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Porto Alegre e o Sionismo

A Câmara Municipal de Porto Alegre instalou uma Comissão Parlamentar Brasil-Israel por iniciativa da vereadora Fernanda Barth.

Trata-se um fato grave na cena atual: uma representação parlamentar de uma capital brasileira cria um grupo de apoio a Israel, no momento em que este país pratica um genocídio cruel e covarde contra o povo palestino em Gaza e na Cisjordânia. Para dar suporte a esta matança, lançam mão das velhas mentiras repetidamente contadas sobre um suposto antissemitismo, um vitimismo interminável e fantasioso que tornaria justas as medidas desumanas e cruéis contra mulheres e crianças em Gaza. Parece que mais de 50 mil mortos, 70% deles mulheres e crianças, e a nova ofensiva covarde contra palestinos abrigados em tendas – que já matou quase 500 pessoas nas últimas 24h – não mobiliza a alma desses parlamentares representantes da extrema-direita da cidade.

Esta iniciativa parlamentar se ocupa de falsear a verdade sobre Israel. Não é mais possível esconder o verdadeiro caráter desse enclave dos interesses europeus no Oriente Médio. A ideologia sionista, racista e colonial, é financiada pelo imperialismo e pelos Estados Unidos desde o evento do Nakba, em 1948, e sua existência se assenta na opressão insistente e sistemática da população nativa da região. Só podemos imaginar que os responsáveis por esta comissão parlamentar ignoram a história ancestral e recente da região, talvez recebendo financiamento das instituições sionistas como o Mossad ou a CONIB, ou quem sabe apoiados financeiramente pelos empresários sionistas da cidade.

Antes de propor uma comissão de apoio ao massacre sionista, estes vereadores deveriam estudar os escritores judeus que escreveram sobre a realidade dos fatos ocorridos na Palestina. Entre os principais críticos do racismo e do Apartheid estão Shlomo Sand, ex-professor em Tel Aviv; Norman Finkelstein, professor em Princeton, Estados Unidos e Ilan Pappé professor na Universidade de Exeter, Reino Unido. Além deles, Max Blumenthal (jornalista do Greyzone), Gideon Levy (jornalista israelense, colunista do Haaretz), Miko Peled (ativista), Noam Chomsky (escritor) e Gabor Matté (médico e especialista em trauma). No Brasil, o jornalista judeu Breno Altman desenvolve um trabalho essencial de conscientização sobre os crimes do sionismo contra a população palestina. São dignas de nota também duas figuras históricas da ciência e da psicanálise, como Albert Einstein e Sigmund Freud que rejeitaram de forma explícita as propostas racistas, supremacistas e sectárias do sionismo nascente, talvez porque anteviam que esta ideologia fascista acabaria produzindo a limpeza étnica, o Apartheid e o genocídio palestino.

Estes intelectuais condenaram com veemência o massacre, os crimes, o genocídio e a limpeza étnica na Palestina, e são todos judeus. Entre eles cito especialmente Miko Peled, que contradiz todas as mentiras sobre as “guerras de defesa” e é um israelense cujo pai foi general (Matti Peled) na guerra de 67. Essa comissão espúria e imoral, que apoia genocidas e opressores, não conseguirá enganar por muito tempo com sua narrativa fraudulenta!!! Ao fim vai sobressair a verdade: os verdadeiros judeus apoiam a Palestina e Sionismo não é judaísmo. Na verdade, o sionismo racista e supremacista trai os principais valores universalistas do judaísmo.

Faz-se necessário um contraditório urgente dos representantes progressistas da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, e que se crie na Câmara uma Comissão de Apoio à Soberania da Palestina.

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Bordel Mediterrâneo

Não lhes parece curioso que o sonho do presidente Trump a respeito da reconstrução de Gaza é a criação de uma cidade artificial, sem vida, plastificada, criada para ser um enorme cassino ao ar livre, com suas praias limpas, restaurantes, casas de jogos, (provavelmente) prostituição, shows de música, festas suntuosas, mulheres extravagantes, muita gente branca ao dado de uma multidão de trabalhadores simples de pele escura? A imaginação logo nos leva a enxergá-la como uma grande “Las Vegas Oriental” às margens do mar, com luxo, sofisticação e com algumas pinceladas das extravagâncias de Dubai.

Não acredito que essa fantasia seja uma coincidência, até porque esse é a imagem de progresso que um bilionário americano, e dono de cassinos, como Trump, projeta para Gaza. É assim que o centralismo capitalista enxerga esses lugares exóticos. Assim era Cuba antes de ser liberta pela Revolução: um lugar para os ricos passarem as férias, dançarem, encontrarem mulheres boas e baratas e serem servidos pelos garçons nativos. Percebam que é desta maneira que Hollywood retrata o oriente, dos árabes passando pelo Havaí, a Tailândia e tantos outros lugares onde o Imperialismo controla com seu exército ou sua economia.

Por outro lado, Dubai nos mostra como esse tipo de empreendimento realmente funciona. Ao lado da suntuosidade das torres gigantescas, das praias artificiais, dos restaurantes e da vida noturna existe um exército gigantesco de trabalhadores que habitam a cidade de Sonapur, na periferia da cidade glamourosa. São eles – uma mão de obra quase exclusivamente composta de estrangeiros – que mantém acesas todas as luzes do espetáculo da cidade, mesmo recebendo salários miseráveis e sofrendo a extrema exploração que os expatriados normalmente recebem.

No capitalismo, a ideia nunca se afasta desse padrão: uma multidão semi-escravizada trabalha para que os bem-aventurados possam se divertir, mesmo que isso custe aos trabalhadores sua saúde, a liberdade, o conforto e o contato com a família. Isso sem falar do tráfico de pessoas, uma ferida aberta de direitos humanos que acontece amiúde nesses projetos. As cidades dos bilionários da península arábica possuem milhares de histórias de mulheres abusadas, traficadas, usadas como escravas domésticas e impedidas de retornar aos seus países de origem. Enquanto no submundo ocorrem crimes de toda ordem, o espetáculo não pode parar e a música precisa continuar a tocar indefinidamente.

Trump planeja para Gaza um bordel americano, um lindo jardim às margens do Mediterrâneo, tendo os palestinos como seus empregados, e todo o dinheiro nas mãos de alguns poucos americanos, judeus e árabes dos Emirados vizinhos. Estes vão explorar a população da Palestina até que tudo que lá existe acabe sendo possuído por estes poucos capitalistas. Nesse momento o sonho sionista será concretizado, e os palestinos, por fim, se sentirão estrangeiros em sua própria terra.

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Lado

Diga aí: você apoiaria os “terroristas” da França que lutaram contra os invasores nazistas em Paris na Segunda Guerra Mundial? Apoiaria os “terroristas” da Argélia na expulsão dos colonos franceses, que fizeram da Argélia um grande bordel no Magrebe? Apoiaria os “terroristas” coreanos que expulsaram os japoneses do seu país, cuja invasão brutal impedia até o uso da língua coreana e os sobrenomes do seu povo? Estaria ao lado dos vietcongues que libertaram o Vietnã de séculos de dominação estrangeira? Se você não consegue perceber de que lado está na história, então assistiu Star Wars errado o tempo todo, e deveria ter torcido pela Estrela da Morte.

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Terroristas

Qualquer um que tenha lido não mais do que cinco minutos sobre a história do Nakba, sobre o Hamas e a respeito da luta de 76 anos pela libertação da Palestina não repetiria o que sionistas vomitam nas postagens pró-Israel É necessário compreender apenas que aqueles que lutaram pela libertação de Paris para tirar seu país das mãos dos nazistas, os que enfrentaram os ingleses para a independência americana, os que se rebelaram contra Portugal para conquistar a independência de Moçambique e Angola e os que expulsaram os franceses do norte da África para dar fim à opressão francesa na Argélia também foram chamados de “terroristas”, apenas porque as nações opressoras se arrogam o direito de colocar esse rótulo em quem luta contra a sua dominação.

Terrorista mesmo é Israel, até porque a própria criação desse enclave europeu e branco no território da Ásia Ocidental só foi possível a partir de atos de brutal terrorismo. O atual massacre covarde em Gaza não é o primeiro patrocinado pelos sionistas na Palestina e não será o último. Foi precedido por muitas tragédias conduzidas pelos monstros que controlam Israel, como o massacre de Deir Yaseen. Houve também massacres em Haifa em 1947 (nesta época foram mais de 20), e tantos outros, como a emblemática explosão do Hotel King David.

A explosão desse hotel foi um ataque ocorrido na cidade de Jerusalém em 22 de julho de 1946, durante o Mandato Britânico da Palestina, tendo como perpetradores os membros de uma organização armada sionista que lutava pela criação de um Estado racista e etnocrático, apenas para judeus, que viria a se chamar “Israel”. A milícia terrorista envolvida era denominada Irgun (diminutivo de Irgun Zvai Leumi, Organização Militar Nacional). O hotel servia de residência dos familiares de funcionários do governo britânico na Palestina e o ataque foi organizado por Menachem Begin, que seria mais tarde primeiro-ministro de Israel por dois mandatos. O ataque ao Hotel Rei Davi resultou na morte de 91 pessoas (28 britânicos, 41 árabes, 17 judeus e 5 outros mortos) e ferimentos graves em outras 45 pessoas. Aliás, também estavam lá os terroristas David Ben-Gurion, Menachem Begin e Yitzhak Shamir, que dirigiam, respectivamente, os grupos terroristas Haganah, o Irgun e o Bando Stern. Alguns anos depois, todos seriam primeiros-ministros de Israel, sem que qualquer um deles tenha jamais sido punido pelos atos hediondos e os crimes contra a humanidade por eles cometidos. Já pensou o que diríamos se o nosso presidente fosse um terrorista que um dia planejou a explosão de uma adutora para forçar o aumento dos salários de militares? Bem, não deveria ser nenhuma surpresa para nós…

Chega a ser estúpida qualquer afirmação de que a resistência armada de um povo, que vivia naquela região há milhares de anos, possa ser chamada de terrorista, enquanto os invasores da Europa sejam todos eles considerados como tendo um direito natural àquela terra. O Hamas nada mais é do que um grupo de bravos guerreiros que tentam há 7 décadas o reconhecimento de sua nação, combatendo o imperialismo e se defendendo dos massacres, as mortes, os sequestros de crianças, as torturas, os assassinatos e os abusos sexuais contra seu povo. Antes de chamar os palestinos de “terroristas” pense primeiro o que você faria se o seu pai fosse morto, sua irmã abusada, sua mãe morresse por falta de remédios e seus primos e tios estivessem em uma masmorra sionista pelo simples crime de serem palestinos. E se você acha exagero, aqui estão em ordem cronológica os principais massacres cometidos contra a população cristã e muçulmana da Palestina.

PALESTINA LIVRE!!!!

1. Haifa – Massacre – 6/3/1937, 6/7/1938, 25/7/1938, 26/7/1938, 27/3/1939, 19/6/1939, 20/6/1948
2. Jerusalém – Massacre -1/10/1937, 13/7/1938, 15/7/1938, 26/8/1938, 7/1/1948
3. Balad Al-Shaykh – Massacre – 12/6/1939
4. Al Abbasiyah – Massacre – 13/12/1947
5. Al-Khasas – Massacre – 18/12/1947
6. Jerusalem – Massacre – 29/12/1947
7. Jerusalem – Massacre – 30/12/1947
8. Balad Al-Shaykh – Massacre – 31/12/1947
9. Al-Sheikh Break – Massacre – 31/12/1947
10. Jaffa – Massacre – 4/1/1948
11. Al-Saraya – Massacre – 4/1/1948
12. Semiramis – Massacre – 5/1/1948
13. Lydda – Massacre 1948
14. Al-Saraya Al-Arabeya – Massacre – 8/1/1948
15. Ramla – Massacre – 15/1/1948
16. Yazur – Massacre – 22/1/1948
17. Haifa – Massacre – 28/12/1948
18. Tabra Tulkarem – Massacre – 10/2/1948
19. Sa’sa’ – Massacre – 14/2/1948
20. Jerusalem – Massacre – 20/2/1948
21. Haifa Masacre – 20/2/1948
22. Saliha – Massacre 1948
23. Al-Husayniyya – Massacre – 13/3/1948
24. Abu Kabir – Massacre – 31/3/1948
25. Cairo Train – Massacre, Haifa – 31/3/1948
26. Ramla – Massacre – 1/3/1948
27. Deir Yassin – Massacre – 9/4/1948
28. Qalunya – Massacre – 14/4/1948
29. Nasir al-Din – Massacre – 13/4/1948
30. Tiberias – Massacre – 19/4/1948
31. Haifa – Massacre – 22/4/1948
32. Ayn al-Zaytoun – Massacre – 4/5/1948
33. Safed – Massacre – 13/5/1948
34. Abu Shusha – Massacre – 14/5/1948
35. Beit Daras – Massacre – 21/5/1948
36. Al-Tantura – Massacre – 22/5/1948
37. Abu Shudha – Massacre 1948
38. Al-Dawayime – Massacre 1948
39. Khan Yunis – Massacre 1955
40. Jerusalem – Massacre 1967
41. Sabra and Shatila – Massacre 1982
42. Al-Aqsa – Massacre 1990
43. Ibrahimi Mosque – Massacre 1994
44. Jenin Refugee Camp April 2002
45. Gaza – Massacre 2008-09
46. Gaza – Massacre 2012
47. Gaza – Massacre 2014
48. Gaza – Massacre 2018-19 & 2021
49. Gaza Genocide 2023 em andamento

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Israel em frangalhos

O exército covarde de Israel não é bem-vindo em nenhum lugar segundo o jornal Times of Israel. A Nova Zelândia exige que os israelenses divulguem os detalhes do serviço no exército como condição para entrada. Os israelenses que solicitam um visto de turista estão a ser questionados sobre as datas do seu serviço, a localização das suas bases e se “estiveram envolvidos em crimes de guerra”. Austrália recusa vistos para soldados da IDF devido às acusações de genocídio. Há poucas semanas o Brasil procurava um soldado da IDF devido ao genocídio em Gaza e a morte de uma menina com mais de 300 tiros. Estão caçando os genocidas de Israel como caçaram os nazistas depois da II Guerra Mundial.

O genocídio de Israel não compensa. A economia está em colapso e a propaganda não consegue esconder a verdade. A “Nação Startup”, o sector de alta tecnologia de Israel – que já contribuiu com 20% do PIB e mais de 50% das exportações – está em queda livre e vertiginosa. O investimento estrangeiro caiu 60%, a Intel interrompeu um projeto de 25 mil milhões de dólares devido à guerra em Gaza. As exportações, de 71 mil milhões de dólares em 2022, caíram para menos de 50 mil milhões de dólares em 2024, devido a um declínio acentuado na confiança global. (Al-Monitor)
Dezenas de milhares de profissionais de tecnologia estão saindo, empresas lutando para sobreviver.

A reputação global de Israel está em frangalhos – a Turquia proibiu exportações críticas e a China está atrasando deliberadamente o envio de componentes essenciais em solidariedade com a Palestina. O resultado? Caos na cadeia de abastecimento, cancelamentos de projetos e isolamento crescente. Os militares israelenses impuseram novas restrições à cobertura midiática dos soldados em serviço de combate ativo devido à crescente preocupação com o risco de ação legal contra reservistas que viajam para o estrangeiro devido a alegações de envolvimento em crimes de guerra em Gaza. A imagem em Israel se deteriorou de uma maneira irrecuperável. Ninguém quer se associar com um país que promove genocídio e limpeza étnica. O que ainda sustenta Israel é o apoio dos Estados Unidos, mas até onde o contribuinte americano vai suportar a enorme carga de recursos enviados para uma guerra moralmente condenável? Não há mentira que resista para sempre: os crimes da ocupação e do apartheid sionista mais cedo ou mais tarde estarão nas mentes de todos.

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Uma rede de amor

A proposta de criar uma rede social baseada “no amor” e sem ofensas vai ser um fracasso brutal. A descrição que o Anderson França faz da plataforma é a coisa mais bizarra possível. Inacreditável alguém propor que o discurso e as falas sejam mediados por um grupo de notáveis, representantes de minorias, e a tesoura da censura possa correr solta, para que só exista amor, alegria e ninguém se sinta ofendido. Quem vai decidir o que é racismo? Os mesmos que criaram factoides para controlar o que se fala? Quem vai decidir o que é homo e transfobia? As supostas vítimas? Imagina alguém denegrir a imagem de outra pessoa pela rede??? Que horror!!!

Opss, creio que no “Bunker” meu post sequer conheceria a luz do dia, porque alguém poderia interpretar erroneamente minha resposta como racista. Não quero zicar, até porque não precisa, mas é evidente que uma plataforma centrada no controle das falas será insuportável. Pior: dará à falsa imagem que a esquerda é favorável à censura, ao silenciamento e ao cancelamento. Vocês já pararam para pensar que mundo teríamos hoje se as pessoas não pudessem falar suas verdades por medo de ferir sentimentos subjetivos? Será justo calar as vozes dissonantes, a indignação, o ódio e as falas ofensivas? Que preço pagamos por este silêncio? É justo calar alguém quando, por qualquer razão, ferir os sentimentos alheios?

Quem ganha com esse bom comportamento? Ora a gente sabe. O Facebook censurava a rodo as publicações sobre a Palestina. Não pode exaltar um guerreiro das brigadas Al Qassam assim como é proibido mostrar a bandeira do Hamas (e ainda tem que usar esses ridículos asteriscos). Não pode xingar Israel, mas pode mostrar o Musk e seu Sieg Heils. E por quê? Ora, porque quem censura trabalha para o chefe; ele é quem contrata, e “quem paga a banda escolhe a música”.

O “X” e o “Facebook” mudaram porque os clientes exigiram. Ninguém aguenta mais esse autoritarismo da censura. A maioria que esta lendo isso não viveu a época da ditadura no Brasil e na América Latina, mas eu lembro bem disso: ser controlado por censuradores é humilhante; por isso, é inaceitável ver gente de esquerda aceitando isso.

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Cessar-fogo

O enfrentamento e guerra são as únicas as alternativas que Israel deixou aos seus opositores, em especial os palestinos. Qualquer coisa diferente disso é ingenuidade, ou o desejo de que apenas uma das partes continue morrendo. Foram 77 anos de tentativas de consenso e de conversas pela paz que só pioraram a situação para os palestinos. Testa encarar a dura realidade: sem que Israel seja colocada de joelhos jamais teremos a paz. Qualquer conversa diferente disso é mentira, ilusão, fraude ou uma forma de normalizar o sionismo é o extermínio dos povos originários da Palestina.

Claro que seria possível asfixiar Israel sem tiros, sem bombas e sem mortes, mas até hoje isso nunca foi possível. Sobra a realidade de que não haverá paz enquanto Israel e seu racismo, seu apartheid e seu supremacismo continuarem a vigorar. Alguém acredita mesmo que, se os judeus e os nazistas sentassem para conversar em Berlim antes da Segunda Guerra Mundial, seria possível evitar o holocausto? Isso é muita ingenuidade. O holocausto ocorreu porque para os nazistas era possível fazer; qualquer debate seria incapaz de barrar o poder da força.

O caso da Palestina não se encontra em um vácuo conceitual. Antes desta luta anti colonialista e anti-imperialista, muitas outras ocorreram no planeta, em especial na segunda metade do século XX. Por acaso a Coreia Popular não enfrentou os Estados Unidos? Como foi a guerra pela independência da Argélia? O que ocorreu no Vietnã? Que dizer do Afeganistão? Por acaso estes países não se libertaram do imperialismo? Nestes casos todos houve acordos e mesas redondas para a libertação? E Cuba, que se sustenta dignamente há 65 anos, foi conquistada mandando e-mails e petições? Trazer ao debate a capitulação dos povos, em nome da “pax americana” é mais do que absurdo; é triste. Mas é preciso ter em mente que Israel, inobstante todo seu dinheiro e poder, foi derrotada pelo eixo da resistência e por isso tiveram que ceder. O melhor termômetro para isso é a reação da extrema-direita de Ben-Gvirn e Smotrich… eles estão furiosos, desesperados. A derrota de Israel está mais próxima do que nunca, basta olhar a consciência internacional sobre os palestinos.

Aqueles que acreditam que as mortes e o sofrimento dos palestinos significam a sua derrota não conhecem a Palestina – muito menos os palestinos – e não entenderam sua luta. Se a proposta é a capitulação do povo palestino em nome de “salvar vidas”, então é necessário estudarem mais o valor que os palestinos dão à sua terra e sua cultura. Ora, a desistência nunca esteve no horizonte dos palestinos, da mesma forma como jamais foi uma alternativa para vietnamitas, afegãos, coreanos, cubanos e todos os povos oprimidos. A ofensiva do Tet, na guerra do Vietnã, é a grande lição quando estamos observando e tentando entender perdas de vidas em uma guerra. Depois dessa ofensiva vietcongue, o Vietnã perdeu 2 milhões de cidadãos, entre civis e militares, na guerra de libertação contra os Estados Unidos. E quem venceu a guerra? A União Soviética perdeu 20 milhões de habitantes na Segunda Guerra Mundial, mas qual exército venceu os nazistas? Dizer que os palestinos estão perdendo porque foram massacrados é uma ingenuidade que não cabe nas análises geopolíticas e nos cenários de guerra. A vitória das forças da resistência é inegável, mas alguém realmente acredita que a derrota do sionismo ocorreria sem luta, sem vítimas e sem mártires? Quando houve isso na história da humanidade? Quando um povo se livrou da opressão e do martírio sem o sacrifício de milhares – e mesmo milhões – de combatentes? A resposta para evitar os massacres é a rendição? Ora… nenhum povo aceita esta solução.

Israel está em pedaços, derrotada e humilhada. Não atingiu nenhum dos seus objetivos: não liberou reféns, não invadiu o Líbano, não conquistou a opinião pública, não destruiu o Hamas, não neutralizou o Iêmen e não desmantelou o eixo da resistência. Ao lado disso, está sofrendo pressão e ameaças da Turquia e agora do Egito e não está descartada uma guerra entre esses países e Israel, em especial pelos espólios da Síria. Israel continua sendo bombardeada pelo Houthis diariamente e mais de 800.000 israelenses já fugiram do país. Num país de 7 milhões de habitantes judeus, seria como se 20 milhões de brasileiros deixassem o país. 70 mil negócios já foram fechados. O porto está parado há meses. O Irã demonstrou superioridade militar e logística contra Israel e deixou claro que, se precisar, reduz aquele antro racista a pó.

A Palestina é a grande vitoriosa da guerra até agora, uma vitória que fica demonstrada pela crise insolúvel no Knesset. O cessar-fogo é a confissão de fracasso demonstrada pelos líderes da extrema-direita fascista, Ben-Gvir e Smotrich, que ameaçam sair do governo. Isso implodirá o governo Netanyahu. Mas o pior para Israel é a guinada de 180 graus na opinião pública. O mundo inteiro viu pela Internet a carnificina dos sionistas, superando em covardia e crueldade seus mestres nazistas. Israel já está na posição de pária internacional, sendo tratado como um país falso, sem conexões diplomáticas com o resto do mundo.

É espantoso ainda testemunharmos analistas defendendo os sionistas e o doisladisno diante da catástrofe de relações-públicas que foi esta guerra para Israel. Ontem mesmo, Trump declarou que Netanyahu é um “carniceiro filho da puta”. Como sabemos que Israel só existe devido aos Estados Unidos, esta declaração parece ser a preparação de terreno para que os Estados Unidos deixem lentamente de dar apoio ao terror de estado patrocinado pelos sionistas. Não existirá paz no Oriente Médio enquanto houver Israel, seu colonialismo, seu racismo, seu apartheid, sua limpeza étnica e sua crueldade. Sua perspectiva de “paz” através de “negociações” em que os “dois lados” façam concessões é de uma ingenuidade inaceitável, que joga a favor do imperialismo, dos massacres, da submissão e que esta na contramão da história e da luta dos povos. Essa sua proposta nos enganou por 7 décadas, mas ninguém mais vai cair nessa arapuca.

Abraço.

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Monsters

Apologists for Zionist ideology attempt to justify brutality by claiming their actions are necessary due to Islamic extremism. This rationale stems from a supremacist mindset that dehumanizes Palestinians, viewing them as “animals” and “savages” while Zionists consider themselves “the chosen ones”. Their rhetoric says “Yes, everyone can see that we are criminals, murderers, and we committed thousands of crimes against humanity. But believe me: all we do is because Islam is a terrible ideology, and they would kill us if they had the chance”. The idea that these people are “different”, that they are animals, savages, controlled by “leftists”, is at the core of the Zionist suprematism idea. The project to dehumanize Palestinians is essential to their criminal intents. In this project, Zionists are “the chosen ones” and the others are “animals”, and that’s why they do not suffer or feel guilty after killing 40,000 children in Gaza. This is the proof that Zionist ideology produces monsters, racists, murderers and abusers. That’s why Epstein and Weinstein loved Israhell: it was a safe heaven to them, a place they could be monstrous individuals and no one would ever notice.

For sure, the Red Army was full of monsters, like any other army. But no army in modern history aimed children, doctors, journalists, women, hospitals, schools and refugee camps as part of an ethnic cleansing strategy within the idea of a planned genocide of a people. No country was so cruel and monstrous as the one controlled by the Zionist ideology. When armies (not only the Red Army) invaded Berlin, they killed soldiers, but some individuals were killed as well – that’s inevitable. That’s completely different to what IOF – the most coward army in the planet – is doing in Palestine: they look for children to kill, and there are lots of evidences, including reports from Zionist soldiers. Who would believe in 40,000 thousand mistakes? Are we that dumb?

But, pay attention to this logic. Zionists can no longer deny their crimes against humanity, and all they do is saying “ok, but others did the same”. Do they really think that this sick logic will get them free from the final judgement? United States killed 250,000 civilians instantly throwing bombs in Hiroshima and Nagasaki. Instantly. Are they monsters? Yes, they are. Dresden? The same. All the history of Israel? Yes, always conducted by monsters, criminals and the worst beings humanity has ever created. The difference in Israhell is that they are doing that today, aiming children and women. Not even the Nazis were so monstrous as a regular Zionist soldier…

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E se?

Durante anos eu li artigos e vi documentários que abordavam a hipotese ficcional de um mundo no qual o nazismo havia vencido a segunda guerra mundial. Por certo que junto com a vitória militar das forças nazistas haveria o controle da produção e da comunicação. Os países europeus estariam em frangalhos, com governos fantoches comandados por Berlim, e seus governos estariam enfraquecidos pelo gigantismo da Alemanha. Comunistas seriam inimigos mortais, caçados em toda a Europa e os Estados Unidos teriam o status de país do novo mundo, um bom fabricante de geladeiras. Todavia, não tenho dúvida alguma que o controle da imprensa, e o fato de que a história é sempre contada pelos vitoriosos, contaria a vitória da Alemanha como a coquista do “bem contra o mal” e a destruição de judeus, ciganos e comunistas seria tão somente a limpeza necessária de terroristas e bandidos comuns que ameaçavam a democracia nazista.

Quando vejo mundo de hoje e percebo o que os Estados Unidos fazem do mundo, me vem à cabeça a pergunta: estamos muito diferentes do que seria o mundo se Adolf tivesse vencido? Não seriam os ataques aos países do Oriente Médio, patrocinados pelo imperialismo, o mesmo sentido da dominação sangrenta e racista do III Reich? Não seriam os palestinos de hoje os judeus de outrora? Não seriam a Síria, o Iraque, o Afeganistão os países tomados pelas “blitzkrieg” de Hitler? Não seria a propaganda de hoje, pelos veículos sionistas que controlam a informação, uma forma de pintar de ruim o que é nobre e de bom o que é perverso? Da mesma forma como descrevíamos o “judeu maligno” de outrora fazemos hoje, pelo massacre da mídia, a imagem falsa do povo palestino como terrorista. Estamos muito distantes da ficção sombria da vitória dos nazistas?

O imperialismo, com sua dominação de espectro total, não difere muito de um totalitarismo planetário. Um mundo de equilíbrio não pode conviver com essa barbárie. A tarefa primeira do revolucionário é combater o imperialismo e seus tentáculos.

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Interesses conflitantes

Eu sabia há muito tempo que o Antony Blinken era cidadão israelense. Na época que descobri perguntei como podia um sujeito na sua posição – algo como o Ministro de Relações Exteriores – ter cidadania de outro país. É a questão que fica no ar: como um sujeito que serve a dois senhores se situa quando existem conflitos de interesses evidentes. Por exemplo, nas relações com os países árabes ou de inimigos de Israel. Existe um evidente constrangimento, pois um secretário de Estado de uma país não pode ter compromissos com outro, pois as chances de desacordos não são desprezíveis. O mesmo aconteceria se Bolsonaro conseguisse cidadania italiana quando teve essa ideia – e efetivamente tentou – para usar posteriormente como rota de fuga. Felizmente os italianos não caíram no truque. Como ele se posicionaria se houvesse alguma disputa com os italianos – como efetivamente houve há poucos anos no caso Batistti?

Outra questão é o fato de jovens judeus de outros países estarem combatendo no exército de Israel. É o caso do líder sionista no Brasil que atuou como soldado em Israel, André Lajst. Como permitem isso? E se o Brasil tiver um conflito com Israel? Como podemos aceitar um soldado de outro país aqui no Brasil, sendo cidadão brasileiro, com direito ao voto e até com a possibilidade de concorrer como candidato nas eleições, de vereador a presidente?

Por outro lado, a existência de um israelense como secretário de Estado americano, demonstra a força do lobby sionista nos Estados Unidos. Apesar de os judeus serem apenas 2.4% da população americana – por volta de 7,5 milhões de pessoas – seu poder é gigantesco, e se expressa através do dinheiro, capaz de comprar quase todos os parlamentares das duas câmaras americanas. Assim, se você não beijar a mão do AIPAC (o mais poderoso lobby sionista) sua carreira política é exterminada, seja porque não terá recursos para uma campanha milionária, seja porque haverá um empenho brutal na destruição de sua reputação por parte das redes de comunicação ou mesmo da brutal inteligência israelense – o Mossad. E não são poucos os exemplos de sujeitos destruídos por esse lobby.

Ou seja: a fachada democrática nos Estados Unidos, através de sua democracia liberal, serve para esconder uma evidente ditadura burguesa, um totalitarismo estabelecido pelo dinheiro, deixando o controle do país inteiro para frações minúsculas da sociedade, que comandam a vida de todos. Isso se expressa inclusive na imprensa americana, quase totalmente dominada por sionistas. As grandes redes são grandemente interessadas na manutenção de um entreposto americano no oriente médio, mesmo que às custas de limpeza étnica, colonialismo, apartheid, holocausto palestino e o assassinato sistemático de crianças e mulheres. Os Estados Unidos e Israel acabam produzindo, na prática, um único grande estado sionista, controlado por uma minoria de sionistas judeus e apoiado por cristãos americanos do “cinturão da Bíblia” que aceitam a mitologia supremacista e racista do “povo escolhido de Deus”. Para um país que tinha seu próprio Apartheid até meados dos anos 60 do século XX, isso em nada deveria surpreender.

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