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Psicanalista

Lembro de quando me perguntavam qual o perfil ideal para um psicanalista e minha resposta era: “Procure alguém que seja o mais parecido possível com uma pessoa comum. Fuja de qualquer terapeuta que se apega a certezas – elas são o “prêmio de consolação de Deus às mentes fracas”. Encontre alguém que consiga parir por sua voz a mais gorducha das frases: “eu não sei”. Não aceite afirmações peremptórias e se afaste de qualquer selvageria. O resto você constrói no discurso”.

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Emoções estupefacientes

É muito comum ver as análises morais dos jogadores e técnicos serem feitas à posteriori, ou seja, adaptamos os valores morais dos personagens aos fatos depois que estes ocorreram. A vitória ou a derrota nos fazem enxergar a moralidade dos nossos representantes de forma diversa ou mesmo antagônica. Todos se arvoram à condição de “experts” em comportamento humano, e até uma monja – com qualificações desconhecidas no futebol – faz críticas mordazes e severas ao técnico da seleção.

Por isso, somente depois do fracasso, conseguimos observar o quanto Tite é insensível assim como só agora vemos como é absurdo o salário astronômico que nossa neurose paga aos jogadores. Só agora acordamos para a covardia dos nossos diante das decisões em campo. Tudo isso teria sido esquecido bastando para isso acertar dois pênaltis.

Ao mesmo tempo nosso espírito macunaímico descobre em menos de 24 horas declarações impressionantes de humildade que partem de gente como Messi e outros jogadores vencedores, muitas delas criadas pela equipe de relações públicas que os assessoram. Mostramos gestos do craque argentino e os interpretamos como sinais de enfrentamento ao imperialismo, mesmo quando chegam de um craque que vive às custas do dinheiro europeu há 20 anos. Além disso, passamos pano para o deboche que os hermanos submeteram os holandeses após o jogo. “Ahhh, é do jogo…”

Como eu disse, é compreensível é até lícito tentar colocar as derrotas em linhas lógicas de causalidade; achar causas para fatos é um efeito inescapável do crescimento encefálico, do qual não podemos nos livrar. Porém, deixar-se levar pelas emoções depressivas é ficar refém da paixão, a qual não nos permite enxergar uma rota segura de vitórias no futuro. Acreditar que perdemos porque Neymar e os demais jogadores são ricos, e o Marrocos chegou às quartas porque seus jogadores são pobres e patriotas é se perder na superficialidade dos fatos. E as demais explicações (Messi é humilde, Argentina tem raça, Messi é vencedor, Marrocos tem liderança, França só tem sorte, Inglaterra sendo Inglaterra, Croatas tem amor ao seu país, etc.) também são carregadas de emocionalidade e lhes falta conexão com a realidade.

Não cobro racionalidade ao tratar de uma elegia à irracionalidade como é o futebol. Da mesma forma não peço aos amantes que usem a razão quando o fogo das paixões lhes consome os sentidos. Peço apenas calma, em ambas as situações. Muitas tragédias acontecem quando deixamos de lado a maior conquista da nossa trajetória humana: esta fina camada de matéria cinzenta que envolve nosso cérebro e nos confere a razão.

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Derrota e dor

Nossa dificuldade de aceitar os reveses e o caótico da vida nos leva a eleger culpados, esquartejá-los e expor suas partes dispersas em praça pública, para o deleite dos corvos sempre à espreita. Nossa necessidade de colocar todos os eventos humanos em uma linha de causalidade já nos faz acreditar que o “gato” expulso da coletiva mostrou a “índole do grupo”, causa essencial de nossa derrota. Ontem mesmo o preço do relógio do Militão foi colocado como elemento que colaborou para o fracasso da seleção nacional. Não foram esquecidos o “bife folheado a ouro”, a fortuna dos jogadores e até suas opções partidárias.

Lógico que a culpa recai com peso maior nos ídolos, como Neymar, o principal responsável pela nossa saída prematura. Tite também foi levado à fogueira pois, afinal, havia uma regra (que eu desconhecia) e ela determina que os mais capacitados batem pênalti primeiro. Além disso, armou mal o time, foi “covarde”, e só ontem li uns 30 esquemas táticos alternativos melhores que o dele, feitos por experts anônimos na prática do ludopédio. Sem falar da ausência de Gabigol, Fulano e Beltrano. Outras razões foram os jogadores descompromissados que só pensam em dinheiro, mulheres e carros importados. Além disso, a seleção tinha que ter apenas (ou majoritariamente) jogadores que jogam no Brasil.

Apesar de não concordar com estas teorias eu as aceito – são a expressão mais explícita do “jus esperniandis“, o sagrado direito a chorar e se indignar com as derrotas. Todavia, eu prefiro entender que estes fracassos são a prova maior da grandeza do Futebol, e são o nosso quinhão de sofrimento para que a mística persista. Já testemunhei vitórias do meu time contra equipes muito superiores, sucessos movidos apenas pela aplicação tática, raça, determinação e pura sorte da minha equipe. E enquanto eu comemorava as vitórias inesquecíveis contra as equipes do eixo, achava ridículas as explicações deles que colocavam a culpa da derrota nas suas falhas, e não em nossas poucas, mas decisivas, virtudes.

Mesmo reconhecendo a superioridade imensa da seleção brasileira sobre seu adversário – inclusive dentro da partida – eu creio que o jogo que nos eliminou mais uma vez da Copa do Mundo mostrou a imensa aplicação tática da Croácia, seu preparo físico superior e a qualidade de um jogador extra classe: Luka Modrić. Prefiro explicar as derrotas pela qualidade de quem nos venceu do que colocar nossos jogadores no pelotão de fuzilamento.

O sonho do hexa foi mais uma vez adiado. Podemos chorar à vontade, mas que nosso pranto seja breve. Afinal, há um país a ser reconstruído.

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Avatares

Na imagem, Sophia Loren e Jayne Mansfield em um evento da Paramount em 1955

Acho interessante que essa moda de fazer “avatares” de si mesmo, como imagens idealizadas, defeitos suprimidos, exaltação de qualidades, sorrisos enigmáticos e poses fatais, se adapta bem ao tipo de mundo em que se vive – onde a ficção de si mesmo é apresentada como folhetim diário nas postagens do Instagram. E vejam, não há crítica moral alguma a essa tendência, até porque ela seria totalmente hipócrita, basta dizer que qualquer um se deixa seduzir por uma imagem melhorada. Por mais falsa que possa ser, é apenas mais uma capa de imagens irreais que colocamos sobre nós mesmos.

Entretanto, o que eu só percebi agora é que esta empresa coloca todas as mulheres com dois números de sutiã a mais. Sem exceção, elas ficam voluptuosamente adornadas pelos mais maravilhosos amortecedores que a natureza jamais criou. Ou seja: o capitalismo sabe que, por mais que o mundo siga em sua trajetória no rumo das estrelas, e por mais que tentemos fugir do essencialismo dos gêneros, a gente continua querendo uma chance melhor – mesmo que ilusória – de captar o olhar alheio para os nossos atributos sexuais.

Jamais deixamos de ser símios sem pelos…

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Sinais

Os sinais estão lá, para quem ousar decifrá-los.

Acredito que o sujeito que será um bom pai – ou um pai comprometido e amoroso – enviará sinais desde os primeiros momentos, ainda no processo de enamoramento, sob a forma de códigos, sinalizações, mensagens criptografadas, dicas e pistas esparsas, que aparecerão nos detalhes do comportamento e nos espaços de silêncio que separam as palavras. Podemos perceber na forma como fala das crianças, como as enxerga e como entende sua educação.

Se quiser saber que pai ele será, também pode ser de ajuda saber como foi a sua relação com os seus pais, as mágoas que ficaram, os traumas e temores. Dá para perceber a paternidade latente ao observar como lembra do seu próprio pai e como o trata na velhice; se perdoou suas falhas e erros e se tem ressentimentos e cicatrizes afetivas em relação à sua infância.

A paternidade já está inscrita nele através dos padrões que recebeu dos pais – em especial do pai, que será eternamente seu modelo. Por certo que não há como saber tudo, e acredito que existe a chance de haver surpresas – para o bem e para o mal – mas é possível ter uma boa noção de como ele se relaciona com a paternidade. Não é um tiro no escuro, ainda que a luz tênue que ilumina o traçado torne sua leitura um mapa de laboriosa decodificação.

Para uma mãe use a mesma regra….

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Culpa

José Falero e outros já escreveram sobre o tema e vou traduzir o que penso em outras palavras.

“Quando vocês saírem de férias e pedirem aquele camarão à milanesa e um latão de cerveja gelada na beira da praia, não esqueçam de todas as crianças que passam frio e fome, no Sudão, no nordeste, na Ucrânia, no Iêmen e em todos os lugares de miséria e privação. Também quando postarem as fotos das férias lembrem que isso é um deboche amargo e inaceitável com todas as pessoas que passam necessidades enquanto vocês desfrutam o lado bom da vida. Não vou aceitar desculpas; se não se corroerem de culpa vocês não merecem este privilégio”.

Se vale para os jogadores da seleção deve valer para todo mundo. Não é? Isso se chama “culpa cristã”, e não por acaso o padre Lancelotti foi o primeiro a nos lembrar dela…

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Morte

Tive muita sorte. Meu pai morreu em 2021 depois de 3 meses de hospitalização na luta contra um câncer. Eu sempre soube que meu pai tinha defeitos, como qualquer pessoa, mesmo que seus defeitos pareceriam brinquedos diante dos meus – bem elaborados e profissionais. Apesar disso, quando ele morreu ninguém se aproximou de mim para lembrar de suas falhas e seus erros, e ninguém ficou repetindo ininterruptamente para mim e para meus irmãos algum de seus deslizes. Creio que as pessoas ao meu redor sabiam que, na morte, é preciso respeitar a dor dos que ficam, e preservar o amor e o carinho que nutriam pela alma que se vai. Espero que quando for a minha hora, que não deve tardar, as pessoas tenham a mesma consideração. Publiquem todo o seu ódio apenas quando meu corpo, corroído pelas bactérias e desfeito das fibras que o sustentavam, esteja frio, cego e surdo, preparado para voltar à terra, ao pó e ao esquecimento.

A todas estas pessoas, eu agradeço.

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Julgamentos

Peço àqueles que julgam a vida pessoal do Pelé, exaltando suas falhas e minimizando suas glórias, que não me julguem por esta mesma lógica quando eu estiver morrendo, pelo menos não em frente aos meus. Espero também que não sejam julgadas desta forma – e com a mão tão pesada – quando seu próprio tempo estiver para chegar. A crueldade sobre os corpos frágeis e indefesos daqueles que estão se despedindo da vida não leva ninguém ao céu; sequer lhes torna melhores, mais nobres ou superiores. Deixem os julgamentos para quem é isento de pecado.

Pelé é o maior gênio do futebol, o esporte que tanto amamos. Por certo que para alguns, que tem as emoções controladas e agem sempre de forma racional, é fácil fazer desaparecer da memória e dos sentimentos décadas de emoções compartilhadas com o maior ídolo do esporte, movidos por um suposto erro pessoal na vida do nosso craque. Eu, infelizmente, não consigo. Para aqueles que não se afetam com a iminente partida de Pelé eu pergunto: será que apenas quando a tragédia lhes atinge pessoalmente ela é digna de lágrimas?

Parece bem claro para mim que, fosse Pelé uma mulher e seria mais fácil perdoar seus deslizes. Todavia, ele é homem e ainda por cima é negro!!! Difícil para muitos sentir algo pelo Rei Negro do Futebol. Melhor e mais fácil seria adorar o Airton Senna, não? Esse pelo menos sempre foi da classe média e bem branquinho.

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Propaganda Colorida

Recebi pela terceira vez esta semana pedidos para me unir aos esforços para combater o regime “misógino” do Irã.

“Os EUA, a União Europeia, o Reino Unido e o Canadá impuseram sanções a algumas instituições e líderes iranianos em decorrência das violações aos direitos humanos, mas muito ainda precisa ser feito!”

Essa propaganda chegou ao meu e-mail, enviada por estes grupos de “defesa” das populações oprimidas. Usa o mesmo artifício retórico das sanções contra a China por sua política que ataca os Uigur, tentando mostrar que o governo chinês – diferentemente do que ocorre no ocidente – é composto por bandidos que não respeitam os direitos humanos. Quando vamos pesquisar com cuidado e atenção, percebemos que as acusações são falsas ou criminosamente retiradas do contexto.

Mais uma vez o que se vê o identitarismo sendo usado para a desestabilização dos países não alinhados e rebeldes. É apenas asqueroso ver o uso que se faz de causas justas, como a defesa das mulheres, dos negros e dos gays, para angariar a simpatia de muitos ao redor do mundo, quando sabemos que o real objetivo é atacar os países que ousam enfrentar a crueldade do Império Americano.

Será tão difícil assim perceber que estes são movimentos coordenados para atacar o Irã – um país anti imperialista – para iniciar uma nova “Revolução Colorida”, uma “Primavera em Teerã”, cujo único objetivo é desestabilizar o governo local? Basta uma pesquisa rápida para entender que as mulheres estão sendo (mais uma vez) usadas para levar adiante um ataque do Império às nações “desobedientes”. Por que não iniciamos sanções aos Estados Unidos, onde 220 mil mulheres estão presas, numa população carcerária de mais de 2.3 milhões de prisioneiros, mais de 50% não brancos, em uma população onde eles são minoritários? Por que não iniciamos campanhas para punir os Estados Unidos pelo estímulo à guerra fratricida entre Rússia e Ucrânia? Por que não culpabilizamos o imperialismo do Otanistão pela crise dos imigrantes, pela Guerra na Síria, pela destruição da Líbia, pelos massacres sionistas em Gaza?

Por que escolhemos exatamente o Irã, e por que agora? Sim, no exato momento em que este país formaliza o desejo de se juntar aos BRICS para se juntar aos países já alinhados e formar um enorme bloco de oposição ao Imperialismo, os ataques ao país se tornam mais intensos, sempre baseados em questões morais, como a “defesa das mulheres”. Aqueles que se juntam a estes protestos são os mesmos que choravam com a vitória do Talibã em solidariedade às mulheres e meninas daquele país, sem se aperceber que muito pior é a dominação imperialista no país e suas inúmeras acusações de execuções, prostituição e a rede de pedofilia que foi liderada (ou tolerada) pelos americanos no país.

Por pior que seja o Talibã, nada pode ser pior que o domínio de uma potência cruel e destruidora como o Império Americano. Se nos Estados Unidos quase 20 mil mulheres das Forças Armadas americanas foram abusadas sexualmente por seus colegas apenas no ano de 2010, o que dirá das mulheres e suas filhas que vivem nos países brutalmente ocupados pelo exército americano invasor? Vamos cair de novo nessa armadilha montada para destruir o sonho de um mundo multipolar?

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Reis do Povo

Pelé e Lula na Comemoração do cinquentenário do primeiro mundial (1958)

Já é possível sentir o bater de asas dos abutres esperando o Pelé morrer para despejar seu racismo em forma de críticas morais ao Rei do Futebol. Não é fácil para o Brasil Branco exaltar um Rei Negro. Nunca o aceitaram, e não será agora. Agora nas redes, e do alto de sua pureza moral, identitários estão postando críticas à vida privada de Pelé, numa tentativa de destruir a imagem do maior ídolo do esporte mais importante do planeta.

Sempre que eu escuto a narrativa da filha é nítido que aqueles que a contam não conhecem a história toda e estão fazendo críticas baseadas em meias verdades, mentiras e fofocas. Poucos se dão ao trabalho de escutar os dois lados do enredo. Mas antes desse episódio Pelé já era atacado por “não ajudar Garrincha” – sendo desmentido por Elza Soares – ou de “não ter ido ao seu enterro“, como se cuidar do craque das pernas tortas (que jamais foi seu amigo) fosse sua obrigação. Sempre existiu uma enorme patrulha sobre quaisquer atos de Pelé, como se o fato de ser negro e famoso lhe conferisse uma dívida com os brancos que permitiram a sua notoriedade.

Quando Pelé dedicou o milésimo gol às crianças, naquele jogo emblemático no Maracanã contra o Vasco, foi porque não passava de um ingênuo que estava fazendo demagogia. Quando levou o nome do Brasil para todo o mundo, sendo eleito o maior atleta do século XX e patrimônio da humanidade, o fez apenas por dinheiro. Se foi o maior jogador do mundo é apenas porque “naquele tempo era mais fácil”, mesmo que as agruras do futebol violento a que foi submetido nos anos 60-70 fossem inimagináveis quando comparamos com o que é praticado nos dias de hoje.

Em verdade os ataques a Pelé muito se assemelham às agressões sofridas por Lula desde que este se destacou como líder no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista. Quando Lula ressaltou a importância de dona Marisa na criação do PT em seu velório foi atacado por estar fazendo comício sobre um corpo já sem vida. Se Lula vai a um restaurante caro é um “comunista gourmet”, mas se faz um piquenique com dona Marisa e carrega um cooler de isopor na cabeça é porque não passa de um populista criando um personagem. Quando Lula visitou um apartamento, sem jamais ter a posse do mesmo, foi caçado impiedosamente por uma horda de promotores fanáticos e um juiz corrupto.

A verdade é que, inobstante o que façam, Pelé e Lula jamais serão aceitos pela burguesia deste país exatamente por serem quem são: representantes das camadas populares, do povo pobre, dos descamisados, dos negros, dos operários, dos mulatos, nordestinos e retirantes. Ídolos dos torcedores cuja alegria máxima é o gol e heróis para os pobres que sonham com uma vida digna para sua família. Não há perdão para os ídolos que, emergindo das camadas inferiores da sociedade, tornam-se ícones planetários por suas habilidades, seja no esporte ou na política.

Não terei pena daqueles que resolverem tripudiar sobre o corpo frágil do Rei do Futebol, o atleta máximo do século XX, o maior gênio que o esporte já criou neste planeta. Eu me impressiono muito com o esforço imenso que algumas pessoas fazem para odiar Pelé. Pois eu digo: odeiem o Chico Buarque também. Apesar de ser branco, se procurarem bem vão achar alguma razão para ele ser cancelado. Vamos, sei que imaginação não lhes falta.

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