Vergonha

Dentro de poucos anos as pessoas vão esconder as declarações de amor ao miliciano Bolsonaro, da mesma forma como hoje escondem a antiga exaltação ao herói Moro, que todos sabemos que não passava de um bandido de toga. Também no passado os integralistas picotaram seus uniformes verdes quando o nazi-fascismo passou a ser combatido por todo o mundo. Anotem: “bolsonarista” em muito breve será um adjetivo tão ofensivo quanto o são aqueles que definem os adeptos de Hitler e Mussolini.

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Imperfeição

Li no Facebook a frase que dizia que “nossa insistência em sermos perfeitos é ilógica, porque os perfeitos não sabem amar”. Todavia, discordo desta frase; em verdade os perfeitos sabem amar, a questão é que sua condição faz com que não precisem amar.

Na minha perspectiva o amor surge exatamente do sentimento de falta, aquilo do qual o sujeito carece. Sendo a perfeição a ausência de falhas e a completude suprema, nada lhe faltaria ou lhe seria vedado.

Assim, amar para quê? Para suprir qual lacuna? Para tapar qual buraco na alma?

A imagem ao lado explica exatamente o que pretendo dizer…

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Vai prá….

Vá pra Cuba!!!
Olha a Venezuela!!!
Em breve seremos uma Argentina!!!

Apesar de ser uma fórmula encontrada pelos fascistas para agredir, essa é a melhor propaganda para o PT. O Brasil precisa mesmo se abraçar aos seus irmãos latino-americanos!! Precisamos produzir uma gigantesca onda de contraposição ao imperialismo. Unidos nos fortalecemos, mas o Império sempre apostou na nossa desunião, fomentando separações artificiais produzidas por disputas locais inúteis e que só estimularam nossa submissão.

Viva Cuba, viva os Hermanos do Prata, viva a Nicarágua livre, viva a Venezuela soberana e abaixo o imperialismo assassino!!!

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Justiça para Olívio Dutra

Creio que é possível criticar o ex governador Olívio Dutra por sua única falha imperdoável: ser colorado. Para um gremista com o eu é doloroso ver um ícone da política gaúcha com a camisa do adversário. Sua vida pública, entretanto, é inatacável, em especial no episódio da Ford, onde esteve certo o tempo todo, mas os tolos e oportunistas da época se negaram a enxergar.

Olívio Dutra estava certo desde o princípio. Nunca foi por ideologia. Era para a proteção das contas do Estado. Passados 20 anos a Ford foi embora sem ter feito nada pelo Rio Grande ou pelo Brasil. São abutres do capital internacional, que exploram as nações periféricas e depois vão embora sem deixar qualquer valor, e sem contribuir com o desenvolvimento da indústria nacional.

Pois foi o seu acerto no que diz respeito à instalação da fábrica da Ford – apressada e prejudicial aos interesses do Estado o que ocasionou, após 16 anos, o vergonhoso pedido de desculpas da RBS (concessionária local da Rede Globo). Este resgate da justiça tardia é apenas um dos fatores que o farão ganhar a vaga ao Senado. Olívio é um bastião da honestidade, admirado até pelos seus adversários, pois sua conduta em todas as esferas de poder sempre foi de retidão, ética e competência.

Nosso sonho como socialistas é que nenhum sujeito será jamais degradado abaixo da condição humana e todos terão direito à dignidade de um lar, comida, segurança e saúde. Com Olívio no Senado sabemos que estaremos dando mais um passo nessa direção.

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Pesquisas

“Não acredite nas pesquisas, elas foram compradas pela esquerda”,
diz o militante bolsonarista…

Bem, para acreditar nisso é preciso questionar: na última eleição o Bolsonaro comprou as pesquisas? Como funciona? Afinal, as pesquisas mostraram de maneira muito clara que Bolsonaro crescia de forma vertiginosa no final da campanha eleitoral e todas as empresas foram unânimes em apontar a vitória do candidato da extrema-direita. Outra dúvida: as esquerdas – professores, operários, trabalhadores, proletários, estudantes, os pobres, os negros, os gays – compram pesquisas de intenção de voto, mas a direita – os magnatas, a elite financeira, os empresários, os militares, a pequena burguesia e os patrões – não compram? Por quê? A direita é honesta e a esquerda vigarista? Por que deveríamos acreditar nessa divisão moral da sociedade? Onde se pode comprovar isso? Expliquem por que os pobres comprariam as pesquisas eleitorais (quem paga?) e os ricos (como o velho vigarista da Havan) não fariam isso?

Essa divisão moral da sociedade não faz sentido algum, mas todo o ideário fascista é centrado nessa ideia. Basta ver como foram as propagandas nazistas, o fascismo italiano e todas as frentes de direita que, na ausência de argumentos econômicos e sociais, apelam para valores da “família”, da “religião” e de um patriotismo canhestro e falacioso. Veja como os defensores de Bolsonaro jamais questionam os projetos, planos e realizações dos governos de esquerda, muito menos os comparam com o que foi feito na onda neoliberal de Temer-Bolsonaro. Não, sempre partem para os ataques morais, chamando os petistas (e a esquerda em geral) de vigaristas, ladrões, guerrilheiros e “presidiários”. Entretanto, jamais se vê uma crítica aos projetos de governo, nunca algo técnico ou sobre as ideias, sempre elementos subjetivos sobre a honestidade ou a “espiritualidade” dos políticos da esquerda.

O estranho é que isso agride até a própria realidade. Quem esteve a vida inteira envolvido com crimes, milícias, rachadinhas, funcionários fantasmas, apartamentos para “comer gente“, desejo de “matar uns 30 mil“, negros pesados em “arrobas“, sendo a “favor da tortura“, ameaçando golpe militar a todo momento, vizinho de “milicianos envolvidos na morte de Marielle e Anderson” sempre foram Bolsonaro e seus filhos.

Eu espero que a partir do ano que se aproxima possamos virar a página do fascismo, do negacionismo, do estímulo à violência, do golpismo e do ódio incontido. Precisamos reconstruir um pais que foi destruído pelos golpes em sucessão, e esta será uma tarefa de todos nós.

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