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Não olhe para…. o Japão

Eu (ainda) não vi o filme “Não Olhe para Cima”, por razões pessoais, mas a principal por me dizerem que é um filme oficialista, e se há algo que deploro é a versão oficial, a do grande capital, a que pede a todos que apenas acreditem no que os poderosos dizem, que solicitam submissão ao óbvio – que sempre se trata de uma ideologia muito bem construída e mantida por muito dinheiro.

Nesse debate sobre o sentido último da ciência eu creio que o erro se estabelece sempre quando alguém diz estar “do lado da ciência” como se fosse possível estabelecer uma linha entre “lá e cá”. Como se existisse apenas uma forma de ciência, uma linha de razão, uma forma científica de ler o mundo. Como se o que você chama de “ciência” fosse apenas a forma com a qual o capitalismo reconhece como tal, da mesma forma como o poder determina o que é arte.

“Ah, mas a ciência é objetiva e positiva”.… sério que alguém ainda acredita nisso? Provavelmente os mesmos que acreditam que o Jornal Nacional apenas relata os fatos, sem viés algum, de forma objetiva e crua. Nada poderia ser mais ingênuo, em especial se levarmos em consideração que a Pfizer lucrou 33 bilhões de dólares com a sua vacina – e isso apenas em 2021.

É importante mostrar a verdades contraditórias de qualquer tratamento médico, mas eu acredito que diante da propaganda massiva e brutalizante – e o estímulo ao pânico, elemento necessário para controlar grandes massas – pouca gente vai levar a sério o que a própria ciência diz. Em verdade eu acho mesmo desafiante pedir que as pessoas pensem cientificamente e convivam com dúvidas, refutações, estatísticas e incertezas, quando é sempre muito mais fácil lidar com verdades absolutas, certezas e posturas maniqueístas. Afinal, lidar com o incerto e com verdades parciais, incompletas e vicariantes é algo muito novo na história do pensamento humano. Por isso até hoje as religiões e seus códigos de conduta dogmáticos vigoram com relativo sucesso. Por que lidar com o complexo e o incerto se há formas mais simples e certeiras – e erradas – de compreender os fenômenos?

Assim, dizer que existe uma facção contra a ciência e outra a favor dela é a mais profunda ingenuidade. Existem em verdade múltiplas formas de interpretar os dados dessa pandemia e suas infinitas variações. Quer uma curiosidade? Por que o Japão viu seus casos de Covid despencarem de forma dramática – chegando quase a zero – enquanto a Coreia do Sul (ao lado e com altíssimas taxas de vacinação) continua crescendo de forma assustadora?

Não se observa a ciência na Coreia do Sul? O Japão descobriu algo que ninguém sabe? Ou foi a liberação da Ivermectina, que coincidiu com as quedas? Não, isso é coincidência, porque essa droga foi riscada do mapa. Que foi então?

Leia mais aqui sobre o mistério da Covid no Japão…

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Conversa ao telefone

Meu pai, 90 anos, ao telefone hoje:

– Fui fazer um tratamento dentário que precisava fazer a tempo. Fiquei esperando pra ver se morria antes. Como não morri, resolvi fazer. Chato isso…

– Não se apresse, pai. Se precisar bote uma chapa novinha.

– Pois é. Ultimamente vejo filmes e leio coisas antigas. Não me sinto deprimido mas fiquei chorão vendo filmes e lendo os livros que vocês escreveram (eu e meu irmão Roger Jones)

– Leia coisa de qualidade, pai. Não perca suas energias com canastrões. Use os meus livros para ajeitar o pé da mesa da cozinha, que está desequilibrada.

– Estou falando sério, vocês escrevem bem. Quando você fala de parto é muito bom de ler e viajar por esse mundo desconhecido para um homem como eu. Só não leio mais porque tenho medo de ler alguma coisa que você escreveu sobre política. Meu filho, eu já te falei tantas vezes que…

– Pai, nós já falamos sobre isso.

– Sim eu sei, eu sei. Nao vamos entrar nessa seara. Tenho saudades da tua mãe. Penso em reencontrá-la. Não sinto tristeza, sinto curiosidade desse mundo que vou reencontrar.

– Quem sabe vou antes que você. Nunca se sabe.

– Tchau filho, fiquem em casa.

– Tchau pai, fique em paz

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Anderson

Anderson França o que está ocorrendo com você? Está tendo uma crise tardia de baixa autoestima? É assim que você mede a qualidade do que escreve?

Depois de criticar um post onde ele chamou de racista uma mulher cuja observação foi: “os chineses deviam observar seu hábitos alimentares“, ele ofendeu a mim e outra interlocutora dizendo (que novidade!!) que não tínhamos “interpretação de texto”. Sua resposta para mim foi “Boa tentativa, mas ainda sou relevante para milhões”. Sério? Sua resposta é, tipo… “Não importa seu argumento, muitos gostam de mim”. Mesmo???

Meu caro, Gustavo Lima tem 11 milhões de pessoas que o seguem e ele ficou bebendo cachaça ao vivo e dizendo palavrões, mas acho que nem ele responderia uma crítica com tanta arrogância. “Sim, estimulo alcoolismo, mas sou relevante para milhões”.

Isso lá é argumento?

Onde está seu contraditório? Eu expliquei que um hábito alimentar nocivo dos chineses pode estar na origem de PANDEMIA e você insiste na tese de que criticar isso é racismo? Não pode criticar o Idi Amin porque era racismo contra negros? Dizer que as ideias genocidas do Pol Pot eram uma ameaça ao planeta é preconceito com asiáticos?

Claro que temos hábitos para comer igualmente bizarros, desrespeitosos e ruins no ocidente, mas esse é um FALSO DILEMA. Criticar o hábito de comer pangolim e morcego NÃO IMPEDE as críticas ao confinamento degradante de gado, agricultura predatória, maus tratos com animais ou o hábito de comer tatu no Brasil. Mas o dia que descobrirem que a “doença do tatu” é um vírus que se espalhou pelo mundo todo por uma comida brasileira esse hábito pode e DEVE ser criticado até nas grotas do Uzbequistão, ou qualquer outro lugar que venha a ser afetado por nós.

Se descobrissem que escargot aumenta o risco de Alzheimer deveríamos ficar quietos para não ofender franceses? Se estamos desmatando a Amazônia criticar esse crime é preconceito com “cucarachas”?

Anderson… Veja o que você está fazendo com sua fama. Não se escrotize.

Claro… depois de ser criticado, me excluiu. Entendo os dramas do Anderson e sou solidário com seu sofrimento, mas quem não se aguenta 5 minutos no ringue da Internet e sai ofendendo adversários no terreno das ideias não pode se meter a escrever, principalmente se quer acusar os outros de racismo.

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