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Livre pensar

Não se passa um dia sequer sem que eu assista de forma clara e definitiva a derrocada espetacular de uma certeza, com a qual convivi durante boa parte da minha vida, e de onde muitas vezes tirei consolo e conforto.

Essa é, para mim, a melhor definição de um livre pensador.

Maurice Herbert Jones, comunicação pessoal.

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Hipocrisia

Escuto todos os dias os radialistas populistas de direita com esse discurso de armar a “população de bem” para combater a onda de violência e acabar com os criminosos. Entretanto, eu lembro que essa indignação só emerge quando a vitima é branca, de classe média e o crime ocorreu em um bairro onde transitam as castas superiores. Só escuto silêncios quando morrem dezenas de negros e pobres nas ações da Polícia na periferia ou nas guerras entre as as facções que lutam pela primazia de abastecer a droga para estes mesmos cidadãos de bem. A morte só nos afeta quando próxima e as vidas ainda valem tanto quanto a cor de quem as carrega.

A hipocrisia agora é o idioma oficial da nação.

Esta hipocrisia contemporânea nos oferece a oportunidade de chorar pelo menino branco de tênis Nike morto na guerrilha urbana, mas nos anestesia para morte de uma legião de pretos e pobres que morrem todos os dias para nos garantir o direito de fumar aquele baseado em paz.

Edgar Alan Pontes, “Ruas de Fumaça” Ed, Bonett, pág 135.

Edgar Pontes é um colunista de jornais nascido em Curitiba em 1985. Escreveu no “Diário do Povo”, no “Correio Popular”, na “Folha de Maringá”, todos no Paraná. Dedicou-se ao jornalismo popular e policial, tanto para o jornal quanto para o rádio, e seu programa “A Hora do Crime” ficou famoso nos anos 70 por apresentar uma visão mais pessoal e intimista dos criminosos, apresentando-os como pessoas de verdade que se colocavam entre dilemas humanos e complexos. Recebeu críticas de ambos os lados: dos justiceiros sociais, punitivistas e apologistas da pena de morte e dos representantes dos direitos humanos. Depois do término do seu programa de rádio dedicou-se à literatura e escreveu “Ruas de Fumaça” onde mostra o lado mais perverso das delegacias, as torturas, o preconceito social, o racismo e a misoginia que permeiam o encontro dramático entre os sujeitos e as autoridades policiais. Seu livro foi celebrado como um “retorno” às suas origens humanistas e um rechaço à política de extermínio das polícias do país.

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Religião e Fé

Segundo Reza Aslam, professor de teologia e escritor (O Zelota), a religião é como um poço e a água que ele procura é a fé. A água é a mesma para todos, assim como a fé. Ela nos atinge – ou não – como um sentimento impossível de descrever, mas é percebida por quem por ela foi tocado. Os poços podem variar em grandeza, sofisticação e até profundidade, mas sua única função continua sendo dar forma e vazão à água que corre nos subterrâneos. Com a mesma intenção, as religiões buscam alcançar a fé e dar-lhe corpo, verbo e ação. Qualquer erro de uma religião não pode ser atribuído à fé, mas à forma como as religiões ousam mergulhar no escuro da alma humana para traçar sua conexão com o invisível.

Por outro lado as religiões contemporâneas funcionam muito mais como elementos identitários do que como ferramentas para organizar e dar sentido às crenças. Elas funcionam como veículos para oferecer a sensação de pertencimento à uma humanidade cada vez mais homogênea. Lutar contra o obscurantismo das religiões contemporâneas (todas) pode ser uma boa luta, decifrando e trazendo à luz as interferências políticas de suas interpretações. Porém, combater a fé com racionalismo e cientificismo é tão inútil quanto iluminar um ambiente para mostrar o perfume das rosas.

Anton Van der Arbuit, “Plastic bloemen niet sterven”, Ed, Plantak, pág 135

Anton Van der Arbuit é um escritor holandês nascido em Roterdã em 1935. Estudou teologia na Theological University in Kampen, que é o seminário teológico das Igrejas Reformadas na Holanda. Escreveu várias críticas, ensaios e contos baseados na fé e na teoria da Graça. Tem uma visão plural e progressista da religião, e é conselheiro do “Conselho Ecumênico Cristão da União Europeia”. Mora em Kampen, na Holanda.

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Etapas


Desmistificar o parto e garanti-lo às mulheres permite que ele seja vivido em sua plenitude, com suas características subjetivas e suas possibilidades transformativas.

Outro elemento essencial diz respeito a livrarmos a atenção ao parto de todo o ranço patriarcal e toda a violência que ainda o caracteriza. Dia haverá em que o nascer em paz e liberdade será a regra e a indignidade de atos agressivos contra a mulher será apenas uma página triste na história dos direitos humanos. Para que isso ocorra faz-se necessário questionar toda violência, visível ou invisível, assim como todas as ações de misoginia – ideológica, institucional ou estrutural.

Esta é uma luta que vale a pena lutar. Precisamos ultrapassar a etapa de ter liberdade para fazer escolhas e entrar na era de ter conhecimento e informação para fazermos boas escolhas.

Chiamaka Mugambi, “Letters to Nairobi” (Barua kwenda Nairobi), Ed. Kalunga, pág 135

Chiamaka Mugambi, nasceu em Nairobi no Quênia em 1953, no início da Guerra Civil no país, também conhecida como a “Rebelião Mau Mau”, a Emergência Queniana ou a Revolta Mau Mau. Esta foi uma revolta contra o governo colonial britânico no Quênia, que durou de 1920 a 1963, entre o Exército Terra e Liberdade do Quênia (Kenya Land and Freedom Army – KLFA – também conhecidos como “Mau Mau”) e as autoridades britânicas. Por esta razão Chiamaka – filha de um funcionário britânico e uma queniana – mudou-se para a Inglaterra, onde passou sua infância e realizou seus estudos, formando-se em enfermagem no ano de1978. A partir dessa data começou novamente a estreitar laços com suas origens na África, visitando o país por várias vezes para estudar as práticas de assistência ao parto produzidas pelas “mkunga”, parteiras tradicionais do seu país de origem. A partir desse retorno às suas origens, Chiamaka começou a questionar as práticas ocidentais e a hiper medicalização do parto, mostrando como a extremada artificialização do evento produz uma desconexão entre as mulheres e suas funções fisiológicas mais profundas e constitutivas. Escreveu um manual de assistência ao parto baseado nessa experiência para ser distribuído em swahili e inglês, chamado “Mãos na Terra” (Mikono Duniani), que se tornou um sucesso entre as estudantes de parteria do Quênia. Posteriormente escreveu “Cartas para Nairobi” (Barua kwenda Nairobi) onde descreve em primeira pessoa suas aventuras na redescoberta do parto “as it really is”.

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Dádivas Seletivas

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Políticos são seres contraditórios e falíveis, iguais a todos nós. São retirados do povo, como eu e você. Não são seres de outro planeta e nem foram sujeitos a regras morais diferentes do contexto onde cresceram. Carregam os mesmos valores de seus eleitores, e são uma amostra bem razoável do nível moral e cívico da população que os elege.  Quando xingamos os políticos de forma genérica (como efetivamente fazemos) estamos xingando a nós mesmos. Eles mostram de forma bem clara quem verdadeiramente somos, enquanto coletividade.

Os políticos da Noruega são a imagem do seu povo, mas lá no norte da Europa uma empregada doméstica ou um trabalhador de fábrica ganha um ótimo salário enquanto o dono do jornal ou o empresário do comércio não se torna um mega multimilionário às custas da exploração dos seus empregados. Pensem nisso quando compararem a criminalidade ou a corrupção entre estes países. Não se reduz criminalidade e corrupção sem combater esses desníveis imorais de renda e acesso ao consumo. Uma sociedade que permite miseráveis já é estruturalmente violenta, mesmo que o aparato policial seja tão bom a ponto de impedir todos os crimes

Se quisermos um país justo não devemos esperar nada dos políticos; devemos começar por nós mesmos, escolhendo nossos representantes sem ser movidos e estimulados por interesses pessoais. Sejamos os melhores políticos possíveis no parlamento do nosso cotidiano.

Exija de você tanto quanto exige dos outros, mas não se iluda; não pense que as conquistas de bem estar e justiça podem acontecer sem abrir mão de privilégios injustos adquiridos no curso de várias gerações.

Arcebispo François Clevert, homilia sobre as “Dádivas Seletivas”, fevereiro 2017.

O Arcebispo François Clevert nasceu na França, na cidade de Reims, na Champagne francesa. Foi ordenado sacerdote em 1963 e destacou-se pelo espírito progressista de seus sermões. Engajado politicamente, foi um ativista dos direitos humanos palestinos durante a Primeira Intifada em 1987 e manteve-se ligado a eles até os dias de hoje. Socialista e ecologista, escreveu “Dádivas Seletivas” como um manifesto anti capitalista e contra a ação violenta do homem contra a natureza e contra minorias. Mora em Toulouse no Convento dos Jacobinos desde sua aposentadoria por problemas de saúde.

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Privilégios

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Acho curioso quando alguém, para provar seus méritos, me diz: “Sou de família pobre. Meu pai era marceneiro”, sem se dar conta de que o fato de ter uma família e – mais ainda – ter um pai do qual se lembra já é uma gigantesca vantagem sobre os milhões que competem com você por um lugar ao sol e que não tiveram uma família, muito menos a oportunidade de conhecer o próprio pai.

Kyrylo Ustalov, “Sobre cercanias e distâncias” Ed. Stingray, pag. 135.

Kyrylo Ustalov nasceu em Makeva em 1890 e foi o irmão mais novo e de caráter conservador de Dimitri Ustalov, que foi um poeta e ensaísta Ucraniano nascido 4 anos antes, em 1886. Dimitri foi o líder do grupo literário “Os renegados” que lançou o jornal de poesia e crítica chamado “Удар в обличчя” (Patada na Cara, em tradução livre). Já Kyrylo uniu-se a “Juventude Católica da Ucrânia” e passou a frequentar seminários de ensinamentos bíblicos. Nesta época uniu-se ao URP (Partido Republicano da Ucrânia) e escreveu seu primeiro livro de caráter político “Obediência e Fé”, onde mostrava a importância dos valores familiares, assim como o significado da fé como guia dos valores políticos e sociais. “Sobre Cercanias e Distâncias” foi escrito quando estava servindo no exército e combateu as forças revolucionárias anarquistas na guerra civil.

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Travesseiro

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Compassiva, ela sofria por tudo e por todos. Bastava ver uma tristeza alheia que logo a tomava para si. O mundo era uma fonte inesgotável de dissabores. Tanta pena tinha que à noite colocava sua cabeça sobre um travesseiro cheio delas.

James Elwood McCormick, in “The bright shade of the Moon“, Ed Palmarinca, pag 135.

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Ódios liberados

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Para algumas pessoas os desastres que mancham de sangue as manchetes lhes oportunizam o exercício do ódio sem interdição. As vezes, quando vejo suas manifestações, é impossível não notar o gozo em concentrar toda a sua indignação e raiva em uma única pessoa. Em um mundo dominado pela passionalidade e pelo império da correção política, a racionalidade e a sinceridade são perigosas armas de conscientização de massas. Alie-se a isso o bom humor e teremos um perigoso terrorista. Precisam, portanto, ser exterminadas para o bem da sociedade. A realidade e a verdade sucumbem na Guerra das Causas.

Dimitri Ustalov em “O processo de Igor Narachev”, página 135, capítulo “O inverno da Sra. Ivanov”

Dimitri Ustalov foi um poeta e ensaísta Ucraniano nascido em Makevka, em 1886. Foi o líder do grupo literário “Os renegados” que lançou o jornal de poesia e crítica chamado “Удар в обличчя” (Patada na Cara, em tradução livre). Dimitri atuou na Revolução Ucraniana ou Revolução Makhnovista, que foi um movimento revolucionário guerrilheiro de orientação anarcocomunista, liderado por Nestor Makhno, que ocorreu em paralelo à guerra civil russa, de 1918 e 1921. Nos combates feriu-se na perna e nunca se curou plenamente do ferimento, por isso muitos o chamavam de “Dimitri, o manco”. Escreveu especialmente poesia e crítica literária, tendo uma vasta produção na primeira metade do século XX. “O Processo de Igor Narachev” (“Процес Ігоря Нарачева”) é o seu livro mais famoso e inspirou vários escritores da moderna literatura ucraniana.

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O Erro

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O erro dos outros quando nos atinge é sempre imperdoável. Já com os meus erros não esqueça os contextos, as circunstâncias e os atenuantes, além das razões que só cabe a mim entender. Não seja tão duro.

Admoeser Rufus (codinome do famoso romancista Dimitri Ustalov)

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Alethea

Ainda muito jovem, conheci uma jovem através de um intercâmbio da escola. Nossa professora nos estimulava a trocar correspondência com alunos de outras escolas para exercitar a escrita e coube a mim estabelecer correspondência com uma jovem de nome Alethea que vivia em uma cidade próxima. Nosso contato começou com conversas nas quais falávamos de nossas famílias, gostos pessoais, hobbies, músicas preferidas, esportes, etc. Todavia, com o passar tempo, e à medida em que adentrávamos na adolescência, nosso contato se tornava mais relacionado às nossas questões afetivas e nossos assuntos mais profundos. Durante todo esse período de intercâmbio de cartas nunca nos encontramos pessoalmente, mas as cartas acabaram nos aproximando de uma forma muito intensa. Através delas eu havia construído a imagem de uma jovem culta, doce, recatada, sincera, dedicada aos livros e com ambições intelectuais. Desejava ser uma professora, iluminar com o conhecimento as mentes que vagavam pelas trevas da ignorância.

Um dia, tocado por uma coragem pouco comum, resolvi perguntar-lhe da possibilidade de conhecê-la pessoalmente. Sua cidade ficava distante da minha 1 hora por trem, o que tornaria possível visitá-la chegando pela manhã e voltando no último trem, o das 19h. Aguardei ansiosamente sua resposta e, quando o carteiro trouxe a carta confirmando minha solicitação, nas letras bem desenhadas e redondas de uma folha sem linhas, fiquei tomado de entusiasmo e…. pânico. Decidi que deveria deixar o medo de lado e confirmar a data por ela proposta. Comprei sapatos novos com o dinheiro pouco que dispunha. No dia da viagem passei a camisa “de sair” e exagerei na água de Colônia. “O vento pelas janelas do trem vai tirar quase tudo“, pensei. “Melhor uma dose extra.

Chegando na estação férrea da sua cidade já me apressei a comprar o bilhete de volta, pois sabia que não haveria chance de voltar que não fosse na manhã seguinte. Aguardei o ônibus que me levaria à cidade segurando a caixa de bombons que havia comprado para lhe presentear. Nosso encontro foi a revivescência de um sonho. Alethea era exatamente a imagem construída em meus pensamentos e devaneios. Bonita sem exageros, sobriamente tímida, estudiosa, delicada, sensível e com um humor sutil e inteligente. Sentava-se com recato e falava com educação. Deixava as pernas juntas e levava as mãos espalmadas para o alto sobre as coxas. Era segura e otimista, e seu sorriso tinha os adornos de duas pequenas esferas de azul Calypso, tomadas emprestadas da luz dos oceanos.

Nossas conversas passaram por nossas vidas, famílias, esperanças, projetos e desejos. Alethea ansiava por ensinar, queria ser uma professora de ciências. A tudo o que dizia me deliciava com sua doce firmeza. Meu estado de espírito era puro encantamento. A tarde passou voando e próximo das 18h senti em Alethea uma certa preocupação. Olhava pela janela da sala com frequência como que aguardando por algo. Perguntei-lhe de sua tensão e ela me disse que se preocupava com o trem, que eu deveria pegar o ônibus para a estação, sob pena de ficar trancado na cidade. Senti que era a hora de ir e me levantei das poltronas aveludadas da casa de seus pais para me dirigir ao portão. Lá chegando Alethea me abraça, me beija as faces e sorri.

– Estou muito feliz com sua visita, moço bonito.

Ainda tonto e com o coração disparado pelas suas últimas palavras entro no ônibus acanhado que me leva à estação. Lá espero a chegada do derradeiro comboio que me levará de volta para casa. Envolto nas emoções do dia trago à memória o sorriso de Alethea, sua risada tímida, sua cultura, seus livros, suas mãos bem cuidadas. Seria essa sensação amor verdadeiro ou apenas uma embriaguez passageira com o nome de paixão? Estaria eu encantado demais, enfeitiçado em excesso pelo azul de seus olhos?

O tempo passou e o trem chegou à estação. Era hora de voltar. Como meu bilhete era numerado resolvi aguardar sentado no banco até que todos os passageiros saíssem do trem e que os que aguardavam para entrar se acomodassem. Ainda tinha as pernas bambas das emoções do dia, e a aragem da noite me oferecia um frescor agradável. As lembranças pulavam umas sobre as outras, as vezes confusas (“foi assim mesmo que ela falou?”) as vezes nítidas como a imagem do trem parado à minha frente. A multidão escasseava na plataforma. Nesse momento um jovem saído do trem senta ao meu lado e pergunta como chegar à cidade. Aponto para a porta verde escura na lateral da estação e só então noto o lindo buquê de flores que carrega. Explico como pegar o ônibus mas meu olhar não consegue se afastar das rosas vermelhas que brotam do embrulho. Ao lado, grudado no papel amarelo com bordas douradas, um envelope branco. Com letras desenhadas pude ler:

“Flores para uma flor. Alethea”

O som dos pássaros anunciava o recolher do sol e a chegada do breu. Ao longe vislumbrei a silhueta do maquinista acenando para os vigias. “Todos a bordo!!!”, gritou ele enquanto minhas mãos frias e trêmulas procuravam o bilhete no bolso da camisa branca.

Mario Schiffino, “Quelli che non ho Dimenticato” (Aqueles a quem não esqueci), ed. Vesuvio, pág. 135

Mário Schiffino é um contista italiano, nascido em Salerno, em 1948. Teve uma infância muito pobre e foi marcada pela morte do pai por suicídio em 1955. Sua família foi obrigada a se mudar para a pequena localidade de Potenza, onde moravam seus avós maternos. Sua infância foi toda marcada pelos comboios que ligavam sua cidade natal às localidades conectadas pela via férrea. Em seu primeiro romance “Il Ragazzo della Stagione” descreve de forma detalhada os pequenos acontecimentos de sua vida até a adolescência, tempo em que circulava vendendo balas e biscoitos nas estações férreas. Já em “Aqueles a quem não esqueci” ele apresenta uma colcha de retalhos de contos marcados pela vida pacata do interior da Itália, alguns deles expressamente verídicos. Mora em Modena e é casado com a maestrina Marieta Schiffino. Tem dois filhos, Pietro e Isabella.

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