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Medidas distintas

Hersh Goldberg-Polin, an American, was one of the captives that perished. Like the other captives, he met his demise at the hands of his fellow Zionists. The Hannibal directive states that Israel doesn’t even respect the lives of its own citizens. The most vicious people on the planet, Israeli zionists murder everything that moves in order to further their racist goals. However, upon viewing the photos from his funeral, I am compelled to conclude that a single American caused thousands to lament the tragedy of his death during the war; concurrently, 186 thousand Palestinians perished, the majority of whom were children, plus one million went hungry, and thousands more were left permanently amputees.. Not surprisingly, no palestinian victim has a face, a family, a life, not to mention the massive television coverage that this boy received. Zionists may be monsters, but it’s obvious that they wish to unleash their inner colors on their adversaries. Please remember that a “progressive zionist” does not exist. You are also a monster if you condone the atrocities in Gaza (and now the West Bank) and believe that bombing and starving children is the best way to resolve a political issue.

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Armadilha

Hoje tive que me afastar de uma ex-amiga, defensora da “nova era”, daquelas ligadas às “deusas”, ao “sagrado feminino”, à “liberdade” e contra a “opressão dos homens”. Tenho para mim que muitas destas mulheres são o contraponto feminino dos ativistas chauvinistas da extrema direita. Não todas, por certo, mas muitas delas têm o mesmo discurso excludente dos mais arraigados defensores do machismo. A briga surgiu por um texto que mostrava uma mãe e uma filha usando burcas e dizendo que estas mulheres deveriam ser resgatadas da opressão que sofrem em suas culturas. No texto a autora tratava de forma profundamente ofensiva as mulheres muçulmanas, mas com uma pegada “patronizing“, tratando-as como coitadinhas, indefesas, frágeis e submissas, mostrando um profundo desconhecimento do mundo islâmico. Como eu disse anteriormente, o interesse era mostrar que as mulheres no ocidente, apesar da opressão que sofrem, estavam protegidas por uma cultura superior e democrática. Puro suco de orientalismo.

O texto era uma colcha de retalhos de clichês islamofóbicos e etnocêntricos. Entre tantas pérolas de misandria, sobressai a frase que mais me irritou: “Todos sabem que as mulheres maduras são as legítimas condutoras da civilização”. Ou seja, a condução da civilização não será feita pelos humanos, pelos cidadãos, pelos membros de uma sociedade (de preferência os mais aptos e capazes), os políticos ou os sujeitos mais votados em eleições livres. Não… será feito por mulheres maduras. Para a autora existe um gênero que é mais competente e mais capaz de comandar uma sociedade, e com mais sabedoria. Sim, poderia ser uma cor ou uma religião, mas neste caso foi um gênero (e uma faixa etária). Acham exagero? Então façam o exercício de trocar o gênero e me digam como classificariam esta frase: “Todos sabem que os homens maduros são os legítimos condutores da civilização”. Machismo que chama não? Como devemos considerar as pessoas que acreditam que as mulheres são mais capazes do que os homens para controlar a cultura, a política e a sociedade como um todo? Se condenamos manifestação de supremacismo do gênero masculino (machismo), da cor da pele branca (racismo) e da orientação sexual heterossexual (homofobia) porque deveríamos aceitar um texto que exalta a pretensa superioridade moral de um gênero sobre outro?

“Ahhh, mas e os 80 séculos de machismo”… “isso é mimimi de macho”…. “male tears”, etc. Pois eu apenas digo que se as mulheres realmente esperam que os homens lutem contra os desníveis criados pelo modelo patriarcal devem abandonar um discurso supremacista e preconceituoso. Porém, isso não foi o pior. O que me deixou profundamente preocupado com o debate com esta senhora, foi o fato de que o texto era evidentemente uma isca para capturar um tipo de personagem clássico das redes sociais: pessoas que desejam lutar contra o patriarcado mas acreditam que o alvo são os homens – e não o sistema. Uma coisa chamou à atenção logo de início: o texto foi escrito por uma tal de “Anna Park”, um nome tão genérico quanto Maria Souza. Tudo leva a crer que seja um texto apócrifo, escrito por AI, cujo único objetivo é estimular a ideia de uma distância civilizacional entre nós e o Oriente. A disseminação desse tipo de lixo, que visa capturar mentalidades identitárias que seriam simpáticas à pauta das mulheres islâmicas, nada mais é que uma armadilha imperialista cujo objetivo é desviar a atenção do público – em especial as mulheres – do massacre e da carnificina que está sendo realizada na Palestina. Não só isso, mas também para preparar o terreno para uma futura guerra contra os “bárbaros e infiéis”.

O texto, em última análise, quer estimular a desumanização dos árabes e muçulmanos, para que futuras bombas atômicas no Oriente Médio sejam vistas como uma forma de salvar mulheres, gays, trans e vegetarianos da cultura depravada que os oprime. Não sejam ingênuos: este tipo de discurso correu livre na primavera árabe, no golpe frustro na Praça da Paz Celestial e no Irã. É por esta fresta cultural que o imperialismo vai atacar, mas não deveria causar espanto que as mulheres, gays, negros, indígenas serão – mais uma vez – massa de manobra do imperialismo, produzindo uma cortina de fumaça das verdadeiras razões das guerras que estão destruindo o planeta. “É pelo petróleo, seus tolos”, não pelo tamanho da saia, casamento gay, visibilidade negra e pronomes!!! É preciso combater frontalmente este tipo de armadilha das redes, que usam mentes frágeis e compassíveis para dourar a pílula amarga da submissão à ordem imperialista

E vejam, não me cabe tratar de questões particulares; cada um sabe a flor e a cruz que carrega, mas posso entender o que significa um choque cultural. Imagino como seria há 100 anos, antes da Terra se tornar uma aldeia global, se eu fosse me relacionar com uma mulher de uma cultura onde os relacionamentos são, como regra, abertos. Como eu me sentiria? Seria injustificável meu desconforto? Estaria ela errada? E se eu fosse visitá-la em casa e todos de sua família estivessem nus, como indígenas? Seriam eles todos depravados? Estaria errado na minha surpresa? Compreendo o quanto os atritos entre diferentes culturas podem ser complexos, mas prefiro sempre adotar uma posição de relativismo cultural. O etnocentrismo, e o olhar de censura das populações europeias aos povos colonizados, levou a muitos genocídios. Respeitar – mesmo sem concordar!!! – com as posições divergentes é sinal de maturidade, tanto de sujeitos quanto de culturas. Desta forma, é necessário respeitar todas as culturas em qualquer circunstância, o que não significa que não seja necessário debater, questionar, criticar e mesmo condenar as culturas onde a plenitude dos direitos humanos não são obedecidos.

Façamos um exercício: pode o seu corpo ser comandado por alguém além de você? É lícito que alguém esteja no controle dele, acima de sua vontade? Então, partindo desse princípio, deveríamos invadir países onde o aborto é condenado e as mulheres presas? Deveríamos atacar países onde a monogamia é a norma? Ou deveríamos esclarecer os homens e as mulheres das vantagens de um sistema mais libertário? O drama dessa questão do comportamento, em especial a sexualidade, é que ela é usada como bandeira para o imperialismo. Esse é o grande risco!!! Não é por outra razão que os movimentos identitários são mal vistos em muitos países, como na Rússia, por exemplo. Ora, os russos não tem nada contra a orientação sexual de alguém, tanto quanto nós, mas sabem que estes movimentos são utilizados como ferramentas pelo Império para desestabilizar a cultura e o poder político.

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Islamofobia

Faz pouco escrevi um texto sobre o “pinkwashing” e a nova modalidade de “vegan washing” – usados pela máquina de propaganda de Israel – para alertar sobre a tendência de criar visões identitárias sobre a guerra brutal contra os palestinos. Uma das formas de desumanização dos árabes e/ou muçulmanos é exaltar a “diversidade” do ocidente – os gays, a comida vegetariana, os transexuais, a moda – e comparar com a cultura árabe, muito mais comedida e discreta no que diz respeito às práticas e orientações sexuais de cunho pessoal. Por trás de uma pretensa defesa da liberdade de escolha das mulheres, oferecem uma visão preconceituosa e maligna do islamismo, fazendo-nos crer que as mulheres muçulmanas são oprimidas pelos seus maridos e obrigadas a usar roupas que não querem e não aceitam. Ao mesmo tempo dizem que as mulheres do ocidente, apesar de também serem oprimidas, se encontram em um estágio superior de liberdade, o que faz com que seja importante a luta de todos do ocidente para “libertar” as mulheres do oriente, impondo à região nossos valores ocidentais – superiores e democráticos.

Por certo que existe muito a ser criticado nos costumes do oriente, em especial no que diz respeito às questões relacionadas à mulher e às formas de expressão da sexualidade. Entretanto, deveria causar espanto que esta questão é sempre colocada como um gigantesco fosso entre a barbárie e a civilização, e não como visões distintas sobre o significado da exposição do corpo. De um lado o ocidente, onde até a nudez das mulheres deve ser respeitada e admirada, mas sempre com moderação. Tipo…. pode olhar, mas não muito que passa a ser assédio. Do outro lado, a “brutal opressão” contra as mulheres árabes, impedidas de mostrar o corpo para qualquer um que não seja o próprio marido. E tudo isso criando uma amálgama de povos tão distintos e distantes como a Arábia Saudita e a Indonésia, povos tão diferentes quanto um argentino e um filipino, mas analisados de forma única apenas porque professam a mesma religião. E sem falar que a burca – objeto da crítica – sequer é difundido entre as mulheres do Irã, país para onde se direciona todo o ódio colonialista no momento, mesmo não sendo árabe.

O que eu acredito ser digno de nota é o fato de que estas publicações aparecem agora, no exato momento em que o ocidente se prepara para um ataque aos países árabes e o Irã, e fazem parte de um projeto para capturar a consciência das mulheres e da opinião pública em geral para que vejam os inimigos com a necessária desumanização, elemento fundamental para todas as guerras. Não se trata de estabelecer posições geopolíticas, roubar recursos naturais, fortalecer o imperialismo, estabelecer dominância; não, é a luta do bem contra o mal, da civilização contra a barbárie, dos democratas contra os autoritários e de nós contra eles.

E vejam: não há nada de errado em criticar as questões culturais de um determinado país. Acho inclusive razoável criticar a exposição abusiva das mulheres nas ruas, praias e na publicidade do ocidente, tornando o corpo feminino um objeto de exploração pelo capitalismo. Da mesma forma que é possível criticar a obrigatoriedade dos véus islâmicos em vários países, talvez seja justo que exista uma crítica à extrema exposição das mulheres na nossa cultura. A questão, ao meu ver, se encontra nas razões que se escondem por detrás dos véus. Existe um interesse em desumanizar estes povos, tratando-os como bárbaros e inferiores, e não apenas diferentes ou com costumes patriarcais ainda arraigados. Não, o objetivo é torná-los inimigos a serem destruídos, como se as diferenças que existem entre nós fossem insuperáveis e revelassem uma essência diferente da nossa. Existe todo um planejamento – a exemplo do que o Cinema americano fez na segunda metade do século passado – para que a imagem do árabe e do muçulmano seja a de um sujeito maldoso, violento e fanático em essência, que se diverte com bombas terroristas pela manhã e com a opressão feminina à tarde. Nada disso é a expressão da verdade, e as pessoas da fé islâmica tem as mesmas dificuldades, virtudes, defeitos e dramas que qualquer outro ser humano, pois compartilham seu quinhão de humanidade com todos os humanos deste planeta.

É importante estar atento para as estratégias de desumanização do mundo árabe e islâmico que a partir de agora vão se tornar mais frequentes nas redes sociais. Por trás delas existe a mão do sionismo e do imperialismo, tentando usar este material como propaganda imperialista para esmagar quem não concorda com os valores do ocidente. Recomendo, mais uma vez, “Reel Bad Arabs“, um documentário brilhante sobre a vilificação dos povos árabes por Hollywood.

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Arquivado em Causa Operária, Palestina

Propaganda sionista

A propaganda de “lavagem cerebral” promovida pela máquina de propaganda sionista faz parte de uma antiga estratégia, concebida para manipular as emoções dos observadores pouco atentos. Esta proposta procura descrever Israel como um modelo de causas sociais – como os gays, as mulheres e a alimentação vegetariana – que tendem a ter mais apoio entre a população jovem no mundo desenvolvido. O objetivo evidente desta publicidade é fazer com que as pessoas se concentrem em como Israel é “bom” para sua população, para que estas imagens produzam uma cortina de fumaça sobre os massacres, o racismo, o genocídio, a limpeza étnica, as prisões, etc. Procuram fazer com que esqueçam (ou não percebam) que é este país foi construído sobre a desapropriação brutal e a opressão contínua dos palestinos.

Outra perspectiva é mostrar Israel como ocidental (como nós!!) e “civilizado” quando é comparado a “eles”, os malvados e atrasados árabes, o que justificaria toda essa a violência sobre eles cometida. Uma frase comum dos apoiadores de Israel ainda é “Uma Cidade na selva”, fazendo crer que Israel e sua população branca e europeia veio “trazer luz às trevas da barbárie”. Esta é uma adaptação da secular teoria da “missão civilizadora” pró-colonialista, que durante séculos justificou a invasão dos povos do sul global pelas nações imperialistas.

Lembro da cena de Pizarro chegando com seu pequeno exército e confrontando o chefe Inca Ataualpa. Nesse episódio, o frei Vicente de Valverde, que acompanhava o brutal conquistador espanhol, entregou nas mãos do chefe Inca um exemplar da Bíblia. Ataualpa, por jamais ter visto um livro em sua vida, jogou o exemplar longe, como se fosse um presente insignificante para ele, além de inútil. Ato contínuo, o padre voltou-se para Pizarro e afirmou: “Saiam, saiam Cristãos!! Invistam contra esses cães inimigos que rejeitam as coisas de Deus. O tirano jogou ao solo meu livro com as sagradas leis. Vocês não viram o que aconteceu? Por que continuar polidos e servis diante desse cachorro orgulhoso enquanto as planícies estão cheias de índios? Marchem contra ele, porque eu os absolvo!!” A partir de então começou uma batalha feroz entre os europeus – com cavalos, aço e cavalos – contra os índios que usavam leves armaduras de cobre e sem animais para compor uma cavalaria. Na carnificina que se seguiu mais de 7 mil indígenas morreram em poucas horas, e teriam sido mais não fosse o cair da noite. Todavia, como negar o direito “divino” daqueles que empunhavam o símbolo da cruz sobre a vida dos pobres selvagens?

Qual a diferença entre esta demonstração de arrogância (travestida de civilização) dos espanhóis em direção aos Incas e a forma como exaltamos a “diversidade” europeia que os israelenses apregoam? Em ambos os casos, estes valores foram usados para considerar os invadidos como populações “inferiores”, apenas por não usarem a mesma tábua de valores ocidentais que adotamos. Posteriormente essa diferença foi utilizada como justificativa para toda e qualquer barbárie, assassinato, confisco, roubo e genocídio. Afinal, matamos, torturamos, abusamos e exterminamos para salvar nossa cultura superior da ameaça dos “bárbaros”. “Marchem contra estes carnívoros e homofóbicos, porque eu os absolvo”.

A imagem mais propícia para esta propaganda, a qual resume essa mensagem tanto bizarra quanto falsa, é um casal gay fazendo uma refeição vegetariana. Os desavisados aceitam sem questionar, mas a cada dia que passa maior é o número daqueles que não aceitam mais a mentira sionista

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Fuga de Tel Aviv

É oficial. Autoridades de imigração israelense confirmam: nos primeiros seis meses da guerra contra Gaza 550 mil pessoas fugiram por Tel Aviv para os países ocidentais e nunca mais voltaram. Aliás, existe um famoso filme infantil sobre a fuga de aves domésticas que retrata esse fenômeno.

Brincadeiras a parte, quem pode criticar essa disparada? Lembrem que 60% dos israelenses tem dupla cidadania, pois são imigrantes da Europa e Estados Unidos, em especial os milicianos armados dos assentamentos. Eles apenas estão voltando para suas casas no Brooklyn, na Inglaterra, na Rússia, etc.

Para uma população de 6 milhões de judeus em Israel a fuga de 600 mil representaria 10% da população. Seria o mesmo que assistir 20 milhões de brasileiros saindo do nosso país. Se os psicopatas de Israel realmente planejam um ataque suicida ao Líbano (de onde já saíam escorraçados duas vezes), esse número ultrapassará a barreira do milhão tão logo a primeira bomba caia no norte de Israel. Isso apenas vai apressar o fim inevitável do país do racismo, dos abusos e do apartheid.

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O Fim de Israel

A situação para o imperialismo no Oriente Médio está cada vez mais insuportável. Ao meu ver, está insustentável. Se, na melhor das hipóteses para os imperialistas, Israel capturasse todos os líderes do Hamas e matasse mais de 100 mil mulheres e crianças, ainda assim a resistência Palestina se renovaria, na Jordânia, no Líbano, na Síria e nos túneis sob os escombros, e teria ainda mais suporte da comunidade internacional. Não há futuro para o racismo e o apartheid de Israel.

O mundo não aceita mais impunemente visões supremacistas e ditaduras étnicas. Israel é um país condenado pela sua própria natureza excludente e precisa acabar; seu fim é uma questão de tempo. Os palestinos enfrentaram a ocupação por 75 anos e não foram derrotados; não é agora que serão batidos. O Império está caindo diante dos nossos olhos e uma Palestina Livre, multinacional, com cristãos, judeus e muçulmanos irmanados será criada em seu lugar.

FREE PALESTINE!!!

https://fb.watch/syKa76qCs4/

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Hollywood e a Palestina

A indústria cinematográfica dos EUA está concentrada na mão de sionistas. A própria história da Meca do cinema americano se confunde com a integração da comunidade judaica no tecido social americano. Hollywood se tornou um centro de difusão dos valores americanos, o “american way”, e também de suporte ao sionismo e à criação violenta e cruel do Estado de Israel. Desde muito cedo houve o esforço de criar uma narrativa favorável ao colonialismo racista em Israel, através de diversos filmes, em especial nos últimos 70 anos.

Os atores de Hollywood sabem que uma postura abertamente favorável à causa Palestina significa portas fechadas, em muitas vezes, sem chance de retorno. Por esta razão, a decisão de alguns artistas de mostrar publicamente seu repúdio ao Estado genocida de Israel é um ato de coragem, que pode lhes custar a própria carreira. Há uma carta circulando de profissionais do cinema de claro apoio à Palestina e exigindo imediato cessar-fogo. Entre os signatários da carta a favor do cessar-fogo, temos nomes como Mark Ruffalo, Cate Blanchett, Jessica Chastain, Oscar Isaac, Rosario Dawson, Quinta Brunson, Joaquin Phoenix, Alia Shawkat, Channing Tatum, Andrew Garfield, America Ferrera, Kristen Stewart, Wanda Sykes e Shailene Woodley, entre outros.

Diante do poderio imenso dessas máquinas culturais é impressionante a coragem desses atores e atrizes, mostrando que, para alguns, a dignidade e a honra valem mais do que o brilho entorpecedor das luzes da ribalta. Vejam mais sobre o tema aqui. Ahh, e por certo que o melhor documentário de toda a história sobre o ataque de Hollywood ao oriente e, em especial, à Palestina é Reel Bad Arabs – How Hollywood Vilifies Arabs. Apenas imperdível.

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Falsa Democracia

Vejam como funciona a “única democracia do Oriente Médio“. Já pensou se o Irã fizesse isso? Como a imprensa mundial se comportaria se Putin mandasse apagar notícias dos jornais de oposição? Imagine Maduro mandando colocar tarjas pretas nos hospitais de Caracas!! A farsa da democracia liberal ocidental está cada vez mais escancarada. É preciso ultrapassar a ilusão do capitalismo e buscar uma sociedade com mais liberdade e democracia.

FREE PALESTINE!!!

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Jean Wyllys

Em dezembro passado em grupo de soldados israelenses explicitamente gays, depois de destruírem um bairro inteiro no norte de Gaza, realizaram uma “parada gay” na praia para comemorar sua vitória contra os civis palestinos. Em sua marcha de escárnio e horror, devem ter passado por cima de corpos mutilados e carbonizados de mulheres e crianças enterrados sob os escombros. A vitória do “ocidente branco” e cristão sobre os “bárbaros” do leste muçulmano se expressa através dos seus símbolos, e nada melhor do que os gays, veganos e trans serem nossos melhores representantes.

Essa festa é o que mais claramente representa a insanidade do identitarismo: a vitória da identidade sobre todos os outros valores, inclusive a vida e a condição humana dos inimigos. A festa de horror incluiu entre os participantes muitos veganos, para quem o amor aos animais os faz calçar botas feitas de PVC, para não serem obrigados a usar produtos de origem animal. Em sua perspectiva os animais que protegem valem muito mais do que as crianças palestinas que bombardeiam. Também os soldados trans estiveram representados, mostrando a plena diversidade entre aqueles que promovem a carnificina em Gaza. Esta comemoração macabra, porém pedagógica, está descrita no minuto 18:50 dessa entrevista de Max Blumenthal.

Ao mesmo tempo em que este horror acontece em Gaza, Jean Wyllys, o sujeito cujo apoio a Israel causou uma onda de repúdio alguns anos atrás, agora decreta a aposentadoria de Lula, a posição subalterna do PT no cenário nacional e o lançamento de Simone Tebet como candidata à presidência, que deveria ser entusiasticamente apoiada pelo partido dos trabalhadores. Que ele um dia tenha sido ativista LGBT, e integrado o PSOL eu até entendo, pela sua postura identitária, mas ser aceito como filiado ao PT é um escárnio com a esquerda brasileira. Acho necessário que abandone o campo progressista e assuma sua posição na direita identitária, lugar que sempre foi o seu. Simone Tebet de presidente e Sílvio Almeida de vice foi a proposta de Jean Wyllys, e quando o entrevistador ficou abismado com a ideia de oferecer o protagonismo a uma representante da direita ruralista, Jean explicou: “Você pode dizer que ela é uma ruralista de direita, mas eu respondo que ela é uma mulher, e a gente precisa das mulheres no século XXI. Sílvio representa os antirracistas, que o mundo também necessita.” Eu fico impressionado como pudemos ser enganados por tanto tempo por este farsante. Jean é um ignorante político e uma fraude identitária.

Por outro lado, eu me senti de alma lavada. Essa fala atual mostrou que minhas falas anteriores contra Jean Wyllys – pela sua posição covarde e oportunista sobre Israel e o sionismo – estavam corretas e não foram exageradas. Jean Wyllys é o maior exemplo do estrago identitário nas esquerdas.

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Vitimismo sionista

O sionismo sempre inventou manobras mentirosas para escapar das críticas. Estamos vendo agora o que sempre aconteceu: “Estamos sendo perseguidos!!”, ou a “estamos testemunhando volta do antissemitismo no mundo”, “essa perseguição mostra a necessidade de uma nação judaica“, e blá, blá, blá. Pura balela. Aqui no Brasil, tanto quanto nos Estados Unidos, não há nenhum caso de ataque significativo de constrangimento ou desprezo pela comunidade judaica, comunidade essa muito rica, poderosa e absolutamente inserida na cultura brasileira. O que existe é uma crítica crescente e consistente ao sionismo, ideologia perversa, supremacista e racista de Israel, condenada pela comunidade internacional de nações e inclusive pelos judeus humanistas do mundo todo. Essa farsa vitimista dos sionistas está ruindo, de forma acelerada após o 7 de outubro, que permitiu a todos comprovarem que a “defesa de Israel” não passa de uma mentira construída com o único objetivo de promover genocídio e limpeza étnica na Palestina.

No sionismo brasileiro só vão sobrar os evangélicos bolsonaristas que estão esperando a “volta do Senhor dos Exércitos“, mas dessa turma não se pode esperar nada. Além disso, existe um novo fenômeno agora: um número recorde de israelenses solicitando emigração para países da Europa. O sonho dourado do apartheid, da escravização e do genocídio palestino aos poucos vai se apagando inclusive entre os próprios judeus que, agora, abandonam a terra santa em busca de…. paz. A destruição de Israel talvez ocorra dessa maneira: silenciosa, como um corpo que vai encolhendo e se deteriorando, até o momento que não tenha mais forças para se erguer. O racismo e o supremacismo sionista são a última carta do colonialismo, que está podre demais para se manter de pé.

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