Arquivo da categoria: Citações

Products

Both candidates are the worst products of a decadent capitalist Empire. But, obviously, Trump is a bigot psychopath whose entire life is dedicated to selfishness and lies. In my perspective none of them will be able to stop the inevitable fall of the American genocidal domination of the world. Hope I am right and we will be able to witness the birth of a new socialist society around the globe (yeah, it’s a globe).

Martha Remington, News for Today, 10.23.2020

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Jesus

Cada um constrói Jesus de acordo com suas fantasias. Não há nenhuma forma de descrevê-lo de forma minuciosa sem se basear em pura imaginação. Recorrer à Bíblia é um enorme risco, na medida em que são relatos imprecisos de fatos descritos até um século depois de terem ocorrido.

Aliás, ao meu ver Jesus era precisamente isso: um “judeu falando de judaísmo para outros judeus”. Era um dos muitos (centenas) de Messias que vagaram pela Judeia pregando a libertação do povo judeus do imperialismo romano. Ele jamais falou, durante toda a sua curta pregação, para não-judeus; seu universo sempre foi o espaço entre o mar Mediterrâneo e o Rio Jordão. Jesus era essencialmente um reformista da religião judaica e um agitador político ligado aos Zelotas. A ideia de que era um “enviado”, um “Espírito de luz”, “o filho de Deus”, o “próprio Deus encarnado” ou um ser responsável pela “governança do planeta” mistura “wishful thinking” com delírios etnocêntricos, colonialismo europeu (pois foi lá que o cristianismo em todas as suas vertentes floresceu) e o puritanismo. A concepção virginal e o celibato crístico falam muito dessa visão pecaminosa e religiosa sobre a sexualidade.

Seu projeto político, como se sabe, foi um fracasso retumbante, pois que o Messias seria aquele que cumprisse a profecia de libertação do povo oprimido da Palestina – o que só ocorreu 70 anos depois e por pouco tempo. Não só ele, como centenas de outros “Messias” tiveram o mesmo fim. Todavia, tudo o que se diz sobre a vida mundana de Jesus é criação posterior à sua morte, e não há como saber o que realmente ocorreu. Assim, se Jesus era um judeu comum, com propostas revolucionárias, agindo politicamente na Palestina para a libertação do seu povo, o Cristo é uma criação humana do inconsciente coletivo diante das demandas sociais e políticas do seu tempo. O Cristo foi, assim, moldado diante de nossas vontades e fantasias, guardando pouca – ou quase nenhuma – relação com o jovem judeu que caminhou pela Galileia.

Adam B. Wellington, “Steps on the Sands of Palestine”, ed. Barack, pág. 135 (tradução pessoal)

Adam Burke Wellington é um paleontólogo da Universidade de Hamilton, com mestrado em estudos bíblicos que escreveu vários livros sobre a vida do “Jesus histórico”. Colaborou com a coleção “Avatars” descrevendo o Jesus da Galileia em sua vertente socialista. Seu livro mais conhecido em português é “Sombras do Jordão”, da editora Magiar.

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Amizade

Sobre ser amigo de uma mulher… É Sempre mais fácil percorrer seu caminho em terreno conhecido, mas só as trilhas misteriosas, escuras e ignoradas nos levam a descobertas novas e para lugares diferentes. Agradeço às minhas amizades femininas o prazer e a honra de descobrir, através delas, um mundo tão diferente, mágico, desafiante e rico.

Scott Dempsey, “Betrayed by the Moon”, ed. Jasper Editing, pag. 135

Scott Dempsey é um jornalista canadense, nascido em Winnipeg em 1975. Escreveu algumas biografias de esportistas – como a biografia de Gerald Fitzbaun, esquiador canadense multicampeão – e artigos para jornais esportivos. Escreveu “Betrayed by the Moon” como um relato jornalístico sobre as olimpíadas de inverno de 2014 em Sochi, com enfoque especial para o problema de doping na delegação da Rússia.

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Diploma

Se fosse necessário curso ou aprendizado especial para o exercício da paternidade e da maternidade ainda seríamos um aglomerado de bosquímanos humanoides vagando pela savana africana. Não se constrói a parentalidade por processos cognitivos – mesmo que eles sejam sempre bem vindos – mas por elementos muito mais primitivos e arcaicos como a pulsionalidade afetiva que nos liga à reprodução e à maternagem. Exigir cursos ou diplomas como condição para tornar-se pai ou mãe é acreditar que o amor pelos filhos pode ser aprendido com a leitura de livros e apostilas e – pior ainda – que para ser um bom pai ou mãe é necessário um certificado na parede.

Amalia Sturnberg, “Echoes of Hallibur”, ed. Parnasus, pag. 135

Amalia Sturnberg é uma escritora alemã nascida em Postdam em 1954. Estudou no Estados Unidos com o professor Lovejoy sobre as origens da bipedalidade, em especial no estudos sobre o Ardipithecus ramidus. Lecionou a cadeira de Paleoantropologia na University of Princeton até se aposentar em 2010 por problemas de saúde. Vive em Nova York com seu marido, o conhecido jazzista Das Mingle.

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Fracassos

Há fracassos que são oportunidades maravilhosas de crescimento. Em verdade, é a partir da enorme derrota narcísica do Édipo que é possível ascender à sexualidade madura. Fracassos são, portanto, constitutivos do sujeito. Não há grandes vitórias na vida que não sejam precedidas de rotundas perdas. Olhar para elas de forma negativa é não entender a pedagogia das falhas.

Judith O’Neal, “Time to Measure”, Ed. Parcoulis, pag 135

Judith O´Neal é uma escritora Irlandesa transexual, nascida na pequena cidade de Carrag Na Greine próxima de Galway com o nome de Martin O´Neal. Estudou literatura na Universidade de Galway e desde muito cedo se dedicou à ficção, mas foi na idade adulta que se interessou pelos temas do feminismo, ao mesmo tempo em que tomava a decisão de trocar sua identidade social para Judith (uma homenagem à sua falecida avó Judith, que sempre a apoiou em sua transição). Seus livros falam de dramas cosmopolitas, mulheres solitárias e sofridas, tragédias familiares, capitalismo e desterro. É casada com a artista plástica Sophia Marchette e ambas tem um filho chamado Leonard.

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Momento único

Jassie manteve o olhar fixo no juiz. Seu olhos sequer piscaram. Manteve a cabeça ereta e as mãos espalmadas, uma sobre a outra, na pedra escura da mesa gelada. Ao seu lado Conrad juntava os papéis com sofreguidão. Ajustados os detalhes do divórcio e não haveria mais nada para um advogado fazer. Ou dizer.

– Sim, esse é o meu desejo.

O juiz voltou seu rosto para o lado oposto da mesa de mogno, a qual estava impregnada com décadas de lágrimas e palmas suadas na antiga sala da vara de família e sucessões. Encontrou os olhos de Rick, que ainda fitavam o cabelo dourado de Jassie. O velho Juiz Desmond repetiu a pergunta e recebeu apenas um “sim“, seco e breve. Ato contínuo, entregou os papéis para ambos assinarem e deu por encerrada a sessão. Rick e Jassie saíram da sala ladeado pelos seus advogados, quase juntos. Com passos apressados se aproximaram do elevador, que fica ao lado da velha cafeteria. Os quatros ficaram parados e mudos, olhando para os velhos ladrilhos do piso, até que Rick quebrou o silêncio e voltou-se para Jassie.

– Você poderia tomar um café comigo? Prometo ser breve.

Jassie, surpresa, olhou reflexamente para Conrad, mas antes que ele dissesse qualquer coisa, respondeu:

– Por certo, Richard.

Rick despediu-se dos advogados e entrou na cafeteria com Jassie. Puxou a cadeira para ela, como sempre fazia, e pediu o cappuccino que tantos anos de convivência haviam lhe ensinado a solicitar. Começou a falar de alguns detalhes da guarda de Peter, a bicicleta, a nova escola, o chalé na montanha, a pensão, o carro, detalhes que já haviam sido tratados pelo advogados. Jassie apenas escutava, sem tirar os olhos do, agora, ex marido.

– Eu acho que também lhe devo desculpas. As coisas meio que fugiram do controle nos últimos tempos. Saiba que eu não…

Jassie interrompeu abruptamente suas palavras, com a mão espalmada a frente.

– Por favor, Rick, hoje não. Já discutimos isso por anos, que foram muito duros para mim. Já entrei e saí dessa casa de tristezas, de rancores e de mágoas. Hoje estou livre. Quero começar uma nova vida, e não vou aceitar que meu ressentimento seja uma prisão da qual não consiga escapar. Hoje não é dia de brigar, mas de agradecer, e só por isso aceitei seu convite para este café. Estou aqui, em verdade, para fechar este ciclo e para lhe dizer da minha gratidão.

Rick escutou um pouco assustado. Não havia sido uma separação fácil. Cada fotografia, cada parede pintada na casa, cada gaveta de tralhas mostrava um fragmento de vidas que cursaram juntas. Também ele juntava os cacos de um projeto que se espatifou, por isso as palavras de Jassie soaram tão estranhas e inesperadas.

– Acho que você não entende, disse ele. Eu apenas queria que…

– Quem não entendeu foi você, interrompeu Jassie. Não preciso mais de suas desculpas. Estas feridas estão se curando. Mas queria agradecer de verdade para você.

– O que está pensando?

– Nada de grandioso, sequer espetacular. Apenas algo que lembrei ontem, quando juntava os papéis do divórcio. São memórias de quando Peter nasceu. Eu lembro da dor, do cansaço, do dia quente de agosto, da banheira que você montou em nossa sala, das cortinas que a tia Betsy nos deu de casamento. Essas imagens são presentes até hoje em minhas lembranças, e gostaria que o aroma do alecrim que circulava por aquela sala ficasse impregnado em minhas narinas até o final dos meus dias.

Jassie respirou fundo, sorriu timidamente e permitiu que uma pequena gota de orvalho viesse a adornar os seus olhos azulados.

– Entretanto, Rick querido, nada foi mais importante e mais impactante em minha vida do quer ver você levantar meu filho – nosso filho – daquela água tinta de sangue e levá-lo aos seus braços, e depois quando disse…

– Seja bem vindo, você é meu filho, completou Rick, enquanto a emoção daquele momento voltou a moldar os contornos de sua face.

– Sim, Rick, naquele momento, naquele fragmento minúsculo de tempo eu fui a mulher mais feliz do mundo, possuída por uma alegria infinita, com a esperança renovada na vida. Olhar meus dois amores lado a lado foi o momento mais pleno de luz de toda a minha existência. Nada superou aquele instante e eu não vou permitir que nossos caminhos divergentes apaguem a lembrança mais bela e cálida que eu guardo de todos estes anos.

Rick se manteve em silêncio enquanto as lágrimas corriam. Jassie tomou seu cappuccino, agradeceu o convite e se levantou. Com passos firmes e a cabeça erguida saiu da cafeteria para trilhar o resto de sua vida.

Jennifer Martin-Ottis, “A dip into nothing” (Um Mergulho no Nada), Ed. Pégasus, pág 135

Jennifer estudou na Pennsylvania University e fez seu debut na literatura com o livro de ensaios e crônicas “Close to the Edge” de 1973, uma referência explícita a um disco do Yes de rock progressivo lançado no ano anterior. Trabalhou durante vários anos como jornalista e crítica literária no Nebraska Herald, até lançar seu primeiro romance em 1980, que se chamou “A Common Day in the Prairie” (Um dia Comum no Campo). “A dip into nothing” foi seu quinto e derradeiro livro, uma coletânea de ensaios, lançado em 1998, um ano antes da sua morte. Ela foi casada por mais de 40 anos com o famoso publicitário Ferris Ottis, e deixou dois filhos, Bartholomeu e Marylin.

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Mentiras

Tenho uma indisfarçável inveja das pessoas que reconhecem em si tantas virtudes. Falam com genuína honestidade sobre suas ações justas, sua força, sua persistência e a nobreza de suas ações. Percebem, em si mesmas, a coragem e a humildade que norteiam seus princípios. Eu, sinceramente, me identifico muito mais com os fracos, os bêbados, os estúpidos e os ignorantes. Percebo em cada uma de minhas atitudes o mais vil dos interesses, mesmo quando travestidos de grandioso despojamento. Consigo enxergar nas minhas ações a fagulha egoística que me motiva, mesmo quando pareço estar oferecendo graciosamente ao mundo um pedaço de minha pretensa sabedoria. Vejo, em tudo o que faço, a sordidez egoística e mesquinha, a volúpia do orgulho insano e a vaidade desmedida.

Tudo em mim é mentira. O que me anima é esse amor gigantesco que tenho por mim mesmo, pelos meus prazeres e gozos. O que me move é o desejo de obter todas as vantagens possíveis, as quais guardo como troféus, preciosidades que se esfarelam a cada vez que as toco. Não seria possível enganar indefinidamente, mesmo com tal pureza de fachada, com tanta sujeira que me sai por cada poro, cada palavra, cada sílaba e cada silêncio cúmplice. Também não culpo a ninguém pela miséria de minhas ações; as porcarias – que são minha carne e que escapam pela minha voz – são todas minhas; são o único valor que carrego e a parte que me cabe levar desta vida.

Andrew D. Manning, “Angel of Mine”, ed. Prado-Bell, pag 135

Andrew Dewey Manning foi poeta, ensaísta, escritor. Nascido em Chalkville, Alabama, em 1937, cursou seus estudos primários em Grayson Valley. Fez apenas os estudos iniciais, tendo sido autodidata. Escreveu 5 livros de poesia e sua grande obra, o romance “Angel of Mine”, onde aborda o racismo do sul dos Estados Unidos na época do Jim Crow. Foi reconhecido como um dos precursores dos movimentos antirracistas. Morreu em 1987 vítima de câncer no fígado. Deixou a mulher Ethel e os filhos Jeremy e Andrew Jr.

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Dia da Morte

Sobre a mesa desarrumada, onde um trapo sujo guardava a memória das migalhas do dia anterior, ele jogou os cotovelos de forma cansada, enquanto olhava o pão cortado à sua frente que esperava sua justa porção de manteiga e uma pouco de mel.

– Eu sei como seria o meu jeito escolhido de morrer, disse Jacob enquanto finalmente colocava na boca uma fatia do pão dormido com a manteiga que Daliah havia deixado sobre a mesa.

– Mal posso esperar para saber, respondeu Hannibal sem desviar o olhar da lareira acesa à frente.

– Diga Jacob, diga-nos como pretende morrer. Quem sabe criamos coragem para lhe ajudar, continuou com seu habitual sarcasmo.

Jacob largou o pedaço de pão sobre a mesa e olhou para o teto do quarto, como se as imagens que descrevia estivessem projetadas sobre o madeirame corroído e sujo de fuligem.

– Eu escreveria um texto contundente e acusatório contra o Rei, cheio de ofensas hepáticas e indignações intestinas. Não pouparia nem sua família imunda das minhas lanças de fogo; sua mulher nojenta, sua mãe estúpida e nem mesmo Estelle, sua concubina. Sairia no breu da madrugada colando meu ódio com cuspe em centenas de postes próximos ao Palácio. Depois, voltaria para cá, tomaria uma taça de Bourbon, colocaria minha melhor roupa, guardaria um canivete no bolso, deitaria nesta cama suja e aguardaria a chegada da guarda real para lutar minha derradeira batalha.

– Que lindo Jacob, que heroico, sorriu Hannibal fazendo um muxoxo debochado..

– Caído no chão, com o corpo cheio de balas, ainda teria tempo para um sorriso. Olharia no rosto do soldado que chegasse primeiro, aquele que daria o tiro de piedade, e diria: “Toma aqui meu escarro de sangue. Sente o cheiro da minha pele queimada. Escuta o chiado do meu pulmão que se esvazia. Olha o sangue que pinta de rubro minha palidez. Aqui está um homem cujo ódio nenhuma bala pode matar. Ele seguirá depois que está carne apodrecer, e vai levar ao inferno aqueles que hoje riem de minha morte.”

Hannibal cortou o último pedaço de fumo e olhou seu amigo por cima do ombro. Ele sabia que a visão de Jacob poderia ser uma fantasia mórbida de glória, mas não estava longe de se tornar um dia verdadeira. Talvez mais próximo do que desejava.

Jules Marie-Vermont, “Le Palais du Haine” (O Palácio do Ódio), ed. Hachete, pág. 135

Jules Marie-Vermont nasceu em Calais, França, em 1947, apenas poucos anos após a vitória aliada na Europa na Segunda Guerra Mundial. Passou sua infância próximo ao mar e junto aos escombros da Batalha de Dunquerque. Suas memórias mais remotas são angústias derivadas do desastre guerra, mas também dos sonhos de reconstrução. Estudou literatura na Universidade Lille Nord, na cidade de Lille. Escreveu basicamente contos, ensaios, crônicas e roteiros para a televisão. É um amante da ópera, em especial da obra de Jules Massenet (de quem dizia ter herdado o prenome) tendo escrito uma biografia do grande mestre francês da ópera. É casado com Dominique e tem dois filhos: Manon e Thais (nomes de óperas famosas de Massenet).

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Fetiche

Acordem desde torpor; romantismo é uma fantasia sexual tão válida quanto bundas, peitos ou pés.

Jeffrey Mallone, personagem de “A Mangled Desire”, de Emett Drurys, pág. 135

Emmet Drurys nasceu em Chattanooga, Tenesse em 1967. É basicamente um escritor autodidata, tendo iniciado sua carreira escrevendo roteiros de humor para a rádio local – 98.1 FM – THE LAKE. WLND-FM. Seus sketchs humorísticos fizeram muito sucesso local e por causa disso foi convidado a fazer parte da grade nacional de grandes emissoras de rádio. Escreveu seu primeiro livro – No Earth Connection – com recortes de suas histórias e piadas e foi um sucesso de vendas. Já em seu primeiro livro de ficção “A Mangled Desire” ele descreve as desventuras de Matt Rifkin, um “loser”, sujeito feio, pobre e sem sorte nenhuma com as mulheres e que tinha um inédito talento como cantor. Todavia, sua falta de atrativos físicos obrigou o produtor Edmond Baxter a criar uma farsa. Seu rosto não podia ser mostrado porque destoava de sua voz e por isso convidou Jeffrey Mallone, um bonitão charmoso, canastrão e sem talento algum para a música, para emprestar seu corpo e seu rosto para a voz espetacular e o talento musical de Matt. As desventuras da farsa criada e a amizade que se criou entre Jeff e Matt nos fazem questionar os valores e as valências que a vida oferece graciosamente, desafiando nossas concepções sobre beleza, riqueza, talento e sucesso.

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Diferentes

A descrição depreciativa que fazemos dos outros é inversamente proporcional à condescendência que reservamos para nossas falhas e defeitos. Isso vale para o Oriente médio, o islã, a Ásia, os LGBT, os homens, as mulheres e para todos a quem ilusoriamente consideramos – em essência – diferentes”.

Martha Chistensen, “Le Second Autre”, ed. Maigret pág. 135

Martha Schneider Christensen é uma blogueira e influencer sueca. Seu blog tem uma imensa popularidade em seu país e nele ela trata de costumes, sexualidade, religião, islamofobia e ateísmo. É engenheira química de formação, mas dedica-se ao “jornalismo das redes sociais” como formadora de opinião desde 2009. É fundadora da ONG “United Against Discrimination” – UAD – que luta pelos direitos LGBT e pela proteção aos habitantes da Faixa de Gaza.

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