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Fim do Futebol. Será?

Hoje (18/09/2026) foi publicada na Internet uma manifestação dos clubes brasileiros em defesa das BETs. Clubes da Série A e federações de futebol se mobilizaram contra a possibilidade de o Governo Federal proibir os jogos de cassino on-line, argumentando que uma mudança brusca na regulamentação das apostas teria forte impacto financeiro no futebol brasileiro. As BETs autorizadas investem mais de R$ 1 bilhão por ano em patrocínios, beneficiando desde grandes clubes até equipes menores, futebol feminino, categorias de base e projetos sociais. No manifesto, as entidades reconhecem os riscos sociais associados às apostas e defendem maior fiscalização, prevenção e proteção aos consumidores, mas sustentam que a regulamentação é preferível à proibição, pois permite tributação e controle das empresas e combate às plataformas clandestinas, para as quais, segundo elas, os apostadores poderiam migrar caso o mercado legal fosse restringido.

O manifesto dos clubes brasileiros tem razão em alguns pontos, em especial ao dizer que poderia haver uma quebradeira nos clubes. Há contratos firmados com as BETS e muitos contratos de jogadores caros, comprados no exterior, estão ligados às receitas que seriam esperadas com tais contratos. É claro que estes aspectos não podem ser desconsiderados. A bancarrota de clubes tradicionais do Brasil, que fazem parte da malha de sustentação da cultura brasileira, e aquilo que nos define na mente de milhões de estrangeiros, não pode ser algo visto como positivo. Não se trata, portanto, de utilizar um remédio que, de tão forte, viesse a matar o paciente. os clubes brasileiros, em sua maioria, estão com situação financeira calamitosa, e o dinheiro das BETs ajuda e diminuir o impacto dos desastres financeiros causados por seus dirigentes.

Entretanto, enfrentar os assaltos a banco e prender os criminosos que os promovem também deixa muitas famílias em necessidade. Não há como justificar as BETs apenas porque ela ajuda o futebol a pagar suas contas. Existem inúmeros estudos mostrando o desastre que as apostas causam nas famílias do Brasil. O Banco Central estimou que, apenas entre janeiro e agosto de 2024, cerca de 24 milhões de brasileiros fizeram apostas on-line, movimentando aproximadamente R$ 20,8 bilhões por mês. O problema é especialmente grave entre famílias de baixa renda: análise do TCU encontrou cerca de 802 mil famílias beneficiárias do Bolsa Família que, em janeiro de 2025, comprometeram mais de 2% de sua renda com apostas, faixa considerada de alto risco para despesas essenciais e endividamento. Além da perda financeira, o Ministério da Saúde relaciona o jogo problemático a endividamento, conflitos e rompimento de vínculos familiares, problemas de saúde mental, perda de emprego e maior risco de suicídio, estimando, com base na literatura científica, que cada pessoa que desenvolve transtorno do jogo pode afetar outras seis ao seu redor. A preocupação tornou-se suficientemente grande para que o governo passasse a impedir beneficiários do Bolsa Família e do BPC de manter contas nas plataformas licenciadas; até agosto de 2026, cerca de 3 milhões de beneficiários haviam sido bloqueados.

Há um outro fator importante. Quanto mais dinheiro é envolvido nas apostas maior será a sedução para alterar o resultado dos jogos para favorecer apostadores. O aspecto particularmente preocupante da era das BETs on-line é o spot-fixing: não é mais necessário combinar quem vai ganhar ou perder a partida. Um jogador pode manipular algo aparentemente secundário — tomar um cartão, cometer uma falta, provocar um escanteio ou alterar uma estatística individual — e isso já pode movimentar apostas. Foi justamente esse modelo que apareceu com força na Operação Penalidade Máxima brasileira. Inúmeros jogadores e clubes estiveram envolvidos em escândalos dessa natureza, e as absolvições de alguns deles certamente passa por uma ação paternalista da justiça com clubes de enorme torcida. Entre eles temos Bruno Henrique (Flamengo), Ivan Toney (Inglaterra), Sandro Tonalli (Itália), Alef Manga (Coritiba) e muitos outros, inclusive de equipes menores que sequer tomamos conhecimento. E isso não ocorre apenas no futebol; no Beisebol ocorreram escândalos semelhantes. No Chicago White Sox, em 1919, oito jogadores foram acusados de participar de um esquema para entregar partidas da World Series para o Cincinnati Reds. Todos foram banidos. Também no basquete, onde Jontay Porter em 2024 foi banido da NBA por passar informações confidenciais a apostadores sobre o próprio desempenho.

Eu também sou contra o proibicionismo. Acho que devemos dar a liberdade às pessoas para que estas façam escolhas informadas sobre seu destino – inclusive seu dinheiro. Entretanto, vejo na questão das BETs um fenômeno parecido com aquele que eu testemunhei há mais de 30 anos quando cortaram a publicidade do cigarro da Formula 1 e posteriormente das televisões. Isso acarretou um lento e sustentado declínio do tabagismo, que se sustentava não por uma adesão livre do sujeito ao cigarro, mas por um massacre de propaganda e vinculação desse hábito com o “sucesso”. Bastou cortar a fonte de publicidade e o consumo de cigarros iniciou seu declínio, o que causou uma melhoria importante na taxa de mortes por câncer de pulmão. A logica é que se percebe na reação dos clubes pelo temor que o novo governo possa obstaculizar as BETs é exatamente essa. Lembro do Armindo Antônio Ranzolin, radialista e dirigente da ABERT nos anos 90, lendo uma carta aberta da sua associação onde se posicionavam de forma veemente contra a proibição de propagandas de cigarro na TV. Veja, não tiveram sequer escrúpulos para defender propaganda de cigarro, que matava milhões no mundo todo, um veneno reconhecido há décadas. A grana do cigarro deixou de fluir, e o mesmo poderá acontecer com as BETs.

O futebol está sendo sustentado por gente doente, apostadores que vendem a alma pelos seus vícios. Não existe “diversão” em apostar; esta é uma mentira vendida para disfarçar os mecanismos psicológicos que prendem um sujeito ao jogo. Devemos permitir que isso aconteça? Podemos considerar que a opção por jogar é uma opção livre? Podemos desconsiderar a pressão da propaganda massiva sobre a população? É lícito não reconhecer o efeito hipnótico dos ganhos fáceis em uma população massacrada pela barbárie do capitalismo decadente? Ou devemos escolher uma opção sanitária, baseada na diminuição dos danos, constrangendo os empresários de apostas que se aproveitam do desespero da população para lucrar? Cabe salientar o momento em que esta campanha veio à tona: um mês antes das eleições. Os dirigentes de futebol do Brasil são em sua imensa maioria pertencentes às classes mais altas, e muitos deles são do partido de direita do ex presidente Bolsonaro. Não existiria aí a intenção de colocar as torcidas do Brasil contra a esquerda, que por muitas vezes cogitou ações contra o “Império Milionário das BETs”?

O fim das BETs provavelmente traria uma convulsão no mundo do esporte, mas com o tempo o futebol se adaptaria. Talvez tenham que pagar menos de 2 milhões mensais para técnicos importados da Europa. É possível que alguns jogadores tenham seus salários cortados pela metade ou bem menos. Mas com o tempo isso seria bom para o futebol.

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Jogatina

Eu suspeito que a invasão das “bets” vai destruir o futebol tal como o conhecemos. Os sites de apostas, que conheci pelas publicidades insuportáveis em sites na Internet, agora invadem todos os recantos do futebol, das primeiras às últimas séries, em campeonatos distribuídos por todo o mundo. Não deveria causar surpresa que a primeira ação dessas empresas que gerenciam apostas foi comprar os jornalistas esportivos e os programas de esportes. Agora a publicidade nos chega através deles, em todos os espaços – em especial no YouTube. Em função desse controle sobre a narrativa, pelo controle dos meios de comunicação, ninguém fala nada sobre a imoralidade das apostas. Os formadores de opinião muito rápido se venderam para a ciranda milionária das apostas no futebol

Tenho pessoas da minha família que me deram a imagem real sobre o tema. Um deles, torcedor do Internacional, me disse quando lhe perguntei se ia “secar” meu time no domingo. Sua resposta foi: “Espero que o Grêmio ganhe no fim de semana. Apostei 100 reais na vitória de vocês”.

Ou seja, hoje as pessoas torcem para suas apostas e não para seu time – ou pela arte de secar o rival. Além disso, existem essas apostas bizarras de apostar em pênalti, em escanteios ou em expulsões ocorrências dentro da dinâmica de uma partida de futebol que podem ser manipuladas sem necessariamente alterar o resultado dos jogos. Isso é gravíssimo e os escândalos já começaram a ocorrer em várias partes do mundo. Mas, com a imprensa literalmente comprada e silenciada, quem ousaria denunciar? Quem ousaria colocar no lixo esse filão maravilhoso de renda oferecendo opiniões contrárias a ele? O Ministério público? Só quando o escândalo não puder mais ser contornado…

Hoje em dia todos os jornalistas esportivos são patrocinados por estas empresas, sem exceção. Não só carregam no seu boné e nas camisetas a publicidade (como os antigos homens de perna de pau carregando cartazes) como falam das “odds” – anglicismo horroroso introduzido para falar das chances de vitória nas apostas – e dão dicas sobre “barbadas” a serem feitas nos jogos da Europa e daqui. Como se diz nas comunidades, “tá dominado, tá tudo dominado”. Eu ainda não vi nenhum jornalista dessa área fazer a denúncia dessa prática, e do quanto ela pode vir a destruir o futebol tal como o conhecemos. E não acredito que isso venha a melhorar em curto prazo.

Por esta razão, e pelo fato de que proibir estas apostas é caro e complicado – as empresas todas tem sede em países onde o jogo é legalizado – é melhor que se tribute essa prática pesadamente para, ao menos, o povo ter a possibilidade de abocanhar um pouco do dinheiro arrecadado por essa jogatina.

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Vingança

Josh, ainda com os braços apoiados na mureta de tijolos da sacada, olhava para o horizonte como que a procurar a resposta para sua angústia no grupo de nuvens que buscava um pouco de calor nos raios avermelhados dos últimos brilhos do sol.

– Não faz diferença, Josh; o que você diz não faz a menor diferença. Entenda que seus argumentos e explicações podem inclusive ser iguais àqueles usados pelo seu oponente. O fato de que você foi colocado a priori na posição de inimigo fará com que qualquer coisa que você disser será desvirtuada para parecer o contrário do que em verdade disse. Por que perder tempo tentando achar concordâncias com quem se nega a aceitá-las?

Josh manteve-se fixado na linha do horizonte enquanto o café perdia calor e fumegava na mesa ao lado. Parecia não haver qualquer maneira de acalmar sua tristeza. Ele finalmente voltou seu corpo para o quarto, onde seus olhos encontraram Pearl sentada à beira da cama, segurando sua xícara enquanto tentava encontrar uma brecha no muro de decepções que o cercava.

– Não consigo entender porque tanta aversão. Qual o sentido dessa barreira que desafia o bom senso e a lógica?

Pearl respirou fundo para responder, mas interrompeu sua fala antes da primeira sílaba. Percebeu que também seriam inúteis suas palavras. Não haveria nenhuma possibilidade de que frases e ideias, por si só, pudessem reparar os danos. Do fundo do poço do ressentimento ele só conseguiria emergir quando o tempo fosse capaz de cicatrizar as feridas abertas. Olhou o vapor do seu café e pensou que, ele também, só poderia ser tomado quando o calor amainasse.

Terence H. Werther, “Revenge as a cursed inheritance” (A vingança como herança maldita), ed. Project, pág. 135

Terence Hash Werther começou a escrever no Kentucky Herald em 1969 como repórter esportivo, atuando na cobertura das corridas de cavalos. Ao invés de fazer análises técnicas sobre o histórico dos cavalos e suas chances estatísticas nos diversos pisos, usava da criatividade e produzia textos cheios de humor e graça. Foi o criador das famosas ‘entrevistas com os cavalos’, mas quais dublava os animais e fazia divertidas entrevistas com aqueles que estavam prestes a correr. Com o tempo, foi transferido para os setores de economia e posteriormente para literatura e arte, onde manteve uma coluna sobre cinema e livros por mais de 20 anos no mesmo jornal. Ao se aposentar escreveu seu primeiro romance, chamado “Among horses and beers”, sobre cocheiras, cavalos e jóqueis, espaços onde conviveu por muitos anos. Em “Revenge” ele acompanha os passos de Josh Daniels, um jovem judeu de Minesotta viciado em corridas e apostas que deseja ficar rico em New Jersey e voltar para sua cidade. Nada disso, aconteceu, e ele acabou envolvido com o submundo das apostas, drogas, prostituição e crime organizado. O filme baseado no livro está em fase de produção e será estrelado por Jeremy Altman no papel de Josh e Mary Gorgulho como Pearl, a garota autista prodígio que se apaixona por ele e o ajuda nas apostas.

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Quer apostar?

Uma forma fácil de comprar jovens entusiastas na construção de um mundo novo é oferecer apoio e financiamento para seus sonhos. As ONGs brasileiras ficaram tão viciadas e dependentes do dinheiro das agências imperialistas que não sabem viver sem ajuda dos capitalistas transnacionais. Estes não podem sequer ser criticados. Afinal, o que pode haver de errado em grupos de capitalistas que desejam auxiliar mulheres, transexuais, combater a pobreza ou lutar pela erradicação da fome? E de que importa a origem desse dinheiro? Em função destas esmolas multinacionais, e dos cheques polpudos que eles depositam nestas instituições viramos um paraíso de ONGs sedentas de dinheiro ofertado por “americanos bonzinhos”, como Gates, Buffet ou Soros (que não é americano, mas parece). Criticar um dinheiro que vem “de graça”, a partir destas agencias de fomento – que em verdade são gigantescos “think-tanks” liberais – passou a ser uma atitude estúpida, ou no mínimo suicida. Eu mesmo passei há pouco tempo pela experiência de criticar uma agência de fomento de projetos para mulheres e, como recompensa, recebi ataques, assédio e o definitivo afastamento da ONG pela qual me dediquei por décadas.

Um fenômeno semelhante de silenciamento está ocorrendo na grande mídia brasileira nos dias de hoje, A partir do surgimento da Internet, as grande empresas de apostas esportivas conseguem burlar as legislações nacionais sobre jogos de azar porque a sede de seus negócios se encontra em países onde o jogo não é ilegal. Desta forma, pouco importa a proibição que o Brasil impôs aos Cassinos desde 1946 pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, que resultou no fechamento de famosas casas de jogos como a do Copacabana Palace, o Palace na cidade mineira de Poços de Caldas e o cassino de Petrópolis. Hoje em dia as apostas são virtuais, recebidas por gigantescos computadores distribuídos pelo mundo todo. Já é possível perder dinheiro sem sair de casa, comendo pipoca embaixo de edredom enquanto torce olhando para a TV pela aposta que realizou, e não mais pelo seu time do coração. Hoje assisto tristemente amigos torcendo pelos seus investimentos nos resultados, deixando em segundo plano o seu próprio time. O futebol se tornou um jogo solitário, onde você se torna o jogador/apostador, e a própria qualidade do esporte passa a ser uma questão de menor validade. O que vale é chegar na segunda feira sendo um vencedor, nem que seja apenas nas apostas que fez.

O futebol moderno já está infestado de empresas multinacionais de apostas, e se torna difícil imaginar como seria possível obstaculizar esse tsunami de grupos empresarias que as exploram. Estão por toda a parte e inclusive já patrocinam clubes de futebol, tudo sob o olhar da FIFA, das confederações nacionais e de uma imprensa que quase nada fala, não critica, não questiona e não tenta analisar o quão deletério pode ser para o futebol a mistura de esporte e jogatina. Escândalos estão pipocando por toda a parte mas a imprensa esportiva tupiniquim ainda não deu a este tema a devida seriedade, exatamente porque foi totalmente comprada por estas empresas. Para confirmar esta constatação basta assistir os analistas de futebol no YouTube e ver que seus comentários têm o patrocínio de KTO, MyBET, Betano, Bet365, Betpix, 1XBet, etc…

Uma exceção digna de nota é a matéria assinada pelo colunista PVC sobre o tema, anunciando que o próximo escândalo no futebol de grandes proporções virá do mundo obscuro das apostas. Ao mesmo tempo, praticamente todos os Youtubers que tratam do tema futebol profissional são financiados por casas de apostas virtuais. Seus negócios dependem do patrocínio que recebem destas casas de jogo. Assim… o silêncio é comprado, e bem baratinho.

Estamos entrando numa fase do “futebol negócio”, totalmente despregado da paixão clubística, afastado das motivações iniciais que os criaram, apodrecendo os clubes por dentro e desvirtuando jogadores. Todavia, essa nova face do futebol mega empresarial carrega a semente venenosa de sua própria destruição. Mas… ainda acredito que a morte do futebol moderno, em sua vertente ultra capitalista e elitizada, deverá ser algo a ser comemorado, para o próprio bem do esporte.

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Futebol e apostas

O jornalismo de opinião do futebol está totalmente cooptado por empresas que controlam sites de apostas situadas fora do Brasil – portanto imunes à legislação nacional que as proíbe. Curiosamente, essa imoralidade (ao meu ver) é tratada pelos jornalistas como “diversão”, “brincadeira”, “entretenimento para a família” e mesmo como uma forma de investimento, para ganhar um “dinheiro extra”.

Pois eu creio que a cooptação do jornalismo para este tipo de jogatina produz uma mistura profundamente perigosa para o próprio futebol. Aqueles que acreditam que jogos de azar podem ajudar o esporte esquecem os escândalos na Itália e no Brasil onde a pressão de investidores compravam resultados improváveis, e fizeram gente esperta ganhar muito dinheiro por algum tempo.

Vejam aqui mais sobre o escândalo das apostas na Itália aqui:

Jornalistas já estão TODOS amarrados. Nenhum deles, a partir de agora, poderá criticar essas empresas de apostas e a mistura que fazem entre enormes quantias de dinheiro e os resultados das partidas. Estão todos na folha de pagamento, impedidos de criticar a invasão dessas instituições no cenário do futebol brasileiro. E já são dezenas de empresas, que compram não apenas os jornalistas, mas espaços no YouTube e Facebook.

O jornalismo corporativo – financiado pelas empresas e grandes corporações – é um modelo falido. Bastam poucos tostões para comprar a opinião de jornalistas para que algo deletério e moralmente questionável vire “diversão para a família”.

Mas…quem se importa, né?

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