Curso Homeopatia para Profissionais do Parto

Curso Homeopatia para Profissionais do Parto

Duração: 16h (2 dias)

Valor promocional: R$ 600,00

Data:_______

Programa:

  1. Por quê homeopatia?
  2. Paradigmas de compreensão do binômio saude-doença.
  3. Antropologia da doença e formas terapêuticas.
  4. Hahnemann e a história da Homeopatia
  5. O que é homeopatia? Individualização, dinamização, abordagem sistêmica e paradigma relacional.
  6. Repertórios, pesquisas e Matérias Médicas
  7. Humanização do Nascimento
  8. Quando e porque tratar com homeopatia
  9. Homeopatia na Gestação
  10. Homeopatia no parto
  11. Homeopatia no puerpério
  12. Principais medicamentos e seu uso
  13. Como formar uma botica homeopática.

Para maiores informações entrar em contato:

Ricardo Herbert Jones

Fone: 55 51 999810445

ricardoherbertjones@gmail.com

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Arquivado em Medicina

O passado presente

 

Quando eu tinha 5 anos de idade aconteceram duas coisas importantes na minha vida: o Brasil mergulhou em uma ditadura militar que durou toda a minha infância até a entrada na vida adulta e meu pai fez uma inusitada e incrível viagem de estudos à França, onde ficou por 6 meses.

Quando na minha entrada na adolescência eu disse ao meu pai que ele era um sujeito de muita sorte, pois teve a possibilidade de conhecer Paris e Marselha; Nice e Lyon. Ele me respondeu de forma profética: “Isso não é nada. Quando você tiver a minha idade estas viagens, que hoje parecem tão difíceis e caras, serão tão acessíveis quanto pegar um ônibus até o centro da cidade”.

Hoje percebo o quanto estes fatos me marcaram. Não só não consigo aceitar o novo golpe que nosso país sofreu como me tornei um viajante compulsivo. Nunca menospreze a importância das experiências primitivas na constituição do sujeito.

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Arquivado em Histórias Pessoais

Ética profissional

 

Surgiu um interessante debate a respeito da interferência dos profissionais na escolha da abordagem terapêutica de pacientes. Fiquei com esta dúvida: Recomendar que alguém mude de psicoterapeuta ou de abordagem psicológica seria antiético sempre? Por quê? Recomendar que uma gestante mude de profissional e de abordagem obstétrica é antiético quando sabemos da vinculação desse profissional a um modelo quando a paciente explicitamente deseja outro? Por que damos tantos conselhos a gestantes sobre seus profissionais e não podemos fazê-lo com os neuróticos e deprimidos à nossa volta?

A vinculação do paciente a uma corrente psicológica (comportamental, humanista, Gestalt, psicodrama,  psicanálise ou psicologia analítica, põe exemplo) se relaciona aos seus valores e visão de mundo. Entretanto, muitas vezes a paciente diz “Adoro meu …… (analista,  psicólogo, terapeuta, etc) mas apesar dessa ligação não vejo progresso nos meus transtornos dentro da minha expectativa (que podem ser diferentes da minha ou do seu terapeuta, analista, etc).”

O que fazer nesses casos?  Silenciar? Quantas vezes escutei de pacientes de analistas “Não aguento mais aquela múmia. Não fala nada e não me dá um conselho sequer!!!” e diante disso eu dizia “Talvez psicanálise não seja para você, ou talvez precise de um analista menos ortodoxo”. Seria isso antiético ou a necessária reavaliação do choque entre expectativas e realidade?

Sim, eu entendo que não devemos induzir pacientes a romper vínculos de acordo com NOSSAS crenças e preferências pessoais. Não podemos transmitir “na marra” nossa visão de mundo a um cliente. Entretanto, essa condição precípua de respeito à energia transferencial não pode nos levar ao imobilismo diante da disparidade EXPRESSA entre os desejos do paciente e o que ele efetivamente recebe do seu tratamento.

Minha tese se baseia na contraposicao à afirmação peremptória de que sugerir que um paciente mude de abordagem ou de profissional é uma conduta ANTIÉTICA e que feriria os princípios de nossa atuação profissional.

O vínculo é importante, mas não é sagrado. Os casos de escravidão mental com gurus e pseudo-terapeutas nos provam isso. Portanto, diante do PEDIDO ou da ABERTURA do paciente em questionar seu tratamento,  como fazem as milhares de gestantes que nos procuram, não devemos nos furtar a ter posição e auxiliar na busca por um profissional que se adapte melhor ao paciente.

Por outro lado, estamos de acordo que só podemos tocar na tessitura delicada da transferência quando o próprio paciente nos oferece esta posição ou em condições especiais (e bem mais raras) de abusos e violências ocorridas no âmago da relação profissional.

Espero ter sido claro em minha discordância e em minha concordância.

“Se ele quiser sair sairá a seu tempo”. Sim, verdade… mas como? A forma mais tradicional é perguntar e questionar. No espaço cibernético das mídias sociais fizemos isso por quase 20 anos, e não me pareceu antiético. Entretanto, meu ponto de convergência é que não podemos ter uma postura messiânica e salvacionista. Nas palavras célebres deste espaço “a consciência é uma porta que só abre por dentro“. Assim, se é fundamental esperarmos os tempos e as falas, também é lícito estar preparado para uma demanda que surge de quem sofre, ao confrontar-se com a dificuldade de suprir suas demandas.

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Arquivado em Pensamentos

Depressão

 

Quando vejo pacientes chorando em vídeos na internet dizendo “Não menosprezem a minha dor; depressão é uma doença grave e precisa de tratamento” eu automaticamente me compadeço e me identifico com o sofrimento do sujeito. Mais ainda, reconheço a necessidade de olhar para a depressão com cuidado e seriedade. Entretanto, por trás desses depoimentos surge uma imensa força de propaganda para que a depressão seja medicalizada, tratada como um transtorno físico, olhando-a por uma perspectiva ontológica e adorcista.

Logo depois destes depoimentos tocantes aparecem frases como “Depressão é doença séria, mas tem remédio”, fazendo-nos crer que se trata de um mal em si (e não um desarranjo funcional da própria vida) e que a cura virá de fora, com drogas químicas que agem no cérebro modificando suas respostas aos estímulos sensoriais.

Pois a verdade é bem diferente do que a indústria quer nos fazer acreditar. Os anti-depressivos são repetidamente confirmados como placebos, com efetividade nula ou sem significado estatístico para comprovar um efeito positivo.

“Os ensaios clínicos descobriram, reiteradamente, que os antidepressivos ou não são mais eficazes que o placebo, ou são ligeiramente mais eficazes.”

Para maiores informações, clique aqui.

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Arquivado em Medicina

Porta aberta

 

Eu concordo que romantizar parto e maternidade é um erro que pode custar caro. Lembro muito bem da frustração de mulheres que idealizaram seus partos de forma muito intensa e irreal e acabaram em cesarianas. Para estas a perda do “parto ideal” produz uma queda ainda maior por causa das expectativas criadas sobre o evento. Por esta razão é importante transmitir a elas a noção de que no parto, no amor e no sexo não há garantias e que é melhor que estejam preparadas para os revéses que podem vir a ocorrer.

Entretanto, também não é justo oferecer a elas uma visão negativa e catastrófica do parto e amamentação com a desculpa de que, assim “preparadas” para o pior, não serão pegas de surpresa. Para tudo há que buscar a moderação e o “caminho do meio”. Transformar o parto em um circo de horrores serve apenas àqueles que desejam manipular pelo terror.

Depois de atender por mais de 30 anos a estes eventos, com toda sorte de resultados, a minha postura se baseava numa frase que meu pai repetia: “Visualize o melhor, prepare-se para o pior“. Zeza tinha também uma expressão muito boa para esse dilema: “Você pode enaltecer o quanto quiser as virtudes do parto e da amamentação, mas deixe sempre uma porta aberta em seu discurso para permitir que a esperança entre quando os projetos não ocorrerem como os idealizamos.

Essa porta é o segredo, e sei o quanto é difícil mantê-la aberta. Entretanto, este é o ponto nevrálgico da preparação: capacitar as mulheres para que possam lidar com maturidade seja qual for o resultado.

(De uma conversa com Andreia Moessa De Souza Coelho)

 

 

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Arquivado em Ativismo, Parto