantasia feminina e o prazer que dela se produz, o auto erotismo, a luxúria solitária, o que haveria a debater? Um homem pode até esconder um vibrador, mas pode amarrar os dedos, queimar o travesseiro, aplicar um torniquete nas fantasias? Não creio…

Mas se o debate for sobre a representatividade do falo no vibrador… bem, essa seria uma linda discussão.

Tenho a ideia de que a fantasia feminina é insuperável. Em “Eyes Wide Shut”, derradeiro filme de Stanley Kubrick (2001, uma Odisseia no Espaço) ele explora isso, baseado na obra Traumnovelle de Schnitzler. No filme a fantasia erótica de Alice (Nicole Kidman) aparece em todas as suas nuances, detalhes e riquezas. A descrição pormenorizada ao marido Bill do não-encontro com o capitão do navio deixou o protagonista, Dr Bill (Tom Cruise), absolutamente abalado. Não se tratava de um ciúme materializado por um ato de infidelidade; era a fantasia inalcançável, impossível de controlar ou proibir; era a riqueza do erotismo feminino, o espaço infinito no qual suas mãos jamais poderiam controlar ou alcançar, constituindo-se no fato que que mais lhe torturava. Esse relato sôfrego, é interrompido bruscamente pelo telefonema de uma cliente, e ali se inicia sua busca, uma aventura angustiante através de um percurso masculino.

O que ele encontrou foi um universo gélido, tétrico e insípido criado por mulheres nuas e sem rosto. Sobrava-lhes corpo, matéria; faltava a elas alma e desejo.

Quanto a estes fantasmas femininos, que os deixemos livres.

(essa foto é do momento em que Alice descreve suas fantasias ao marido, deixando-o atônito e em pânico)

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Antropologia do Nascimento

Homo erectus man. Model of a male Homo erectus, an early type of human. Homo erectus, or erect man, lived between roughly 1.8-0.3 million years ago and originated in Africa. They were the first humans to leave Africa, reaching Asia and possibly southern Europe. H. erectus had prominent brow ridges and a projecting face, and some specimens had brain volumes of over a litre. They stood upright, being a bit shorter than modern humans, but more heavily-built. They were nomadic hunters and gatherers. This model, from an exhibition by Nordstar, was photographed at the Naturkundemuseum in Stuttgart, Germany.

A tese sobre a inadequação evolutiva das cabeças fetais é do Michel Odent, mas não tem nada a ver com bebês grandes ou comorbidades, ou mesmo com mães diabéticas que engravidam. Ela tem o ver com os limites do crescimento encefálico e o fim da barreira que se criou ao longo dos milênios para obstaculizar seu aumento. É simples de entender. A gestação humana foi abreviada exatamente por causa do crescimento cerebral. Por isso a exterogestação e o crescimento fetal fora do útero. Essa “fetação” se tornou obrigatória pela pequenez pélvica (relativa) e a duplicação do volume craniano com o surgimento do gênero “homo”. Assim sendo, uma criança que tivesse cérebro maior teria que nascer antes da maturidade neurológica, sob pena de entalar e morrer. Isso criou a altricialidade – dependência extremada do outro – e a humanidade desejosa e sofredora como a conhecemos.

Todavia, se a “penalidade” (a desproporção e a morte) para cabeças maiores for retirada através do recurso cirúrgico – a cesariana – os genes ligados a esta característica podem passar às gerações seguintes e imprimir um novo padrão, tornando paulatinamente mais difícil, doloroso e até impossível o parto normal.

Os animais artificialmente construídos geneticamente como os buldogues ingleses já sofrem dessa desproporção, tornando a cesariana um recurso muito necessário. Este é um caso em que a troca genética não natural apressou o processo, mas que na espécie humana poderia ocorrer em um futuro não muito distante.

Isso não tem nada a ver com bebês gigantes por alimentação inadequada. Em uma população de veganos com IMC padrão, mas que usa cesariana como recurso salvador, isso também tenderia a ocorrer, mas não se trata de condenar a operação de extração fetal nesses casos, apenas uma ponderação sobre o destino sombrio e/ou incerto do parto humano.

A questão é que nós interrompemos o curso natural, o caminho da natureza. Sabe porque existe diabete tipo I no mundo? Por causa da insulina!!! Se não houvesse insulina a maioria dos diabéticos morreria ainda criança, antes de ser capaz de se reproduzir, e assim não passaria adiante seus genes. A insulinoterapia permite uma vida praticamente normal para estas pessoas e com isso são competentes para atingir a maturidade sexual e manter os genes da diabete no pool genético da humanidade.

Com a cesariana a mesma coisa. Imagine um feto que tenha genes para nascer mais tarde, uma gestação mais prolongada, e com isso desenvolver uma cabeça ainda maior. Se isso acontecesse há 100 anos morreria, mas agora sobrevive. Um cabeçudo nascido de uma gestação de 43 ou 44 semanas. Ele tem genes mutantes que deixam sua cabeça maior no útero, mas não é “penalizado” pelas leis de adaptação. Com isso poderá transmitir essa tendência aos seus descendentes, da mesma forma como o foi com a bipedalidade há 5 milhões de anos passados.

Mais uma vez, não se trata de condenar os recursos salvadores da medicina. Salvamos diabéticos de uma morte precoce e os fetos com desproporção ainda mais precocemente. Mas é importante saber o preço que pagamos. No diabete é bem claro, mas os “cabeçudos” podem ser o fim do parto como nós o conhecemos dentro de alguns milhares de anos.

Resta repetir a pergunta: o que será da humanidade quando nenhuma criança mais nascer do esforço de sua mãe?

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Juízo Final

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Creio que o dia do julgamento final de cada um deve ser marcado pelo assombro. De um lado a surpresa com as culpas injustas e inúteis que carregamos e de outro o susto diante do mal que causamos sem jamais termos consciência de nossa participação.

Eu penso muito no fato de que vou encontrar no dia do meu julgamento muitas pessoas que me odiaram durante a vida. Imagino que elas estarão lá, e esse encontro é tão duro e pesado quanto inevitável. Porém é possível que algumas delas sejam boas e caridosas o suficiente para terem me perdoado as falhas e erros. Talvez elas estejam lá para me receber de forma carinhosa e bondosa. Se acredito que algumas pessoas que me odeiam seriam recebidas carinhosamente por mim, por que o contrário não poderia ser possível?

Por outro lado, e essa é a parte que me apavora, é provável encontrar pessoas totalmente desconhecidas. Homens e mulheres que foram prejudicados por algo que deixei de fazer, palavras que eu não disse, sujeitos a quem eu ofendi sem me dar conta ou mulheres que se sentiram ofendidas pelas minhas palavras sem que eu nunca tenha tomado conhecimento de sua dor ou tristeza.

Esses encontros talvez sejam a maior surpresa que alguém pode enfrentar logo após partir. Se alguns deles podem ser um alívio às culpas carregadas durante toda uma vida, outros podem ser surpresas terríveis e difíceis de suportar.

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Mestre

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“Professor é aquele que diante do assombro da própria ignorância aceita o desafio de ensinar como único remédio.”

Um agradecimento especial àquelas que, sendo o evangelho que ilumina as mentes inquietas, oferecem a generosidade do seu saber como a maior lição.

Parabéns professores.

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Das Tripas

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Uma pessoa que passou meses a fio chamando o ex-presidente de “Mulla”, “Lulladrão”, “9 Dedos”, “molusco” e a ex presidente de “Dilmanta” NUNCA teve um neurônio sequer dedicado à análise racional dos fatos. É inegável que as pessoas que assim se referem aos políticos em seus posts são contaminados por emocionalismos, paixão, fervor religioso (já que o antipetismo se configura como uma religião) e um viés moralista (petralhas corruptos!!!!) inquestionáveis. Meus amigos que assim agem podem dizer o que bem entendem e fazer todas as criticas que quiserem ao PT; metade delas até eu vou concordar. A única coisa que não vão conseguir é NOS convencer que suas posições são “racionais e isentas”. Como dizia Max, “Tal foi a intensidade da escuridão a lhe encobrir a visão que sequer conseguiu enxergar a própria cegueira“.

Ahhh… e TUDO o que escrevo é emocional, é afetivo e vem das tripas. Nossa racionalidade não passa de um verniz, uma fachada intelectual que nos afasta dos medos encobrindo-os com o conhecimento. Entretanto, por mais que esse verniz brilhe ele não é capaz de cobrir por completo os medos e mitos e nos definem e regulam.

Portanto…. não tenham medo de assumir sua postura não-isenta. Não há necessidade de esconder (ilusão!!) seu ódio ao PT. Ele é muito mais digno e respeitável do que uma isenção dissimulada. Eu não tenho vergonha alguma de abandonar as posições “equidistantes”; no ativismo é preciso paixão e amor pelas causas.

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Tempo

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Vou repetir, à minha maneira, a frase que Sartre uma vez teria dito para uma aluna: “Sei traduzir, pelo olhar de vocês, o quanto me consideram velho. Consigo perceber pelos comentários, risos e expressões que um fosso de tempo se abre entre nós. Todavia, esta percepção só se dá de fora para dentro; não consigo sentir-me da forma como me olham, apesar de aceitá-la como verdadeira e justa.” Lembrei disso ao fazer essa foto. Eu sei que me chamam de velho, e meus não-cabelos não me permitem dúvidas. Entretanto sinto como se fosse na semana passada que eu mesmo estava passeando com meu filho pequeno me segurando pela mão. A marcha do tempo é cruel e inexorável, mas sem ela teríamos caos e estagnação.

“Necessidades nos dizem da natureza, os desejos da fantasia. As primeiras do corpo, as outras da alma. As necessidades finitas, já que biológicas, os desejos infinitos, posto que etéreos e insaciáveis.”

“Em tempos de insensibilidade e pragmatismo a gratidão é um farol brilhante a nos indicar o melhor caminho. Lembre de agradecer e elogiar. É grátis, é simples e lhe permite mudar o mundo ao seu redor.”

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Ad Hominem

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“Ad hominem” – a crítica dirigida à honra de um oponente – é uma tática de enfrentamento covarde e rasteira para todos os lados, partidos ou facções, e em qualquer situação, não apenas quando nos atinge. Quando eu vejo pessoas que compartilham ideais comigo ofendendo pessoalmente meus adversários meu primeiro pensamento é “o que está havendo com nossos sonhos que não mais cativam por sua clareza e – por isso mesmo – precisamos de ofensas aos adversários para conseguir adesões?”.

Quando testemunho o desejo de destruir o opositor substituindo o combate às suas ideias, propostas e visão de mundo percebo claramente o princípio de morte de nossas próprias paixões.

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Pets

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Estou um pouco abismado com a quantidade de candidatos a vereança que se apresentam como defensores dos “direitos dos animais”. Não quero entrar na discussão mais profunda sobre o assunto, mas creio que existe um claro exagero e uma óbvia sinalização sobre o tipo de sociedade que estamos construindo. Ontem mesmo um educador dizia – e para mim com razão – que nos preocupamos mais em sair com o cachorro para passear do que com os filhos. Encontro homens e mulheres jovens levando seus “pets” (um anglicismo que me dá arrepios) para fazer suas necessidades, e fico um pouco assustado ao perceber que estes são tratados como crianças, com a diferença de que com as crianças somos mais duros e menos carinhosos. Por que estamos trocando crianças que crescem por crianças que nunca crescem?

O que isso tem a dizer sobre a nossa sociedade?

Mais uma vez, não se trata de criminalizar o cuidado com os animais domesticados, mas se perguntar porque esta sociedade (e isso já acontece há muitos anos na Europa e Estados Unidos) tem essa devoção especial para com cães e gatos. Será que a explicação da baixa natalidade humana e o desvio de nossa natural capacidade de amar para os animais é suficiente? Ou existe algo no “amor pelos bichos” que vai além do simples deslocamento afetivo?

Outro dia estava debatendo sobre o problema dos gatos domésticos e o risco para as aves, que teremos que enfrentar nas próximas décadas, e afirmei que nunca tive amor pelos animais. E não tenho mesmo. Nesta semana passada autorizei eutanásia para a minha cadela Mel e não tive um grande sofrimento por isso. Por outro lado, quando meu neto machucou o dedo em uma pedra sofri junto com ele por horas a fio, imaginando a angústia de uma experiência de dor inédita em sua curta vida.

Mas vejam, não se trata de uma visão vertical de “valorização de amores”. Eu não me acho melhor por sofrer pelo dedo ferido do meu neto, mas nem pior por não sofrer por um cão que se vai. Apenas não tenho esse sentimento de AMOR, uma conexão forte e significativa com seres de outras espécies. Porém, tenho respeito, e o sofrimento deles não é desprezível para mim, por isso mesmo autorizei a eutanásia em um caso de tumor hepático em estágio terminal. E de nada adianta reclamar da minha falta de amor por “pets”; eu nasci sem esse chip.

Todavia, o que me chamou a atenção esse debate foi o fato de que, ao dizer que não nutria amor pelos animais (o que sustento), mas respeito e consideração, uma debatedora explodiu em ódio e disse:

Então você é uma pessoa de merda.

Claro que ela foi deletada e bloqueada (depois descobri que era uma veterinária), mas apenas porque não admito que debates atinjam a honra e sejam ofensivos às pessoas. Essa é uma regra antiga que tenho desde os tempos do Orkut. Como diria Madre Cuegundes “Ad hominem, abiciendi“…

Mas eu fico pensando… você pode chamar um desconhecido de merda sem que isso lhe torne uma má pessoa, ou mesmo deseducada e violenta, mas não pode dizer que não AMA (mesmo respeitando) os animais. Por que essa inversão de valores?

Que hierarquia é essa onde um cachorro vale mais que um homem? Ou ainda, da verve de madre Cunegundes, “melior est canis hominem?“.

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Nazismo

Sobre a bandeira nazista em 1934 em Santa Catarina …

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Antes de serem proibidas a língua e as referências à Alemanha durante o nazismo, o governo de força da Alemanha – e mesmo a figura de Hitler – eram exaltados como modelos de sucesso, especialmente pela reconstrução da economia alemã do pós guerra. A constituição brasileira de 1937 foi baseada nas ideias alemãs e Hitler chegou a ser eleito o “Homem do Ano” pela Revista Time. Ele tinha seguidores no mundo inteiro, e ainda os tem. De onde você acha que vem a paixão de alguns brasileiros por personagens como Bolsonaro e (em menor grau) o juiz Sérgio Moro? De onde você acredita que vem o saudosismo pela ditadura e os regimes fechados?

Ora… existia antes – e continua a existir agora – um desejo por governantes fortes, uma espécie de busca pela figura paterna, forte, viril e que dê conta dos nossos medos e fragilidades. É por isso que glorificamos esses personagens que nos prometem “dureza“, “firmeza“, combate sem tréguas à “corrupção“, etc. Lembra como Collor nos ludibriou com sua “Caça aos Marajás“? Pois atentem que seu discurso era EXATAMENTE na mesma linha do que se fala ainda hoje. Percebe como de novo estamos “caçando corruptos” como se isso significasse a redenção nacional? Não Percebe que essa estratégia obedece a uma agenda que já foi usada com Getúlio, Jango, Juscelino e Dilma?

Isso apenas mostra que estamos repetindo a história por não termos aprendido o suficiente com suas lições. Quando vejo Moro tratado como “Messias”, usando métodos medievais e ilegais como regra, e com o beneplácito de um STF molenga e acovardado, eu percebo que os fatos que culminaram em Hitler – na época amado por todo o povo alemão – se repetem na frente dos nossos olhos. A mesma busca por um Salvador nacional que nos livrará de todo o mal, e mesma leniência com o Estado Democrático de Direito, e mesma caça a políticos de um lado só, etc…

Esse Bandeira poderia estar ainda hoje tremulando. Tenho certeza que entre os “revoltados” e “anticomunistas” ela continua na moda.

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Universidade Elitista

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Meus colegas de faculdade tinham nome de rua. Eles eram a geração mais nova das oligarquias burguesas do estado, muitas delas ainda do tempo das charqueadas e da Revolução Farroupilha. Eu era um “estranho no ninho”, filho de funcionário público que estudou em escola do estado. Tive colegas que chegaram para o trote no primeiro dia de aula dirigindo seu próprio Dodge Dart (eu peguei o 77, linha Menino Deus). Algumas colegas se gabavam para mim de nunca terem comido no refeitório do hospital escola; afinal “bandeijão” não ficava bem. Outros que vinham do interior diziam, entre risos, que suas despesas na capital eram bancadas pelo MFL – Montepio da Família Latifundiária.

Todos estudavam de graça na universidade federal. Quem pagava nossas aulas podia ser visto pela janela do último andar do Instituto de Biociências: o pipoqueiro do Parque Farroupilha. Ele, e todas as outras pessoas que pagavam impostos, tiravam um pedaço do seu magro orçamento para que nós pudéssemos nos orgulhar de fazer uma faculdade cobiçada, valorizada e gratuita. Sua esperança era que, finda a etapa escolar, o investimento no menino esforçado e na menina estudiosa valeria a pena, e eles serviriam como anjos a apaziguar os sofrimentos do corpo e da alma daqueles que os ampararam por tantos anos.

Mas esse retorno sempre é apenas uma promessa, e nada nos garante que será realizado. Pagamos por toda uma educação superior sem qualquer garantia de que este profissional retribuirá com seu trabalho para o povo que o sustentou. Mais ainda, nosso processo seletivo privilegia o andares superiores das castas sociais, deixando quase nenhum espaço para pobres, negros e oriundos do ensino público. As cotas vieram para tapar esse fosso, mas nenhum avanço será percebido na fotografia de formatura antes que duas ou mais gerações tenham passado.

Por enquanto na universidade pública é o imposto do pobre que paga para o filho do rico estudar de graça.

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