Arquivo da categoria: Política

Propostas 2019

Representando extraoficialmente a patrulha de esquerda que frequenta este espaço venho ratificar nossa posição e nosso compromisso de fornicar com a paciência de todo e qualquer sujeito que ser se alinha com as políticas e ações reacionárias, excludentes, preconceituosas, racistas, misóginas e homofóbicas do novo (des)governo que se instala no Brasil. Sabemos da importância de nossa tarefa na depuração do ambiente cibernético das ervas daninhas do fascismo e rogamos sua compreensão. Acredite, não é algo pessoal, e o que nos move é o fervor socialista.

A regra será não dar trégua ao fascismo travestido de “combate às ideologias“. Enfrentaremos com as armas do contraditório, mesmo através das piadas, claro, com pitadas de sarcasmo. Acostume-se porque agora vocês são da situação e vão levar porrada sem parar. E quando vocês estiverem muito putos com nossas críticas e protestos tem uma forma muito fácil de se acalmar:
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Faz arminha.

Atenciosamente
URSAL

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Arquivado em Política, Violência

Youtubers

Acompanho alguns canais de política, filosofia e psicologia no YouTube e acho que eles vão bem até ficarem grandes o suficiente para se importarem com seus fãs. Qualquer meio que se preocupa em não desagradar seu “rebanho” perde a espontaneidade e a credibilidade. É nítido quando suas opiniões começam a se tornar mediadas por “likes” e quando se sentem emparedados por comentários negativos. Nesse ponto já sabemos que se tornou um fantoche do seu próprio público, que assim passou a controlar sua narrativa.

Sei que ser YouTuber já é profissão, e muito rentável para alguns “influencers“, mas penso que aqueles que se mantiverem fiéis a uma específica linha de pensamento, sem fazer concessões ao desejo dos seus seguidores, conseguirão se manter como disseminadores de ideias e conceitos no universo virtual. Isso não significa manter-se aferrado a conceitos equivocados ou a incapacidade de mudar sua visão de mundo, mas que estas mudanças só ocorram por maturação, e não por pressão do mercado.

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Arquivado em Pensamentos, Política

Geração afascistada

Parabéns seus véios fascistinhas

Vejo entristecido uma quantidade enorme de idosos (véios, tipo eu) defendendo os desmandos dessa banda do judiciário que não aceita as nossas leis e sua aplicação. São pessoas entre 55 e 65 anos que, como eu, estavam na adolescência durante a ditadura sangrenta de meio século atrás. Então eu me pergunto: quando eu estava levando porrada de “brigadiano” na frente da faculdade, o que essa turminha de direitistas e conservadores fazia durante a ditadura de 64? Buscavam o quê? Eram contra os militares? Ou apenas brincavam de rebeldes, travestis de combatentes em corpos constituídos de privilégios e conservadorismo?

Posso dizer que certamente não lutavam pela volta da democracia, tanto é que agora desprezam a Constituição e os princípios da justiça. Tenho certeza que – mesmo usando camisetas do Che – mais se preocupavam em manter seus privilégios de classe e cor, pouco se preocupando com o resto do país que tinha fome e desassistência.

É uma lástima perceber que hoje, entre as pessoas da minha geração, o ódio às esquerdas e à justiça social – corporificada na perseguição a um líder popular preso sem provas – é maior e mais intenso que o amor à justiça e à democracia.

O que houve com minha geração que perdeu seus ideais, seus sonhos sua paixão e até sua humanidade?

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Imprensa e miséria

O Brasil tem mesmo um jornalismo miserável. Quando o Queiroz refugou ao dizer o nome do hospital em que estivera internado um jornalista de verdade perceberia a manobra e pularia imediatamente no seu pescoço para colocá-lo em contradição. Com duas ou três perguntas faria ele gaguejar e se perder. Ele se entregaria sozinho, apenas com a exposição de suas mentiras.

O que fez a entrevistadora? Nada, deixou passar. Apenas disse “ok”…

Aliás, todo mundo sabia de antemão que a desculpa oferecida por Queiroz seria furada e mentirosa. Todo mundo brincava com a versão que seria apresentada, mesmo que todos saibam que é uma fraude para acobertar a “rachadinha”, manobra típica do baixo-clero

Certamente que o judiciário – como Moro já sinalizou – deixará por isso mesmo e aceitará como verdadeira a versão. Por que haveríamos de duvidar da palavra de Queiroz? Se ele diz que foram carros então está encerrado o caso. Talvez pague uma multa por sonegar, mas é certo que diante do “grande acerto nacional” – com o supremo, com tudo – nada será feito para ir adiante nas investigações.

No fim teremos mais uma farsa grosseira para colorir o grande golpe aplicado contra a democracia

Pior, ainda nossa imprensa chapa-branca acovardada não irá atrás dos carros vendidos e comprados, dos recibos e dos supostos compradores e não investigará um por um os funcionários do gabinete.

Nosso jornalismo de grande imprensa é uma fraude.

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Pedra de Tropeço

 

O Brasil ameaça cair numa arapuca terrível, uma mistura de intervenção militar, religiosa e fundamentalista da qual não será fácil suplantar, mas condenará o país ao atraso e à obscuridade. O ódio de classe misturado com a manipulação midiática das eleições não poderiam produzir um resultado diferente. Por outro lado, é possível que o descalabro de um governo incompetente, um presidente bufão e a condição de ditadura em pleno século XXI sejam a queda vertiginosa no poço da miséria que possibilitará uma reação popular.

 

Eu tenho pensado na “pedra de tropeço” ultimamente. Quando vi os alemães se horrorizarem com as palavras do Coiso penso que isso é possível apenas porque sua sociedade conseguiu absorver as lições do horror e da degradação fascistas. A nossa ainda não, e por isso namoramos com o arbítrio e o intolerância.

É forçoso reconhecer que nossa democracia nunca se consolidou. Falhamos com a democracia. O que é impensável em muitos países civilizados para nós é natural. Nunca tivemos instituições fortes. Nosso STF é covarde, o congresso é fisiológico e votamos em sujeitos que são notórios desqualificados.

O Coiso, Tiririca, Alexandre Frota e tantos outros nos fazem pensar sobre nossa educação e nossa ideia de nação. Uma das razões dessas fragilidades institucionais é que jamais tratamos os crimes da ditadura com a energia necessária. Não punimos os assassinatos e as torturas dos anos de chumbo produzidas pelo Estado. Ficaram todos livres e com total impunidade. Ustra não foi tratado como devia e acabou falecendo antes de pagar por seus crimes. Nossa anistia não permitiu o fechamento do ciclo. Ele se manteve aberto e por isso mesmo a sombra da ditadura e do autoritarismo paira sobre nós.

Tenho pensado que a possível eleição de um fascista confesso produzirá – na melhor das hipóteses – um choque de realidade. O caos que por certo vai se instalar a partir de um governo truculento, estúpido, arrogante e desvinculado das necessidades dos pobres poderá produzir uma reação da sociedade – que ainda não ocorreu. Bolsonaro talvez venha a ser a barbárie que nos faça fechar o ciclo.

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