Muito ainda vai se falar sobre a derrota do trumpismo nas eleições de “mid terms” e, por consequência, da extrema direita de inspiração fascista na América. As derrotas de Bolsonaro e de Trump podem estar anunciando a decadência inequívoca do modelo extremista de direita no mundo, e tal ocorreu pela falência deste paradigma em oferecer o progresso, a justiça social e o desenvolvimento que prometiam. O mundo volta-se lentamente à esquerda – apesar da força das direitas no mundo todo – e se afasta do fundamentalismo religioso que caracterizou os governos de Trump e seu fac-símile tupiniquim. Oxalá não seja apenas o balançar do pêndulo político, mas uma real tendência de maior consciência de classe a inspirar as pessoas no mundo inteiro, cada vez mais alertas para a decadência inexorável do capitalismo.
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Fake News

Nas páginas dos amigos bolsonaristas encontramos estas pérolas da desinformação, adquiridas diretamente das sombras do WhatsApp: o Ministro do STF Gilmar Mendes almoçando com o “filho do Lula” em Roma no meio do segundo turno. Um simples olhar com atenção bastaria para ver que o sujeito na foto não lembra qualquer filho do presidente Lula. Entretanto, o Porsche dourado, a mansão no Uruguai, as lojas Havan e o triplex também eram facilmente desmentidos; por que, então, tantos acreditaram?
Eu pergunto: como puderam tantos acreditar nessas tolices? Como puderam receber estas mensagens pelo WhatsApp e imediatamente as disseminaram, sem ao menos verificar se a Havan era do “véio”, se a JBS já tinha dono, se na mansão já havia moradores e se o barbudinho na imagem não é qualquer outra pessoa?
A resposta é a necessidade premente de acreditar em qualquer fato – mesmo mentiroso – que confirme suas crenças. Por isso as pessoas acreditaram no “estado de sítio” há alguns meses, ou na prisão do Ministro Alexandre de Moraes logo após a vitória de Lula. Trata-se do conhecido “viés de confirmação“, um mecanismo psicológico primitivo que nos força a crer nas interpretações da realidade que confirmam as nossas crenças mais primitivas, as quais são originadas dos nossos afetos e emoções, não dos estratos superiores da razão.
Isso explica tragédias como Jonestown, onde 900 seguidores de Jim Jones tomaram cianureto, seguindo as ordens do seu mestre e guru. Também nos permite entender toda a idolatria dos extremistas de Waco, no Texas, vítimas de um incêndio que provocou a morte de 76 membros da seita davidiana em 1993, entre elas 23 crianças e o próprio líder, o pastor Koresh.
Somos constituídos de um núcleo de medos primitivos, tendo a angústia como sentimento fundador. Por sobre este medo essencial, colocamos uma grossa camadas de crenças irracionais (Deus, evolução, causa e efeito, progresso, justiça divina, determinismo, etc) que aliviam a nossa angústia estabelecendo uma relação de causalidade para os eventos caóticos da vida.
Por sobre esta camada de crenças aplicamos uma fina camada lógica, um verniz de intelecto, uma fachada tênue de racionalidade, que nos afasta dos medos sem, no entanto, eliminá-los, mas que nos oferece a sublime ilusão de sermos seres autônomos e conscientes. Tão brilhante é esta camada externa que ela nos ofusca e nos engana, fazendo-nos pensar que somos conduzidos pela luz da razão, quando em verdade ela funciona mais como uma máscara frouxa a esconder nossa estrutura primitiva e pulsional.
Não é por outra razão que somos presas fáceis das fake news. Elas são apenas a água refrescante que nossa alma sedenta de confirmação tanto deseja. Diante de tanto desejo, nossa razão minúscula é uma combatente frágil e minúscula. Via de regra, é derrotada pela avalanche de informações que desejamos ardentemente acreditar, sendo elas falsas ou não.
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PT e o cenário nacional
Pensem no seguinte: o PT ganhou 5 eleições nacionais em 20 anos, e a única que perdeu foi causada pela fraude liderada por um juiz ladrão, que comandou um golpe gestado nas entranhas do imperialismo. Foi também a vitória da esquerda, de um partido de trabalhadores, nascido das lutas da classe operária.
Lula venceu (mais) essa eleição e se torna o maior ícone mundial da luta dos povos oprimidos, o mais importante líder das nações ocidentais e a esperança de um novo mundo multipolar. O mundo inteiro celebra a derrota do fascismo e a volta da democracia no Brasil. Essa eleição será exemplo e estímulo para os trabalhadores do mundo inteiro, e produzirá uma onda de esperança e renovação em nível planetário.
Minha tese: bolsonarismo enfraquece mas não acaba. Bolsonaro não será descartado pela burguesia, pelo menos não nos próximos anos. Boa parte da burguesia (os interesseiros) vai se unir a Lula por oportunismo. Não há líderes intelectuais na direita da envergadura de Olavão e Bolsonaro estará muito enfraquecido. A extrema direita perdeu seus grandes líderes populistas. Porém, tirem da cabeça a ideia de que Bolsonaro pode ser preso. Ele é apoiado por uma parte muito grande da classe média ressentida, o bolsonarista “enrolado na bandeira”. Tem mais de 50 milhões de votos, e isso é uma enorme representatividade.
Bolsonaro será, no máximo, julgado pelo judiciário, que sempre é subserviente à burguesia. Acontecerá com ele o mesmo que ocorreu com Collor e mesmo com Temer: atacados pela intelectualidade, bombardeados pela imprensa e pelo povo, e posteriormente liberados pela justiça. Não há judiciário independente no Brasil capaz de exercer poder sobre a alta burguesia. Os próximos capítulos serão definitivos. A primeira manifestação do Bozo será determinante para descobrirmos a estratégia que eles vão usar em prol da própria sobrevivência.
A vitória de Lula e do PT tem múltiplos significados. Entre eles, o fato de que a direita brasileira teve uma sobrevida. Lula conseguiu salvar o que restava dela, esmagada pela extrema direita autoritária e fascista. Também significa a volta do Brasil ao mundo. Se Bolsonaro se mantivesse à frente da nação teríamos o aprofundamento do nosso isolamento, o Brasil como pária, desprezado por todas as nações.
Lula salvou o Brasil de um desastre civilizatório. Lula representa a esperança de conciliação nacional, por mais difícil que isso nos pareça agora. Por fim, a vitória da esquerda bloqueia o projeto de voltarmos à velha república, sem educação, sem esperança para os pobres, centrado no latifúndio e na classe média mais abastada.
O Brasil volta aos braços do mundo!!!
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Farsante

Ele chegou chegou anunciando mudanças profundas, para acabar com “tudo que estava aí”. Foi eleita com a votação ampla de uma parcela significativa da classe média. “Não vai sobrar nada”. Prometia acabar com tudo que havia sido construído pelos governos anteriores, os quais chamava pejorativamente de “esquerda”, mesmo quando não passavam de governos liberais com algum compromisso com a diversidade e com aspectos sociais. Quando tentava confundir acusava seus adversários (mesmo aqueles fortemente liberais) de “comunistas”. Usou a farsa do “perigo vermelho” durante todo seu mandato, como forma de arregimentar seguidores entre aqueles imersos no profundo poço de propaganda anticomunista surgida no pós guerra.
Para simular religiosidade seu governo falava de Deus, família e liberdade, mas seu passado mostrava abusos, em especial contra as mulheres, homossexuais e negros.O governo anterior havia produzido uma enorme frustração para o eleitorado. De caráter progressista, pretendeu oferecer uma visão mais social, mais focada nos mais pobres, defendendo na prática a distribuição de renda e apostando em programas sociais mas foi duramente atacado pelo congresso.
Ao tentar a reeleição usou de todos os truques para alcançá-la, mas boa parte da mídia e a maioria da população o rejeitaram. Suas falas misóginas e seu racismo, além do fracasso em restituir o pretenso “esplendor de outrora”, foram decisivos em sua derrota. Muitos escândalos vieram à tona, o que tornou seu final de governo extremamente conturbado. Não reconheceu de imediato a vitória do adversário – alguém que estava retornando de administrações anteriores – dando espaço para manifestações de seguidores fanáticos, empunhando palavras de ordem como “Deus”, “Propriedade” e “Família”, apesar de ter sido casado várias vezes e ter desrespeitado publicamente suas ex esposas.
Durante seu governo estimou a divisão do país entre “cidadãos de bem” e “vagabundos esquerdistas” e usou durante todo seu mandato de uma estética e uma retórica inspirada no nazifascismo europeu do século passado, e uma prática semelhante à Ku Kux Klan. Não teve escrúpulos em chamar para o seu mandato notórios admiradores do nazismo. Apesar de suas condutas antiéticas, perversas e contrárias ao cristianismo, sua base eleitoral foi centrada nas igrejas evangélicas. Simulava fé religiosa, mas sua conduta arrogante e prepotente sempre demonstrou desprezo pela religião e pela caridade. Pragmático, corrupto, sectário, violento, amigo do agronegócio e contrário à ciência, acabou gerando forte oposição no mundo inteiro.
Afinal, quem é o personagem que estamos descrevendo e quem é o seu “fac simile austral”? De quem estamos falando? Dica: um deles ficou aguardando o outro passar durante um evento e, de forma humilhante e subserviente, exclamou “I love You”. Mas a pergunta mais importante é: por que estão tão semelhantes na sua estratégia e por que razão estas histórias se tornaram tão assemelhadas?
Infelizmente o Brasil da atualidade não passa de uma caricatura mal feita da matriz, uma cópia sem valor de um modelo fraudulento. Nossa crise é moral, ética e civilizatória, mas igualmente estética.
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Bolsonaristas de Cristo

Quem são os cristãos do bolsonarismo?
Esta é uma questão complexa, mas acredito que religião destes sujeitos é um culto às aparências. O cristianismo deles é de “forma“, quase nada de “conteúdo“. Trata-se de uma fé cristã identitária, que busca conectar-se com uma pretensa herança branca e europeia, que deseja se destacar da “barbárie” indígena ou africana, e que nada tem a ver com os valores da solidariedade, do amor ao próximo, do perdão e da comunhão. Um cristianismo branco e europeu, sem Cristo, sem bem-aventuranças, sem povo, sem os pobres, sem os desvalidos, sem a moral e sem os valores do Evangelho. Reverenciam um Jesus de arma na cintura, fiéis invadindo igrejas, atacando os padres, bebendo e cuspindo impropérios contra os semelhantes. O Império do ódio e do ressentimento, em todos os sentidos o oposto daquilo que o cristianismo pretendia trazer como “boa nova” para este mundo
Pedra de tropeço
Durante muitos anos assisti espíritas explicando a “necessidade” da exploração, da iniquidade e da injustiça social como “campo de expiação” para a humanidade. Em outras palavras, tratavam o mal, a ignorância, o erro, a iniquidade e a dor como ações benfazejas do Criador para que, através delas, pudesse o ser humano evoluir e depurar suas falhas e erros. Assim, a “pedra de tropeço” da desigualdade seria “adequada” para as experiências humanas, oferecendo um desnível que, para a trajetória evolutiva, seria essencialmente pedagógico.
Por esta razão (entre tantas outras) é fundamental a crítica incessante contra o conservadorismo inerente às religiões. É preciso colocar o dedo na ferida das posturas alienantes que negam a importância crucial da luta de classes. É inadmissível que uma corrente de pensamento inerentemente progressista como o espiritismo seja vista como um dos principais focos de conservadorismo do cenário religioso brasileiro. A ação humana é sempre propositiva, jamais passiva e alienada. Teremos o futuro que for por nós construído, e não aquele oferecido por Deus ou pelo “andar da humanidade”. Sem esse contraponto, as religiões ocuparão a linha de frente das posições mais reacionárias, impedindo o desenvolvimento social e travando a luta por igualdade. Exatamente o que vemos entre os adeptos do neopentecostalismo.
Fake News
A chuva de fake News não para…. mas isso sinaliza o pânico das hostes bolsonaristas. Sabe o que é isso? Quando não há argumentos para atacar alguém a gente cria um espantalho, um inimigo falso, fajuto, fantasioso, criado à nossa própria semelhança, para que possa ser atacado com mais facilidade. Na falta de algo concreto para atacar sua honra e religiosidade, vamos inventar um Lula o mais parecido possível com… o próprio Bolsonaro.
Respondam: foi o Lula que planejou comer carne humana? Foi o Lula que admitiu zoofilia? Foi o Lula que tinha “apartamento pra comer gente”? Foi o Lula que assumir ter determinado à esposa abortar o 04 – Renan Gamer lobista? Foi o Lula que mediu negros em arrobas? Foi o Lula que disse que precisavam matar 30 mil – inocentes, inclusive? Foi Lula que declarou “sonegar tudo que pode”? Foi o Lula que disse preferir um filho morto a um filho gay? Foi o Lula que disse que espancar criança – dar um couro – conserta sua orientação sexual? Foi o Lula que disse que seus filhos eram educados e não namorariam uma negra? Foi o Lula que chamou a própria filha de “fraquejada”?
Foi o ex-presidente Lula quem comprou 107 imóveis, 51 deles em dinheiro vivo?
E vocês acham Bolsonaro …. cristão????
A gente não precisa espantalho; basta mostrar o que o próprio Bolsonaro declara.
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Nossos comerciais, por favor
Passei os últimos 27 anos viajando para o Centro do Império, em especial para o Texas, e sempre admirei muito a fabulosa máquina de propaganda que hipnotiza os americanos, tornando-os os cidadãos mais controlados e manipulados do mundo. Entretanto, percebi também que as pessoas de lá são iguais a todas as outras de qualquer lugar do mundo – quando observamos sua essência e os sentimentos que a todos nós pertencem.
Todavia, a capacidade de transformar seus pecados em virtudes para consumo interno é assombrosa. Poucos países são tão iludidos quanto a si mesmos quanto os gringos. E mais: para todos os desastres que protagonizam eles produzem arte, muitas vezes de alta qualidade, mas com o claro interesse de mascarar as atrocidades e crimes hediondos cometidos em nome da consolidação e manutenção do Império.
Assim, diante do fato de que a guerra civil americana matou 600.000 em uma disputa fratricida que tinha a garantia da mão de obra escrava como “leimotif“, eles revisaram a narrativa e fizeram “E o Vento Levou“. Depois da violência descomunal e o genocídio da “Corrida do Ouro“, que levou à morte mais de 18 milhões de indígenas, eles fizeram “Daniel Boone” e “Os Pioneiros“, limpando a barra dos invasores brancos que protagonizaram uma matança inédita em terras do novo mundo. Quando 1/3 da população civil da Coreia foi morta pelas bombas americanas -que jogaram mais bombas nos 3 anos de guerra lá do que em toda a II Guerra Mundial – e a infraestrutura do país ficou completamente destruída, eles fizeram “M*A*S*H” uma das comédias de TV de maior sucesso da história.
Um cidadão médio americano acredita piamente que o exército americano foi o responsável pela derrota nazista, uma guerra onde 400 mil americanos morreram, mas que matou mais de 20 milhões de soviéticos. E isso porque a sociedade americana é bombardeada por este tipo de informação falsa (a exemplo das “armas de destruição em massa”), que também chega via Hollywood e TV. Quem não lembra de “Guerra Sombra e Água Fresca” (Hogan’s Heroes), que pintava de comédia a ação americana na guerra e “Combate“, que mostrava os americanos como nobres e corajosos e os alemães como covardes e traiçoeiros? Como não acreditar que os heróis dessa guerra foram eles?
Desmerecer a força poderosa da informação e da propaganda – imaginando que “a verdade no fim prevalecerá” – é uma ingenuidade que a esquerda não pode aceitar. Combater todas estas informações mentirosas é fundamental para criar um mundo livre e que reconheça o valor da justiça social.
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Essências
Eu confesso que torci pelo Biden na última eleição presidencial americana. Sei que a vitória de Trump poderia significar um estreitamento da relação entre o genocida daqui e o idiota de lá, então atirei no Trump para acertar no Bolsonaro. Entretanto, nada mais elucidativo do funcionamento do Imperialismo do que a vitória de Biden. Para quem, como nós, observa de fora, é impossível perceber qualquer diferença significativa entre a administração destes dois presidentes, mas se houver alguma, será no sentido de desmerecer o atual governante.
O anúncio das tensões crescentes na Ucrânia nos demonstra que qualquer presidente americano terá como objetivo principal o incremento do poder imperialista sobre o planeta, tanto quanto qualquer um dos seus antecessores – igualmente violentos. Não importa a quantidade de cadáveres de gente de língua estranha e de pele mais escura; o importante é manter a hegemonia, esta mesma que determina o “american way of life”. Não é possível notar diferença significativa na política externa, nas guerras e golpes, inobstante o vencedor das eleições americanas ser qualquer uma das sublegendas do imperialismo, a “direita A” ou a “direita B“. O mesmo ocorre há 70 anos em Israel: não importa quem vença as eleições por lá, a política de massacre e limpeza étnica dos palestinos será igual; o sionismo não é projeto de governo, mas uma política de Estado.
Existem coisas que fazem parte da essência do país, como o imperialismo e o sionismo. Da mesma forma, não faz diferença onde o capitalismo se instale; sua essência é o empobrecimento da população, a concentração de renda, a destruição do meio ambiente e a tendência à formação de grandes oligopólios e monopólios. Depois disso, uma máquina absurda de propaganda e a instalação de um Estado policial de brutalidade crescente será institucionalizada, para desta forma manter a classe operária comportada e satisfeita com as migalhas recebidas.
Assim como a paz mundial não será decidida pelas eleições americanas e o futuro da Palestina não estará nas cadeiras conquistadas no Knesset, o desenvolvimento das potencialidades humanas, a divisão equânime das riquezas e a solidariedade entre os povos deste planeta jamais chegará através do modelo capitalista, pois que o caráter predatório do capitalismo está entranhado inexoravelmente em sua essência mais profunda. Não será fazendo concessões à classe burguesa que conquistaremos a justiça e o equilíbrio.
E lembrando: também não haverá humanização do nascimento e respeito à fisiologia das mulheres enquanto o parto for controlado por cirurgiões. Afinal, intervir sobre os corpos está na essência destes profissionais. Como seria possível que agissem contra suas mais profundas inclinações? Uma política de “reformismo” e a manutenção do sistema de poderes nos levou a situação de agora. Desta forma, por que deveríamos continuar numa rota que jamais nos levou a mudanças consistentes?
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Geração anos 60
Eu fico impressionado com a quantidade de amigos que compartilham o meu DNA (data de nascimento antiga) que justificam seu voto no Cramulhão por causa do “comunismo”, da “Coreia do Norte”, medo de virar uma “Venezuela” ou para não perderem a “liberdade” do capitalismo, usando os mesmos discursos macartistas dos anos 50.
Mais assustador é que, depois de 5 minutos de conversa, fica evidente que eles não conhecem absolutamente nada da organização política (menos ainda da história) dos países que citam, e seus conceitos de democracia e liberdade são absolutamente primários.
Mais 5 minutos de conversa e os argumentos se tornam morais, absolutamente descolados dos conceitos de socialismo ou comunismo, e aí aparecem os clichês do kit gay, de ensinar masturbação para crianças, roubalheira, petralhas, mortadelas, etc.
O que será que assusta tanto essas pessoas? Por que a simples ameaça de justiça social é capaz de produzir pânico entre estes senhores e senhoras? Por que mesmo sendo da geração que sofreu com a ditadura eles continuam apoiando regimes de força, militarismo, punitivismo e medidas contrárias à organizações dos trabalhadores?
Minha geração ainda é um enigma para mim…
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