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As Histórias

Estive lendo o artigo de uma amiga (ainda não publicado) sobre as diversas formas de ensino da atenção ao parto, em especial no que diz respeito às parteiras tradicionais (TBA), cujo formato de aprendizado direto é substancialmente diferente do ensino formal que se obtém nas universidades.

O artigo demonstrava a importância dos “relatos de histórias” na construção – e disseminação – do conhecimento das parteiras. Para elas, qualquer explicação relativa à um determinado procedimento estava necessariamente atrelada a uma narrativa, vívida e pessoal, de como cada uma das múltiplas situações havia sido resolvida. Para estas parteiras (de ascendência Maya) não havia como descrever um caso clínico hipotético; era necessário buscar os fatos na memória pessoal e coletiva que envolvesse situações reais, com exemplos reais; mulheres e bebês de verdade.

Esta informação me fez pensar que em vários aspectos o parto é um aprendizado absolutanente particular. Diferente de matérias como química, física, matemática e até geografia, o nascimento possui uma complexidade de elementos que só podem ser entendidos – e relatados – com máxima precisão se estiverem anexados a uma história real, com gente de verdade, com todas as circunstâncias, contextos, emoções, ideias, perspectivas e vivências pregressas.

Aqui ficou para mim um grande aprendizado. As escolas de medicina organizam seminários inteiros sobre partos pélvicos, hipertensões, distócias, diabetes e todo tipo de patologia, mas os sujeitos por trás destas enfermidades, via de regra, são invisíveis ou inexistentes. Falamos de abstrações – as doenças – sem levar em consideração que elas só podem existir no corpo doente. Mas…. que corpo é este que se desequilibrou? Por qual razão? Com qual objetivo? Em que contextos?

Uma apresentação pélvica nunca terá a mesma história em duas gestantes distintas. Assim também será também o tratamento oferecido a elas. Enquanto uma pode aceitar o parto pela via natural, a outra se congela e trava de medo. Uma “se abre” enquanto a outra “se fecha”. Como poderíamos oferecer um protocolo de atenção a ambas, que conpartilham o mesmo quadro, sem considerar a diversidade absoluta entre estas duas pacientes, suas vidas e seu passado?

As histórias – ahhh, quantas histórias – oferecem a oportunidade fantástica de conhecer as patologias em sua subjetividade, seu contexto e sua dinâmica única. Não se trata mais da natureza da doença ou do desequilíbrio, mas o respeito à subjetividade e à construção pessoal de cada quadro único de desequilíbrio que transborda das narrativas obstétricas. Com isso humanizamos a doença, dando-lhe sentido e propósito.

A sabedoria milenar das parteiras pode nos ensinar um aspecto fundamental do entendimento das gestantes: o caráter especial de cada gravidez que só pode ser plenamente compreendido se, por trás de cada enfermidade ou transtorno, conseguirmos visualizar a vida em sua intensidade única.

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Bons e maus

Li agora:

“Dinheiro não corrompe ninguém; só melhora quem é bom e piora quem é ruim”

Eu discordo. Na verdade quando você diz “piora quem é ruim”, eu pergunto: como você sabe quando um sujeito sem poder algum é “ruim”. Como saber das virtudes quem nunca as colocou a prova? Por nunca ter feito nada de mau? A ausência de más atitudes definiria, assim, o cidadão justo e correto?

Ora… então paraplégicos são pessoas boas e corretas, visto que nunca se encontra um assaltando bancos, roubando velhinhas ou matando gente. Claro… sabemos que não o fazem porque não PODEM, e não porque sua limitação lhes ofereceu alguma virtude. Portanto, a simples ausência do MAL não implica na presença do bem.

O mesmo podemos dizem do “bom sujeito” – também conhecido como cidadão de bem – que nunca participou de atrocidades apenas pela própria incapacidade de cometê-las. Todavia, o “bom” sujeito, uma vez de posse dos recursos, como o dinheiro, fama ou posses, se tornará aquilo que sempre foi mas não tinha como manifestar: um humano cheio de falhas e fragilidades morais exposto às tentações, que o fazem parecer egoísta e avarento e pleno de mazelas no seu comportamento. O que poderia ser visto como um sujeito “corrompido” nada mais é do que alguém liberto de seus limites.

Sim… o poder corrompe. Como Tibério, que terminou a vida exercendo todas as perversões que seu poder ilimitado permitia. Dinheiro é poder e ele faz nossas máscaras caírem. Por isso mesmo é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino do Céu. A tentação do poder ilimitado só a conhece quem já passou por ele.

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Índigos e Cristais

A ideia de uma leva de crianças especiais, chamadas de “indigo” e depois de “cristal” veio no pacote místico da Nova Era, que nos trouxe Enya, comida vegana, incenso e até parto humanizado. Se é verdade – ou não – eu acho difícil de provar. Não há elementos fáticos a nos oferecer qualquer indício, quanto menos garantias, de que estas crianças que agora nos chegam tenham qualquer vantagem emocional, espiritual, afetiva ou intelectual sobre as gerações que as antecederam.

Eu, em verdade, sou até mais propenso a acreditar que a vida pós-moderna cosmopolita nos ofereceu crianças e adolescentes mais toscos e ignorantes do que outrora. Jared Diamond falava disso em “Armas, Germes e Aço” e creio ser uma ideia bastante sedutora. Aconteceu com o cães – cuja proximidade com os humanos os deixou mais burros – por que não ocorreria conosco?

Nesse sentido apenas lembro que minha geração inteira escutou Genesis, Chico, Caetano, Bob Dylan enquanto hoje os jovens escutam sertanejo machista. A arte popular se tornou refém do mau gosto capitalista. Mas, para além disso, a alimentação, os brinquedos, o medo parental (pais mais velhos) e o meio ambiente não são propícios ao desenvolvimento de criatividade, liderança e desafio. Criamos uma geração de tolos, mimados, frágeis, medrosos e super protegidos. Uma geração “show flake”, tediosa e superficial. Certo, mas esta é apenas a minha sensação, sem evidências claras. Não posso provar isso, mas é uma sensação legítima e compartilhada por muitos

Entretanto, existe uma outra questão sobre a exaltação de “castas” infantis: as expectativas criadas sobre suas pretensas virtudes e a sensação de exclusão por parte das crianças sobre as quais não recai esse rótulo.

Essa é uma preocupação que TODO pai e mãe de celebridade tem: ao reconhecer o filho de “deu certo” corre o risco de desmerecer os outros filhos menos aquinhoados pelo talento. O peso negativo para estes pode ser maior do que os benefícios para quem foi bafejado pela “sorte”.

Preferi tratar meus filhos sempre como crianças absolutamente normais, iguais a todas as outras, sem vantagens especiais. Na verdade, um espelho do que julgo de mim mesmo. Com os meus netos não me afasto um centímetro dessa ideia. Gente normal; inteligentes, criativos, corajosos e curiosos como todas as crianças. Não acho justo estragá-los considerando que pertençam a uma categoria especial. Que Deus os livre disso.

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Como estás?

Hei de estar na alvorada; quando for chamado lá eu hei de estar.

Assim cantavam os “Arautos de Rei”, conjunto gospel que eu ouvia em casa quando pequeno. Eles eram a versão dos “King’s Heralds” americanos e suas músicas formam o playlist da minha infância. Talvez por isso eu me lembre tanto das letras. Outra, ainda mais significativa, era assim:

Se a morte vier hoje te buscar, como estás (como estás) com teu Deus?

Não parei de pensar nessa pergunta durante meio século. Para mim sempre houve esta urgência. Se a morte vier me buscar hoje à tarde, o que terei a dizer nos portais celestiais?

Vejo Pedro em seu trono, balançando as chaves na minha frente. “O que você fez dessa oportunidade incrível de habitar um corpo, sentir suas dores, amar, sofrer, buscar, fugir, temer, gozar, mentir, chorar? O que deixa como semente? Uma palavra, uma idéia, filhos, livros, jardins?”

Se a morte vier hoje me buscar vou pedir desculpas por tudo que deixei de fazer por medo ou vaidade. Os beijos não dados, as palavras engolidas, a piada genial cujo timing passou, o abraço que não rolou. Tanta coisa deixada para trás por não me dar conta do tempo curto dessa aventura de vida.

Ahhhh… os bebês nascendo. Essa é a memória que ficará para sempre.

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Cultos

Preso no hotel fico estarrecido com os programas religiosos na Internet. Existem dezenas de canais evangélicos na TV com cultos dos mais variados. Não sabia dessa abundância. Este que eu estava assistindo chama-se “Milagres na TV” e se baseia em curas. O que me chama a atenção é a estética do programa. A foto abaixo parece ter sido tirada em uma sinagoga; os homens usam quipá e as mulheres mantos brancos. As músicas falam de “destruir o inimigo; não restará nenhum de pé”.

As ligações telefônicas ao bispo contém pedidos de melhora financeira e “ânimo” para conseguir um emprego. As palavras do bispo são: “se você está de pé seu inimigo deve estar no chão. No mundo espiritual é que lutamos pela vida espiritual e financeira e pelos nossos sonhos de consumo”. Claro, isso os coloca como “gate keepers”, aqueles que podem (ou não) abrir as portas para essas “felicidades”.

Os pastores são incríveis, num perfeito sincretismo religioso bem brasileiro. Um deles falou “somos ensinados sobre a tricotomia corpo, alma e espírito”. Sim, “tricotomia”. Depois fala que a alma também é chamada “perispírito”, um termo que não aparece na Bíblia, mas foi retirada do discurso espiritualista.

Todo o discurso é baseado na guerra, nos exércitos de Deus na luta contra o diabo. Diz ele que quem não entende isso nunca estudou “angeologia”, ou o “estudo dos anjos”. Quase não se fala em Jesus, tudo é sobre Deus e o velho testamento. A “boa nova” é abolida para tirar a poeira do velho testamento. A metáfora mais usada é David e Golias. Ahhh, dízimistas (que pagam dízimo à igreja) tem favores especiais de Deus, mesmo que Ele nos ame de forma igual. Sei…

Até bandeira de Israel tem…

É o que se poderia chamar de “desmoralização da religião”: uma religião sem “moral”; pragmática (emprego, dinheiro, casamento, álcool, drogas) e assentada sobre valores outros que não os morais e espirituais, refutando a busca da elevação através da reforma íntima.

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Sensualidade

Fotografia da atriz Sheron Menezzes

É impressionante como essa foto pode ser perturbadora, mas enganam-se aqueles que pensam que os homens são os mais afetados. Basta que alguém diga que ela é “plena de sensualidade” para que os alertas imediatamente disparem…

Aqui vemos o grande tabu da amamentação vindo novamente à tona: nossa negativa em expandir o conceito de sexualidade para que desta forma possa ser contido dentro estreita caixa da moral cristã. Alguns rechaçaram de imediato; outros chamaram de “divino”, para contrapor àquilo que chamamos de “mundano”. Palavras como “amamentação”, “sensualidade” e “prazer” não podem caber em uma mesma frase.

PS: Acabei recebendo uma enxurrada de ataques no meu texto no Facebook, em especial vindo de jovens meninas feministas. Apaguei todas as ofensas pessoais e bloqueei sem nenhum constrangimento todo mundo que usou de escárnio, deboche, ofensas pessoais e agressões. Não precisam concordar, mas exijo respeito. Não sou candidato a nada e não preciso me ocupar em educar gente agressiva.

Todavia, ainda acho chocante o nível dos argumentos oferecidos e o preconceito que elas carregam contra a própria sexualidade. O texto é essencialmente um chamado à consciência de todos sobre a sacralidade da amamentação e a evidente conexão entre os diversos aspectos da vida da mulher e sua sexualidade abrangente. O preconceito com “sexo” é inacreditável. Algumas gritavam: “O que? Um homem sexualizando a amamentação?” como se sexualizar tivesse o sentido de “sujar”, “macular” ou “profanar”. Outras diziam que “o seio foi feito só para alimentar“. A redução do corpo a um ente biológico é algo absolutamente chocante. Damares fazendo escola…

Há poucos dias eu conversava sobre o tema – e o texto – com uma psicanalista e comentava sobre a banalidade dos conceitos que eu trouxe à discussão, quectão somente falavam da ligação entre amamentação e prazer. Ela se mostrou surpresa com a reação das meninas, dizendo que desde a revolução freudiana do início do século XX ficou mais do que evidente a correlação entre amamentação e sexualidade e que isso já havia vertido dos textos clássicos para o conhecimento popular. Como podia esse tema causar discórdia e polêmica?

Pois eu não me surpreendi; infelizmente, não. Os xingamentos – como sempre – falam muito mais dos dramas e traumas do agressor do que os supostos erros que acusam. Apareceu muito ódio e muito ressentimento, mas acima de tudo uma visão moralista e pervertida do que seja a sexualidade feminina. Um pequeno exército de Damares atacando alguém que ousou dizer que a amamentação faz parte do infinito – e sagrado – arsenal erótico da vida de uma mulher.

Se foi difícil explicar – há mais de 15 anos – que o parto podia ser algo prazeroso, por que seria diferente com a amamentação?

Pela primeira vez senti o mesmo que Freud explicando a histeria e (pior ainda) a sexualidade das crianças diante da comunidade médica obtusa e preconceituosa de Viena há pouco mais de 100 anos.

Não mudamos muito…

Muitas vezes a “balbúrdia” de nossos pensamentos e percepções do mundo nos deixam chamuscados mas servem para aclarar ideias e sacudir a mesmice dos nossos (pré)conceitos. Depois dos ataques que recebi por falar da sexualidade imanente da amamentação (a maior parte vinda de pessoas muito jovens, estudantes brancas de classe médiia) me chamando de “velho”, “machista”, “escroto”, “pervertido”, várias pessoas vieram elogiar o texto inbox, o que me deixou aliviado por saber que algum eco podia ser escutado na imensidão cibernética. Isso por si só – elogios escondidos – mostra que os ataques não eram só ao texto e seus conceitos desafiadores, mas o conhecido rechaço à ideia de um homem falar sobre sexualidade e amamentação.

Porém, um dos recados privados eu acho que seria interessante para compartilhar. Creio que este tipo de evidência deixaria as “certezas pétreas” dessas pessoas bastante cambaleantes. Minha amiga virtual apenas pediu para não revelar seu nome.

Aqui vai seu relato:

“Querido Ric, não pude me furtar de vir aqui falar da minha experiência com relação ao aleitamento materno e a temáica do prazer, que você trouxe tão objetivamente e tão bem ilustrada, mas que só serviu para mostrar o recalque generalizado que as mulheres carregam sobre o tema (pelo menos até onde vi). Tive uma experiência de ambivalência por demais poderosa com o aleitamento materno porque, ao mesmo tempo que incomodava, eu tinha uma sensibilidade que irritava os mamilos. Incomodava tanto o toque, quanto o contato com o bebê, mas ao mesmo tempo, eu precisava relaxar.

Pois, quando tudo estava ok…..orgasmos imensos não pediam licença, apenas aconteciam. O susto no começo e depois a entrega; afinal, fazer o que? Tinha que dar de mamar. Cheguei a conversar com meu companheiro que entendeu – ou não – mas respeitou e… vida que segue. Quando tenho oportunidade digo que o aleitamento materno também faz parte da vida sexual e orgasmo é uma coisa esperada na vida sexual das mulheres…. ou não é?

Então, quem não tem… fazer o que, não é? Beijos por sua coragem, e se eu fui de alguma serventia pode divulgar meu depoimento apenas não cite meu nome por favor, mas pode contar o milagre. Afinal, estes milagres acontecem todos os dias, como diria a minha mestra. Abraços para a turma daí, Zeza, Zezé, etc…”

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Auto perdão

Acho a autoindulgência um dos nossos mais primitivos e importantes mecanismos de defesa. Durante 40 anos escutei pacientes contanto suas histórias e não me lembro de nenhum caso em que alguém se descreveu como egoísta, arrogante, malévolo ou perverso. Essa é uma característica muito humana: nossos defeitos são sempre contextualizados, domesticados, justificáveis e compreensíveis. Por isso mesmo a estratégia da captura do sintoma nunca é esperar que a crueza dessas características apareça no discurso do sujeito que se desnuda, mas aguardar que estas se expressem de forma espelhar.

Somos, via de regra, o que acusamos nos outros.

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O Corpo da Mulher

O Corpo da Mulher, por Dráuzio Varella

“Mas, é na gravidez que fica demonstrada a superioridade fisiológica do organismo feminino. Produzem apenas um óvulo, enquanto nos obrigam a ejacular 300 milhões de espermatozoides, para que se deem ao luxo de escolher o mais apto.”


Desculpem, não consigo ver nada de positivo vindo desse sujeito, e não é de agora. Falar que o organismo feminino é “superior” ao masculino é uma profunda tolice. Em verdade, dizer que um gênero (ou uma etnia) é superior ao outro tem o mesmo sentido de discriminação que tanto combatemos. Isso é sexista, mesmo que pareça beneficiar o gênero que em nossa sociedade é vítima de tantas violências. Dizer que o organismo das mulheres é “superior” ao corpo dos homens significa o mesmo que dizer que o corpo do leão é superior ao da leoa por ser “maior”, ou que o do elefante é superior pelas portentosas presas de marfim que ostenta.

Isso é absurdo, e a luta pelo respeito às mulheres e sua fisiologia não pode usar este tipo de argumento – que mais tarde pode cobrar caro ao exigir coerência. Não existe “superioridade”, mas complementaridade no que se refere aos gêneros. Para enaltecer a fisiologia feminina não é necessário comparar com o organismo masculino e desmerecê-lo. Bastam cinco minutos de estudo sobre a fisiologia da espermatogênese e os efeitos da testosterona para ver a maravilha do corpo masculino, tão perfeito quanto o feminino.

Ninguém se torna mais rico chamando de pobres os que o cercam. As maravilhas do corpo feminino não se tornam mais fulgurantes depreciando as características físicas e psíquicas dos corpos e mentes masculinos.

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Pornografia consumista

Existem várias pornografias infantis no YouTube. Essa alertada pelo Felipe Neto é apenas a mais nojenta e explicita, mas é a ponta do iceberg da exploração infantil midiática. Para além disso existe a “pornografia do consumo” feita pelos “unboxers” milionários de vários países, que são crianças pagas para fazer propaganda de produtos, brinquedos, aparelhos e roupas. Pela perspectiva de muitos estudiosos o estímulo ao consumo por crianças é tão danoso em longo prazo quanto o estimulo à pedofilia. Se pensamos em coibir a exposição de crianças devemos fazer em todos os níveis, inclusive nos abusos do consumo.

Para mim a regra é simples: sem crianças no YouTube. Sem crianças em desfiles de moda, sem publicidade infantil, nada de propaganda de bolachinha recheada, sem estímulo ao consumo de brinquedos, sem crianças fazendo gracinhas, sem roupinhas da moda para criancas, sem biquínis infantis etc. Esse não é um lugar para a infância.

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Ocasio Sanders

Não quero ser estraga prazeres (ou empata ph*da) mas o entusiasmo que boa parcela da esquerda internacional tem com Bernie Sanders e Alexandria Ocasio-Cortez tem o mesmo aroma de esperança frustrada que o mundo civilizado tinha com Obama. Este, ao fim e ao cabo, sempre se comportou como um Darth (in)Vader para tantos países, levando morte e miséria para milhões por onde o império derrama seu sal. Obama apenas confirmou o papel secundário dos mandatários americanos diante do poder do “deep state“: forças armadas e Wall Street. O apoio ao golpe americano na Venezuela soterrou minhas esperanças em Bernie e a postura de “Estrela da esquerda cirandeira” de Alexandria me faz perder o entusiasmo. Tomara que eu esteja errado

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