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Homens

Nunca vou esquecer o dia que fui assistir um filme e a pessoa que estava comigo começou a elogiar o ator principal da trama – um famoso galã de Hollywood – de uma maneira completamente diferente daquela que eu me acostumei a ouvir por anos a fio. Exaltava as suas qualidades masculinas, sua força, seus traços másculos, elogiava seus braços e pernas, seu sorriso dolorido, sua ternura positiva, sua imposição, seu destemor, sua coragem, sua nobreza e sua especial devoção à mulher que amava. “Queria eu ser esta mulher, para ter um homem desses ao meu lado”, me disse.

Nunca havia escutado tantos elogios a um homem e tanto encantamento com suas qualidades, sem retirar dele o fato de ser homem, sem dizer que ele era “feminino” por expressar seu afeto, sem querer transformá-lo em uma versão masculina domesticada. Pelo contrário: o admirava exatamente por ser homem e deixar claro o quanto isso pode ser verdadeiramente bonito e fascinante.

Passei muitos anos da minha vida envolvido em um universo de ataques aos homens e ao masculino, a ponto de que aquelas palavras produziram um choque estético, uma surpresa, um espanto pela devoção tamanha ao que os homens representam na cultura e na vida de todos. A descrição que ouvi dos valores de um homem naquela noite eu nunca esquecerei. Depois de décadas de críticas – muitas delas justas – descrevendo-os como estúpidos, grosseiros, malévolos e ignorantes, as palavras que escutei abriram uma porta de admiração há muito trancada.

O filme era “Nasce uma Estrela”, o ano 2019 e o ator Bradley Cooper. Ao meu amigo gay que assistiu este filme ao meu lado agradeço a oportunidade de escutar sua particular perspectiva sobre os homens, e o quanto ela significou para mim. 

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O caso e a causa

Este é um conceito muito legal, e que vale a pena pensar muito nele. Trata-se da ideia de usar um caso particular como “emblemático”, para usar a força da causa para atacar uma pessoa, envolvida em um caso. Por exemplo: a causa da corrupção usando o caso da Lava Jato e o PT como emblemas desse problema, culpando-os dessa tragédia crônica, para constranger as pessoas a pensarem: “Se você é contra a Lava Jato então só pode ser a favor da corrupção”. O cidadão comum se sente pressionado, sem ter como se posicionar. Ou seja: se o “caso” é frágil, chame a “causa”.

Pensei nisso vendo uma entrevista de alguém que está sendo acusado dessa forma, e sei que para ele é fácil se defender do caso, mas reconhece a imensa dificuldade quando a “causa” se vira contra si.

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A postagem definitiva

Estou há três dias vivendo a angústia e o tormento de escrever um texto para ser cancelado de uma vez por todas. Seria um post definitivo, aquele no qual até aquela senhora católica, que me conheceu ainda pequeno, e que pensa “eu sei que ele é maluco mas no fundo é boa pessoa” vai desistir de vez e dizer “te larguei prás cobra“. Queria escrever um texto desestruturador, amargo, sincero, brutal, auto incriminatório, duro, incoercível e cujo início seria:

“Dinanzi a me non fuor cose create
se non etterne, e io etterna duro.
Lasciate ogne speranza, voi ch’intrate.”
*

(Antes de mim todas as coisas feitas
não se acabarão, eu também
como algo que não se acabará duro.
Deixai tudo em que confiais, ó aqueles que entram)

Minha súplica sincera e brutalmente honesta seria: Não arrisquem o perdão inútil; percam todas as esperanças do que de mim lhes chega. Não há retorno para quem adentra impávido no Hades, com as labaredas a lhe tisnar a carne. Não creia na redenção, no arrependimento ou no retorno, pois que Caronte só aceita passagens de ida. E por fim, não esperem de mim as lágrimas do filho pródigo que volta à casa; entro no Inferno sabendo que, diante da sombra gelada da covardia, suas chamas mais parecem brisas de ar fresco a acalmar o calor do enxofre em brasa a afrouxar a mordaça da perfídia.

Queria…. mas não é a hora. Digo apenas que estarei aqui para lembrá-los de minha promessa e do meu compromisso. 

* Inscrição na porta do inferno, de Dante *

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Unanimidade

Algo que aprendi muito cedo na vida: “a verdade não é democrática”. No passado os especialistas discordavam do heliocentrismo, inobstante ser a mais acabada expressão das leis cósmicas. Criticaram Darwin até à morte por sua ousadia de colocar o homem em seu devido lugar no espectro da criação, assim como foram violentos com Freud por ele desvendar os fenômenos da histeria. Certa vez apresentaram a Albert Einstein uma lista de mais de 400 cientistas que assinaram um documento refutando seu trabalho. Quando viu a lista Einstein teria dito:

– Puxa, 400? Não precisava tudo isso. Bastaria apenas um, se viesse com bons argumentos.

Einstein estava certo. Aquele sujeito no meio da multidão que se recusou a exaltar o Führer, também. Aqueles que desde o princípio mostraram que Bolsonaro era um desqualificado, idem. Não espere que suas verdades duras sejam aceitas. Em realidade, se forem mesmo a expressão da verdade elas serão naturalmente rechaçadas; só as mentiras e as verdades parciais conseguem aceitação imediata.

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Abraços

Alguém pediu pra eu fazer um post “bonitinho” sobre o tema e eu respondo que “não me peçam que eu lhes faça um post como se deve, suavemente limpo, muito limpo e muito leve, sons e palavras são navalhas, e eu não posso falar como convém, sem querer ferir ninguém.”

Só o que digo é que os espetáculos punitivistas expõem de nós sempre o que temos de pior. Nenhuma pessoa movida pelo sentimento de vingança fica bem na foto. O punitivista é sempre um espírito de direita, conservador, mesmo quando veste roupas de arco-íris, cor de rosa ou grita “paz”. A ideia de que “punições exemplares”, “penas emblemáticas” de “lavar a alma” podem produzir mudanças estruturais é uma ilusão que muitos acalentam. Não salvam uma vida sequer, não nos educam, não nos protegem, não nos fazem avançar, mas fazem surgir os “justiceiros”, os “vingadores”, personagens do radicalismo mais primitivo, cuja visão de mundo está baseada no binômio “crime e castigo”, que acredita na punição como elemento supremo da pedagogia. Punitivismo não funciona há 100 mil anos na cultura humana. Não seria agora que a pedagogia da dor passaria a ser válida. Se esse modelo tivesse efeitos positivos a aplicação da pena de morte teria feito sucesso e a palmatória não teria sido arquivada. A destruição e a vingança como propedêutica sempre fracassaram; a história ensina.

Comemorem, mas lembrem que nesta punição está escondido um segredo: por que ele, e não os outros famosos cujo crime foi idêntico, tanto nas características quanto na época em que ocorreu? Por que blindamos alguns enquanto outros são colocados na fogueira? Será porque o ataque é ao futebol – arte masculina em suas origens – enquanto outras artes seriam protegidas?

Fica a minha curiosidade…

Alguém também me pediu que interpretasse o abraço que os jogadores deram em Cuca no final da partida, assim como a defesa que fizeram de seu amigo e parceiro – mesmo sem mencionar o crime do qual é acusado. Respondi que se meu filho estivesse sendo acusado, culpado ou não, eu o abraçaria. Meu abraço significa o seguinte: “Mesmo que você tenha errado continua sendo alguém que amamos. Na boa e na ruim não vamos te abandonar.” Os jogadores abraçaram um amigo, não seu delito, muito menos um crime. Uma mãe, mas também um irmão, cuida dos seus mesmo (e principalmente) quando estes erram. Se formos deixar de abraçar as pessoas que cometeram delitos – e até crimes – restarão poucas pessoas para a gente abraçar. Eu mesmo sinto que seria privado eternamente desse cuidado e desse carinho. Quando a gente abraça um irmão o faz sem julgamentos. Você abraçaria Simone de Beauvoir ou Marie Curie pelo trabalho maravilhoso que fizeram pela humanidade?

Se você as abraçaria, mesmo sabendo quem foram, vai entender o que digo.

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Condenações eternas e blindagens

Quem ataca tanto o Cuca não deveria se gastar tanto. Ainda temos o caso do Caetano para ser discutido. Pense apenas no seguinte: em ambos os casos é importante lembrar do conceito de “anacronismo”. Eu disse ambos. Caetano teve relações sexuais com uma menina virgem de 13 anos. Dizer que “a lei na época” era assim é contextualizar no tempo, lembrar que faz 40 anos, que o mundo (e a lei) eram diferentes, etc… Ok, não tenho nada a reclamar desta perspectiva, mas ela só vale para o Caetano? É importante lembrar que o horror que temos hoje das relações sexuais com meninas mais jovens não existia – com a mesma intensidade – nos anos 80.

Enquanto isso…

Caetano Veloso continua blindado; talvez por ser de esquerda, poeta, baiano ou muito delicado, e não um brutamontes ligado ao futebol, como o Cuca. No seu caso foi muito pior: foi crime confesso, quase na mesma época do caso com os jogadores na Suíça. Entretanto, não há sequer inquérito. No caso de Cuca há pelo menos dúvidas e debates. As meninas tinham a mesma idade. No caso de Paula ela ainda era virgem. Por que lançamos sobre os dois casos olhares tão distintos? Quando Olavo de Carvalho chamou Caetano de “estuprador” – algo que todos os lacradores de esquerda fizeram com o técnico Cuca – ele foi condenado a pagar 3 milhões de reais de indenização ao músico – só não pagou porque morreu antes de saldar a dívida. Por que esta seletividade? Por que a severidade com um e a compreensão com outro?

Sabem qual a desculpa usada para o Caetano? Anacronismo. Sim, o fato de julgar um caso ocorrido há 40 anos atrás por valores de hoje. Há 4 décadas ainda havia milhões de mulheres no Brasil que haviam se casado antes da maioridade. Sim, crianças ainda. Muitos dos que estão lendo essas linhas aqui tiveram uma avó ou (no meu caso) bisavó que foi mãe aos 14 anos. Muitos conhecemos mulheres solteiras cujo primeiro filho nasceu quando ela tinha apenas 13 anos. A imprensa – espelho da sociedade – tratou os casos do Caetano e do Cuca como sendo “quase” normais, corriqueiros, da mesma forma como tratava todos os casos dos ídolos do Rock e suas relações com as groopies menores de idade. David Bowie teve inúmeros casos, Mick Jagger também tem vários casos constrangedores. Jerry Lee Lewis casou com sua prima, menor de idade, ainda nos anos 50, e nem precisamos falar de Charlie Chaplin, bem antes. Mas naquele tempo…. quem não? Tais situações eram vistas pela sociedade francamente patriarcal como algo banal. O horror (justo) que sentimos hoje não existia àquela época, da mesma forma como achávamos normais castigos físicos (até violentos e humilhantes) contra crianças.

Chamar de “crime hediondo” é anacronismo. Hediondo é hoje, há 40-50 anos não era. Eu vivi essa época e sei como estes casos eram vistos e tratados. Então, vamos continuar a passar pano pro Caetano Veloso, o estuprador? Ou vamos entender os crimes nos tempos e épocas em que ocorreram? Não me ofende tanto a dureza da pena (no caso de Cuca, a prisão perpétua da opinião pública), quanto o fato de julgarmos delitos iguais como se fossem diferentes.

PS: Antes que digam que estou passando pano digo que hoje estes crimes seriam julgados com uma severidade completamente diferente, com o que concordo. Porém lembrem que os fatos são de quase 40 anos atrás. E “passar pano” é o que se faz com um ídolo de esquerda que agiu da mesma forma e jamais foi punido por isso. Nada justifica olhar para estes casos de forma diversa. Essa escolha que se faz é passional. E longe de mim defender Cuca ou seu atos, mas exijo sobre suas ações algo que é o sustentáculo do direito: a isonomia.

As leis, sobretudo no que diz respeito aos crimes sexuais mudaram dramaticamente nos últimos anos. Um exemplo típico é que o crime de manter relações sexuais com uma menor de idade era “perdoado” se o autor contraísse matrimônio com a vítima. Essa, aliás, é a desculpa de muitos que acusam Cuca para perdoar Caetano – e ainda complementam: “era a lei à época” Todas as legislações no mundo inteiro diminuíram a idade limite. Concluo que existe aqui uma brutal falta de isonomia. Por que um sujeito é massacrado nas redes sociais e o outro protegido? Essa é a questão mais chamativa nesse caso. A prisão perpétua para crimes do passado eu já conhecia, pois é aplicada pelos identitários com o cancelamento, mas a “blindagem eterna” é um fenômeno bem mais curioso.

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Dragões

Monstros reais que só existem

nas lembranças e nas memórias feridas

Falsos, mentirosos, medonhos

Mas nos sonhos, no delírio real de suas imagens

São humanamente doces, afáveis cordiais

São, todavia, monstros

Mas de um tipo especial

Cuja magia, que se desprende

das labaredas do seu hálito cru

Apenas revela os monstros

Que insisto em acolher

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San Cristóbal de las Casas

Estive em San Cristóbal de las Casas – México, há uns 15 anos, onde passei por uma experiência curiosa. Para sair do hotel até o local do congresso de parteiras tradicionais mexicanas chamei um táxi. O motorista, mexicano do Chiapas, me explicou um pouco do culto ao Subcomandante Insurgente Marcos, mas me disse para tomar cuidado com os guatemaltecos que se aglomeravam na praça central – o zócalo. “Eles são desocupados, alguns deles bandidos. Nao dê conversa a eles, pois só querem atrapalhar nossa cidade. Deveríamos impedir que entrassem ilegalmente em nosso país!!”

Achei surpreendente, mas didático. Bastou mudar só um pouquinho a latitude para fazer os invasores se tornarem invadidos, e o discurso xenófobo rapidamente mudar de lado. “Nosso mundo ainda é cheio de fronteiras” pensei. Nossas cidades ainda estão lotadas de imigrantes, forasteiros, deslocados e perseguidos, porque nos dividimos artificialmente em países, estados, crenças, grupos, raças, credos, etc. Entretanto, quando aproximamos o olhar, percebemos que nossa essência é muito parecida, variando apenas com os contextos e circunstâncias.

Como diria meu amigo Max, “se um viajante do espaço sideral chegasse à terceira rocha depois do sol e se deparasse com a variabilidade da espécie humana ele se espantaria muito mais com nossas semelhanças do que com as nossas diferenças”. Somos assustadoramente parecidos em nossa essência…

Não creio que essa experiência com o taxista seja algo capaz de representar negativamente o local, mas o que alguns poucos americanos falam dos imigrantes mexicanos na California ou no Texas também não. Apenas me chamou a atenção porque alguns mexicanos seriam capazes de mimetizar as mesmas falas que ouvimos (e deploramos) nos gringos.

Quanto ao Subcomandante, eu fiquei impressionado com a iconografia que se via nas ruas. Inúmeras camisetas, pôsteres, chaveiros, bandeiras, imagens, etc. Talvez os tempos sejam outros e não exista mais tanto culto à sua personalidade.

Visitei também San Juan Chamula e fiquei profundamente impactado pela igreja que cultua São João Batista. É uma igreja bem bonita, mas o interessante é o sincretismo único das práticas. Na frente de cada altar existem centenas de velas e inúmeras garrafas de refrigerante. A Coca é a favorita dos fiéis, mas até a Pepsi e outros tipos de refrigerantes tem seu lugar nos rituais. Nessa cidade autônoma também se fala o Totzil, língua nativa local. As garrafas de Coca Cola e a grama que serve de piso na Igreja (como se fosse uma manjedoura) nunca saíram da minha memória.

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Jogatina

Eu suspeito que a invasão das “bets” vai destruir o futebol tal como o conhecemos. Os sites de apostas, que conheci pelas publicidades insuportáveis em sites na Internet, agora invadem todos os recantos do futebol, das primeiras às últimas séries, em campeonatos distribuídos por todo o mundo. Não deveria causar surpresa que a primeira ação dessas empresas que gerenciam apostas foi comprar os jornalistas esportivos e os programas de esportes. Agora a publicidade nos chega através deles, em todos os espaços – em especial no YouTube. Em função desse controle sobre a narrativa, pelo controle dos meios de comunicação, ninguém fala nada sobre a imoralidade das apostas. Os formadores de opinião muito rápido se venderam para a ciranda milionária das apostas no futebol

Tenho pessoas da minha família que me deram a imagem real sobre o tema. Um deles, torcedor do Internacional, me disse quando lhe perguntei se ia “secar” meu time no domingo. Sua resposta foi: “Espero que o Grêmio ganhe no fim de semana. Apostei 100 reais na vitória de vocês”.

Ou seja, hoje as pessoas torcem para suas apostas e não para seu time – ou pela arte de secar o rival. Além disso, existem essas apostas bizarras de apostar em pênalti, em escanteios ou em expulsões ocorrências dentro da dinâmica de uma partida de futebol que podem ser manipuladas sem necessariamente alterar o resultado dos jogos. Isso é gravíssimo e os escândalos já começaram a ocorrer em várias partes do mundo. Mas, com a imprensa literalmente comprada e silenciada, quem ousaria denunciar? Quem ousaria colocar no lixo esse filão maravilhoso de renda oferecendo opiniões contrárias a ele? O Ministério público? Só quando o escândalo não puder mais ser contornado…

Hoje em dia todos os jornalistas esportivos são patrocinados por estas empresas, sem exceção. Não só carregam no seu boné e nas camisetas a publicidade (como os antigos homens de perna de pau carregando cartazes) como falam das “odds” – anglicismo horroroso introduzido para falar das chances de vitória nas apostas – e dão dicas sobre “barbadas” a serem feitas nos jogos da Europa e daqui. Como se diz nas comunidades, “tá dominado, tá tudo dominado”. Eu ainda não vi nenhum jornalista dessa área fazer a denúncia dessa prática, e do quanto ela pode vir a destruir o futebol tal como o conhecemos. E não acredito que isso venha a melhorar em curto prazo.

Por esta razão, e pelo fato de que proibir estas apostas é caro e complicado – as empresas todas tem sede em países onde o jogo é legalizado – é melhor que se tribute essa prática pesadamente para, ao menos, o povo ter a possibilidade de abocanhar um pouco do dinheiro arrecadado por essa jogatina.

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Terra lisa

Nossa terra sem a água…

Na verdade é apenas uma imagem bonita, mas totalmente irreal. As proporções são absurdas, e a imagem serve apenas como forma de mostrar o relevo, de forma didática, mas sem nenhuma conexão com a realidade. Seria impossível ver qualquer relevo nessa esfera. Vou deixar aqui a seguinte informação, que apesar de surpreendente, é a mais correta possível: “Se a terra fosse reduzida ao tamanho de uma bola de bilhar e retirada toda sua água ainda assim ela seria mais lisa que uma verdadeira bola de bilhar”.

Pensem…. o maior pico da terra tem 8km de altura, e a maior depressão do oceano por volta de 10km de profundidade. Já o diâmetro da terra é superior a 12.700 km. Ou seja: as imperfeições da superfície teriam um milésimo do diâmetro da bola de bilhar. Seriam, desta forma, imperceptíveis. Imagine uma bola dessas de fisioterapia com 1 metro de diâmetro, uma esfera que atinja até a sua cintura. Pois nessa Terra, reduzida ao tamanho dessa bola, o Everest teria o tamanho de um grãozinho de areia, ao redor de 1 milímetro. Numa bola de bilhar ele seria microscópico e imperceptível. Com isso dá para ter noção do quão lisa a Terra é…

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