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Lula

O que me causa espanto (não deveria) é que a tropa de choque defendendo Guedes é mesma turma que chamava Lula de “ladrão” sem JAMAIS mostrar um fato, uma prova, os carros importados, as mansões suntuosas, uma loja de chocolate, uma rachadinha, uma conta no exterior, joias, contas milionárias, apartamento em Paris – na Avenue Foche, uma mudança no padrão de vida, família rica, promissórias e imóveis. Nunca fotografaram Lula ostentando qualquer aparência externa de riqueza.

O mistério do “ladrão” que rouba, mas só por diversão, porque JAMAIS gastou um tostão para si ou sua família…

Continuaram chamando Lula de ladrão sem provar nenhum roubo mesmo depois que se descobriu a corrupção de Moro e Dalanhol COM PROVAS materiais, gravações, áudios, a comprovação do grampo de advogados, escuta criminosa da presidente e tortura sistemática de delatores. E muita coisa existe ainda a revelar nos “processos de mentira” contra tanta gente.

Mas quando Guedes é pego com milhões fora do Brasil em paraísos fiscais a mesma turma passa pano, diz que é “legal” e se nega a reconhecer a imoralidade de ter essas contas no exterior e LUCRAR com o empobrecimento do Brasil.

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Academias

Nunca me interessei pela vida acadêmica apesar do profundo respeito que tenho por esta forma de produção de conhecimento e pela disputa de ideias que se estimula no ambiente universitário. Entretanto, sempre considerei curiosa a maneira como algumas pessoas deste mundo defendem a forma como “deveriam” ser chamadas. Hoje em dia quando chamam um médico (ou um advogado) de “doutor” (pela tradição) isso passa a ser visto como uma contravenção. “Como ousam usar este nome que só a nós pertence?”

Parece justo, mas funciona muito mais como sintoma do que como um reconhecimento honorífico. Os títulos falam de um processo de formação, mas não garantem a qualidade de uma assertiva. Galilei Galilei abandonou os estudos de medicina para dar aulas. Descartes formou-se em Direito e nunca exerceu a advocacia – seus trabalhos mais brilhantes os fez enquanto militar, Entre 1619 e 1620, em uma cidade próxima de Ulm ou Neuberg, no Danúbio, é onde provavelmente teve a intuição da Geometria Analítica e de um novo método para a organização de uma filosofia. Nietzsche publicou suas principais obras após abandonar a universidade. Charles Darwin também desistiu da medicina e, como Nietzsche, desejava seguir a carreira eclesiástica. Assim como Freud e os demais, nunca se interessou pela vida Acadêmica.

Digo isso apenas para afirmar que a exaltação exagerada dessas conquistas acadêmicas – apesar de valorosas e significativas – por vezes escondem uma autoestima frágil. Quando os valores de uma proposta se estabelecem mais na forma e menos no conteúdo isso significa que há falhas evidentes neste, o que explica a inflação daquela.

“Ninguém é rico pelas vestes que usa nem pobre pelos farrapos que põe sobre o corpo. A riqueza e a pobreza estão na honestidade com a qual se cobrem e no egoísmo do qual se despem”. (Isófanes de Pérgamo)

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“So I’m going to go on record of having both not liked the title “dr” and not having used it for years.

Its a degree. No one calls anyone Bachelor Sandy or Masters Emma. Or plumbers of 25 years of experience Plumber John. So why does graduation with any other degree entitle you other than an inappropriate power model? It is not a sign of respect or those other people would also have titles of respect for their calling. Midwives of 35+ yrs of study and practice are not less deserving of respect than ones who graduated this year. And on and on.

Its outdated, archaic, and a holdover from a bygone era.

I didn’t read the OpEd but I’m tired of seeing the “sign of respect” nonsense online.”

Written by Shannon Mitchel

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Gênios

“Essa é a genialidade da Direita: fazer o preto e pobre acreditarem que o inimigo é outro preto, outro pobre, para que a gente não perceba que 1% dos brasileiros concentra 28% de toda a riqueza que o país produz. Atacamos nossos iguais, artificialmente colocados como distintos, para que os mesmos continuem lucrando com nossa miséria. Matamos uns aos outros para que a verdade permaneça escondida.”

Andrade Moraes, “Correio de Itapirubá”, coluna de política, pag. 135

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Forbes

Mas… o que significa ser “bem-sucedida”? Ser rica e merecer estar no Panteão da Forbes significa sucesso? É assim que se mede o valor de um ser humano? O dinheiro continua sendo nossa medida?

Os homens que mudaram a história do mundo não estiveram na capa dessa revista. Quanto à Emma Watson, não sei se deveria estar na Playboy, mas certamente não na Forbes. Talvez seria melhor não ser de nenhuma delas. A capa da Forbes está cheia de capitalistas escrotos que estão se lixando para o planeta. Exploradores do trabalho, insensíveis e dinheiristas. Mulheres fariam melhor traçando um caminho diverso do caminho errado que os homens percorreram. Ou então… qual a vantagem trocar um capitalista destruidor do planeta por uma mulher que comete os mesmos erros?

Se o futuro é para ser feminino, que se afaste dos erros que o masculino cometeu.

“A revolução será feminina ou não será”. Posso ser criticado por acreditar no que as próprias mulheres disseram?

Para quem ama o capitalismo e a miséria que ele dissemina a imagem de mulheres milionárias na capa de uma revista de magnatas estará absolutamente certa e coerente. Entretanto, estarão errados e frustrados todos os que creditaram que as mulheres – representantes do feminino – teriam algo de novo a apresentar. Não… o que está capa propõe é a continuidade da miséria, da iniquidade, da concentração de riqueza, da destruição da natureza, da segregação social, das castas estanques e do egoísmo que a Forbes representa. Nesse contexto, colocar uma mulher na Forbes é garantir o direito a uma mulher de pilotar o avião que está caindo.

Repetindo: “A revolução será feminina ou não será”, não era essa a tese? Margareth Thatcher representou um avanço nas propostas de renovação do planeta? Ou ela apenas colocou saias num projeto neoliberal que os homens – como Reagan e Pinochet – levavam adiante?

Minha tese é simples: se o feminino representa o “novo” no cenário do planeta, então deveria fugir dos velhos modelos masculinos de poder, afastar-se da expressão fálica de opressão e construir algo realmente transformador. Colocar mulheres na capa da Forbes significa a “troca das moscas”, mais charmosas e delicadas – por certo – mas circulando sobre a mesma merda de iniquidade, violência, opressão e exploração que foi a face no nosso planeta nos últimos milênios.

* a foto é da atriz Emma Watson, de “Harry Potter”… ela não deveria ser capa da Forbes.

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Pobreza

Não é pobre quem pouco tem, mas quem muito deseja“. Durante toda a minha vida fui atropelado por essa verdade escrita por Lucius Annaeus Sêneca, há 2000 mil anos. Muitas vezes testemunhei que a pobreza estava diretamente ligada ao querer, muito mais do que ao possuir. “Quem se dá bem na pobreza é sem dúvida o verdadeiro rico“, já nos ensinava o nobre escritor

Nosso sofrimento pelo escassez de recursos se dá pela multiplicidade dos nossos desejos que são, por definição, infinitos. Não há limite para o quanto desejamos, e o quanto de sofrimento esta falta irá nos atormentar. Por saber da qualidade relativa da escassez, eu brincava com meus filhos pequenos perguntando a eles “quem é mais rico, eu o o Silvio Santos?”. Eles achavam engraçada a pergunta mas eu explicava que a pergunta fazia sentido se a gente soubesse os desejos de um e de outro.

Por certo que falava dos desejos, e não das necessidades. Estas são aquelas não nos propiciam condições de viver: comida, abrigo, afeto, roupa. O resto é desejo.

Para evitar tanta força de não ter a regra seria desapegar-se e se afastar do aprisionamento inexorável dos desejos, como Gandhi e sua caneta, seus óculos, sua túnica e sua roca de fiar. Para o mestre, nada mais o encantava e prendia e acreditava que somente assim despossuído poderia ser livre.

Lembrei disso no dia que consertei meu carro velho com quase 20 anos de uso que se encontrava guardado na garagem há mais de ano, acometido por vários defeitos. Bateria, rodas, radiador e ar condicionado tiveram de ser trocados ou ajustados. Na primeira vez que saí de casa para a Comuna com meu carrinho velho “recauchutado no limite” percebi que meu orgulho era exclusivo de minha condição. Silvio Santos e Bill Gates estavam proibidos dessa emoção específica. Seu orgulho e satisfação eram reservados a outras coisas, mais caras e abrangentes, mas não a esta. Todavia, quem há de dizer que existem felicidades superiores e mais nobres? Essas só podem ser medidas pela régua do sujeito.

Meu neto Oliver me disse “Quero sair com o carro ‘novo’ do vovô.” Se o velho carro assim lhe parece, porque haveria eu de discordar?

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