Arquivo da categoria: Pensamentos

Chave e fechadura

Quando vi essa imagem na página de uma amiga no Facebook todas as interpretações que passaram pela minha cabeça eram de caráter sexista. Tipo…

os homens controlam as mulheres no sexo enquanto elas controlam suas mentes“, ou “as mulheres tem a chave para a razão masculina e os homens a chave para a sexualidade delas“.

Essas perspectivas podem ser facilmente interpretadas como essencialistas e/ou sexistas; portanto, anacrônicas. A imagem, por isso, me incomodou, mas me oportunizou pensar sobre ela, acima de tudo porque colocam no gênero especificidades que não são encontradas em todos e todas, mas que surgem tão somente como construções sociais, deterioráveis com o tempo e variáveis na geografia.

Todavia, a partir de um ponto de vista mais subjetivo e ligado às conexões que ligam mente-corpo-sexualidade a imagem poderá adquirir um novo sentido.

Olhando-se de maneira alternativa não se trata de determinar de quem é a chave ou a fechadura – que foi a minha leitura inicial – mas ao fato de que a sexualidade está intrinsecamente ligada à planos mentais e espirituais mais profundos, onde muitas vezes a chave de um abre as portas do outro.

Assim, a sexualidade expressa e livre poderia aclarar estados mentais enquanto um pensamento claro e racional poderá fazer desanuviar transtornos da eroticidade, como no caso de um vaginismo, tumores, alergias ou uma irritação vaginal banal causada pelo medo de aventurar-se em uma nova dimensão de afeto com alguém.

Por essa leitura, a imagem pode apenas significar que, na dimensão humana, os afetos permeiam o sexo e são por ele envolvidos.

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Crime organizado global

Para mim é esse o maior e mais grave subproduto cultural da pandemia: que a população, por causa das vacinas, passe a acreditar que as grandes farmacêuticas – empresas mafiosas e verdadeiros organizações criminosas organizadas em nível global – serão capazes de salvar a humanidade e, da noite para o dia, se tornarão indústrias corretas, angelicais e éticas.

Não acredito nessa possibilidade. Dentro do modelo capitalista o objetivo é sempre o lucro e, se para consegui-lo for necessário deixar o mundo mais doente, assim será feito pela BigPharma. É esta não é mais uma teoria conspiratória. A criação de diagnósticos fantasmas para justificar a venda de drogas ou tratamentos faz parte da história dessa indústria, basta uma rápida pesquisa.

Acreditar que a cura dos nossos males possa estar nas mãos de quem lucra com eles é a mais suprema e inaceitável das ingenuidades.

O transcurso da pandemia pode ser encurtado pelas vacinas, e esta é minha perspectiva hoje. Todavia, a solução deste dilema não se dará sem suplantar o capitalismo e sua lógica de crescimento desconectado da equidade e da justiça social, que é a marca do neoliberalismo em nível mundial.

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Cultura de Paz

Essa frase acima nos lembra que em situação de conflito os homens são conclamados a atuar em defesa da sociedade e do grupo sob ameaça. Não é a toa que no meu estado dizer-se “da fronteira” significa reafirmar sua masculinidade. E por quê? Ora, por que os limites nacionais são sempre zonas de conflitos e lutas onde a masculinidade é chamada para proteger os mais frágeis e o país. Produz-se assim uma cultura guerreira e – inevitavelmente – machista.

Reparem como os ícones dos filmes americanos são sempre esses brutamontes musculosos é estúpidos. Stallone, Schwarznegger, Jason Statham, Dwayne Johnson (The Rock) são cópias do mesmo mito, o macho poderoso que salva-nos a todos. Eles florescem em culturas guerreiras que exaltam a guerra e a dominação como modelo social. Isso também ajuda a explicar porque uma cultura guerreira, como os mujahedims e talibãs, acaba se tornando violentamente machista.

Portanto, não haverá tão facilmente uma sociedade de exaltação – ou pelo menos de respeito – ao feminino sem abandonarmos nossa índole guerreira. O caminho para a equidade dos sexos transita obrigatoriamente pelo abandono da guerra como forma de relação entre os povos. Para que uma sociedade respeitosa com as mulheres possa florescer no Afeganistão é importante a partir de agora implantar nesta sociedade uma cultura de paz.

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Perdoar…

“Perdoar é construir empatia, e não uma manifestação pública de superioridade”.

Perdão não é um sentimento que se possa cobrar de alguém, nem de nós mesmos. Se o perdão significa a conexão profunda com o sentimento de empatia fica claro que se trata de uma construção pessoal e subjetiva. Desta forma, interno, jamais externo. É uma porta que só pode ser aberta por dentro.

Perdoar não trata de uma manifestação arrogante de superioridade, mas da busca por compreender os alicerces que levam um sujeito a cometer um ato egoístico e maléfico. Perdoar é entender.

Qualquer terapia deveria, eventualmente, chegar a essa compreensão superior sobre o mal recebido. Por certo, que o ódio e a indignação podem ter – e frequentemente têm – um efeito apaziguador para a vítima de qualquer malefício, mas não há dúvida que esses sentimentos são úteis apenas por um determinado período de tempo. Manter-se sintonizado indefinidamente na vibração do ódio destrói e aniquila qualquer sujeito. “O ódio é um ácido que corrói o próprio frasco que o contém”…

Portanto, estes sentimentos precisam ser transformados para que possam produzir um efeito libertário, e não há dúvida que isso demanda tempo para maturação.

Não se trata de um sentido religioso sobre o perdão, mas transcendental. Significa enxergar no outro o que nos conecta e torna similares, ao invés de enxergar nele apenas o estrangeiro e o diverso. Aliás, quando falo dessa concepção de perdão isso significa e inclui o auto perdão; é preciso entender-se para poder se perdoar.”

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Homossexualidade

Muito se tem debatido nas últimas décadas a respeito dos condicionantes para orientações ou mesmo para a identidade sexual nas sociedades humanas. As explicações variam daquelas vinculadas à biologia e a exposição a substâncias intrauterinas, passando pelas teorias comportamentais da psicanálise ou mesmo a ausência total de qualquer explicação, diante da ausência de condicionantes claros e evidenciáveis. Ainda resta muito a ser descoberto especial no que se refere à sexualidade humana e tantas outras questões imateriais que nos cercam.

Em relação às definições de homossexualidade (ou heterossexualidade) minha posição continua inalterada: só consigo entender a “origem” dessas orientações inseridas na constituição do sujeito, na sua subjetividade, na sua unicidade e na sua delicada estrutura psíquica, indissociável de sua história. O que a impressão simplista nos informa é frequentemente errôneo, e essas simplificações nos fazem perder a dimensão complexa do fenômeno. Para a questão complexa do desejo sexual, só posso admitir uma resposta igualmente complexa e que tem a ver com a intrincada construção de nossa personalidade.

Lembro bem de uma paciente que atendi há muitos anos e que me procurou por questões ginecológicas simples. Separada, tinha uma filha adolescente. Perguntei sobre anticoncepção e ela me contou não usar nenhum método porque tinha uma parceira; estava namorando outra mulher. Ok, nada de mais simples do que atender uma pessoa homossexual, mas o que ela me disse depois foi interessante.

Relatou que jamais se interessou por mulheres durante toda sua vida, mas tão somente por aquela mulher específica. E se viesse a se separar dela (o que achava que ia ocorrer em breve) não se imaginava procurando outra mulher para namorar. Portanto, a construção da sua “homossexualidade” – ou bissexualidade – era absolutamente única, pessoal e específica, e qualquer rótulo que se colocasse sobre ela seria limitante e não contemplaria a verdadeira dimensão do seu desejo.

Uma resposta, que me foi oferecida por uma amiga psicanalista, seria que “sua resposta poderia ser tão somente uma justificativa pra se permitir viver um amor lésbico que ela, de outra forma, não se permitiria viver. Isso porque ela acha que sabe de si mesma, acredita se conhecer, tem uma imagem e uma história de si mas, de repente, se encontra amando alguém que não se encaixa nessa narrativa. Aí cria-se um problema. Dizer “só ela” abre uma possibilidade sem, necessariamente, arranhar essa imagem de si, essa narrativa construída de si mesmo, o que ela pensa e aceita ser. Quase um passe, uma carta que a gente mostra, uma autorização: olha, é isso, é só isso, não precisa se preocupar.”

Claro que pode ser esta a resposta, mas um olhar exterior teria dificuldade para interpretá-la ou classificá-la sem embarcar numa viagem ao seu inconsciente e seus significantes para descobrir este espaço único e subjetivo que ela construiu para o seu desejo. Qualquer interpretação que não percorra esse caminho único será pura selvageria.

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Mansplaining e outras aberrações

Houve na manchete sobre a treta de Felipe Neto e Tábata uma clara confusão entre “mansplaining” e “manterrupting“. Mansplaining é quando um homem explica uma coisa para uma(s) mulher(es) usando a retórica que se usava nos anos 40 ao explicar futebol (tipo, impedimento) para elas. Isto é: partindo do princípio de que, por serem mulheres, não vão entender. Como se a condição masculina lhes oferecesse uma clarividência maior sobre temas específicos – tipo política, futebol, tecnologia, etc.

Está é, inequivocamente, uma prática machista, preconceituosa e indevida usada contra mulheres, mas que também pode ser usada contra outras pessoas como expressão de arrogância. Por exemplo: “entendeu ou preciso desenhar?”, é uma forma de responder aos comentários de forma petulante e ofensiva, embora sem o componente machista.

Já o “manterrupting” é interromper a fala de uma mulher apenas POR SER mulher. Isto é: impor sua condição masculina para interromper a manifestação de uma mulher sobre determinado assunto, seja por concordar ou por discordar. O que Felipe Neto fez poderia ser considerado “mansplining“, mas evidentemente que não se pode fazer “manterrupting” por meios eletrônicos. Aliás, ao meu ver ele não fez nenhuma das duas.

Por outro lado eu proponho que estes anglicismos HORROROSOS do vocabulário feminista sejam abolidos e trocados por suas variantes mais simples e que respeitam o nosso idioma. Boa parte da confusão do texto acima se deve a isso. Por que não “explicação machista” ao invés de “mansplining” ou “interrupção machista” ao se referir ao “manterrupring”? Até porque, não são os homens (man) que o fazem, mas um subgrupo dos homens: os machistas e os chauvinistas.

Ops, aqui um galicismo, pois o termo deriva de Nicolas Chauvin, um soldado do Primeiro Império Francês sob o comando de Napoleão Bonaparte que, demonstrado enorme fervor patriótico, retornou aos campos de batalha mesmo tendo sido ferido por dez vezes durante os combates em defesa da França. Por essas vias tortas da linguagem o patriotismo e a bravura de Nicolas acabaram sendo ligadas ao machismo e se tornaram sinônimo de atitudes sexistas.

Quanto a Tábata… o que esperar de uma menina deslumbrada com seu sucesso inicial e que se originou dos Think Tanks liberais do Sr. Lemann? Erro mesmo é acreditar nessa representação identitária como garantia de pensamento progressista. A diferença de Tábata e Joice é que a segunda sempre foi abertamente reacionária e mentirosa, e a Tábata veio como uma capa de doçura e candura que seduziu por algum (pouco) tempo os menos avisados.

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Dia sem pai

Pai e mãe, ouro de mina
Coração, desejo e sina…

Hoje era o dia de juntar os netos e ir na casa dele escutar histórias, trocar abraços e ouvir os comentários mais variados sobre – literalmente – qualquer coisa. Este domingo está feliz pelos abraços que recebo, e triste pelos que já não posso mais dar. Hoje é o primeiro “dia dos pais” em que ele não está entre nós; a primeira vez que não tenho meu pai para abraçar.

Tive a oportunidade rara de alcançar o meu pai na corrida do tempo; quando ele morreu ambos já éramos velhos, e pude “trocar figurinhas” com ele sobre o que nós dois sentíamos com o aconchego da velhice a nos envolver com seus braços gelados. Muito do que sei sobre ser velho aprendi com seus conselhos e seu humor sobre a “melhor idade”. Hoje ele me deixa sozinho nessa trilha, e não tenho mais sua experiência para me contar como serão os dias que me restam.

Uma das últimas coisas que ele me disse, quando sua marcante lucidez já estava muito distante, foi uma de suas observações sarcásticas características. Durante sua estadia no hospital eu me aproximei do seu ouvido e disse: “Oi pai, sou eu, Ricardo. Lembra de mim? Sou o seu filho mais bonito”. Ele abriu os olhos, ajeitou o corpo na cama do hospital e disse: “Meu Deus, como você está velho!”.

Olhou firme da minha face e demos uma breve risada. Depois aprofundou-se em seu sono, esperando apenas o momento exato para mergulhar na dimensão desconhecida que o aguardava. Espero que ele esteja bem, e que mantenha para toda a eternidade o humor, a elegância, o charme, a fidelidade aos seus princípios e o amor que sempre direcionou à sua família. Por certo que minha mãe vai cuidar para que mantenha-se na linha.

Em breve serei eu. Percebo a cada dia que passa a proximidade da minha morte, como alguém que sente o frio do inverno se aproximando nas primeiras brisas do outono. Hoje mesmo perguntei ao meu neto Oliver se eu poderia conhecer o filho dele quando nascesse. Oliver disse que não sabe se vai ser pai, talvez com medo da responsabilidade de ser tão bom nessa tarefa quanto seu pai e seu bisavô. Espero ter essa oportunidade cada vez mais rara em um mundo onde as funções parentais perdem valor diante do individualismo que nos cerca.

Ao meu pai deixo o agradecimento de mostrar a mim a grandeza dessa tarefa, construção recente na história da humanidade, mas que oferece às crianças um suporte firme e seguro para alcançar seus mais nobres objetivos.

Sinta-se abraçado, pai.

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Americanos

Eu falo Estadunidense para me referir às pessoas nascidas nos Estados Unidos da América. E faço assim quando estou falando a sério; coloquialmente até chamou de “americano” ou “gringo”; até mesmo “yankee”. Mas quando quero me referir àquele povo acho justo tratá-los pelo gentílico correto.

Ok, sou imbecil, mas sou um imbecil anti imperialista. E, acima de tudo, acho que as batalhas se iniciam pela palavra. Faz sentido que uma nação que se julga dona do mundo e polícia planetária inclua nosso continente em seu nome, mas é sensato não concordarmos com essa apropriação.

Por outro lado, acho curioso que estas mesmas pessoas que reclamam do “Estadunidense” escrevam textões para justificar “todes” e “amigues” – porque, afinal, o gênero das palavras é de tamanha importância que justifica espancar a última flor do Lácio. Acreditam que devemos ser neutros com as palavras, mas não percebem o intento imperialista no uso exclusivo de um termo que a todos nós – da América – pertence

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Posses

Como seria um mundo sem a bizarra acumulação de coisas que nos caracteriza? Pode parecer utópico, mas não inédito, basta pensar que mais de 95% do tempo em que vivemos na Terra esse foi nosso modo de convívio: pouco “cargo”, poucas posses, nada de supérfluo ou redundante e a ideia de possuir somente o indispensável que possa ser carregado de um lugar para outro.

Digo isso porque a mobilidade será uma força muito grande neste século. A facilidade de transporte e a possibilidade de trabalho remoto serão a tônica das próximas décadas. Talvez em um futuro não muito distante os empregos serão de dois tipos: aqueles em que a presença física e o “sedentarismo” (entendido como a obrigatoriedade de viver em um determinado lugar) continuarão indispensáveis, como a área da saúde, os políticos e funcionários públicos, e todos os outros, que poderão ser feitos à distância.

Para quem vive em movimento as “coisas” mais atrapalham que ajudam, como para os caçadores e coletores que perambulavam em um planeta pré agricultura.

Em um mundo sem fronteiras, mesmo nos empregos presenciais você poderia trabalhar como médico, enfermeira, engenheiro, advogado, artista, técnico de informática, agricultor, cozinheiro, etc nos serviços do mundo todo, viajando e conhecendo culturas diversas. Legislações internacionais garantiram esta rotatividade. Voltaríamos a ser “caçadores e coletores” em outro nível, acumulando apenas conhecimento, experiência e boas memórias, carregando e mantendo apenas o essencial.

Acredito que a ganância e a sanha acumuladora que ainda nos seduzem vão acabar desaparecendo pela própria necessidade das sociedades humanas diante da escassez crescente de recursos. Não há como um planeta sobreviver à destruição que estamos impondo. Um novo mundo surgirá com menos coisas para carregar e mais conteúdo imaterial para transmitir.

O signo desse século será o desapego.

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Maturidade

Baruch (Benedictus, depois da excomunhão judaica) Espinosa foi um pensador holandês do século XVII de extrema relevância, fazendo parte do grupo dos grandes racionalistas, onde constam Leibniz e René Descartes. Ocupou-se da teologia e da política, tendo abordado ambos os temas em seu grande livro “Ética”.

Espinosa, entretanto, morreu aos 44 anos de idade, vítima de tuberculose. Homem simples, sobrevivia como relojoeiro e polidor de vidros. Renunciou aos prazeres da vida em nome das virtudes do conhecimento, em especial depois de sua trágica e injusta excomunhão da vida judaica.

Eu ainda me lembro muito bem dos meus 44 anos, e nem faz tanto tempo. Entretanto, não recordo dessa idade com saudade, pois percebo o quanto minha mente amadureceu nos últimos 15 anos. Quando penso em sua partida prematura, às vezes me pergunto o que Espinosa teria escrito aos 60 ou 70 anos. Se aos 44 conseguiu deixar sua marca de excelência no mundo do pensamento, o que mais poderia ter feito se mais tempo estivesse entre nós?

Normalmente a obra “Interpretação de Sonhos”, de Sigmund Freud, escrita em 1900, é reconhecida e apontada como o divisor de águas de um período pré-psicanalítico anterior à sua obra centrada na psicanálise. Quando a escreveu Freud tinha…. 44 anos.

Assim, toda a construção da teoria psicanalítica, feita por um dos maiores gênios da humanidade, surgiu após sua maturidade, alcançada depois dos 44 anos, idade com a qual outro gênio, algumas centenas de anos antes, nos abandonava.

O que teria escrito um velho Espinosa? Nunca saberemos, mas certamente seria ainda mais profundo e maduro.

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