Arquivo da categoria: Política

Intolerância

Um grupo de bananas reacionários de ultra direita invadem uma palestra comemorativa do centenário da Revolução Russa com palavras de ordem, gritaria e ofensas. Houve confusão e confronto. Lamentável espetáculo de intolerância e preconceito.

Mas…. qual a diferença entre essa ação e a interrupção de uma palestra do Bolsonaro com as mesmas ferramentas de intimidação e silenciamento?

No fundo sobressai a ideia de que sempre nos achamos donos da verdade. Somos “os certos” e os outros “errados”. Os outros precisam tolerar nossas atitudes violentas porque estamos ao lado da correção e da virtude, mas não temos o dever de respeitar os oponentes, já que estão ao lado do erro e do vício.

No fundo sempre achamos que nossas falhas são justificáveis, mas não temos a mesmo condescendência com os nossos adversários.

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Ladainha

É uma tristeza ver tanta gente entrar nessa ladainha conservadora do “combate à corrupção”, como se o problema do Brasil fosse esse. Nosso problema é a desigualdade e a injustiça, e nossa política é um reflexo dessa estrutura arcaica e escravagista. O sonho ingênuo dos conservadores é que, tirando todos os corruptos e ladrões, assumirão os bons, os honestos, os probos. Isto é: nós.

Como dizia o Millôr Fernandes, “O mundo está repleto de canalhas, mas estão todos na mesa do lado“. Para os liberais da hora, o pessoal do “imposto é roubo”, quando limparmos a política dos corruptos assumirão aqueles acima de partidos e bandeiras, sem lado, sem ideologias, os administradores isentos da coisa pública. Isto é: os gestores.

Afinal, administrar um Estado é como controlar um boteco: entrada, saída, fluxo de caixa, salários. Cada um no seu lugar. Quem roubou vai pra cadeia. O lucro é sagrado e o boteco é meu por mérito. Quer igualdade? Vai pra Cuba, desgraçado!!!!

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Universo em Desencanto

Tim Maia nos anos 80 aderiu a uma seita chamada “Universo em Desencanto” criada por um obscuro guru da baixada fluminense (Manoel Jacintho Coelho, falecido em 1991) e que se baseava na interação de humanos com alienígenas, que iriam nos controlar, orientar e, por fim, nos salvar da eterna danação. Quando perguntado sobre o criador dessa religião ele respondeu: “Um dia o mundo inteiro conhecerá seu nome e sua obra”.

Essa visão teleológica do mestre Tim Maia é tão absurda quanto imaginar que um auto proclamado profeta-carpinteiro analfabeto da palestina (uma espécie de Belford Roxo para o império Romano) pudesse ser uma personalidade venerada depois de quase 2000 anos de sua morte. Afinal, acreditar em anjos ou ETs não é tão diferente assim.

Tim Maia foi um Paulo de Tarso que não deu certo.

Minha intenção, ao escrever esses parágrafos, foi afirmar que uma mensagem, por melhor que seja, precisa de uma série tão complexa quanto imprevisível de elementos para se tornar hegemônica. A ideia de que a mensagem de Jesus sobreviveu pela “verdade” que carrega é, para mim, insuficiente, para não dizer ingênua. Se isso fosse verdade – a potência imanente de uma evidência – então não teríamos 91% de partos na pior posição do mundo para parir. Bastaria observar a realidade histórica e as que emergem dos estudos para que a posição de parir fosse mudada para melhor. Pois eu repito: a verdade por si é INSUFICIENTE. O cristianismo é uma mistura de mensagem para os pobres (do Sermão da Montanha), ativismo libertário (na figura do Messias – um lutador pela libertação palestina) a atuação política de Paulo (um romano que se envolveu na causa) e mais uma série de coincidências e contextos históricos. Não foi a verdade da mensagem – mesmo que se acredite nela – mas as circunstâncias.

Realmente a Galileia estaria para o Império Romano como uma pequena cidade do interior está para o contexto do Brasil. Uma poeira perdida no mapa, desimportante e sem potência para ameaçar as bases de um Império sólido e gigantesco. Tão sem importância era que os romanos sequer deixaram uma parede em pé quando a retomaram no ano 70. Por isso é que a mensagem de Jesus precisa ser entendida nesse caldo cultural em que se encontrava a Europa e o Oriente médio há dois mil anos, o contexto do colonialismo romano e sua “pax”. Jesus, seja lá quem tenha sido de verdade, é fruto dessa efervescência, e sua mensagem se tornou hegemônica por uma miríade de fatores, entre eles o fato de ser uma bela história a ser contada.

PS: De acordo com as probabilidades, um sujeito filho de um carpinteiro vivendo na localidade de Nazaré, que de tão pequena não tinha sequer uma sinagoga, só poderia ser analfabeto. Reza Aslam concorda com esta tese.


Primeira baixa do meu texto acima sobre Jesus. Um querido amigo (de mais de 10 anos) me informa consternado que parou de me seguir porque não aceita que eu tenha sido, segundo afirma, desrespeitoso com a figura de Jesus. Diz ele que não permitiria que o “Salvador do Mundo” seja comparado com um maníaco brasileiro (o criador do Universo em Desencanto).

Minha resposta para ele foi a que se segue:

“Caro amigo, sinto muito por duas razões: uma por não participar mais do teu Facebook e outra por não teres entendido absolutamente nada do post que fiz sobre a importância seminal do trabalho de Paulo, ao meu ver o responsável pela existência do cristianismo. Na minha modesta opinião não há nada de errado na minha descrição de Jesus – do ponto de vista histórico – e muito menos ainda fui desrespeitoso. Pelo contrário, é uma exaltação à força de sua obra. Forte abraço a todos…

PS: Podias ter me bloqueado por tantas outras coisas, mas o criador do “Universo em Desencanto” não é um maníaco!!! Como ousa ofender o Criador da minha religião???? Só porque ele não é famoso? Não esqueça que por centenas de anos essa era a imagem de Jesus (um maníaco judeu) e só depois de Roma aceitá-lo é que suas palavras foram respeitadas.

Abraços fraternos para toda a família.”

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Islã

Muitos confundem, de forma proposital, “religião” com “cultura”, e isso é a origem de muitos preconceitos. Cultura é o caldeirão inteiro, onde a religião é uma das mais importantes iguarias. Vejo muita bobagem e preconceito sendo ditos em toda a parte sobre o Islã. A religião muçulmana é absolutamente elástica, assim como também o são o cristianismo ou o judaísmo (para ficar só nas abrahâmicas).

Alguns adoram mostrar uma foto de um grupo radical islâmico e legendar coisas como “assim é o islã”. Ora, se você mostrasse uma foto de testemunhas de Jeová com saia nos calcanhares, cabelo comprido e preso, blusa fechada e uma Bíblia na mão com a legenda “assim são os cristãos”, isso seria uma mentira e uma injustiça. Esse é apenas um aspecto do cristianismo, e não sua face única.

O cristianismo não manda ninguém se vestir desta ou de qualquer outra maneira, muito menos usar penteados exóticos ou comportados, mas num livro extenso como a Bíblia é possível achar o que se quer, bastando haver vontade e interesses.Todavia as pessoas que almejam um determinado comportamento social, seja nos costumes, casamentos, roupas etc usam a religião como desculpa e como uma forma de fortificar suas demandas de ordem política ou ideológica.

Esclarecendo: a religião é um produto da cultura e nunca é a fonte dos determinantes culturais. Ela é sempre o lugar de onde elementos dos grupos sociais colocam seus valores para tentar influenciar o resto da sociedade a um comportamento que lhes convém.

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Cotas

“As cotas nos Estados Unidos (affirmative action) revolucionaram a entrada de negros no ensino superior e criaram uma classe média negra volumosa que o Brasil ainda não tem. As cotas foram revolucionárias e positivas para a democracia racial que propuseram e o seu sucesso fez com que fossem aplicadas em outros países. No Brasil o ódio SEMPRE EXISTIU em especial por parte dos fascistas e racistas que infestam nossa política, mas os movimentos de valorização dos negros expuseram este ódio para a luz do dia.

Quando Portugal dominava Angola não havia conflito, só opressão. A calmaria era pelas armas e o silencio pela opressão colonialista brutal. Na aparência parecia haver paz, mas tão somente a “pax romana”, a paz dos dominados. Quando os negros reagiram à dominação e ao jugo colonialista eles se levantaram e exigiram seu país de volta. Só então vieram à tona a luta e o enfrentamento.

Não se pode ser tolo a ponto de não enxergar que o silêncio de antes não era mais que medo e opressão e os sons que hoje ouvimos são apenas os gritos por séculos de dor presos na garganta. Essa paz dos oprimidos não me serve; prefiro a luta pela liberdade e pela justiça, nem que para isso ainda seja necessário muito barulho.”

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Séries americanas

As séries americanas como NCIS (em qualquer versão) são grandes campeões de audiência nos Estados Unidos e no mundo inteiro. Mocinhos, bandidos, uso de tecnologia, mulheres de 50 kg dando golpes e derrubando homens de 90 kg, humor, sarcasmo e alguma pitada de sexo. Mas eles são na verdade fontes extremamente potentes de propaganda americana. As mensagens inseridas em cada capítulo seriam ridículas e infantis se não eu soubesse que são cientificamente elaboradas para passar uma mensagem, via de regra preconceituosa e ufanista.

A forma como são descritos os árabes – e os muçulmanos em geral – como jihadistas fanáticos e insensíveis é absurda, ofensiva e grotesca, mas serve de alimento para um povo acostumado a pensar em si mesmos como o centro do mundo. Isso explica como o massacre que foi a invasão do Iraque ainda seja tratado aqui como “uma luta para levar democracia a um país consumido por uma ditadura cruel”. Chamar isso de entretenimento só faz sentido em um lugar que chama Mc Donalds de “comida” e Trump de “presidente”.

Agora estou assistindo “Designated Survivor” para acompanhar minha amiga, que tem um gosto inacreditável para lixo televisivo. Trata-se de uma série americana sobre a morte do presidente seguida da reposição por um não político, já que todo o gabinete morreu no atentado. O ator que faz o novo presidente é o Kiefer Sutherland, o mesmo que fazia o Jack Bauer. O nível de ufanismo e bom-mocismo é tão ingênuo e cafona que é impossível não ser planejado. É como assistir “Independence Day” em capítulos.

É compreensível que os americanos vivam nessa bolha em que genuinamente se sentem a reserva moral do mundo. É um bombardeio diário de propaganda incessante.

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Sem Lula é Fraude

A prisão do Lula numa perseguição escandalosa promovida pelos setores mais reacionários de uma sociedade escravocrata não passará em branco. Se Lula não concorrer NENHUM presidente terá legitimidade (como este usurpador de agora). A greves vão acontecer por todo lado, o “Fora XXX” vai aparecer em todos os muros, a pressão da comunidade internacional vai se fortalecer, o clima político no Brasil ficará ainda mais belicoso e tenso. O Brasil se tornará um péssimo lugar para viver. Talvez a solução apresentada pelas elites será o golpe militar ao estilo anos 60-70, mas aí teremos a suprema humilhação internacional.

Claro que os Estados Unidos imediatamente reconhecerão o novo governo militar (de novo), mas o mesmo não vai acontecer com os países civilizados e democráticos da Europa. Lula preso desta forma – sem provas, com lawfare, com desprezo pelas leis – fará o Brasil virar um caos. Uma das razões importantes para a situação conflituosa é que o juiz de Curitiba fez um cálculo errado. Achou – junto com a Globo e os golpistas – que o povo estaria junto com ele no “combate ao PT”, travestido de luta contra a corrupção. Acharam que todos íamos acreditar na narrativa criada para desmoralizar o PT, o único partido na história de República que ousou mudar a pirâmide de classes do Brasil. Também acreditaram que Moro seria colocado no patamar de “heroi nacional” e os promotores fanáticos gospel de Curitiba seriam vistos como “Os Intocáveis” tupiniquins, sendo o Dalanhol um Eliott Ness longilíneo e de bochechas rosadas. Hoje em dia a crítica à atuação dos promotores na Lava Jato varia de “concurseiros arrogantes” até “fascistas”, como cita constantemente o candidato Ciro Gomes.

As “dez medidas” propagandeadas por este grupo entrarão para a história como a peça mais agressiva e violenta contra as garantias individuais e a proteção do cidadão. Esta narrativa planejada não se concretizou. O juiz da República de Curitiba despenca na aprovação nacional, ao mesmo tempo em que Lula – apesar do massacre midiático – supera de longe todos os seus concorrentes à disputa presidencial – e continua crescendo. Por essas questões – a impossibilidade de fazer valer uma narrativa que inviabilize politicamente o ex-presidente Lula – a situação se deteriora para o governo a partir de 2018. Qualquer solução será dramática, mas se o judiciário continuar nessa espiral descendente de credibilidade (ainda estou escrevendo sob o impacto do suicídio do reitor da UFSC) ninguém sabe o que poderá ocorrer.

Por outro lado eu diagnostiquei uma atitude preponderante entre as pessoas de esquerda que é assim: “Enquanto Lula for covardemente perseguido votarei nele para que não se mantenha essa injustiça.” Não estão votando num projeto de Brasil, estão votando para proteger Lula como o grande símbolo da esquerda. Sabem que, se os poderosos podem fazer isso com Lula, podem facilmente destruir qualquer um que se coloque de peito aberto contra o avanço neoliberal. Porém, se Lula for inocentado e não correr mais risco de ser massacrado por um juiz corrupto, poderão votar de acordo com suas preferências, suas ideias e suas emoções. Esse é o meu sentimento: se o grande símbolo da resistência popular continuar sendo ameaçado por um judiciário que tem lado, então meu voto será de Lula

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Ensaio Futurista

Vejo os articulistas mais fanáticos à direita numa cruzada insana para condenar Lula. Boa parte dos paneleiros se intoxica com esses farsantes e não conseguem mais enxergar a diferença entre realidade e desejo. Todas as acusações contra Lula e todos os depoimentos falharam em mostrar a ÚNICA coisa indispensável: a materialidade da corrupção. O dinheiro, a conta, o benefício indevido, o carro, a mansão, o bilhete, o telefonema, o patrimônio sem lastro, os benefícios indiretos claros, a fortuna ou as barras de ouro embaixo do assoalho. Nada foi mostrado e Lula aumenta todos os dias a diferença dos seus adversários, infelizmente.

Seremos obrigados a cair em 5 alternativas possíveis, na minha modesta visão :

1 – Lula ganha fácil e teremos dificuldades, mesmo sendo Lula um gênio da política e um conciliador (provavelmente em demasia).

2 – Lula é preso e teremos golpe militar pois nenhum governo será legítimo quando 70% da população quer um presidente que está preso sem prova alguma.

3 – Um candidato de direita vence com menos votos que os brancos e nulos, como Bolso*, o que significa guerra civil, mortes, golpe militar. Enquanto Lula estiver prezo sem provas o Brasil e o mundo boicotarão o país.

4 – Ciro mais um candidato de esquerda (Haddad? Dino?) vencem e tentam apaziguar a nação, mas para isso terão que mexer com os milicos mentecaptos e lutar diretamente contra o judiciário e o próprio STF.

5 – Outra força de centro vence, alguma que não apareceu ainda no cenário nacional. Pouco provável.

O desejo de que Lula seja preso a qualquer custo significa morte e estagnação. O nojo dos pobres e negros que a direita cultiva é um sentimento primitivo, mas acima de tudo suicida. Fica aqui o meu aviso. A comunidade internacional sabe que o que existe é um golpe criado sobre mentiras. O objetivo é impedir governos populares. Continuar odiando pobres e negros é uma opção inconsequente, mas se ela persistir não sei para onde irá esta nação.

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Rocket Man

Why do american people so easily condemn Kim, the president of North Korea? Why do you think he is a “horrible dictator”? Where do you get reliable information about his behavior or his attitudes? In America’s newspapers? The same “free press” that said Iraq had “Weapons of Mass Destruction” to justify a tragic invasion? Fox News?

How many countries do you think “the crazy Kim” invaded in the last 60 years? How many bombs USA droped last year over sovereign countries? The answer to these 2 questions is “zero and 26k”. Yes… 26.000 bombs in 7 countries…. in 2016!!!!

Why a country that never posed a threat to any of its neighbors in more than six decades is a threat to world peace? Why do you think North Korea is a dangerous country for having atomic weapons but Israel is not? Analise the invasions and massacres perpetuated by Israel in Syria, Lebanon, Egypt and the genocide, ethnic cleansing and settler colonialism of Palestine and compare to North Korea and tell me who is the “evil dangerous dictator”: Kim or Netanyahu?

Remember: if North Korea didn’t have the bomb what would stop Americans to destroy this small country like they did to Japan, Lybia, Iraq, Afganistan or Syria? The bomb exists in North Korea BECAUSE of America’s imperialism.

Trump is Darth Vader and Kim is Luke Skywalker. But all you know about the possible war is from a newspaper published in the Death Star. Try thinking outside the box.

What kind of information do we have about the real life of people in North Korea? And…. by the way, what kind of freedom people have in Saudi Arabia, the dear friend of US of A? Shall we bomb the Saudis as well? How about Brazil, that is under civil dictatorship right now. Are the American government ok with that? Shall they bomb us to restore our “democracy”?

Obviously I agree with many experts that North Korea must have great problems concerning democracy. But why that specific dictatorship is a threat, and Saudi Arabia is not considered an insult to freedom os speech? And how could Cuba and North Korea have a “life of roses” with comfort and happiness while they are under a blockade by USA for decades?

My question is: why it is so easy to condemn Korea with almost NO real and reliable information about the country and why do americans treat like an enemy a country that never attacked any neighbor in six decades?

Sorry if I seem furious, but my only concern is that people in United States are being manipulated AGAIN by the media to believe that a country is a real threat to the Empire. Let me tell you something about that: this country is not North Korea. The real danger to world peace lies is a place between Canada and Mexico.

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Satisfações

O grande problema é que Moro (mas também o MP) não responde a ninguém, não presta contas ou satisfações. O poder de tais atores sociais é perene e inquestionável. E não adianta falar do STF porque ele deu mostras de acovardamento e pequenez, tanto hoje quanto em 1964, quando poderia ter agido e se calou. Qualquer órgão defensor da constituição em um país civilizado teria dado um basta sonoro ao juiz de Curitiba quando da divulgação das conversas privadas da presidente ou quando da condução coercitiva ilegal de Lula, que tinha como objetivo humilhar e colocar o ex presidente de joelhos. Deu xabú, como sabemos, mas poderia ter ocorrido uma tragédia em Congonhas.

Ele pode fazer o que quiser, até traição à pátria. Os fascistas normalmente raciocinam assim (e não apenas nesse caso): “Ah, não importa o modo como foi feito, o importante é que….”, e aí você acrescenta a sua ideologia, normalmente de caráter autoritário e fascista. O teste – para todos nós – é quando você defende o Estado Democrático de Direito MESMO QUANDO o ordenamento jurídico pode lhe prejudicar.

Não esqueçam que esses funcionários públicos, quando impunes, usurpam naturalmente do seu poder e as consequências são óbvias, como a criação de monstrengos como as “10 medidas“. Oferecer a qualquer um poderes acima da lei nos faz retornar ao absolutismo medieval, mas parece que esse modelo ainda seduz muitas mentes primitivas.

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