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Renato

Eu falei há muito tempo que um possível fracasso de Renato no Flamengo seria completamente diferente das dificuldades que teve aqui no sul. No tricolor gaúcho ele é o ídolo supremo, a memória viva da sua maior glória – o mundial de 1983 – e alguém que tem até uma estátua a ornamentar sua arena. No Flamengo ele não tem esse lastro. Cantei a pedra de que Renato seria no Flamengo um técnico comum, sem o crédito que os mitos locais carregam.

Mas também acho que se deposita nos técnicos bem mais do que eles representam. No futebol existem tática, mecânica de jogo e estratégia, sem dúvida. Há técnicos que dominam como poucos esses aspectos do jogo. Outros, por seu turno, mobilizam o grupo pela emoção, o que também é uma arte complexa. Entretanto, há sempre um quinhão de aleatoriedade inerente à esse esporte. Alguns técnicos perdem por isso, enquanto outros se tornam vitoriosos.

Não vi o jogo – porque não assisto partidas em que torço para os dois perderem – mas vi o compacto. O Flamengo perdeu um gol dentro da pequena área nos instantes finais da partida. Caso Michael tivesse acertado, Renato seria hoje um mito, carregado pela multidão de flamenguistas, desculpado de todas suas falhas? Creio que sim…

Ontem foi comemorado o aniversário de 16 anos da Batalha dos Aflitos*. Nesse jogo emblemático, quando faltavam 10 minutos para o fim da partida, o goleiro do Grêmio – Galattooo – pegou um pênalti. Com 7 jogadores na linha o Grêmio faz o seu gol na continuidade do lance, míseros 71 segundos após a defesa de seu goleiro. Um MILAGRE que nunca mais vai se repetir na história das finais de campeonato profissionais de futebol. Em 71 segundos ganhou do Náutico e voltou à série A.

Todavia, naquele jogo (e em outros) o técnico do Grêmio, Mano Menezes, cometeu vários erros incompreensíveis. Entre ele deixar Anderson, o melhor jogador do time, no banco, o mesmo que salvou o time no final, e esses erros foram narrados ao vivo pelos jornalistas. Porém, graças ao seu goleiro, o Grêmio tornou-se campeão e levou esse técnico à glória, chegando à seleção brasileira alguns anos depois.

Até hoje me pergunto: se Galatto não pegasse o pênalti e o Grêmio se mantivesse na segunda divisão, o que seria da carreira desse técnico, cujos erros foram todos esquecidos pela euforia da conquista? Nesse caso a Deusa Álea – a divindade dos fatos aleatórios – sorriu para o técnico. No caso de Renato, prejudicado por uma falha grotesca de seu jogador na prorrogação, ela não foi de nenhuma ajuda.

Tirar os fatores aleatórios do futebol seria mais justo, mas como cobrar racionalidade a um esporte que só existe em função da paixão amaurótica e irracional?

* A Batalha dos Aflitos foi um jogo que ocorreu no quadrangular final da série B no ano de 2005. Além da vitória o Grêmio foi garfeado escandalosamente nesse jogo. Houve dois pênaltis inexistentes marcados contra si, mas apesar dos erros de arbitragem alcançou uma glória que nenhum time do Brasil possui. O jogo foi no final de 2005. Desafio qualquer um a me dizer sem pesquisar quem foi o campeão mundial daquele ano; quem foi o vice campeão brasileiro da série A e quem foi o campeão da Libertadores. Nenhum deles lembramos sem pesquisar, mas quando alguém recorda dessa batalha épica imediatamente tem arrepios.

Todos os torcedores do Brasil sabem o que foi a Batalha dos Aflitos, um jogo em que 7 jogadores ganharam de 10 adversários no estádio do inimigo, contra o juiz, contra a tinta tóxica no vestiário, contra a torcida local fazendo barulho na frente do hotel e contra uma arbitragem acovardada e frágil. Um jogo para sacramentar a imortalidade de um clube.

E não adianta chorar.
Veja mais sobre esse jogo aqui.

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Sonho

Tive um sonho com meu pai. Nele eu estava muito deprimido e pensei que ele podia aparecer para me dar alguns conselhos ou aclarar minhas ideias sobre os dilemas que terei que enfrentar. Pois, por ser sonho, ele apareceu, do jeito que sempre me lembro dele. Suas sandálias, a camisa alinhada, os óculos e o cabelo branco. Quando me viu, no meio de um lugar movimentado que parecia ser um restaurante, pareceu surpreso.

– Oi meu filho, como vai? Que saudade!!

Emocionado o abracei.

– Obrigado pai, eu tinha muita coisa pra lhe dizer. Como você está bem!!! Como está a mãe?

Ele riu de forma tímida e respondeu.

– Pois achei que tua mãe viria junto. A gente estava conversando sobre a viagem quando ficou tudo enevoado e eu apareci aqui. Não a viu?

Respondi que não vi mais ninguém além dele, mas perguntei de qual viagem estava falando.

– Ah, uma viagem longa. Vamos a vários lugares, mas primeiro tua mãe quer passar em Paris. Sabe a paixão que ela tem por essa cidade.

– Fico feliz que vocês possam fazer estes programas. Na verdade sempre imaginei que estariam fazendo coisas assim.

– Ah, tua mãe sempre teve essas ideias. Ele adora esses programas. Pois foi um prazer lhe ver filho. Bom mesmo. Cuide o peso, caminhe bastante. Dá aqui um abraço.

Só então percebi sua inquietude.

– Está com pressa? Recém chegou!!

– Não é exatamente pressa, mas nós estávamos fazendo as malas. Imagine uma viagem que mistura Jericoacoara, Paris e o pico do Himalaia no mesmo pacote. Sabe como tua mãe gosta de levar tudo e não esquecer nenhum detalhe. Eu estava exatamente escolhendo umas camisas quentes quando você chamou. Mas veja, podemos conversar mais um pouco, se quiser.

– Na verdade eu tinha tanta coisa pra contar. Queria perguntar sua opinião sobre algumas decisões a tomar e algumas curiosidades. Por exemplo, no céu tem pão?

Ri sozinho e meu pai pareceu não entender a piada, pois ficou explicando sobre as padarias que tem na rua onde ele mora. Enquanto falava olhou para o seu relógio.

– Olha, podemos marcar pra outro dia? Sabe como é tua mãe, deve estar preocupada me procurando. Se eu estivesse com meu celular ligava pra ela, mas deixei em cima da mesa da cozinha junto com os documentos e o passaporte.

– Mas eu tenho algumas coisas a perguntar, e eu…

Sua resposta foi um abraço e mais poucas palavras.

– Em breve vamos nos encontrar, não se preocupe. Voltarei com mais tempo para conversar. Saiu caminhando em direção à saída, e quando estava próximo da porta se virou para mim e perguntou de longe:

– E o Grêmio? Lá de cima a gente não tem acompanhado.

Acordei em lágrimas…

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Festa fora de casa

Analisem com isenção.

O Inter tem 8 grandes títulos em nível nacional e internacional, enquanto o Grêmio, por esse critério, tem 13. Não há como contestar esses números. Falo de campeonatos e não de copas Surugas, Juan Gamper, torneio de Futsal, etc. Caso queiram juntar tudo isso o Grêmio tem 33 conquistas de o Inter 19 (vejam no site dos clubes). Analisei apenas as grandes conquistas e ainda coloquei a sul-americana mesmo sendo contestado o seu valor e porque é necessário ir muito mal no campeonato do seu país para poder disputar esta competição. Além disso o Inter venceu jogando contra clubes com times reservas e, na época, sem garantia de acesso à Libertadores. Analisando os títulos importantes, o quadro comparativo ficaria assim;

Inter:

3 Nacionais série A,

1 Copa do Brasil

2 Libertadores

1 Sulamericana (série B da América) e

1 Mundial

2 Recopas

Total 10 títulos

Um fato chamativo é que o Inter NUNCA conquistou nenhum desses títulos importantes na casa do adversário. Os campeonatos nacionais e as duas Libertadores foram conquistadas em sua casa. Agora compare com as conquistas do seu rival:

Grêmio:

2 Nacionais série A

1 Nacional série B

1 Copa Sul

5 Copas do Brasil

3 Libertadores

1 Mundial

2 Recopas

Total 15 títulos

Houve duas Libertadores do Grêmio vencidas fora (Buenos Aires e Medellin), um campeonato brasileiro vencendo o São Paulo no Morumbi lotado, e duas Copas do Brasil vencidas na casa dos adversários, exatamente contra CORINTHIANS e FLAMENGO, as maiores torcidas do Brasil e os clubes queridinhos da Rede Globo. (O Grêmio é um dos poucos clubes que calou São Paulo, Corinthians e Flamengo em seus domínios em final de campeonato nacional). Além disso a Batalha dos Aflitos foi em Recife contra o Náutico e a final da Copa Sul foi em Curitiba, contra o Paraná Clube.

Assim sendo, dos 15 grandes títulos conquistados pelo tricolor gaúcho fizemos festa na casa do adversário em SETE, quase a metade!! Isso porque resolvemos não acrescentar os Mundiais de Clubes (em campo neutro), que não ocorrem no estádio do adversário, mesmo sendo longe de casa. E vamos combinar que festejar e ver o adversário pagar a conta da festa é muito mais divertido.

O nome disso é CAMISETA, o manto que se impõe sobre os adversários.

Quer comparar?

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Inacreditável!!!

A BATALHA DOS AFLITOS

Em 26 de novembro 2005 ocorria um dos eventos mais espetaculares da história do futebol mundial. Sem precedentes. Não é exagero: isso nunca mais vai se repetir em lugar nenhum do mundo envolvendo grandes clubes na disputa por um campeonato em nível nacional.

As finais da série B daquele ano envolviam quatro equipes classificadas na fase anterior: Grêmio, Náutico, Portuguesa e Santa Cruz. Um gaúcho, um paulista e dois pernambucanos. Na rodada final e decisiva o Grêmio jogava contra o Náutico em Recife enquanto o Santa Cruz jogava na mesma cidade contra a Portuguesa de Desportos. Estas seriam as duas partidas do quadrangular final da série B daquele ano. Das 9 combinações de resultados possíveis para estas duas partidas 8 favoreciam o Grêmio. Só não podia acontecer uma combinação: a derrota do Grêmio combinada com a vitória do Santa Cruz. E aos 36 minutos do segundo tempo era exatamente isso que estava acontecendo. Vamos então recordar os acontecimentos daquele dia.

O Grêmio tinha um time horrível derivado da hecatombe da falência da ISL – uma empresa Suíça de marketing esportivo. Apesar disso, ali estavam Anderson e o garoto Lucas, mas o resto do time era composto de jogadores medíocres. O técnico era local, sem nome e sem história – Mano Menezes, que depois chegou até a dirigir a Seleção Brasileira. Costumo dizer que se o goleiro Galatto não fizesse o que fez Mano Menezes seria motorista de táxi em alguma cidade do interior do Rio Grande até hoje. Durante o campeonato fez muitas burradas, inclusive deixar Anderson – o melhor jogador do time – no banco. Foi criticado de forma contundente pela imprensa e até hoje eu o considero o técnico de futebol mais sortudo de toda a história do futebol.

Antes mesmo de se iniciar a partida o Náutico fez de tudo para prejudicar o Grêmio. Prenderam jogadores e comissão no vestiário, não permitindo o aquecimento no campo, mas antes se deram ao trabalho de pintar as paredes, deixando os jogadores tontos pelo cheiro forte de tinta. O clima era de uma verdadeira guerra, incendiado pela imprensa local que queria os dois times pernambucanos na categoria de elite do futebol brasileiro; os jogadores de ambos os times eram gladiadores preparados para toda sorte de infortúnio.

O jogo na primeira etapa foi sofrível. Pouquíssimo futebol sendo apitado por um juiz inseguro e tecnicamente ruim. Muitos anos depois foi envolvido em escândalos da polícia militar. Marcou um pênalti absurdo contra o Grêmio no primeiro tempo que não foi convertido. Teve sorte.

Enquanto isso na outra partida em Recife, a Portuguesa saía na frente, o que aliviava o Grêmio. Entretanto, não durou muito para o Santa Cruz empatar e virar o jogo. O alívio durou pouco.

No segundo tempo o jogo continuou horrível em termos de futebol, mas o Grêmio resistia. O jogo do Santa Cruz não parecia mudar em nada; estava definido. O destino do Grêmio seria mesmo nos Aflitos.

Em um contra-ataque do Náutico, o goleiro do Grêmio – Gallato, guarde esse nome – fez pênalti em Kuki mas o juiz não marcou, o que me deu a certeza de que não havia por parte dele interesse em ajustar resultados. Se quisesse favorecer o Náutico esse seria o momento. Os lances que ele marcava eram sob brutal pressão dos jogadores e da torcida. Estava perdido e apavorado.

Quando faltavam 9 minutos para acabar a partida o juiz Djalma Beltrame marcou um pênalti contra o Grêmio de forma absolutamente equivocada. Nessa hora já tínhamos perdido um jogador, Escalona ao 26 min, que foi expulso ao levar o segundo cartão amarelo, mas estávamos resistindo. Nessa nova marcação de penalidade máxima equivocada o jogador Nunes do Grêmio se virou de costas após o chute do adversário e o juiz apontou para a marca da cal de forma imediata. Não foi falta, e as milhares de repetições na TV confirmaram. Indignação total de toda a nação tricolor. Ele provavelmente marcou este pênalti para compensar o fato de não ter marcado o pênalti anterior.

Surgiu-se um brutal o confronto e os jogadores do Grêmio foram sendo expulsos de campo, um após o outro, por indisciplina. Antes da cobrança mais três acabaram indo para rua. Ao todo 4 jogadores saíram: Escalona (antes do entrevero), Nunes, Patrício e Marcel. O juiz ficou cercado, a polícia entrou em campo, dirigentes dos dois clube também. Brigas, empurrões e o Grêmio já estava diante do pior cenário que um clube pode enfrentar: partida final do campeonato, com 6 jogadores apenas na linha, o adversário completo, um pênalti contra si, na casa do oponente, com o estádio lotado e faltando apenas 9 minutos para acabar a partida. As imagens marcantes que antecedem a cobrança são da torcida do Náutico de mãos dadas rezando, em silêncio reverencial.

Do outro lado, no time Timbu, sobreveio uma crise. Ninguém queria bater a penalidade. Os jogadores mais experientes “pipocaram” e serão para sempre cobrados por isso. Era muita responsabilidade: a bola do jogo, aquela que daria acesso à “série A”, o grupo de elite do futebol brasileiro. Acabaram determinando que um jovem lateral, um menino recém saído da base, batesse o pênalti. Ademar seu nome.

Era visível seu pânico ao se posicionar para a cobrança. Um garoto diante da possibilidade de acesso de seu clube à série A. Depois de muitos minutos de brigas, empurrões, discussões, ameaças e tensão o juiz apita. A respiração da torcida do Grêmio é interrompida e o silêncio se faz em todo o Brasil. Ademar caminhou trôpego para a bola, enquadrou o corpo para bater de esquerda. Disparou o chute e…

Galatto!!!! Inacreditável!!!! Seu corpo caiu para a esquerda, mas mantendo o pé no centro conseguiu tirar a bola para escanteio. A maior torcida do Rio Grande gritava de euforia, mas eu permaneci quieto e apreensivo. Tínhamos 7 jogadores em campo contra 11 do adversário. Era possível que o gol do Náutico ocorresse até no escanteio que ocorreria em sequência. Não havia muito para se tranquilizar. Os 9 minutos restantes seriam um século, mesmo que o empate ainda nos garantisse o segundo lugar e o acesso para a série A.

Foi então que o mais improvável aconteceu. Depois do escanteio a bola espirrou para a esquerda e caiu nos pés de Anderson. Ele se livrou do adversário com um drible e na sequência foi atropelado pelo zagueiro Batata, sendo arremessado violentamente para fora de campo. O juiz não teve outra alternativa a não ser dar o segundo cartão amarelo e expulsar o defensor do Timbu, mas ainda restavam 9 jogadores vermelhos contra 6 gremistas na linha. Todavia, o time do Náutico estava tão perturbado que não sabia o que fazer em campo. A cobrança da falta foi tão rápida que chegou a enganar o cinegrafista. Anderson saiu correndo solitário em direção ao gol adversário, livrou-se do zagueiro com um jogo de corpo, entrou área adentro e desviou do goleiro, colocando a bola no fundo das redes.

Impossível, milagre!!!!! Exatos 71 segundos após a defesa de Galatto o Grêmio marcou um gol espetacular. Sete bravos guerreiros (1 goleiro e mais 6 na linha) contra os erros de um juiz em pânico, uma torcida que lotou o estádio e um time com 9 adversários na linha. A essa hora o jogo do Santa Cruz já havia terminado e os jogadores do time “cobra coral” chegaram a dar a volta olímpica, iludidos de que haviam conquistado o campeonato da série B. Ledo engano!!! O Imortal tricolor jamais se entrega até o apito final.

Depois do gol do Grêmio baixou uma incrível apatia no time pernambucano. Nos 9 minutos que se seguiram não houve sequer uma situação de gol, mesmo com tamanha diferença numérica. Os jogadores do Grêmio se multiplicavam em campo, obstruindo as investidas, e assim o fizeram até quando Beltrame terminou o jogo e o Rio Grande do Sul veio abaixo.

Ali se confirmava a lenda da imortalidade cantada meio século atrás por Lupicínio Rodrigues no hino tricolor.

Saí da casa do meu pai onde assisti o jogo e fomos para a avenida Goethe, próximo de onde era a antiga Baixada, estádio do Grêmio até os anos 50. Uma multidão enlouquecida lá reunida dizia em uníssono “Eu não acredito“, “Não é possível“, “Milagre“. Nenhum título poderia ser mais comemorado, não pela taça em si, mas pelas circunstâncias de bravura, luta, heroísmo e enfrentamento das adversidades.

A Batalha dos Aflitos é o ápice do heroísmo no futebol. Nada parecido isso aconteceu jamais ocorreu no âmbito do futebol profissional. Ela deve ser valorizada por por sua façanha épica sem paralelo no mundo esportivo. E não esqueçam que o futebol não vive de campeonatos que são vencidos com quatro rodadas de antecedência, mas de fatos improváveis, vitórias inesperadas, derrotas humilhantes e retornos triunfantes.

O futebol não vive da qualidade e da excelência, mas da paixão e da superação.

Por esta razão, para chegar a essa epopeia em Recife, foi necessário uma série imensa de erros e incompetências, e isso deve ser lamentado. Inclusive não se deve esquecer dos erros na concepção do time e as mancadas absurdas do técnico. Portanto, não é justo analisar o evento da Batalha dos Aflitos com maniqueísmos; a “batalha” deve ser exaltada pelo heroísmo inédito, pelas circunstâncias e contextos, pela superação e pela magia que a cerca. Todavia, precisa ser lamentada pelos erros, pelas falhas e equívocos que levaram a ela.

De qualquer maneira, esta data ficará na lembrança de todos os gremistas como a maior prova de que é preciso lutar e acreditar até o último instante, porque se a vitória se afigura impossível e distante….. “até a pé nós iremos!!”

Para quem quiser entender mais sobre esse momento épico do futebol mundial veja este clip….

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